Serão oferecidas, gratuitamente, duas oficinas e dois minicursos, que acontecerão entre os dias 12 e 15/06. Interessados devem preencher o formulário de inscrição no site até o dia 29/05.
Os interessados em participar das oficinas durante a 25ª Edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) já podem realizar as inscrições preenchendo o formulário no site oficial do festival https://fica.go.gov.br/ até o dia 29/05. Serão realizadas duas oficinas e dois minicursos gratuitos, que acontecerão gratuitamente entre os dias 12 e 15 de junho.
O Fica é uma realização do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação Rádio e Televisão Educativa (RTVE). O festival acontece na Cidade de Goiás de 11 a 16 de junho.
A programação conta com a oficina “Ouvir e Contar Histórias: Oficina de Podcasts”, que acontece entre os dias 12 e 14, das 10h às 12h, e com 20 vagas disponíveis. Ministrada por Ana Bonomi e José Orenstein, da Trovão Mídia, produtora de podcasts de São Paulo, os participantes terão a oportunidade de aprofundar sua compreensão sobre o poder do áudio como meio de expressão e conhecer os bastidores do mercado de podcasts brasileiro.
A segunda atividade é a oficina “Da Ideia ao Roteiro – Oficina para Profissionais Negros”, que é uma parceria com a APAN – Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro -, e será um laboratório voltado a profissionais negros do audiovisual. A oficina também será realizada entre os dias 12 e 14, das 8h30 às 12h, e conta com 20 vagas abertas. A oficina será ministrada pela roteirista, diretora e educadora Maíra Oliveira.
Já na programação de cursos, o minicurso “Mudanças Climáticas: Conhecimento e ação para transformar o clima em aliado” acontece entre os dias 12 e 15 de junho, das 8h às 12h, e possui 30 vagas. A atividade será ministrada pelo pesquisador Angel Chovert e tem como objetivo oferecer uma compreensão ampla das questões climáticas e de seus impactos sobre o Cerrado.
“A história, o presente e o futuro do Cerrado” é o segundo minicurso da programação desta edição do festival e será realizado entre os dias 12 e 15, das 8h às 12h, contando, também, com a oferta de 30 vagas. Com a parceria da Mapbiomas, uma rede colaborativa de monitoramento do uso da terra, o minicurso será conduzido pelos pesquisadores Vinicius Mesquita e Julia Shimbo e propõe oferecer aos participantes um amplo panorama histórico, ecológico e de uso e ocupação do bioma.
Sobre os ministrantes
Oficina “Ouvir e Contar Histórias: Oficina de Podcasts”:
Ana Bonomi é cofundadora da Trovão Mídia, produtora de podcasts lançada em 2020, e responsável por colocar no ar mais de 40 shows, entre parcerias e originais, como “Alexandre” e “Pico dos Marins”. Ana é economista, formada pela FGV-SP, foi pesquisadora-visitante no MIT, em Boston, e trabalhou com comunicação e marketing para grandes agências e marcas do mercado brasileiro.
José Orenstein é cofundador da Trovão Mídia, produtora de podcasts lançada em 2020 e responsável por colocar no ar mais de 40 shows, entre parcerias e originais, como “Alexandre” e “Pico dos Marins”. Como jornalista, trabalhou por mais de dez anos nas redações de Folha, Estadão e Nexo.
Oficina “Da Ideia ao Roteiro – Oficina para Profissionais Negros”: Maíra Oliveira é roteirista, diretora e educadora, graduada em Pedagogia e mestranda em Artes da Cena, com especial interesse em histórias com representatividade negra e feminina que subverta estereótipos. Autora de livros infantis e orientadora de mais de 200 projetos audiovisuais, em diferentes etapas de desenvolvimento. Atuou ativamente no desenvolvimento de mais de 30 projetos audiovisuais, para Globo, Disney+, Canal Brasil, Netflix, Paramount e HBO em parceria com as principais produtoras do país. Foi Presidente da Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) de 2021/2022 e atualmente é Conselheira do sudeste da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro.
