Com três anos e dois de gestão do HMAP, houve redução da fila de espera por cirurgias e a introdução de tecnologias de ponta no cuidado com os pacientes, como a cirurgia robótica
Agora, unidade assume oficialmente também a gestão definitiva do Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO), em Goiânia
Ao longo dos últimos três anos, o Hospital Israelita Albert Einstein tem contribuído com avanços significativos na saúde pública e privada do Centro-Oeste brasileiro, especialmente em Goiás. Nesse período, após a inauguração do Einstein Goiânia e o início da gestão do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), a organização tem promovido um impacto positivo na vida da população ao combinar tecnologia de ponta, práticas de gestão eficientes e o compromisso com a humanização, além da capacitação de profissionais da região. Desde 2021, já foram realizadas mais de 15 mil cirurgias, 20 mil atendimentos no pronto-socorro, 113 mil consultas e 1,3 milhão de exames.
“Já é possível notar o impacto do Einstein em todo o sistema de saúde goiano, público e privado, e isso vem do nosso compromisso com a excelência e com a eficiência, ao implementar tecnologias e inovações que melhoram a vida das pessoas e que reduzem os custos com saúde”, diz Sidney Klajner, presidente da organização.
O Einstein Goiânia, inaugurado há três anos, foi a primeira unidade do Einstein fora de São Paulo. Com 18.000 m², o hospital conta com pronto-atendimento 24 horas, unidades de terapia intensiva (UTI), pediatria, hemodinâmica, oncologia e hematologia, incluindo transplante de medula óssea. Em 2022, foi implementada na unidade a primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com a qual já foram realizadas mais de mil cirurgias. Esse marco tecnológico possibilita procedimentos complexos ao combinar a precisão dos robôs com a experiência dos cirurgiões, reduzindo complicações e o tempo de recuperação dos pacientes. A cirurgia robótica no Einstein Goiânia tem se destacado especialmente no tratamento de doenças da próstata, e também em procedimentos ginecológicos, torácicos e do aparelho digestivo.
“Capacitamos centenas de profissionais para atuar neste modelo de cirurgia, pois sabemos que, quando indicada, promove mais segurança para o paciente, com cortes precisos e menores chances de complicação, como infecção e sangramento. Além disso, exige um menor tempo de internação, o que impacta no giro de leitos e na sustentabilidade do sistema como um todo”, afirma Felipe Piza, diretor médico do Einstein Goiânia e do HMAP.
Outro importante marco foi a inauguração, no final de 2023, de um centro de ensino que realiza cursos de pós-graduação nas áreas de saúde e administração hospitalar, além de diversos cursos de curta duração. Entre os programas ofertados estão Gestão em Saúde, Cuidados Paliativos, Excelência Operacional – Lean Six Sigma, Terapia Intensiva, Cardiologia e Emergências Pediátricas. Atualmente, são 25 cursos de pós-graduação e de curta duração com inscrições abertas para as próximas turmas.
Também em 2023, a organização inaugurou a Unidade da Inovação em Goiânia, no mesmo prédio onde fica o hospital, com o objetivo de apoiar e desenvolver novas tecnologias que possam beneficiar o setor de saúde na região. Um dos focos são tecnologias com uso de inteligência artificial, onde as soluções possam auxiliar desde o diagnóstico de doenças, até melhorar a experiência do paciente. Atualmente, três projetos estão em andamento: dois em desenvolvimento, o primeiro focado na identificação automatizada de problemas relacionados ao coração, e o segundo no monitoramento de apneia em bebês durante a internação; e um em fase de implementação, voltado para a avaliação com feedback em tempo real sobre a qualidade da lavagem das mãos das equipes médicas e multidisciplinares no centro cirúrgico.
O serviço de pediatria chegou em março de 2024, com atendimento integrado e multiprofissional de casos de baixa e alta complexidades. A humanização no cuidado. com ações como o uso de capa de super-herói no centro cirúrgico e a entrega de um certificado de coragem para o paciente após um exame, é um diferencial que proporciona um ambiente acolhedor e seguro para as crianças e suas famílias.
