2ª Expoind, Feira de Fornecedores de Tecnologia e Soluções para Indústria de Goiás, de 29/10
Evento reúne entrega de prêmios de inovação e sustentabilidade, rodadas de negócios internacionais, entre outros destaques.
AcompanheInovação e Sustentabilidade na Indústria:
Transformando Goiás no Polo do Futuro, com esse tema, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e parceiros realizam a Expoind 2025
Feira de Fornecedores de Tecnologia e Soluções para Indústria de Goiás, que este ano vai reunir a cadeia produtiva goiana e fornecedores de todo o País entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Centro de Convenções de Goiânia.
O evento terá entrada gratuita e será aberto ao público em geral.
Em sua primeira edição realizada no ano passado, a feira mobilizou mais de 70 expositores, movimentou em três dias R$ 70 milhões de negócios, outros R$ 200 milhões em negócios futuros e recebeu um público de 6.500 pessoas.
Para esta segunda edição, a meta é superar todos esses números, conforme explica o presidente da Fieg, André Rocha.
“Ainda restando quase dois meses para a realização da feira, felizmente já estamos com 80% dos estandes comercializados, e quase metade desses expositores estava presente no ano passado, o que demonstra que a Expoind se consolidou como um importante evento do calendário industrial já em sua primeira edição”, salienta.
Ele sublinha que a ideia principal do evento é mais uma vez conectar empresários, gestores e profissionais da indústria goiana com grandes fornecedores vindos de todo o Brasil, trazendo as mais inovadoras soluções para as principais dores dos industriais goianos, seja nas áreas de automação, logística, insumos, segurança, serviços digitais, capacitação de mão de obra e outros.
“Queremos trazer para esse evento, além é claro, das indústrias e fornecedores, acadêmicos, investidores, estudantes de várias áreas afins, trabalhadores da indústria, para que o máximo de pessoas conheçam o que de mais novo e tecnológico está sendo feito para tornar a nossa indústria mais competitiva”, afirma o presidente da Fieg.
O dirigente avalia que a mudança da realização da Expoind para o Centro de Convenções será um grande diferencial para a feira.
“Com a excelente infraestrutura do nosso Centro de Convenções e sua localização central, tenho certeza de que conseguiremos atrair um público ainda maior e fornecer uma vitrine de qualidade para os nossos expositores.
”Comércio exterior e rodadas de negócios.
Além dos estandes com as mais variadas e inovadoras soluções para a indústria, a Expoind 2025 irá trazer uma ampla programação com objetivo de fomentar conhecimento e negócios.
Uma das atrações esperadas pelos industriais é mais uma edição do Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), agendado para os dias 30 e 31 de outubro.
Organizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, o evento colocará frente a frente indústrias goianas e compradores internacionais para rodadas de negócios.
“Temos a previsão de reunir 15 compradores internacionais da América Latina e este ano temos uma novidade, com a ampliação da participação dos segmentos”, informa Juliana Tormin, gerente do CIN-Fieg.
As rodadas serão voltadas para os segmentos de alimentos e bebidas; de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC); e indústrias químicas, de fármacos, de tecnologia, de maquinário e de softwares, que poderão oferecer seus produtos e serviços para o mercado internacional.
A participação é gratuita para as indústrias goianas e, para estimular o fechamento de negócios, a Fieg dá assessoria para aquelas que ainda não têm experiência com exportação. As vagas são limitadas, com atendimento a 60 empresas.
Para participar da Rodada Internacional de Negócios, é preciso fazer uma inscrição prévia até 30 de setembro, por meio do endereço eletrônico.
https://forms.gle/ouaaBN3nKcqfg9K3A. Já a sessão nacional de negócios será exclusiva para expositores da Expoind.
Além da programação com foco no intercâmbio comercial, a 12ª edição do Eice mantém a tradição de fomentar o relacionamento com embaixadas e consulados sediados no Brasil.
Nesse sentido, foram convidadas representações diplomáticas de países da América Latina, Europa, Ásia e África, além dos Estados Unidos e do Canadá.
O objetivo é reforçar o diálogo, sobretudo no atual momento, marcado por tarifaço e busca por novos mercados para a produção goiana e nacional.
Prêmios e reconhecimentoAlinhado às grandes temáticas do evento – inovação e sustentabilidade –, outro ponto alto da Expoind será a entrega de duas importantes premiações.