Minicurso “Mudanças Climáticas: Conhecimento e ação para transformar o clima em aliado”:
Angel Chovert possui Graduação em Meteorologia pelo Instituto Superior de Tecnologias e Ciências Aplicadas, Havana, Cuba (2013), Mestrado em Meteorologia pela Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil (2016) e Doutorado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, São Paulo, Brasil (2021). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: previsão numérica de tempo, clima e da química da atmosfera, parametrização de microfísica, precipitação extrema em regiões urbanas, previsão operacional do tempo meteorológico e do clima, agrometeorologia e sensoriamento remoto. Atualmente desenvolve um sistema de multiprodutos meteorológicos para a região do Cerrado no Centro-Oeste do Brasil, utilizando modelos numéricos de previsão de tempo. Possui também experiência no tratamento de dados e análises estatística.
Minicurso “A história, o presente e o futuro do Cerrado”:
Vinícius Vieira Mesquita é Pesquisador Associado ao LAPIG/UFG, Coordenador Técnico do Mapeamento e Monitoramento das Áreas de Pastagem no Brasil na iniciativa MapBiomas e membro da iniciativa Global Pasture Watch/WRI. Doutorando em Ciências Ambientais, Mestre em Ciências Ambientais e Bacharel em Geografia, ambos pela Universidade Federal de Goiás, onde se dedica há mais de 10 anos a pesquisas envolvendo mudanças no uso e cobertura do solo e monitoramento ambiental. Atualmente trabalha no aprimoramento de técnicas de mapeamento, monitoramento, interpretação e caracterização de pastagens com o uso de Big Data e Aprendizado de Máquina.
Julia Shimbo é Coordenadora Científica do MapBiomas, uma rede colaborativa de mais de 85 organizações no Brasil e em outros 13 países que monitora o uso da terra para promover o manejo sustentável dos recursos naturais e o combate às mudanças climáticas. Ecóloga com mestrado em Geociências pela UNESP-Rio Claro e doutorado em Ecologia pela UnB com sanduíche na University of New Hampshire/EUA, ela trabalha principalmente na compreensão das mudanças no uso da terra nos trópicos e seus impactos nas mudanças climáticas, nos ecossistemas e nas pessoas. Julia fez pós-doutorado no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) onde, atualmente, é pesquisadora, além de ser integrante da equipe do setor de Mudanças no Uso da Terra do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).
Evento multicultural O Fica 2024 conta com uma vasta programação gratuita, com mostras competitivas, debates com grandes nomes do cinema nacional e internacional, atividades de cunho ambiental e atrações culturais.
O festival conta com apoio do programa Goiás Social; das secretarias de Estado da Retomada; de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti); e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad); Saneago; Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal de Goiás (IFG); Serviço Social do Comércio (Sesc) e Prefeitura da cidade de Goiás. Este ano o evento também tem como apoiadores a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Grupo Kelldrin e Saga BYD.
OlhO Comunicação Estratégica
Secretaria de Estado da Cultura – Governo de Goiás
Com direção de Karla Rady e Raimundo Alves, o longa-metragem “Tarzan de Castro: Vida, Lutas e Sonhos” reconstrói a trajetória de resistência de um dos nomes mais emblemáticos da luta contra a ditadura no Brasil
GOIÂNIA – No dia 20 de abril, às 19 horas, o cinema documental ganha um capítulo essencial com a estreia de Tarzan de Castro: Vida, Lutas e Sonhos. O longa-metragem, dirigido pela dupla Karla Rady e Raimundo Alves, terá sua primeira exibição pública dentro da programação da prestigiada mostra O Amor, a Morte e as Paixões.
Diretora Karla Rady e Tarzan de Castro
O lançamento será marcado por um debate conduzido pela renomada jornalista Fabiana Pulcineli. O bate-papo, que acontece logo após a exibição, às 21 horas, contará com a presença dos diretores e do protagonista, Tarzan de Castro, proporcionando uma imersão profunda nos contextos políticos e sociais abordados pela obra.
Montevidéu (Uruguai)
O filme mergulha na intensidade de uma vida dedicada à militância. Tarzan de Castro, figura central da resistência política brasileira, teve sua trajetória marcada pelo confronto direto com o sistema durante os anos de chumbo. “Me sinto realizado. É muito emocionante e fantástico, nos meus quase 90 anos, ver tudo que passei na luta (e no amor também), com todas as consequências do viver, transformado em um documentário sobre a minha vida”, diz Tarzan de Castro. O documentário não apenas resgata fatos históricos, mas explora as camadas humanas de quem enfrentou a prisão, a clandestinidade e o exílio em nome de ideais democráticos.