Gestão inovadora e eficiente
Desde que assumiu a gestão do HMAP, em junho de 2022, o Einstein implementou um modelo de gestão que aprimorou a qualidade e segurança do cuidado e, ao mesmo tempo, otimizou recursos. Como resultado, nos primeiros seis meses de gestão, as filas de UTI da unidade foram reduzidas e a capacidade de atendimento dos leitos, dobrada. Já a fila para cirurgias eletivas foi eliminada em menos de um ano, feito alcançado graças a iniciativas como mutirões cirúrgicos, que priorizaram demandas urgentes, como cirurgias ortopédicas e urológicas.
Além disso, o tempo de permanência dos pacientes no hospital foi reduzido de 9,5 para 5 dias. No primeiro mês de operação (junho), foram dadas 218 altas hospitalares; em novembro, foram 907 – o quádruplo. Em relação à mortalidade, em junho de 2022 a taxa era de 15,3%. Seis meses depois, em novembro de 2022, a taxa já havia caído para 3,6%. Em junho de 2022, o HMAP contava com cerca de 2.657 pacientes/dia internados. Em junho de 2023, a unidade chegou a 5.090 pacientes/dia. Já a meta de reinternações da unidade, que é de, no máximo, 20%, nunca chegou a 10%, desde o início da gestão Einstein.
A hemodinâmica foi outra importante conquista no HMAP. A área é responsável por realizar técnicas cirúrgicas minimamente invasivas para diagnosticar e tratar doenças que afetam coração, cérebro e outros órgãos. Em especial, houve ganho considerável no tratamento de pacientes com infarto: em 2023, foram feitos 2.593 procedimentos, número 5,6 vezes maior que o de 2022.
Um dos desdobramentos de maior eficiência na hemodinâmica do HMAP é o projeto Supra, que propõe a identificação precoce via inteligência artificial de sintomas de infarto com supradesnível do segmento ST, uma síndrome coronariana aguda que bloqueia o fluxo sanguíneo para o músculo do coração. “A rapidez e assertividade da atuação da equipe no manejo do paciente define como será a qualidade de vida do doente no pós-operatório e é por isso que o projeto é tão importante”, destaca Felipe Piza.
O modelo de gestão implementado pelo Einstein em sua unidade de Goiânia e no HMAP não só melhorou os serviços hospitalares, mas também influenciou positivamente todo o ecossistema de saúde da região. Em Aparecida de Goiânia, por exemplo, a taxa de ocupação do hospital aumentou de 50% para mais de 70%, refletindo um maior aproveitamento dos recursos disponíveis e uma resposta mais eficaz às necessidades da população. Entre 2022 e 2023, o número de cirurgias no HMAP saltou de 2.147 para 7.506, enquanto os atendimentos no pronto-socorro aumentaram de 354 para 2.162, um crescimento de 510,7%. Além disso, a capacidade de realização de exames mais que dobrou, passando de 226.092 para 463.133.
Do total de pacientes atendidos pelo HMAP, considerando o período de julho de 2023 a junho de 2024, 83% das internações são de moradores de Aparecida de Goiânia. Em relação ao atendimento ambulatorial, esse número sobe para 95% dos atendimentos.
De acordo com Sidney Klajner, todos esses resultados são fruto de uma gestão que integra tecnologia, qualidade e humanização. “A sinergia entre os serviços público e privado permite que inovações e melhores práticas sejam compartilhadas, para que o paciente no serviço público possa absorver todas as inovações e melhores processos da parte privada, beneficiando assim toda a comunidade. O impacto positivo na saúde da população do Centro-Oeste é um testemunho do compromisso contínuo da organização em promover melhorias sustentáveis e inovadoras no sistema de saúde brasileiro”, conclui.
Novo desafio
Agora, se soma a essa trajetória a gestão do Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO). A administração do Einstein na unidade começou emergencialmente em junho e tornou-se definitiva no mês de agosto.
O contrato assinado com o Governo de Goiás tem duração de no mínimo três anos. O Einstein assumiu o HUGO com aproximadamente 60% de ocupação – hoje, a unidade já opera com 90%. Desde o início do contrato emergencial, a organização vem priorizando adequações urgentes de infraestrutura, higienização, melhorias nos protocolos de atendimentos e da operação em geral, garantindo, ao mesmo tempo, a continuidade do cuidado de cada paciente com qualidade e segurança.
