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Arte

Pirenópolis 

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recebe obra de arte urbana durante Canto da Primavera 2024

Painel grafitado de 15m² está temporariamente localizado no Museu do Divino e traz elementos da primavera e características da cidade 

A histórica Pirenópolis recebeu, durante a programação do Canto da Primavera 2024, uma intervenção artística urbana no centro histórico do município. A obra de arte de 15m², localizada temporariamente no Museu do Divino, chama a atenção pelas cores e pela representação de elementos bastante característicos da cidade. Feito com técnicas de spray e acrílico, o painel grafitado é de autoria da artista goiana Thainá Junger e é um presente da 23º edição do festival para o município.  

De acordo com a artista, a inspiração para a arte se deu a partir de três elementos: as flores da primavera, características da cidade e elementos musicais. “As cores e os elementos foram escolhidos de acordo com a alegria mesmo do festival, de estar em festa. Além disso,  eu coloquei algumas coisas mais tradicionais também da cidade como os mascarados, arquitetura da cidade, e utilizei também instrumentos que são utilizados na música brasileira”, explica. 

A obra foi feita em painel MDF, uma vez que não é permitida a pintura diretamente nas paredes dos prédios históricos, e deverá ser realocada na secretaria de Cultura do município, como símbolo artístico desta edição do festival para a cidade de Pirenópolis.

“Em todos os nossos festivais nós estamos preocupados em ter mais manifestações artísticas e culturais. Temos também aquela grande preocupação de fazer o festival, mas não ser só uma ocupação que vem e não deixa nada para a cidade. Então, além de todos os resultados da política pública, como geração de emprego, renda, formação, dentre outras, nós estamos deixando painéis como lembrança dos festivais na cidade”, ressalta Yara Nunes, secretária de Estado da Cultura. 

Artista 

Thainá Junger, 28 anos, é artista visual autodidata e médica veterinária de formação. A paixão e o interesse pelas artes começaram ainda na infância e, desde 2015, se aprofunda no estudo de técnicas e materiais de desenho e pintura.  

No cenário artístico, atua desde 2019 produzindo principalmente murais, grafites, telas e ilustrações utilizando técnicas de spray e tinta acrílica em diferentes superfícies. Suas artes possuem um conceito “tropical psicodélico” com cores bem vivas, estilo vetorizado e muitos elementos da cultura pop art, usados para representar, principalmente, a fauna, a flora e a natureza das mulheres com todo seu poder e grandiosidade, em sua essência mais selvagem e intuitiva.

Programação 

A partir deste sábado (07/09), o Canto da Primavera entra na sua programação de final de semana. Na parte da tarde, começando às 16h, Canhoto ArteLivre, Diego Stucchi & Cintia Savoli, e Marcos Antônio com o show “Som de Bar” são as atrações do Palco Coreto. 

Já no Palco Teatro, as apresentações são: Everson Bastos, Ingrid Lobo e Bernardo Aguiar e Banda Overfuzz, a partir das 19h. No Palco Matriz, a partir das 17h, tem Eli, Luiz Garcia, Clube do Samba GO e Zabumba Beach.

Para fechar a programação de sábado, o Palco Garagem recebe o DJ Daniel de Mello, Banda Violins, Carne Doce e a segunda atração nacional do festival, o cantor Marcelo Falcão, que se apresenta a partir das 22h.

23ª edição

O Canto da Primavera 2024 é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com correalização da Universidade Federal de Goiás, por meio da Fundação Rádio e Televisão Educativa (RTVE). O evento tem como parceiros a Prefeitura de Pirenópolis, a Secretaria de Estado da Retomada, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a Universidade Estadual de Goiás (UEG), o Goiás Social e o Sesc Goiás.

Ao todo, o festival conta com um investimento de R$ 3,3 milhões, e um roteiro de 60 shows, sendo 57 regionais e locais, e três nacionais, e o maior cachê pago de toda a história, com valores que vão de R$ 7 a R$ 20 mil por artista, totalizando R$ 510 mil.

O festival traz ainda três oficinas e, de forma inédita, disponibilizará um estúdio totalmente equipado para realizar a gravação profissional gratuita dos artistas selecionados em edital. No Estúdio Primavera, cada artista ou grupo poderá gravar até duas músicas autorais com captação, edição, mixagem e masterização, além de receberem, ainda, a gravação exclusiva de um videoclipe promocional. 

