Com mais de 60% de sua população formada por descendentes de italianos, o município que fica há 29 quilômetros de Goiânia preserva a cultura dos seus fundadores por meio da arquitetura e da culinária, que é um dos destaques do 19 Festival Italiano da cidade, que neste ano acontece de 5 a 8 de junho
O Brasil é o país com o maior número de descendentes de italianos do mundo, segundo o último “Rapporto Italiani nel Mondo” [Relatório Italiano no Mundo] feito pela Fondazione Migrantes. São cerca de 30 milhões de brasileiros com origens familiares na Itália. O número corresponde à metade do total das pessoas com ascendência italiana do mundo — excluídos os nascidos em solo italiano, evidentemente. A maioria desses descendentes, que ainda hoje mantém uma forte influência cultural vinda daquele país, concentra-se no sul e sudeste brasileiro.
Mas em Goiás, a 29 quilômetros da capital Goiânia, no Centro-Oeste do Brasil, a pequena cidade de Nova Veneza guarda um saboroso pedaço da bella Italia. Com cerca de 60% de sua população formada por descendentes italianos, o município é uma das 15 cidades que integram o Circuito Gastronômico de Goiás, onde acontece o Festival Italiano de Nova Veneza.
Neste ano, o evento já chega a sua 19ª edição e acontece entre os dias 5 e 8 de junho. A cidade fica a cerca de 29 quilômetros de Goiânia e pode ser acessada pelas rodovias GO-462 ou GO-222.
Reduto dos colonos italianos que vieram para o Brasil há mais de 100 anos, Nova Veneza é símbolo da imigração no Estado. Stival, Bisinoto, Faquim e Bosco foram as primeiras famílias vindas da Itália e que se fixaram na região por volta de 1912, unindo-se aos Sousa, Alves, Santos, Ferreira, Vargas, Peixoto e Constantino. “Já listei 36 sobrenomes italianos diferentes de famílias imigrantes que aqui se fixaram”, diz Marlene Stival, moradora da cidade e descendente de italianos. A localidade, por anos, ficou conhecida como “Colônia dos Italianos”, mas em 1958, tornou-se município e foi batizada de Nova Veneza.
O Festival Italiano
E foi justamente essa influência dos imigrantes italianos que vieram para Goiás que se deu origem a um dos mais tradicionais festivais do Estado, que chega à 19 edição em 2025. Com data agendada para os dias 5 a 8 de junho e tema “Tradizione è la Nostra Storia” (Tradição é a Nossa História, em Português), a festa oferece muita gastronomia, danças típicas e música típica.
“Esta se tornou a maior festa gastronômica e cultural do calendário oficial do Estado de Goiás”, diz a coordenadora do evento, Maria do Carmo Basílio. No ano passado, a cidade mais italiana de Goiás recebeu 130 mil pessoas nos quatro dias de festa, um recorde. A cidade fica a cerca de 29 quilômetros de Goiânia e pode ser acessada pelas rodovias GO 462 ou GO 222.
Para servir este grande público, os insumos são em números impressionantes. Só a Cantina da Nonna, restaurante oficial do evento, irá preparar 15 mil pratos e, para isso, irá utilizar quatro toneladas de molho, 2,5 toneladas de frango e 25 vacas. Para as tradicionais polentas fritas, o petisco mais procurado durante a festa, uma tonelada de fubá foi adquirida. “Nossa produção total irá crescer em 20%”, diz Maria do Carmo.
O Festival Italiano de Nova Veneza também mexe com a rotina dos moradores que participam ativamente da organização e realização da festa. Só na Cantina da Nonna, serão 100 cozinheiras durante o evento. De acordo com a organização do evento, toda a mão de obra contratada é preferencialmente de Nova Veneza. “Buscamos valorizar nossos conterrâneos e oportunizar criação de emprego e renda aqui”, finaliza Maria do Carmo.
A empresária Gilce Reis, destaque nos segmentos de viagens, eventos e shows, celebrou mais um ano de vida em grande estilo no último dia 3 de setembro, no Velho Texas.
A comemoração reuniu pessoas queridas, entre elas Lucas Mavi, Bruna Helena Reis e Rafael Magela Reis, em uma noite marcada pela alegria, carinho e boas celebrações.
Se você caminhar pelas ruas de Ubud, em Bali, encontrará um estranho elemento no asfalto, nas esquinas. São chinelas. Centenas. De todos formatos, tamanhos, cores e estados de conservação.
Raramente aos pares. Um mistério rapidamente solucionado.Como as vias são estreitas, as “scooters” vão trafegando rente ao passeio. Bem pertinho mesmo. E toda hora o condutor tem que parar e colocar os pés no chão. Pois o trânsito tem um volume absurdo em determinadas horas do dia.