Desde 4 de junho, já foram realizadas mais de 3.644 cirurgias. Ao todo, foram mais de 8.833 pacientes atendidos na emergência, mais de 10.464 consultas ambulatoriais e 3.713 saídas hospitalares. Ao mesmo tempo, foram implementadas medidas relacionadas à eficiência operacional, como adequações físicas e a revisão e otimização de processos para o cuidado com o paciente.
Com o anúncio do Governo de Goiás, no final do mês de agosto, de um plano de investimento de 100 milhões de reais para a unidade de saúde, serão feitas obras para a adequação de ambientes como Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e a Central de Material Esterilizado (CME), além da finalização da UTI 5, que começou a ser construída em 2022.
Além disso, serão feitas reformas no centro cirúrgico e no heliponto, adequações nas instalações elétricas e do sistema de combate a incêndios, implementação de uma sala de hemodinâmica, entre outras iniciativas. As obras permitirão ainda a instalação, no pronto-socorro, de uma tomografia que será doada pelo Einstein, melhorando o fluxo de pacientes vítimas de trauma e AVC.
Médico dermatologista, Dr. Rogério Ranulfo, comenta em suas redes sociais, conteúdos educativos, incluindo prevenção e diagnóstico precoce, tratamentos estéticos e rejuvenescimento e rotina de cuidados, buscando trazer uma abordagem moderna e dinâmica para educar os pacientes sobre a saúde integral da pele
O procedimento minimamente invasivo oferece recuperação rápida, internação curta, menos dor pós-operatória, menor risco de infecção em comparação à cirurgia aberta, além da alta eficácia no tratamento de hérnias e estenose, com taxas de sucesso de alívio da dor entre 80% a 95%
Uma excelente opção para pacientes que sofrem com hérnia de disco e outros problemas na coluna é a cirurgia a laser, que apresenta alta taxa de sucesso, cerca de 84%. Entre as vantagens, por ser minimamente invasiva, não há cortes; oferece recuperação rápida e baixo risco de infecção e sangramento; internação curta; menos dor pós-operatória e recuperação rápida, proporcionando o retorno às atividades em poucos dias ou semanas.
O neurocirurgião especialista em coluna Túlio Rocha destaca que a recuperação é rápida, que o paciente poderá ter alta médica no mesmo dia ou no dia seguinte e pode andar poucas horas após o procedimento. Em muitos casos alta médica pode ocorrer no mesmo dia ou em 24 horas. As atividades físicas leves são permitidas após uma ou duas semanas. Mesmo assim, deve-se evitar esforços pesados por cerca de 30 dias.
“Destaco como principais vantagens a recuperação rápida, proporcionando ao paciente o retorno às atividades diárias em menos tempo; menos trauma por preservar a musculatura e estruturas ósseas; a estética é melhor, pois as cicatrizes são muito pequenas; menos uso de analgésicos porque oferece menos dor no pós-operatório; menor risco de infecção em comparação à cirurgia aberta e a eficácia é alta no tratamento de hérnias e estenose, com taxas de sucesso de alívio da dor entre 80% a 95%”, afirma Túlio Rocha.
O neurocirurgião orienta que a cirurgia a laser na coluna é recomendada para hérnias de disco contidas, quando o núcleo do disco não extravasou o ânulo fibroso; dor radicular, chamada de dor ciática persistente, que é uma dor intensa que irradia para pernas ou braços, que não apresenta melhora com fisioterapia ou remédios após seis a 12 semanas; e também para doenças facetárias, que são dores causadas por inflamação nas articulações da coluna.
O procedimento utiliza uma fibra óptica com laser. O laser é inserido através de uma agulha fina diretamente no disco intervertebral, onde vaporiza parte do material herniado, reduzindo a compressão sobre os nervos e aliviando a dor. No Brasil, frequentemente é realizada via endoscopia.
Desde 2021, a cobertura de cirurgias na coluna por planos de saúde no Brasil é regulada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que obriga as operadoras a cobrirem diversos procedimentos minimamente invasivos, incluindo cirurgias endoscópicas.