Fotos: Secult Goiás/ Vinícius Schmidt

OlhO Comunicação Estratégica

Secretaria de Estado da Cultura – Governo de Goiás

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Arte

Mostra “Ensaio: Música Clássica

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Shopping em Aparecida de Goiânia recebe exposição gratuita do artista aparecidense W. Bonnardiny que une arte e música clássica 

O Aparecida Shopping recebe até o dia 17 de maio a exposição cultural “Ensaio: Música Clássica”, do artista aparecidense W. Bonnardiny. Com entrada gratuita, a mostra está aberta ao público de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 21h, na Praça de Eventos, no Piso 1, reunindo pinturas que exploram a conexão entre artes visuais e música clássica por meio de cenas que retratam músicos, maestros, instrumentistas e bailarinas em momentos de ensaio, preparação e apresentação.

As obras apresentam forte influência expressionista e transformam o gesto musical em linguagem visual, evidenciando movimento, ritmo e emoção. A exposição propõe ao público uma experiência sensorial que aproxima diferentes formas de arte, promovendo um diálogo entre música, corpo e imagem e tornando o universo da música clássica mais acessível ao visitante.

Segundo o gerente de marketing do Aparecida Shopping, José Macorin, a iniciativa reforça o compromisso do shopping do coração de Aparecida de Goiânia com a valorização da cultura local e o incentivo aos artistas da cidade. “Receber a exposição do artista aparecidense W. Bonnardiny é uma forma de aproximar a comunidade da arte e incentivar a produção cultural da nossa região. O shopping também é um espaço de convivência e experiências, e ações como essa proporcionam momentos de reflexão, sensibilidade e contato com diferentes expressões artísticas”, destaca.

Macorin também ressalta a importância de iniciativas culturais gratuitas para ampliar o acesso da população à arte. “Queremos oferecer experiências que vão além das compras, criando oportunidades para que as pessoas tenham acesso à cultura de forma gratuita e democrática. Essa exposição consegue unir arte, música e emoção em um ambiente acessível para toda a família”, afirma.

Sobre o Aparecida Shopping

Inaugurado em 2017, o Aparecida Shopping é o primeiro shopping do centro de Aparecida de Goiânia, possui uma área total de 22,7 mil metros quadrados de ABL e tem um projeto de expansão. Voltado para a comunidade, ajuda a desenvolver a região, criando empregos formais, que hoje totalizam uma média de 1200 vagas de emprego, e influenciando os hábitos de consumo dos moradores com mais oportunidades de negócios, lazer e cultura.

O shopping traz a melhor opção de compras da região, contendo mix diversificado, incluindo grandes marcas, lojas locais e diversas opções de serviços, como supermercado, cartório, academia, espaço de estética e Vapt-Vupt. A diversão fica por conta das salas de cinema; parque de diversões eletrônicas; espaçosa praça de eventos; e outras atividades de entretenimento, promovidas pelo próprio shopping e também por parceiros.

O shopping do coração de Aparecida de Goiânia se orgulha de ser um lugar inclusivo, comprometido com o bem-estar do aparecidense e com o apoio a causas sociais. Ao longo do ano, promove eventos que reforçam valores como acessibilidade, diversidade e solidariedade, impactando positivamente nossos visitantes e parceiros. Local que se consolidou como ponto de encontro onde negócios crescem, pessoas se conectam e experiências acontecem!

SERVIÇO:
Ação educativa de trânsito no Aparecida Shopping
Data: até 17 de maio

Horário: a partir das 10h

Local: Aparecida Shopping (Av. Independência – Quadra Área – Lote 01 – S/N – Setor Serra Dourada 3ª Etapa, Aparecida de Goiânia) 

Johny Cândido

Assessor de imprensa – Jornalista 

Registro Profissional nº GO 02807

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Arte

Wal Curado apresenta exposição inspirada na obra de “Bernardo Élis”, em Pirenópolis

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A exposição e catálogo “O Universo Literário de Bernardo Élis”, na **Casa de Câmara e Cadeia, em Pirenópolis. A abertura acontece no dia **19 de maio, às 17h30, com visitação até *14 de junho.

Realizado com recursos da Lei Goyazes 2025, o projeto homenageia o escritor Bernardo Élis, único goiano integrante da Academia Brasileira de Letras, por meio de aquarelas, desenhos em lápis e retratos autorais inspirados em sua trajetória e em obras marcantes da literatura goiana.

Com mais de 35 anos dedicados às artes visuais, Wal Curado desenvolve um trabalho voltado à valorização da cultura e da memória regional. A mostra reúne 22 obras e também possui caráter educativo e patrimonial, aproximando literatura e artes plásticas.

