O Instituto Bororó vai realizar uma oficina de fotografia com o celular em Pirenópolis com o tema
“A Biodiversidade do Cerrado”, no dia 28 de junho, que será ministrada pela fotógrafa goiana Eliane de Castro no Sítio do José.
Os participantes são alunos da Escola Arandu Ecopedagogia, com idades entre 10 e 15 anos. A iniciativa é fruto de um projeto selecionado pelo Edital Sicoob Concurso 01/2025.
A oficina é gratuita e terá o acompanhamento da bióloga Aline Lino, que fará uma introdução da fitofisionomia do Cerrado para os alunos.
“O objetivo é levar aos participantes técnicas da fotografia que experimentam ângulos e composições diversos e infinitas possibilidades de luz natural ao ar livre no cenário da natureza exuberante do bioma, além de noções sobre curiosidades da biodiversidade do Cerrado, com o intuito de sensibilizar e conscientizar sobre a importância que o ecossistema representa para o Brasil e a necessidade de sua preservação”, explica Eliane.
Do projeto também faz parte uma exposição fotográfica com as melhores fotos dos alunos participantes, entre os dias 19 a 27 de julho, a ser realizada na sede da Coepi – Comunidade Educacional de Pirenópolis, com entrada gratuita.
Sobre a fotógrafa:
Eliane de Castro transita em diversas áreas da fotografia profissional e conceitual produzindo workshops, publicações e exposições há mais de três décadas.
Atualmente coordena de forma voluntária o Programa Águas de Cora, projeto de educação ambiental da Associação Caminho de Cora Coralina. Além da fotografia, produz documentários socioambientais, imprimindo no seu trabalho autoral uma reverência à biodiversidade do Cerrado e sua preservação.
Instituto Bororó: desde 2021 conecta a arte com o ser humano. Fundado em Pirenópolis, é uma associação sem fins lucrativos dedicada ao fortalecimento de comunidades quilombolas, indígenas e projetos educacionais por meio de ações culturais, sociais e ambientais.
Arandu Ecopedagogia: é um projeto de educação não formal com foco em meio ambiente, arte e cultura que atende crianças de 4 a 16 anos em Pirenópolis.
Foi fundado em 2020 por Aline Lino e por Marcus Lua Negra, que juntos entenderam a importância da interdisciplinaridade e o poder das artes como ferramenta educacional.
Apresentação integra o projeto Claque Cultural e evidencia atuação artística ligada à inclusão, à valorização dos garis e a ações desenvolvidas junto à Comurg e à Prefeitura de Goiânia
A banda Sr. Souls volta ao palco do Sesc Centro Goiânia no próximo dia 26, às 18h30, com um show gratuito que une música autoral, poesia e discurso social. A apresentação integra o projeto Claque Cultural e reafirma a proposta do grupo de transformar o palco em espaço de representatividade e reflexão, com forte abordagem anticapacitista.
Formada por músicos com deficiência, a Sr. Souls tem se consolidado como um dos projetos mais singulares da cena cultural goiana, utilizando a arte como ferramenta de enfrentamento ao capacitismo e de ampliação de vozes historicamente invisibilizadas.
O repertório mistura MPB, rock e spoken word, em performances que dialogam diretamente com o público e abordam temas como inclusão, resistência e vivências sociais.
À frente da banda está o cantor, compositor e produtor cultural Silvio Soũls, artista goiano com trajetória marcada pela interseção entre música, literatura e ação social.
Pessoa com deficiência, ele utiliza sua vivência como ponto de partida para uma produção artística engajada, que também se conecta com políticas públicas e iniciativas de inclusão.
Entre os trabalhos de destaque, Silvio Soũls desenvolveu, ao longo dos últimos anos, projetos socioculturais voltados à valorização dos garis da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), em parceria com ações ligadas à Prefeitura de Goiânia.
As iniciativas incluem atividades musicais, corais e apresentações que colocam esses trabalhadores no centro da cena cultural, promovendo reconhecimento e protagonismo por meio da arte.
Em 2025, o artista intensificou sua atuação em Goiânia com apresentações em espaços culturais, participação em projetos incentivados e circulação com a banda Sr. Souls em eventos voltados à diversidade e inclusão.
O período também foi marcado pelo fortalecimento de ações que unem cultura e impacto social, ampliando o diálogo com instituições e comunidades.
O retorno ao Sesc Centro Goiânia representa, nesse contexto, um reencontro com um espaço reconhecido pela promoção da cultura acessível e plural.
A expectativa é de uma apresentação que vá além do entretenimento, propondo uma experiência sensível, crítica e conectada com pautas contemporâneas.
