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Gastronomia

Como montar um bar em casa

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Especialistas orientam sobre as bebidas e insumos básicos e imprescindíveis, taças e copos adequados e como se prevenir para não comprar bebidas falsificadas

Em tempos de Lei Seca, ter um bar em casa além de ser um luxo é conveniente e prático. Também chamado de home bar, o espaço pode ser um atrativo para receber amigos e familiares em um ambiente aconchegante dentro de casa. Não é preciso muito espaço, basta um local para expor as bebidas e um espaço para guardar os copos e taças de uso exclusivo do bar. O espaço ainda pode ser decorado com quadros. As bebidas e os copos servem também como objetos decorativos.

Mas, na hora de montar o home bar, quais são as bebidas básicas e imprescindíveis que devem ser adquiridas? Quais os insumos são fundamentais no preparo de drinques? E sobre a coparia, quais são as taças e copos adequados para servir cada tipo de bebida ou drinque? Especialistas em bebidas respondem essas perguntas, além de orientar como se prevenir para não comprar bebida falsificada e dão dicas de drinques.

“Para montar um bar em casa, a primeira pergunta que você precisa se fazer é ‘o que eu gosto de beber? A partir desta resposta você vai identificar quais os ingredientes você deverá ter na sua casa. Mas a grosso modo eu sugeriria ter sempre a mão bons destilados base – uísques, vodcas e gins –, alguns licores para composição de sabores e se esse bar fosse meu não faltariam vermutes com toda certeza”, orienta o mixologista Benício Calaça, proprietário do Zimbro Cocktails & CO.

Thaily Semensato, sócia-proprietária da Casa da Bebida, destaca que “para quem vai montar um bar em casa, é essencial começar com uma seleção básica de bebidas que permita preparar uma variedade de coquetéis e satisfazer diferentes gostos”, afirma. A empresária listou dez bebidas que para ela são as imprescindíveis e explicou em quais tipos de drinques são utilizadas.

Bebidas e drinques

A começar pelo uísque, sendo que o Bourbon é versátil para vários coquetéis, como Old Fashioned e Whiskey Sour. Já o Scotch é ideal para apreciadores da bebida pura ou em um Rob Roy. A vodca é uma bebida de base neutra e versátil para muitos coquetéis, como Martini, Moscow Mule e Bloody Mary. Já o gin é essencial para clássicos como Gin Tônica, Martini e Negroni. 

rum também é um clássico, sendo o claro perfeito para Mojito, Daiquiri e Piña Colada; enquanto o escuro é excelente para um Rum & Coke ou Dark ‘n’ Stormy. A tequila é fundamental para Margaritas e Tequila Sunrise. A tequila reposado é indicada para quem prefere uma tequila envelhecida e mais suave. A brasileiríssima cachaça é indispensável para preparar uma autêntica Caipirinha. 

vermute também integra a lista de bebidas imprescindíveis para o home bar. O seco é essencial para o Dry Martini, enquanto que o doce é necessário para o Manhattan e o Negroni. Os espumantes Prosecco ou Champagne são indicados para Mimosas, Bellinis e celebrações especiais.

licor também é muito versátil. O Triple Sec ou Cointreau é usado em Margaritas, Cosmopolitans e outros coquetéis. Já o tipo Amaretto serve para adicionar um toque de amêndoa a vários drinks, enquanto o Licor de Café é usado em coquetéis, como o Espresso Martini e White Russian. Por fim, os vinhos tinto e branco são indicados para quem gosta de apreciar um bom vinho puro ou em coquetéis como Sangria.

Insumos, copos e taças

Além das bebidas, alguns mixers e ingredientes adicionais são essenciais ao home bar. São eles: água tônica, soda, suco de limão e de laranja, xarope simples, bitters como Angostura e gelo de boa qualidade. “Com essa seleção básica, qualquer pessoa pode começar a montar um bar em casa capaz de preparar uma ampla gama de coquetéis e oferecer uma experiência completa aos seus convidados”, afirma Thaily Semensato.

