Pela primeira vez que o cuidado com a saúde mental entra na lista
de obrigações das empresas.
As mudanças na Norma Regulamentadora Nº 1 (NR-1) entram em vigor, em caráter educativo e orientativo, a partir de 26 de maio (segunda-feira). As novas diretrizes reforçam a importância da segurança e da saúde no trabalho e exige a inclusão dos “riscos psicossociais” como parte do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas, que deve ser composto por pelo menos dois documentos: o inventário dos riscos ocupacionais e o plano de ação para combatê-los.
A atualização da norma, que foi determinada pela Portaria nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), indica que “riscos psicossociais” são aqueles que afetam a saúde mental dos trabalhadores gerando sintomas como estresse, ansiedade, depressão, como resultado da prática de assédio moral, excesso de trabalho, metas excessivas e abusivas, falta de reconhecimento, baixa autonomia, falta de apoio das chefias ou dos colegas, entre outros.
Com a alteração na NR-1, caberão às empresas, de qualquer porte, privadas ou públicas, a identificação e a administração de riscos que afetam a saúde mental do trabalhador. A lei exige que a empresa mantenha documentação detalhada sobre o que elas têm feito para identificar os riscos e quais medidas estão sendo utilizadas para evitar que o risco seja consumado.
A situação é preocupante. Um estudo realizado em 2022 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelou que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido a transtornos como depressão e ansiedade, gerando um impacto financeiro de quase US$ 1 trilhão na economia global. No Brasil, só em 2024, foram registrados mais de 472 mil afastamentos por saúde mental, 68% a mais que em 2023. Em Goiás, foram 11 mil afastamentos no ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social.
Apesar da vigência formal da norma a partir deste mês, o governo Federal estabeleceu que as empresas terão um ano para se adaptarem. Em 2025 haverá um processo educativo de implementação da NR-1, e a fiscalização pela Inspeção do Trabalho começará apenas em 26 de maio de 2026, explicou o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em nota. O objetivo do governo Federal é oferecer mais tempo para que as empresas ajustem seus processos e criem ambientes de trabalho mais seguros.
Somente em 2026, o descumprimento da NR-1 poderá gerar penalidades administrativas, civis e até criminais para as empresas. Entre as sanções estão multas aplicadas por auditores fiscais do trabalho, que variam de acordo com a gravidade da infração, o porte da empresa e o número de empregados, podendo ultrapassar R$ 6 mil a depender do tipo de descumprimento. Se o descumprimento resultar em danos ao trabalhador, como transtornos mentais relacionados a riscos psicossociais, a empresa pode ser responsabilizada civilmente e obrigada a pagar indenizações.
Para acompanhar a implementação da norma, o MTE já lançou um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho. O MTE também pretende criar uma Comissão Nacional Tripartite Temática, com participação de representantes do governo, das entidades sindicais e do setor empresarial; e publicar um manual com orientações técnicas detalhadas sobre os procedimentos e aspectos regulamentados dentro de 90 dias.
De acordo com a consultora e gestora em saúde corporativa Patrícia Costa, os impactos do adiamento da fiscalização podem ser vistos de várias formas. “Um aspecto positivo é que, ao adotar uma abordagem educativa e orientadora, a ausência de fiscalização pode aliviar a pressão sobre as empresas. Isso permite que elas façam um planejamento mais estratégico e tenham mais tempo para alocar seus recursos. Por outro lado, os aspectos negativos são mais evidentes. O adiamento da fiscalização punitiva da norma pode transmitir a mensagem de que a saúde mental não é uma prioridade urgente no ambiente de trabalho. Os trabalhadores continuam expostos aos riscos psicossociais, com potenciais impactos negativos na sua saúde e bem-estar. A prorrogação da fiscalização também pode prejudicar a credibilidade da NR-1, tornando seu cumprimento mais desafiador no futuro”, ressalta.
Para Patrícia, as empresas ainda estão atrasadas e precisam investir no autoconhecimento corporativo para enxergar os riscos ocupacionais. “Pouquíssimas empresas estão fazendo adaptações e muitos empresários ainda não entendem como a NR-1 deve ser aplicada”, alerta. Entre as ações, ela sugere a realização de palestras e rodas de conversa sobre a saúde emocional no ambiente corporativo, pesquisas de clima organizacional e de expectativas, além de ouvir o colaborador, um trabalho das áreas de recursos humanos ou núcleo de gestão de pessoas. “Empresas que compreenderem e agirem agora, antes das fiscalizações punitivas, sairão na frente em segurança jurídica, retenção de talentos e cultura organizacional”, adverte a gestora em saúde corporativa.