Serviço 📍 Local: Sesc Centro Goiânia 🎤 Atração: Sr. Souls 🎟️ Entrada: Gratuita (projeto Claque Cultural) 📅 Data: 26 de março (quinta-feira) ⏰ Horário: 18h30
Presidente do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica Alessandro Alarcão.
Congresso nacional em Goiânia reúne especialistas do país e do exterior para discutir como a tecnologia está transformando diagnósticos, planejamento cirúrgico e a experiência médica.
A inteligência artificial já começa a redefinir os caminhos da medicina e a cirurgia dermatológica brasileira será um dos palcos dessa transformação.
Entre os dias 30 de abril e 3 de maio, Goiânia sediará o 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD), evento que reunirá especialistas de todo o país e convidados internacionais para discutir como a tecnologia vem remodelando a prática clínica, a pesquisa científica e a formação médica.
Com o tema “Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial”, o encontro propõe um olhar aprofundado sobre a incorporação de ferramentas digitais no diagnóstico, no planejamento cirúrgico e na segurança do paciente.
A expectativa é reunir mais de 3 mil médicos dermatologistas, além de pesquisadores, profissionais da saúde e representantes da indústria médica.
A escolha do tema acompanha uma mudança acelerada no setor.
Estudos internacionais apontam que cerca de 85% das organizações de saúde já adotaram inteligência artificial em algum nível, enquanto mais de 80% relatam ganhos concretos em eficiência e tomada de decisão clínica.
Ao mesmo tempo, pesquisas globais indicam que 64% da população vê com bons olhos o uso da IA na medicina, refletindo uma crescente confiança nas tecnologias aplicadas ao cuidado com a saúde.
Dentro desse cenário, o congresso pretende apresentar experiências práticas e aplicações reais da inteligência artificial na dermatologia, área em que algoritmos e sistemas de análise de imagem já vêm contribuindoĺo futuro da saúde.
Serviço.
36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD)
Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026Local: Centro de Convenções de Goiânia – Goiânia (GO)
Tema: Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial
Realização: Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)
Informações: www.sbcd.org.br*Participação prevista:*Mais de 3 mil médicos dermatologistas e cerca de 2 mil profissionais entre organizadores, expositores e representantes da indústria da saúde.
– Cenltro de Convenções de Goiânia será sede do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD) – Créditos – divulgação FOTO 3- Capital de Goiás, Goiânia foi escolhida para sediar o 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD) – Créditos – divulgação
O uso indiscriminado de testosterona e chips da beleza por mulheres para fins estéticos vem chamando a atenção de especialistas por conta dos danos irreversíveis que podem causar à voz.
Muitas pessoas desconhecem que o uso de medicamentos rotineiros pode impactar diretamente na saúde vocal. Neste contexto, o uso de testosterona por mulheres e dos chips da beleza – apelido popular dado a implantes hormonais subcutâneos, geralmente contendo gestrinona, testosterona ou outros hormônios, que liberam substâncias no organismo de forma contínua – frequentemente associado a fins estéticos, vem chamando a atenção de especialistas porque podem causar danos irreversíveis à voz.
“Essa situação do uso indiscriminado dos hormônios tem chamado a atenção. Temos visto várias sociedades médicas especializadas se posicionando contra”, alerta a otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
A médica explica que o uso de hormônios masculinos, como a testosterona, pode levar a alteração da voz de forma irreversível para o paciente. Isso acontece devido à hipertrofia do músculo vocal, afetando permanentemente a estrutura da laringe e prejudicando a saúde vocal do paciente.
Não é raro aparecerem celebridades nas mídias sociais ou na TV com a voz muito grave ou rouca.
Essa situação também se repete nos consultórios médicos.
É comum chegarem mulheres nas consultas reclamando que estão roucas e muitas vezes é por conta do uso de hormônios, especialmente a testosterona para fins estéticos”.
Principais impactos da testosterona na voz feminina
Os sintomas iniciais dos impactos causados pela testosterona na voz feminina são sensação de peso na garganta, rouquidão, instabilidade vocal e dificuldade para alcançar notas agudas. Estudos indicam que mudanças podem aparecer após poucas semanas de uso de anabolizantes.
O risco aumenta significativamente após oito a 12 semanas de uso, ou seja, uso crônico.
Entre os impactos está a virilização, ou o engrossamento da voz.
A testosterona age nos músculos da laringe, aumentando-os e tornando as pregas vocais menos elásticas, o que resulta em um tom de voz mais baixo, masculino.
Em muitos casos, as alterações na voz tornam-se permanentes, sendo difícil ou impossível reverter o quadro após certo tempo de uso.