Ninguém xinga. Ninguém grita. Ninguém fecha o motoqueiro da frente. E o mais surpreendente, os carros respeitam as motoquinhas!Porém, o fluxo não para.
Aí então se a chinela fica presa, passa por uma pedra maior, ou metade de uma calçada, ela incrivelmente por lá fica. Pois escapa com uma facilidade surpreendente. Igual palavras ao vento, grosserias injustificadas, alfinetadas desnecessárias.
Ou pura e simples fofoca. Sim, meu querido leitor. Se não nos vigiarmos, ferimos as pessoas sem nem mesmo perceber. Em tempos rápidos, em que muitos não conseguem parar para conversar, dialogar, ou então ler um texto de mais de uma página, porque é considerado “longo”, a crueza de gestos e declarações tornou-se uma constante.
Não se medem as declarações e nem mesmo o tom de voz. Andar de moto de chinela é um risco. Assim como falar sem pensar. O fluxo das conversas tomou um rumo perigoso. Falamos de nós mesmos, ou se fala dos outros.
Mas nada dizemos. Nenhuma ideia, raciocínio, conhecimento. Um vazio igual a um bueiro do final de uma ladeira, onde a enxurrada de bobagens, escorre. Soluções? Talvez um pouco mais de silêncio. De aprender a escutar, já que os ouvidos são órgão par e estão sempre abertos e a boca órgão ímpar e que pode ser fechado.
Outra medida é prestar muita atenção a quem nos dirige a palavra e vice-e-versa. O interesse real. A famosa interlocução. Olhar nos olhos e jamais interromper o momento checando um celular ou cortando a conversa.
Gente, é tão lindo aprender. Ouvir coisas novas de alguém. Voltar atrás numa opinião. Debater com justificativas. Perguntar. Pois desde quando você tem sempre as respostas prontas? E o mais importante: pedir desculpas. Reconhecer o erro e o mal ali causado intempestivamente e consertar de imediato.
Eu sei que todos nós ainda vamos achar um montão de chinelas pelos nossos caminhos. Afinal somos humanos e erramos demasiadamente. Entretanto é possível conduzir nossas relações mais devagar e sem pressa e também usar as botas da humildade com as meias da sensatez. Bom passeio pela vida, seja de chinela, de bota, na chuva ou no sol.
O Show Musical”, atriz encara novo desafio no audiovisual e integra produção sobre a trajetória de Lélia Gonzalez.
A atriz Isabella Daneluz, que vem construindo sua trajetória especialmente nos palcos e no teatro musical, prepara-se para um novo momento na carreira.
A artista amplia sua atuação no audiovisual ao interpretar Ana Felippe em uma produção dedicada à trajetória de Lélia Gonzalez, uma das mais importantes intelectuais, escritoras e ativistas brasileiras.
A obra resgata a história e o legado de Lélia Gonzalez, referência fundamental do pensamento social brasileiro e dos debates sobre racismo, sexismo, identidade, cultura e a realidade das mulheres negras no país.
Na produção, Isabella interpreta Ana Felippe, personagem ligada à trajetória de Lélia e apresentada na narrativa como uma de suas amigas e escritoras próximas, contribuindo para revelar também as relações pessoais, afetivas e intelectuais que fizeram parte dessa história.
Atualmente em turnê com “Miraculous Ladybug:
O Show Musical”, que chega a São Paulo em outubro, Isabella vive a experiência de transitar entre duas linguagens distintas.
Acostumada à intensidade, à projeção e à presença exigidas pelo teatro, a atriz encontra diante das câmeras um trabalho marcado pelas sutilezas da interpretação, pelos detalhes e pela construção de emoções em uma escala diferente.
A nova experiência representa também uma oportunidade de ampliar seu repertório artístico.
A passagem dos palcos para o audiovisual exige adaptações na forma de interpretar e permite que Isabella explore novas possibilidades profissionais, conciliando a experiência adquirida no teatro musical com os desafios de uma produção cinematográfica.
As gravações acontecem em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, cidades que integram a construção da narrativa e ajudam a dimensionar a trajetória retratada.
Ao reunir história, memória, cultura e representatividade, o projeto busca aproximar o público, inclusive as novas gerações, do pensamento e do legado deixado por Lélia Gonzalez.
Entre os palcos e as telas, Isabella Daneluz segue ampliando os caminhos de sua carreira.
Depois de conquistar espaço no teatro musical, a atriz passa a explorar com maior intensidade o audiovisual, levando sua experiência e sensibilidade artística para uma produção que recupera uma personagem fundamental da história brasileira e as pessoas que fizeram parte de sua trajetória.