“Grande parte dos coquetéis é composto de vários ingredientes que não só os alcóolicos. É importante termos em casa itens como formas de dulçor – mel, açúcar de espécies diferentes – e itens cítricos, como limões, laranjas, limas ácidas. Gosto muito de ingredientes vínicos pois podem ser uma boa fonte de acidez e dulçor no mesmo ingrediente. Os mixers, que são as bebidas gaseificadas como as tônicas por exemplo, também são bons itens para ter sempre à mão”, aconselha Benício Calaça.

Para fazer bonito na hora de servir bebidas e coquetéis em casa, é importante ter uma seleção básica de copos e taças adequadas. “Ter copos e taças adequados em casa não só ajuda a servir as bebidas de maneira ideal, mas também melhora a experiência de degustação, destacando as características de cada drink”, pontua Thaily Semensato.

“A coparia para o coquetel tem a mesma importância do prato para a comida. Você receberia seus convidados para um jantar que você se esmerou tanto para fazer com aqueles pratinhos transparentes duvidosos? Uma boa coparia faz uma super diferença na degustação dos coquetéis. Eu teria em casa copos on the rocks, o famoso copo baixo de uísque; taças para gin tônica, um belo jogo de copos long drink e por fim tacinhas coupe, que formam um bom enxoval para o início das suas brincadeiras etílicas”, orienta o mixologista Benício Calaça.

Dicas para evitar a compra de bebidas falsificadas

Adquirir bebidas de qualidade e evitar falsificações é fundamental para garantir a segurança e a experiência de degustação. Os especialistas consultados são unânimes em afirmar que o maior cuidado que o consumidor precisa ter na hora de comprar uma bebida é exatamente saber de quem está comprando. A proprietária da Casa da Bebida listou algumas dicas para ajudar a prevenir a compra de bebidas falsificadas:

1. Compre de fontes confiáveis:

Adquira bebidas de lojas e e-commerce conhecidos e respeitáveis, como a Casa da Bebida, que compra diretamente dos importadores oficiais e garante a procedência dos produtos.

2. Verifique selos e rótulos:

Verifique se a bebida possui selos de procedência, como o selo fiscal da Receita Federal no Brasil. Observe os detalhes do rótulo, incluindo erros de ortografia, cores desbotadas ou desalinhamento, que podem indicar falsificação.

3. Examine a garrafa:

Verifique a integridade da garrafa, procurando por tampas soltas, sinais de adulteração ou etiquetas danificadas. A qualidade do vidro e a presença de hologramas ou códigos QR de segurança podem ser indicadores de autenticidade.

4. Desconfie de preços muito baixos:

Se o preço de uma bebida estiver significativamente abaixo do valor de mercado, desconfie. Preços muito baixos podem ser um sinal de produto falsificado.

5. Pesquise sobre o produto:

Antes de comprar, pesquise sobre a aparência original da garrafa, rótulo e outros detalhes específicos da marca. Compare com o produto que está sendo oferecido.

6. Solicite notas fiscais:

Sempre solicite a nota fiscal ao fazer a compra, pois ela comprova a origem legal do produto e facilita eventuais trocas ou reclamações.

7. Cuidado com compras on-line:

Ao comprar online, prefira sites oficiais ou parceiros certificados da marca. Evite sites desconhecidos ou que não ofereçam informações claras sobre o vendedor.

8. Consulta de origem:

Utilize aplicativos ou serviços que permitem verificar a origem do produto por meio de códigos de barras ou QR codes presentes nas garrafas.

9. Feedback de clientes:

Verifique avaliações e feedbacks de outros clientes sobre a loja ou o vendedor. Experiências negativas podem ser um alerta.

10. Selos do Mapa e da Receita Federal

O Registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um procedimento essencial para garantir a procedência e a legalidade das bebidas alcoólicas no Brasil. O Mapa é responsável por fiscalizar e regulamentar a produção, importação, exportação, e comercialização de bebidas alcoólicas no Brasil. O registro no Mapa garante que a bebida foi produzida ou importada seguindo as normas e padrões de qualidade estabelecidos pelo governo brasileiro.