O uso de implantes hormonais, os chamados chips da beleza, também pode causar essas mudanças, pois a laringe feminina é sensível a qualquer andrógeno, independente da forma de administração.
“Por isso, é fundamental buscar avaliação médica especializada, otorrinolaringologista e endocrinologista, antes de iniciar qualquer terapia hormonal com testosterona para monitorar possíveis efeitos colaterais”, orienta Juliana Caixeta.
Disfonia medicamentosa
O uso de medicamentos rotineiros – sejam eles prescritos, de venda livre ou até suplementos naturais – pode impactar diretamente na saúde vocal.
A chamada disfonia medicamentosa é um efeito colateral comum que exige atenção e, entre suas principais causas, estão o uso indiscriminado de fármacos e a automedicação, praticada por 90% dos brasileiros segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) em 2024.
A disfonia medicamentosa caracteriza-se por alterações na qualidade da voz, como rouquidão e soprosidade, frequentemente causadas pelo ressecamento das pregas vocais.
Isso ocorre porque muitos fármacos reduzem drasticamente a produção de saliva, uma condição conhecida clinicamente como xerostomia.
Sem essa lubrificação natural, a vibração adequada das cordas vocais é prejudicada, gerando o desconforto e, por isso, manter o corpo hidratado é um dos passos fundamentais para evitar maiores danos funcionais.
A rouquidão, muitas vezes vista apenas como um incômodo passageiro, pode ter relação direta com o uso de remédios cotidianos.
Segundo a otorrinolaringologista Juliana Caixeta, quem faz uso contínuo de medicações deve observar sinais como mudança no timbre e esforço ao falar.
A sensação de boca seca também é um alerta importante de que algo pode estar errado.
“Se esses sintomas persistirem por mais de 15 dias, é fundamental comunicar o médico responsável pela prescrição”, destacou.Segundo a especialista, alguns grupos de fármacos podem provocar alterações específicas.
Corticoides inalatórios, por exemplo, podem causar edema nas pregas vocais e aumentar o risco de infecções fúngicas. Já remédios para tontura podem gerar tremores, inclusive na voz, enquanto anti-inflamatórios e anticoncepcionais podem acabar agravando o refluxo gastroesofágico.
Esse refluxo é outro fator conhecido por estar fortemente associado à alteração vocal, exigindo sempre um diagnóstico preciso.*Grupos vulneráveis e prevenção.
Embora a suspensão ou o ajuste da dosagem possa reverter o problema em diversos casos, isso nem sempre ocorre. Essa incerteza reforça a importância do acompanhamento médico rigoroso para evitar que sequelas vocais se tornem um problema crônico e de difícil tratamento
. “A rouquidão impacta diretamente a qualidade de vida, pois a voz é nossa principal forma de comunicação”, ressalta a otorrinolaringologista.
Profissionais que dependem intensamente da voz, como cantores, locutores e jornalistas, devem ter atenção redobrada por serem considerados profissionais da voz. Entretanto, a médica destaca que cerca de 80% das pessoas dependem da fala para executar suas atividades diárias. Isso inclui professores, advogados, médicos, recepcionistas, dentre outras profissões.
Além disso, idosos são muito suscetíveis ao transtorno, tanto pelo uso frequente de medicamentos quanto pelas mudanças anatômicas naturais decorrentes do próprio processo de envelhecimento.Juliana Caixeta destaca que apesar dos possíveis efeitos, os pacientes não devem interromper o uso de medicamentos por conta própria.
A decisão terapêutica deve ser feita sempre com orientação médica, considerando os riscos e benefícios do tratamento.
Em muitos casos, os problemas são reversíveis se detectados cedo, mas quando negligenciados, podem evoluir e comprometer a comunicação.
Portanto, cuidar da voz faz parte do ĺlal com a saúde, especialmente para quem a utiliza diariamente em sua profissão.
Medicamentos que oferecem maior risco.
Além dos hormônios masculinos, entre os principais grupos associados a alterações vocais estão:
Anti-histamínicos e descongestionantes;
Diuréticos e antidepressivos;
Anti-hipertensivos (especialmente inibidores da ECA);
Corticoides inalatórios e anticoagulantes;
Anticoncepcionais hormonais.Esses medicamentos podem atuar de diferentes formas: ressecando a mucosa, provocando retenção de líquidos, alterando o sistema nervoso ou aumentando o risco de pequenas hemorragias.
FOTOSFoto 1 Legenda: Cerca de 90% dos brasileiros se automedicam, uma das principais causas da disfonia medicamentosa