Números e cenário
Não existe um dado consolidado único que especifique o número exato de cirurgias a laser para coluna realizadas anualmente no Brasil, pois o laser é uma tecnologia inserida no contexto mais amplo das cirurgias minimamente invasivas e endoscópicas. No entanto, as técnicas minimamente invasivas – que incluem o laser, endoscopia e procedimentos percutâneos – têm crescido e, historicamente, representavam uma parcela crescente dos procedimentos.
Outro dado relevante é que houve uma alta no volume de tratamentos, sendo que cerca de 300 mil pessoas são operadas de hérnia de disco todos os anos no Brasil. Vale lembrar que a hérnia de disco é uma das principais indicações para a cirurgia a laser na coluna.
O cenário também aponta que o mercado brasileiro de dispositivos para cirurgia da coluna – incluindo tecnologia para procedimentos minimamente invasivos – é o maior da América Latina, com forte crescimento projetado para a próxima década. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), registrou-se um aumento de 42% no total de cirurgias eletivas entre 2022 e 2024, financiando procedimentos que incluem os de coluna.
“Eu vejo esse mercado com bastante interesse e também com responsabilidade. Existe uma demanda real por procedimentos menos invasivos na coluna, principalmente diante do alto volume de cirurgias de hérnia de disco no Brasil. O paciente busca menos dor e recuperação mais rápida, e a evolução tecnológica vem ao encontro dessa expectativa”, afirma Túlio Rocha.
Aumento da procura no consultório
O neurocirurgião adverte que, ao mesmo tempo, é fundamental manter critério e embasamento científico. “Nem todo caso é indicação para técnicas minimamente invasivas, e o mais importante não é a tecnologia em si, mas o benefício real para o paciente. Vejo o crescimento desse mercado como natural e positivo, desde que seja sustentado por boa indicação, capacitação e evidência clínica sólida”, defende.
A procura no consultório por procedimentos menos invasivos têm aumentado nos últimos anos, de acordo com Túlio Rocha, principalmente porque o paciente já chega mais informado e interessado em opções que ofereçam recuperação mais rápida e menor agressão cirúrgica. “Existe, sim, uma curiosidade grande em relação à chamada cirurgia a laser, muitas vezes associada à ideia de algo mais moderno e menos invasivo”, afirma.
“Mais do que a quantidade de cirurgias a laser em si, o foco está em indicar a técnica correta para cada situação. Quando a abordagem minimamente invasiva é a melhor opção, ela faz parte da minha prática. Quando não é, opto pelo método que ofereça mais segurança e eficácia. O principal critério nunca é a tecnologia isoladamente, mas o benefício real para o paciente”, destaca o neurocirurgião.
Os pacientes contam com colírios hipotensores de última geração para tratar o glaucoma – crédito: Freepik
A doença acomete mais de 250 milhões de pessoas no mundo. Para alertar sobre os riscos desse mal, foi criada a Semana Mundial do Glaucoma
O glaucoma é frequentemente chamado pelos oftalmologistas de ladrão silencioso da visão e, segundo informações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença acomete mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo e é considerada a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Para alertar e conscientizar sobre os riscos dessa doença silenciosa, foi criada a Semana Mundial do Glaucoma, que neste ano é celebrada entre 8 e 14 de março.
Um dos maiores riscos oferecidos pelo glaucoma é que quando ele dá sinais, o paciente pode estar com a visão comprometida. Por isso, o oftalmologista Gustavo Caiado, da Clínica Vittá, reforça um alerta crucial para a população: esperar a visão embaçar para procurar um médico pode ser um caminho sem volta. A grande armadilha do glaucoma está na ausência de sinais de alerta no dia a dia do paciente.
“O glaucoma é considerado uma doença silenciosa porque, na maioria dos casos, o dano ao nervo óptico ocorre de forma lenta e progressiva, sem provocar sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Esse dano está geralmente relacionado a uma vulnerabilidade do nervo óptico, frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular, que leva à perda gradual das fibras nervosas responsáveis pela transmissão das informações visuais ao cérebro”, explica o oftalmologista Gustavo Caiado.
O especialista detalha que a perda de campo visual começa pelas bordas, o que retarda a percepção do problema. “Inicialmente, a perda visual costuma afetar a visão periférica, o que muitas vezes passa despercebido pelo paciente, já que a visão central permanece preservada por bastante tempo”, relata.