Todas as bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil devem ter o Selo Fiscal da Receita Federal, que é um adesivo colocado sobre a tampa ou o gargalo da garrafa. Este selo indica que os impostos foram devidamente pagos e que a bebida foi registrada na Receita Federal, atestando sua legalidade e procedência.

Copos e taças

Copo Old Fashioned (Rocks Glass): para Whiskey puro, Old Fashioned, Negroni, e outros drinks servidos com gelo.

Copo Highball: para coquetéis longos como Gin Tônica, Vodka Soda, Mojito, e outros drinks com bastante mixer.

Taça de Vinho Tinto: para vinho tinto, permitindo que o vinho respire e realce os aromas.

Taça de Vinho Branco: para vinho branco, com uma forma que ajuda a manter a temperatura mais baixa.

Taça de Champagne (Flute): para espumantes como Champagne, Prosecco, e coquetéis como Mimosas e Bellinis.

Copo de Cerveja (Pint Glass): para cerveja e cidra, oferecendo uma boa capacidade para essas bebidas.

Taça de Martini: para martinis, Manhattans, e outros coquetéis servidos sem gelo.

Taça de Margarita: para Margaritas e outros coquetéis servidos com borda de sal ou açúcar.

Taça de Coquetel (Coupe Glass): para Cocktails clássicos como o Daiquiri e o Sidecar.

Copo de Shot: para shots de tequila, vodka, e outros destilados, além de servir licores.

Copo Collins: para coquetéis longos como Tom Collins, John Collins, e outras bebidas que requerem bastante mixer.

Copo de Cachaça: para servir cachaça pura ou em caipirinhas.

Três receitas de drinques básicos e fáceis de preparar

O mixologista Benício Calaça indica três drinques básicos e fáceis de preparar em casa. Para preparar o Gin Tonic é necessário uma parte de gin, três partes de tônica e um cítrico de sua preferência para aromatizar esse coquetel no final. Misture os ingredientes em um copo longo com muito gelo. Finalmente, aromatize o coquetel com a casca do cítrico preferido.

Outro coquetel fácil de preparar é o Fitzgerald, que leva praticamente uma parte de gin para meia parte de caldo de limão siciliano, meia parte de xarope de açúcar e um bitter aromático com ervas, que é facilmente encontrado em lojas de bebidas destiladas ou adega. Todos os ingredientes deverão ser batidos em coqueteleira com gelo para promover a diluição ideal e servido na sequência com copo com um gelo. 

O xarope pode ser preparado em casa. Primeiro coloque em uma panela uma parte de água, em seguida adicione a mesma quantidade de açúcar. Mexa essa solução até o açúcar se dissolver por completo. Deixe esfriar e pronto, o xarope de açúcar está pronto para ser utilizado. 

“Outro coquetel é o Mark Twain, que chamo carinhosamente de o primo europeu do Fitzgerald. Eles são praticamente o mesmo coquetel, o que os difere bastante é o fato do destilado do Fitzgerald é gin. Já no Mark Twain, vamos substituir o gin por um uísque jovem de sua preferência”, explica Benício Calaça.

*Assessoria de imprensa*

Palavra Comunicação

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“O Vinho e Eu”

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É uma obra sensível, intensa e profundamente humana, escrita pela jornalista, poeta e sommelière Edna Gomes, que transforma o vinho em personagem e confidente, quase como um divã, para narrar dores, renascimentos, memórias e reflexões sobre o tempo, o amor e a vida.
Muito além de falar sobre a origem do vinho ou aspectos técnicos, o livro propõe uma viagem emocional: o vinho aparece como metáfora, presença e companhia em momentos de silêncio, perdas e reconstruções. Em uma narrativa em primeira pessoa, Edna conduz o leitor por capítulos que misturam poesia, ironia elegante e crítica social, revelando como o vinho pode ser abrigo, lucidez e cura simbólica, uma conversa íntima entre a mulher e sua própria alma.
Com uma escrita que transita entre o lírico e o real, “O Vinho e Eu” toca temas universais como solidão, pertencimento, preconceito, etarismo, fake news, fragilidade humana e espiritualidade. Tudo isso sem perder a leveza: a autora costura humor refinado, sensualidade sutil e cenas cotidianas, mostrando que viver é também aprender a degustar a existência com mais delicadeza.
Mais do que um livro sobre vinho, “O Vinho e Eu” é um livro sobre gente, sobre o que nos parte e o que nos refaz. Uma obra que acolhe o leitor como quem oferece uma taça: verdade, afeto e profundidade.
Título: O Vinho e Eu
Autora: Edna Gomes
Gênero: Crônica / Literatura contemporânea / Prosa poética
Lançamento: 2026 (previsto abril)

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Gastronomia

Carreta da Perdomo Doces chega à região do Shopping Cerrado.

