Brasil precisa ler: importância da leitura, valorização da língua e do pensamento crítico para combater o analfabetismo funcional
Segundo o professor Carlos André, o Brasil precisa deixar de oferecer apenas alfabetização técnica e migrar para uma alfabetização crítica
isolado da realidade. É preciso debater, comparar, refletir”, diz o professor. E o primeiro passo para isso é desenvolver o hábito da leitura. “Ler é um exercício de musculação mental.
Você não vai à academia uma vez e espera resultado. Com o texto, é a mesma lógica. Se preciso for, participe de rodas e clubes de leitura para se sentir mais motivado. Comece com textos mais simples, mas invista na leitura”, afirma. Releituras também ajudam a aprofundar a compreensão e ampliar o vocabulário.Outra estratégia importante é aprender a questionar o que se lê. “Pergunte ao texto: o que o autor quer dizer? Como isso se conecta com a realidade? O que está nas entrelinhas?”, sugere Carlos André. Essa prática desenvolve o pensamento crítico e ajuda na interpretação de textos complexos.Ainda segundo o especialista, a língua é a ferramenta mais importante de inserção social. “Falar, escrever e interpretar bem é dominar o código do país. É ter autonomia, voz e força de atuação na sociedade.” Ele defende a valorização da língua materna como um eixo central de reconstrução nacional: “Sem isso, não há desenvolvimento duradouro. É preciso investir em políticas públicas e nos professores.”
Para que o país avance, é preciso ampliar o foco da educação: da alfabetização técnica para a alfabetização crítica. Para o professor Carlos André, a reconstrução do Brasil passa por uma leitura profunda de si mesmo. “E essa leitura começa com o domínio da própria língua”, conclui.
Sobre Carlos AndréProfessor, advogado, especialista em linguística jurídica e em direito educacional, Carlos André é uma das principais referências nacionais em redação jurídica, em direito educacional e em políticas públicas ligadas à educação.
A endocrinologista pediátrica Marília Barbosa participa de uma missão humanitária no Quênia, onde permanecerá até 5 de agosto.
A ação tem caráter voluntário e é voltada à evangelização e ao desenvolvimento de atividades junto às comunidades locais.
Esta será sua segunda experiência missionária na África. Em maio de 2025, participou de uma missão em Worcester, experiência que motivou seu retorno ao continente. Em novembro de 2025, integrou uma ação social na Ilha do Marajó (PA), realizando atendimento a mais de 200 crianças.
Psicóloga Mara Suassuna lança o Entre Nós Club Oficial: um clube para quem acredita em conexões verdadeirasEm um mundo cada vez mais conectado pelas telas e, ao mesmo tempo, marcado por relações superficiais, nasce uma proposta inovadora para aproximar pessoas de forma genuína: o Entre Nós Club Oficial.
Idealizado pela Psicóloga Mara Suassuna (CRP 09/2320), Mestre em Psicologia, terapeuta de casais e especialista em desenvolvimento humano, com mais de 35 anos de experiência dedicados ao cuidado das pessoas e dos relacionamentos, o clube foi criado para oferecer um espaço seguro e acolhedor onde homens e mulheres possam construir conexões reais.
A proposta do Entre Nós vai além dos tradicionais encontros sociais. O clube reúne pessoas que valorizam o diálogo, o respeito, o crescimento pessoal e a convivência, criando oportunidades para que amizades, parcerias e relacionamentos aconteçam de forma natural, longe da superficialidade dos aplicativos.
Ao longo do ano, os participantes terão acesso a uma programação exclusiva, com workshops, palestras, jantares temáticos, viagens, cafés, exposições culturais, experiências gastronômicas, eventos de networking, ações de desenvolvimento humano e diversas atividades voltadas ao fortalecimento das relações interpessoais.
Segundo Mara Suassuna, o objetivo é resgatar algo que nunca deveria ter sido perdido: o prazer de conhecer pessoas pessoalmente.”