Patrícia Costa lembra que o cenário ideal para 2025 é a execução imediata da fiscalização punitiva da NR-1, pois ressalta a importância de cuidar da saúde emocional das empresas, evidenciando que não se trata apenas de uma formalidade burocrática. Ao contrário, é um chamado à responsabilidade, à escuta e a um olhar mais humano nas relações, especialmente no ambiente de trabalho. “O adiamento da fiscalização soa como um retrocesso. Mais uma vez, a urgência do lucro pode estar sendo colocada acima do bem-estar dos trabalhadores, sem entender que o lucro vem do ambiente laboral saudável”, declara a gestora em saúde corporativa.
Fonte indicada para entrevista: Patrícia Costa, consultora e gestora em Saúde Corporativa
Informações para a Imprensa:
Jornalista Doris Costa – (62)9.9293.3240
Jornalista Marilane Correntino – (62)9.9968.3914
Patrícia Costa lembra que o cenário ideal para 2025 é a execução imediata da fiscalização punitiva da NR-1, pois ressalta a importância de cuidar da saúde emocional das empresas, evidenciando que não se trata apenas de uma formalidade burocrática. Ao contrário, é um chamado à responsabilidade, à escuta e a um olhar mais humano nas relações, especialmente no ambiente de trabalho. “O adiamento da fiscalização soa como um retrocesso. Mais uma vez, a urgência do lucro pode estar sendo colocada acima do bem-estar dos trabalhadores, sem entender que o lucro vem do ambiente laboral saudável”, declara a gestora em saúde corporativa.
Fonte indicada para entrevista: Patrícia Costa, consultora e gestora em Saúde Corporativa
A Arena Olímpia recebe, nos dias 28 e 29 de maio, o ViajaFlux Summit 2026, encontro estratégico que reúne os principais produtos e equipamentos turísticos da região com os fornecedores do trade turístico nacional, e mais de 1.500 agências de viagens do país.
No primeiro dia do evento (28), às 12h10, o CEO da Enjoy Hotéis & Resorts, Alexandre Zubaran, sobe ao palco para sua palestra.O executivo irá detalhar o ecossistema turístico da região, unindo a infraestrutura dos resorts Enjoy aos parques temáticos locais, com o objetivo de oferecer aos agentes ferramentas práticas para conversão de vendas e networking de alto nível.
O evento consolida a Arena como um importante centro de negócios para o turismo no noroeste paulista.
Sobre a Arena Olímpia
Projetada para ser o principal espaço multiuso do noroeste paulista, a Arena Olímpia Shows & Eventos oferece infraestrutura climatizada e tecnologia de ponta para feiras, convenções e produções de grande escala.
Localizada estrategicamente em frente ao Enjoy Solar das Águas Park Resort, o espaço é o cenário ideal para eventos que buscam unir funcionalidade, conforto e um ecossistema de lazer completo.
O artista Jacques Vanier anunciou a cantora Gabi Martins como rainha do Rodeio do Jacques, evento que marca o retorno das competições ao Parque de Exposições Agropecuária de Goiânia após dez anos.
O rodeio será realizado nos dias 29 e 30 de maio, com entrada solidária mediante a doação de 2 kg de alimentos, e contará com montarias, prova dos Três Tambores, 10 atrações musicais e expectativa de público de 10 mil pessoas por dia.
A principal atração confirmada é a dupla Felipe e Rodrigo.
Em uma noite marcada por nostalgia, emoção e muita música boa, o cantor Junior Marques gravou, nesta semana, em Goiânia, seu mais novo projeto audiovisual: “Moderno à Moda Antiga”.
O DVD, registrado de forma intimista e surpreendente, aposta em uma proposta diferente — uma verdadeira viagem pelos grandes clássicos do sertanejo raiz.Sem plateia e longe do formato tradicional dos grandes DVDs, Junior escolheu um cenário acolhedor, com clima de resenha entre amigos, criando um ambiente próximo, leve e carregado de verdade.
A ideia do projeto nasceu justamente da vontade de revisitar canções que atravessaram gerações e fazem parte da memória afetiva do público sertanejo.
Esse DVD nasceu do coração. A gente quis criar um ambiente simples, verdadeiro, como aquelas rodas de música que atravessam a madrugada cantando modão.
São canções que fizeram parte da minha vida e da história de muita gente”, destaca Junior Marques.
O projeto reúne regravações de sucessos eternizados por grandes nomes do gênero, entre eles “Deixaria Tudo”, clássico na voz de Leonardo. Além da homenagem às raízes sertanejas, o DVD também ganha ainda mais força com participações especiais de Fred & Fabrício e Ícaro & Gilmar, nomes que compartilham da mesma paixão pelo sertanejo romântico e pela música feita com sentimento.
Vivendo uma das fases mais importantes da carreira, Junior Marques segue consolidando seu espaço no cenário nacional ao equilibrar autenticidade, emoção e respeito pela essência do sertanejo.
Depois do sucesso de projetos como “Sofrendo em Alto Nível”, o cantor agora apresenta um trabalho que abraça a nostalgia sem perder a identidade contemporânea.