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Loja itinerante funcionará das 12h às 22h na sexta-feira (30), e das 10h às 22h no sábado (31) e domingo (1º) com atendimento presencial e delivery

A Região Noroeste e arredores recebem, pela primeira vez, a carreta da Perdomo Doces neste fim de semana. A unidade móvel da famosa confeitaria artesanal ficará estacionada na entrada principal do Shopping Cerrado, atendendo ao público das 12h às 22h na sexta-feira (30), e das 10h às 22h no sábado (31) e domingo (1º), inclusive com a opção de pedidos via delivery.

Além de doces que unem sabor, criatividade e apresentação impecável, a loja itinerante aposta em uma combinação de cenografia temática, iluminação e ambientação planejada para oferecer uma experiência envolvente e instagramável. O espaço foi projetado para atender desde o cliente que deseja fazer uma pausa doce durante as compras até quem busca presentes criativos.

A ação faz parte do projeto “Perdomo pelo Brasil”, uma loja itinerante sobre rodas criada para celebrar os 10 anos da marca e levar suas criações para mais perto do público. O projeto já passou por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e teve paradas especiais de Natal no Centro-Oeste e no Triângulo Mineiro. O Shopping Cerrado fica na Avenida Anhanguera, nº 10.790, no Setor Aeroviário, em Goiânia.

OlhO Comunicação Marketing

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Vinhos mais leves e refrescantes ganham espaço nas mesas durante o verão.

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Espumantes, brancos de alta acidez e rosés ganham espaço nas mesas de verão

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, o consumo de vinhos no Brasil passa por uma adaptação natural. Em vez dos rótulos mais encorpados, ganham protagonismo bebidas mais leves, frescas e versáteis, que dialogam melhor com o clima quente e com momentos descontraídos. Em Goiânia, esse comportamento já é percebido na Decanter Goiânia, especializada em vinhos nacionais e importados.

Segundo o sommelier José Filho Anjos, responsável pela enoteca, o verão amplia a busca por estilos que priorizam frescor e leveza. “O verão pede vinhos que sejam, acima de tudo, refrescantes e versáteis. Aqui na Decanter Goiânia, a nossa aposta para os dias quentes são os espumantes, brancos de alta acidez, os rosés vibrantes e até alguns tintos mais leves, que trazem o frescor necessário à mesa”, explica.

A preferência acompanha um comportamento cada vez mais comum entre consumidores: beber vinho em momentos informais, ao ar livre, em encontros entre amigos ou refeições mais leves. “Não tenha medo de explorar. O segredo é manter a garrafa gelada e aproveitar momentos descontraídos”, resume o sommelier.

Entre os rótulos que traduzem esse perfil de consumo, José Filho destaca o Hermann Alvarinho Jovem 2025, produzido no Brasil a partir de uma uva emblemática de Portugal, conhecida pela acidez vibrante e frescor, além do Luigi Bosca Rosé 2024, de estilo delicado, com notas cítricas e florais que reforçam a sensação de leveza. Para quem prefere tintos, a indicação é o Luis Cañas Maceración Carbónica 2024, elaborado para ser bebido jovem, com taninos macios e perfil suculento, ideal para dias mais quentes.

O movimento reforça uma mudança no modo de consumir vinho no país, que deixa de estar restrito a ocasiões formais e passa a integrar o cotidiano, inclusive no verão. Para José Filho, a transformação amplia o diálogo entre o vinho e o clima brasileiro. “O importante é escolher rótulos que combinem com a estação e com o momento. O vinho também é sobre prazer e leveza”, conclui.

@decantergo

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