Memorial da Ditadura (Uruguai)
Para o diretor Raimundo Alves, o processo de execução da obra foi marcado por uma jornada imersiva de conhecimento e sentimento: “Tenho anos de estrada e achei que já tinha visto de tudo na minha profissão. Mas mergulhar na produção deste documentário sobre a ditadura militar foi diferente. Em cada depoimento, em cada arquivo, foi impossível não me sentir, por um instante, no lugar daqueles presos políticos. O peso da história deixou de ser fato e virou sentimento.”
Gravção na Casa da escritora Maria José Silveira
“Tarzan de Castro foi incansável no combate à ditadura e é, até hoje, na luta pela manutenção da democracia. As histórias que ele narra sobre este período de sua vida poderiam ter saído da mente do mais criativo roteirista, mas pertencem à trajetória e às lutas reais do protagonista”, ressalta Karla Rady. Ela acrescenta: “O lançamento, com a presença de Tarzan, em uma das mostras de cinema mais importantes de Goiás torna tudo muito especial. É nosso cinema, arte e gente em enredos históricos que extrapolam o âmbito regional. As histórias de Tarzan pertencem a todos os brasileiros.”
Uma Jornada Internacional
Gravado ao longo de 2024, o filme possui uma escala geográfica que reflete a vida de seu protagonista. A equipe percorreu as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo — onde Tarzan enfrentou o cárcere — e cruzou fronteiras para registrar passagens fundamentais em Montevidéu (Uruguai), Santiago (Chile) e Paris (França), locais que serviram de refúgio e palco para sua atuação política internacional durante o exílio.
Santiago (Chile)
A obra foi baseada no livro homônimo do documentário, lançado em 2016, com edição do professor Juarez Ferraz de Maia. Vale ressaltar que este projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo do Governo Federal, operacionalizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.
Paris – França
Sobre a Mostra “O Amor, a Morte e as Paixões”
Consolidada como um dos maiores eventos cinematográficos do Centro-Oeste, a mostra chega à sua edição de 2026 no CineX, mantendo a curadoria refinada do professor Lisandro Nogueira. O festival é conhecido por democratizar o acesso ao cinema de arte, levando para Goiânia sucessos dos principais festivais mundiais, além de abrir espaço para produções que resgatam a memória e a identidade política nacional.
SERVIÇO:
O quê: Estreia do filme Tarzan de Castro: Vida, Lutas e Sonhos
Quando: 20 de abril de 2026 (segunda-feira)
Horário: 19 horas
Debate: Conduzido pelas jornalistas Cileide Alves e Fabiana Pulcineli, com a presença de Tarzan de Castro, Karla Rady e Raimundo Alves, às 21 horas.
Onde: Mostra O Amor, a Morte e as Paixões (CineX – Goiânia/GO)
Diretor Raimundo Alves
FICHA TÉCNICA:
Título: Tarzan de Castro: Vida, Lutas e Sonhos
Gênero: Documentário / Biográfico
Ano de Produção: 2023-2024
Direção: Karla Rady e Raimundo Alves Montagem: Bruno Fiorese
Trilha sonora: Katú Leão e Emanuel Mastrella
Imagens de drone: Agnaldo Teixeira
Designer gráfico: Leandro Portoh
Assessoria de Imprensa: Olho Comunicação
Locações: Brasil (GO/RJ/SP), Uruguai (Montevidéu), Chile (Santiago) e França (Paris)
Evento em Goiânia reúne mais de 50 filmes e uma programação integrada que conecta música, literatura e pensamento ao universo do cinema
A 17ª edição da Mostra O Amor, a Morte e as Paixões anuncia uma mudança que redefine o alcance do evento: pela primeira vez, toda a programação será integralmente gratuita. A mostra será realizada de 8 a 22 de abril, no Cinex, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, consolidando-se como um dos principais encontros culturais do país dedicados ao cinema autoral e ao pensamento contemporâneo.