O oftalmologista explica que quando a visão começa a ficar embaçada ou quando o paciente percebe dificuldade para enxergar, em muitos casos, a doença já está em estágio avançado e parte da perda visual é irreversível e é por esta razão que esperar o surgimento de sintomas para procurar avaliação oftalmológica é perigoso. “O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão da doença e preservar a visão”, reforça.
A Semana Mundial do Glaucoma é uma iniciativa conjunta da World Glaucoma Association (WGA) e da World Glaucoma Patient Association (WGPA), que evoluiu a partir do Dia Mundial do Glaucoma, celebrado pela primeira vez em 6 de março de 2008. O sucesso dessa mobilização inicial foi tão significativo que, com o objetivo de ampliar as atividades de conscientização e alcançar um número maior de pessoas, as associações decidiram expandir o evento, lançando oficialmente a primeira Semana Mundial do Glaucoma no ano de 2010.
Grupos de risco e o mitos
Embora o acompanhamento oftalmológico seja indicado para toda a população, uma parcela da sociedade precisa redobrar os cuidados. Segundo o oftalmologista Gustavo Caiado, alguns grupos apresentam maior risco de desenvolver glaucoma e devem ter atenção especial com exames oftalmológicos periódicos.
Entre os grupos com maior propensão ao glaucoma estão pessoas com histórico familiar da doença, especialmente parentes de primeiro grau; indivíduos acima de 40 anos; pessoas de ascendência africana; pacientes com miopia elevada; diabéticos e indivíduos que fazem uso prolongado de corticoides. O médico acrescenta que pessoas com pressão intraocular elevada ou alterações suspeitas no nervo óptico também exigem monitoramento rigoroso.
Um dos maiores mitos que cercam o glaucoma é a crença de que a doença afeta exclusivamente quem sofre com a pressão do olho alta. O especialista esclarece que a realidade nos consultórios é mais complexa. Ele salienta que, nesses casos, o diagnóstico adequado exige a avaliação do nervo óptico, do campo visual e de exames de imagem, e não apenas a aferição da pressão.
“Embora a pressão intraocular elevada seja o principal fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma, ela não é o único. Existe uma forma relativamente comum chamada glaucoma de pressão normal, em que o dano ao nervo óptico ocorre mesmo com valores de pressão intraocular dentro da faixa considerada normal”.
Além disso, engana-se quem pensa que o glaucoma é uma preocupação exclusiva de idosos. O médico explica que o rastreamento deve começar nos primeiros dias de vida com o Teste do Olhinho e seguir anualmente. A doença conta com formas congênitas e juvenis, além de casos secundários causados por traumas, inflamações ou uso indiscriminado de medicamentos, como os corticoides.
Para fechar o diagnóstico com precisão, a tecnologia é uma grande aliada. “O diagnóstico do glaucoma é realizado por meio de uma avaliação oftalmológica completa. Essa avaliação inclui a medida da pressão intraocular, o exame detalhado do nervo óptico, a análise do campo visual e exames de imagem que avaliam a estrutura da retina e das fibras nervosas, como a tomografia de coerência óptica (OCT)”, afirma o oftalmologista da Clínica Vittá.
Avanços e qualidade de vida
Receber o diagnóstico de uma doença que ameaça a visão é impactante, mas a medicina oftalmológica moderna oferece excelentes prognósticos. O foco não é a cura, que ainda não existe, mas o controle rigoroso.
“Embora o glaucoma não tenha cura, atualmente dispomos de diversas opções terapêuticas capazes de controlar a doença e preservar a visão na maioria dos pacientes quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento é seguido corretamente”, tranquiliza o oftalmologista.
Atualmente, os pacientes contam com colírios hipotensores de última geração, tratamentos a laser e os recentes avanços nas cirurgias minimamente invasivas (conhecidas pela sigla MIGS), que oferecem uma recuperação mais rápida e ampliam as opções para a manutenção da qualidade de vida.
Serviço Semana Mundial do Glaucoma Quando: 8 a 14 de março Pauta: Semana Mundial do Glaucoma: Especialista alerta para os perigos da doença e esclarece desinformação Fonte especialista: Gustavo Caiado, oftalmologista da Clínica Vittá
Médico Guologista de Clínica Vittá – crédito: divulgação