As relações mais significativas são construídas com tempo, presença, escuta e experiências compartilhadas. O Entre Nós nasce para devolver às pessoas a oportunidade de se conectarem de forma verdadeira, criando vínculos que façam sentido.
“O Entre Nós Club Oficial é destinado a homens e mulheres que desejam ampliar seu círculo de amizades, conhecer novas pessoas, viver experiências enriquecedoras e construir relacionamentos saudáveis em um ambiente acolhedor, respeitoso e cuidadosamente organizado.
O lançamento oficial acontecerá no dia 28 de agosto e marcará o início de uma nova forma de promover conexões humanas, valorizando o encontro presencial, o conhecimento e a convivência.Você é nosso convidado para fazer parte dessa história.
Entre Nós Club OficialPorque as melhores conexões acontecem quando as pessoas se encontram de verdade.www.entrenoscluboficial.com.br, @entrenoscluboficial
Mais de 30 leilões por dia movimentam a pecuária brasileira e consolidam remates como termômetro do mercado
Especialista goiano explica como os leilões evoluíram de simples vendas de animais para ambientes estratégicos de negócios, investimento em genética e formação de preços no campo
Enquanto boa parte da comercialização de bovinos acontece diretamente entre produtores e frigoríficos, um segmento continua desempenhando papel estratégico para a pecuária brasileira: os leilões rurais.
KSegundo o Sindicato Nacional dos Leiloeiros Rurais, o país realiza cerca de 12 mil leilões de gado por ano, média de 34 eventos por dia, movimentando aproximadamente 7 milhões de animais anualmente.
Os números refletem a dimensão de uma atividade que acompanha o crescimento do rebanho nacional.
O Brasil possui cerca de 238 milhões de cabeças de bovinos, um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, e os leilões continuam sendo um dos principais canais para comercialização de animais, disseminação de genética e definição de tendências de mercado.
Em Goiás, estado que figura entre os maiores produtores de carne bovina do país, esse modelo de negociação mantém forte presença tanto na pecuária de corte quanto na de elite. Para o diretor-presidente da 3M Leilões, empresa sediada em Itapirapuã responsável por remates em diferentes regiões do Centro-Oeste, os leilões passaram por uma transformação significativa nas últimas décadas.
“Hoje o leilão vai muito além da venda de animais. É um ambiente onde o produtor acompanha o comportamento do mercado, avalia a qualidade genética dos rebanhos, faz networking e toma decisões importantes para o próprio negócio.
Os preços praticados acabam servindo como referência para toda a cadeia produtiva”, afirma Guilherme Scatena Neto.
Segundo ele, o crescimento da profissionalização da pecuária elevou também o nível dos remates. Animais com avaliações genéticas, dados de desempenho e histórico produtivo passaram a ganhar cada vez mais espaço nas pistas, permitindo que o comprador tenha mais segurança na hora de investir.
Além da comercialização, os leilões também movimentam diversos setores da economia regional. Empresas de transporte, nutrição animal, reprodução, hotéis, restaurantes, prestadores de serviços e profissionais especializados participam direta ou indiretamente da realização dos eventos, que costumam reunir produtores de diferentes municípios e estados.
Para Scatena, outro aspecto que explica a permanência dos leilões é a confiança construída entre vendedores e compradores.
“Existe uma credibilidade muito grande nesse modelo.
O produtor consegue apresentar seu trabalho, mostrar a qualidade do rebanho e negociar de forma transparente.
Ao mesmo tempo, quem compra tem acesso a informações técnicas e pode comparar diferentes lotes em um único evento.”
Guilherme acompanha de perto a evolução do setor e avalia que a tendência é de fortalecimento dos remates especializados, principalmente aqueles voltados à genética e à reposição.
“O mercado está cada vez mais técnico. O produtor busca eficiência, produtividade e animais capazes de entregar melhores resultados no campo.
Os leilões acompanham essa evolução e continuam sendo uma importante ferramenta para conectar quem produz e quem investe na pecuária.”