Em uma cerimônia conjunta, serão realizados o 2º Prêmio Fieg de Sustentabilidade da Indústria Goiana e o 2º Prêmio de Inovação Fieg, que inclusive segue com inscrições abertas para indústrias goianas até dia 9 de setembro, pelo link.
O objetivo dos dois concursos é reconhecer as iniciativas desenvolvidas pela indústria goiana e a entrega dos prêmios ocorrerá na noite de 30 de outubro.
“A promoção desses prêmios é um grande orgulho para nós da Fieg, pois conseguimos engajar indústrias goianas, de variados segmentos, das pequenas às grandes empresas, a mostrarem as soluções que elas criam para seus diversos desafios, mas que também são certamente as dores de muitas outras indústrias Brasil à fora.
Ou seja, é uma vitrine para a criatividade, a sustentabilidade e a inovação goiana”, salienta o presidente André Rocha.
Jornada da Inovação da Indústria – etapa regionalA Expoind também receberá, durante sua programação, a etapa Centro-Oeste da Jornada da Inovação da Indústria, um movimento itinerante pelo Brasil, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Sebrae, com objetivo de identificar, conectar e amplificar inovações tecnológicas e sustentáveis.
A etapa regional irá apresentar um mapeamento de todas as demandas e problemas da indústria do Centro-Oeste, especialmente no que diz respeito à transição ecológica e digital.
Temas como a Indústria 4.0, automação, IoT (internet das coisas), inteligência artificial, sustentabilidade na indústria, eficiência energética, agroindústria tecnológica, cibersegurança e infraestrutura digital, logística inteligente e capacitação profissional e futuro do trabalho serão tratados.
O evento será realizado nos dias 29 e 30 de outubro, com visitas técnicas e painéis em auditório dentro da Expoind, para 300 integrantes da indústria de todo o Centro-Oeste.
A etapa regional da jornada é preparatória para o Congresso Nacional de Inovação, que está previsto para ser realizado em março de 2026, quando será apresentado um diagnóstico do cenário da inovação no Brasil e sugestões de ações para estimular a articulação entre centros de pesquisa, instituições e o mercado.
Parceria que engrandece
Em 2025, a Expoind será realizada dentro da FIC Goiás – Feira da Indústria, Comércio, Habitação e Empreendedorismo, evento que reúne a Fieg, a Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), a Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Sebrae Goiás e o Fórum Goiano da Habitação.
Além da Expoind, a FIC irá abarcar num só lugar a Feira do Empreendedor, a 1ª Expocom, a 3ª Expo Fecomércio e a 18ª Feira do Imóvel.
A empresária Eliana Turccheti comemorou seu aniversário em grande estilo, cercada pelo carinho de amigos e familiares.
A data foi marcada por diversas homenagens recebidas nas redes sociais, que traduziram todo o afeto, admiração e reconhecimento por sua trajetória.
Querida por suas amizades, Eliana recebeu mensagens que destacaram sua atenção, generosidade e, principalmente, a confiança que sempre dedica às pessoas que fazem parte de sua vida.
Uma celebração especial para uma mulher que cultiva amizades verdadeiras e deixa sua marca por onde passa.
Mudanças propostas no Senado podem tirar sete milhões de jovens do mercado de trabalho em dez anos
Emendas ao projeto que cria o Estatuto do Aprendiz podem alterar o cálculo da cota e reduzir oportunidades para adolescentes e jovens; IPHAC acompanha com preocupação a discussão e defende preservação da política de aprendizagem profissional
O futuro da aprendizagem profissional no Brasil está em discussão no Senado Federal. O Projeto de Lei (PL) 6.461/2019, que cria o Estatuto do Aprendiz e reúne em uma legislação específica regras atualmente distribuídas em diferentes normas, está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado com o objetivo de consolidar e atualizar as regras da aprendizagem profissional. Durante a tramitação, porém, foram apresentadas emendas que modificam pontos importantes do texto e provocaram preocupação entre entidades que atuam na formação e inserção de jovens no mercado de trabalho.
Para o presidente do Instituto Promover (IPHAC), Valdinei Valério, o debate precisa considerar que a aprendizagem não representa apenas uma obrigação legal para as empresas, mas uma política de inclusão social e profissional.