Com mais de 60 filmes na programação, o evento amplia seu papel como plataforma de difusão cultural ao integrar diferentes linguagens — como música, literatura e debates — não como atrações paralelas, mas como elementos constitutivos da própria experiência cinematográfica. A proposta dialoga com temas urgentes do cenário global e posiciona a mostra como espaço de reflexão, formação de público e acesso democrático à cultura.
“A gratuidade é um passo importante para ampliar o alcance da mostra e permitir que novos públicos tenham acesso ao cinema e às discussões que propomos. É uma forma de democratizar ainda mais o evento”, afirma o realizador Gerson Santos.
Ao propor essa integração, a Mostra reforça o entendimento do cinema como resultado de múltiplas linguagens. “O cinema é o produto final de um processo que envolve a escrita, a música, o pensamento. Nada aqui é paralelo — tudo converge para o cinema”, destaca Gerson.
A curadoria mantém o compromisso de trazer ao público brasileiro produções de destaque do circuito internacional, com filmes exibidos e premiados em festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, São Paulo e Rio de Janeiro. A programação também valoriza a produção nacional, com a estreia de cinco longas-metragens goianos e uma mostra dedicada a curtas de realizadores do estado.
Sob curadoria de Lisandro Nogueira, a edição aprofunda essa proposta ao reunir debates com jovens críticos de cinema, psicanalistas, professores e escritores, além de lançamentos de livros e apresentações musicais que dialogam diretamente com o universo audiovisual. “Os sons, as letras, as vozes e as ideias convergem para as imagens e sons do cinema”, resume Lisandro.
O acesso aos filmes será realizado mediante retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão. Já as demais atividades estarão sujeitas à lotação dos espaços.
A ambientação desta edição propõe uma imersão na brasilidade, com referências visuais e simbólicas a diferentes regiões do país. A escolha estética acompanha o tema central — a defesa da vida — e reforça a proposta do evento de promover conexões humanas e culturais em um momento marcado por tensões globais e transformações sociais.
A Mostra O Amor, a Morte e as Paixões nasceu com o objetivo de apresentar ao público produções cinematográficas fora do circuito comercial e, ao longo de mais de duas décadas, se consolidou como um espaço de formação, debate e acesso à cultura.
A 17ª edição conta com parcerias do Sesc e da Saneago, além de apoio cultural do Grupo Jaime Câmara e do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal de Goiás (Adufg).
Serviço
17ª Mostra O Amor, a Morte e as Paixões
Quando: 8 a 22 de abril
Onde: Cinex, no Centro Cultural Oscar Niemeyer
FOTOS
Foto 1 – Sessão da mostra o Amor, a Morte e as Paixões 2025
Foto 2 – Foyer do Cinex durante a mostra o Amor, a Morte e as Paixões 2025
Conheça 4 vantagens deste recurso ambiental que pode auxiliar a solucionar problemas de drenagem urbana. Condomínio horizontal leva esta solução sustentável para para Pirenópolis
Os projetos sustentáveis se fazem cada vez mais necessários com o crescimento das cidades. O cuidado com a água e o desenvolvimento de soluções de drenagem urbana são imprescindíveis. Não ao acaso, com a chegada do período chuvoso, cresce a preocupação da população urbana com enchentes e sobrecarga dos sistemas tradicionais de drenagem.
Neste contexto, os swales (do inglês, “valas”) surgem como uma estratégia preventiva, capaz de reduzir impactos ambientais antes mesmo que eles aconteçam. Trata-se de uma solução acessível e replicável, que pode ser adaptada a diferentes escalas e contextos, do urbano ao rural. Inspirada nos processos naturais de escoamento do solo, é um recurso de manejo das águas pluviais, com origem na permacultura.
A arquiteta e urbanista Luci Costa, especialista em planejamento urbano sustentável, explica que os swales são valas rasas escavadas no solo, construídas acompanhando as curvas naturais do terreno. “Sua função é captar, desacelerar e infiltrar a água da chuva, evitando que ela escoe rapidamente pela superfície e cause alagamentos ou erosões. Eles coletam a água da chuva e permitem que ela retorne ao solo de forma gradual, respeitando a dinâmica natural do terreno”, explica a urbanista.