Serviço
Exposição: O Universo Literário de Bernardo Élis
Local:Casa de Câmara e Cadeia – Pirenópolis (GO)
Abertura:19 de maio, às 17h30
Visitação: até 14 de junho
Instagram: @wal.curado
Contato:(62) 99483-6329

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Arte

Do Vale do Araguaia para o circuito internacional: Gerson Fogaça reafirma presença na arte contemporânea

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Com mais de quatro décadas de trajetória, o artista goiano Gerson Fogaça consolida sua presença no circuito internacional das artes visuais com uma produção marcada pela abstração, pela intensidade cromática e por uma investigação contínua sobre cidade, tempo e transformação.

Nascido na Cidade de Goiás, Fogaça passou a infância e parte da adolescência em Britânia, no Vale do Araguaia. Foi nesse contexto do interior goiano, entre precariedades materiais e experiências decisivas, que começou a se formar o olhar que mais tarde daria consistência à sua linguagem artística.

“Meu pai era carpinteiro, meu avô marceneiro e minha avó lavadeira. Venho de uma família preta, atravessada pela pobreza e por muitas fraturas. Meu avô fazia caixões, e eu cresci sob a presença silenciosa deles, pendurados na sala da casa. Era uma visão que me assombrava. Durante muito tempo, não compreendi o alcance daquela imagem sobre mim. Só depois percebi que aquela convivência precoce com a morte, o medo e o desamparo havia deixado marcas fundas no meu imaginário. Minha avó revestia os caixões com tecido azul, quando eram para crianças, e roxo, quando destinados aos adultos”, recorda o artista.

O desenho surgiu cedo. Aos oito anos, Fogaça já desenhava; pouco depois, foi incentivado pela diretora de uma escola e deixou Britânia para seguir em Goiânia. “Comecei a desenvolver meu trabalho e fui descoberto pela diretora de uma escola. Com 14 anos, saí da cidade e fui para Goiânia. Entrei em um museu pela primeira vez aos 16 anos”, relembra.

Ao longo do tempo, construiu uma linguagem visual singular, em que a cidade aparece como campo de tensão, deslocamento e reinvenção. Sua pintura, de base abstrata, elabora questões ligadas à transformação dos espaços urbanos e às relações humanas inscritas nesses processos.

Com carreira iniciada nos anos 1980, Gerson Fogaça desenvolveu uma produção consistente e reconhecida, participando de salões, exposições individuais e coletivas em diferentes países. Em 2026, sua atuação internacional se reafirma com a exposição “Antes que Desaparezca”, além de projetos e participações previstos na Cidade do México, na Flórida, em Córdoba e em São Paulo.

Ao longo de sua trajetória, suas obras circularam por instituições e espaços expositivos de relevância no Brasil e no exterior, entre eles o Centro Cultural Las Rozas, em Madri; o Museo de Arte Alejandro Otero e o Museu de Arte Contemporânea de Caracas; o Museo Histórico y Militar de Chile, em Santiago; o Museu Nacional, em Brasília; a Caixa Cultural, no Rio de Janeiro; a Casa da América Latina, em Lisboa; o Miami Hispanic Cultural Arts Center e o Museum of Contemporary Art of the Americas, em Miami, além de espaços em Berlim, Havana, Palma de Mallorca, Buenos Aires, La Paz, Salvador, Campinas e Goiânia.

Mais do que acumular exposições, Fogaça sustenta uma pesquisa coerente, capaz de estabelecer diálogo com diferentes contextos sem perder vínculo com sua origem. Sua obra parte do interior de Goiás e, a partir do Brasil profundo, alcança outros territórios e outras camadas de leitura.

Em paralelo à presença internacional, o artista também voltou seu olhar para Britânia. Ao lado da produtora cultural Malu da Cunha, iniciou em 2025 a criação do Instituto Cultural Urukum, voltado à arte contemporânea, à formação, à realização de oficinas de arte e à ampliação do acesso cultural no Vale do Araguaia.

O projeto busca fortalecer a vida cultural de uma região historicamente distante dos grandes centros, criando condições para a realização de exposições, ações formativas e atividades educativas, em diálogo com artistas, curadores, instituições e com a população originária da região.

“É uma maneira de devolver tudo aquilo que recebi e pensar nas crianças do presente, mas com um olhar para o futuro”, afirma o artista.

Davi Brandão

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