Luci Costa, juntamente com Andrea Accioly, formam a dupla responsável pelo estudo, planejamento e implementação de um sistema natural de preservação e escoamento de água em Pirenópolis, uma das cidades de maior fluxo turístico do estado de Goiás.
O projeto, em instalação no interior do Aldeia do Vale Pirenópolis, prevê a instalação de valas de infiltração em curvas de nível para drenagem e escoamento de águas pluviais. A solução nasce a partir de uma convergência de propósito sustentável entre a cidade turística e o conceito Aldeia, que nasceu em Goiânia há quase 30 anos, e se tornou referência em moradia de alto padrão integrada à natureza.
Confira 4 vantagens dos swales como solução ambiental
Favorecem a infiltração da água no solo
Diferente das soluções que apenas conduzem a água para longe, os swales permitem que ela retorne ao solo de forma gradual. Esses canais desaceleram o escoamento e estimulam a infiltração, contribuindo para a recarga dos lençóis freáticos. Esse processo ajuda a manter o equilíbrio hídrico da região e reduz a dependência de estruturas artificiais. Ao respeitar o funcionamento natural do solo, os swales reforçam uma lógica de planejamento que trabalha a favor da paisagem, e do bem-estar do ecossistema.
Diminuem processos de erosão
Quando a água da chuva escoa com velocidade excessiva pela superfície, ela pode provocar erosões, desgastar o solo e comprometer áreas verdes e cursos d’água. Os swales atuam na redução dessa força, amenizando o impacto da água da chuva no terreno.
Associados à vegetação em seu entorno, eles ajudam a estabilizar o solo e proteger áreas sensíveis, como encostas e margens de córregos. No projeto do Aldeia do Vale Pirenópolis, os swales serão instalados no fundo dos lotes de cada morador, circundados por um pomar de árvores nativas e frutíferas, que, além de compor a estrutura de drenagem, colaboram para a conservação da flora local e na manutenção da biodiversidade. O corredor do pomar terá cerca de 15 metros de largura, formando verdadeiras “artérias verdes” que cruzarão o empreendimento.
Podem ser replicados em novos projetos de urbanismo
Os swales são uma solução versátil, que pode ser aplicada em novos projetos de urbanismo como uma medida natural com um valor de implantação viável para o empreendedor. Sua adaptação depende principalmente da leitura do terreno e das condições naturais de cada local.
Por essa característica, eles se apresentam como uma ferramenta estratégica para pensar o crescimento urbano de forma mais consciente. Ao serem incorporados em novos projetos, os swales ajudam a construir uma lógica de ocupação mais equilibrada, preparada para os desafios ambientais do presente e do futuro.
Têm um menor custo de implantação
O uso de swales em projetos de urbanização diminui a necessidade do uso de galerias pluviais, soluções de drenagem que, além de artificiais, têm um custo de implantação e manutenção mais elevados. Segundo a arquiteta e urbanista Andrea Accioly, uma medida sustentável também deve ser viável financeiramente. “Ser sustentável é suprir necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras, e isso envolve um equilíbrio econômico não somente de recursos naturais, mas também financeiros. Um projeto caro vai em desencontro com o significado de sustentabilidade”, pontua a especialista.
Aldeia do Vale Pirenópolis
Apresentando apenas 152 terrenos, o Aldeia do Vale nasce após 18 anos de estudo de relevo e técnicas de preservação, sendo cercado por nascentes e córregos – inclusive tendo o Rio das Almas atravessando o terreno. O paisagismo, assinado por Yara Hasegawa, prevê o plantio de mais de 10 mil mudas, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
O conjunto do projeto, além dos benefícios ambientais, oferece um conforto extra em qualidade de vida aos condôminos. Com 678m² de área verde por habitante e mais de 4.000.000m² de área verde no total, o Aldeia é uma referência nacional de vida integrada com a natureza. Além da vivência com a natureza, o Aldeia do Vale Pirenópolis proporciona o conforto de um resort de luxo, com piscina de borda infinita, quadra de tênis de saibro, wellness club com spa e academia equipada, além de espaços gastronômicos, áreas de convivência, SPA residencial e arte integrada à paisagem.