“Estamos falando de uma política pública que abre portas para milhares de adolescentes e jovens que estão buscando a primeira oportunidade. A aprendizagem oferece formação, experiência profissional, renda e, principalmente, perspectiva de futuro. Qualquer mudança na legislação precisa preservar esse caráter transformador.”
Mudanças podem afetar o cálculo da cota
Entre as emendas apresentadas no Senado estão propostas que retiram determinadas funções da base de cálculo da cota de aprendizagem. Entre elas aparecem atividades relacionadas à segurança privada, condução de veículos, operação de máquinas e funções que envolvam condições de risco, insalubridade ou periculosidade.
Outra emenda prevê exclusões relacionadas a atividades externas, permanentes ou sazonais, funções que exigem formação profissional específica e postos que demandem carteira nacional de habilitação.
Também está em discussão uma proposta que modifica o cálculo da cota em empresas da área da saúde, restringindo a base a empregados vinculados exclusivamente a funções administrativas e excluindo determinadas atividades assistenciais, clínicas, laboratoriais e terapêuticas.
Durante audiência pública realizada no Senado, o auditor-fiscal do trabalho Ramon de Faria Santos alertou para o possível impacto dessas mudanças. De acordo com ele, o fechamento de postos de aprendizagem poderia representar, ao longo de uma década, mais de 7 milhões de oportunidades que deixariam de ser ocupadas, considerando a rotatividade natural dos contratos.
Valdinei Valério considera que o impacto deve ser analisado para além dos números imediatos. “Quando uma vaga de aprendizagem deixa de existir, não estamos perdendo apenas um contrato. Estamos retirando de um jovem a possibilidade de ter sua primeira experiência profissional, de aprender uma profissão, desenvolver competências e começar a construir sua autonomia. Por isso, precisamos olhar para o impacto social dessas mudanças.”
IPHAC atua na formação e inserção de jovens
O IPHAC acompanha esse debate com preocupação, porque a aprendizagem profissional está entre as principais frentes de atuação da instituição. Por meio do Programa Promover Aprendiz, o Instituto trabalha com a formação integral dos jovens, combinando capacitação teórica e prática, acompanhamento educacional e psicossocial e inserção no mercado de trabalho.
Na prática, o trabalho desenvolvido pelo IPHAC vai além do encaminhamento do jovem para uma empresa. A instituição participa da formação e acompanha o processo de desenvolvimento profissional, buscando preparar o aprendiz para os desafios do mundo do trabalho.
“No IPHAC, nós vemos todos os dias o quanto uma oportunidade pode mudar a trajetória de um jovem. Nosso papel é fazer essa ponte entre juventude, educação e trabalho, oferecendo não apenas uma vaga, mas condições para que esse jovem se desenvolva e construa um projeto de vida”, defende Valdinei.
Debate envolve futuro de milhões de jovens
Atualmente, o Brasil possui cerca de 700 mil contratos de aprendizagem. Durante os debates no Senado, representantes do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e de entidades formadoras manifestaram preocupação com alterações que possam reduzir o alcance da política.
O texto em discussão também prevê outras mudanças, como novas regras para o cumprimento da cota, situações específicas de contratação de jovens com mais de 18 anos e mecanismos de acompanhamento individual do aprendiz.
Uma das emendas estabelece, por exemplo, que determinadas atividades práticas sejam destinadas exclusivamente a aprendizes maiores de 18 anos. Outra permite, em determinadas situações, a contratação direta de jovens entre 18 e 24 anos, com formação técnico-profissional por entidade formadora.
Para Valdinei, a modernização das regras pode ser importante, mas não deve ocorrer às custas da redução das oportunidades.
“Nós somos favoráveis ao aperfeiçoamento da legislação. O mundo do trabalho mudou e é natural que as regras também sejam aprimoradas. O que não podemos permitir é que, em nome dessa atualização, a aprendizagem perca sua capacidade de incluir justamente os jovens que mais precisam de uma oportunidade.”
Estatuto ainda está em tramitação
O PL 6.461/2019 continua em análise no Senado e ainda pode sofrer alterações. Portanto, as emendas apresentadas não representam mudanças já incorporadas à legislação. As regras atuais da aprendizagem profissional continuam valendo enquanto o projeto segue sua tramitação.
A discussão envolve diferentes setores. Representantes empresariais defendem ajustes que considerem as características específicas de atividades que apresentam riscos ou restrições à contratação de menores de 18 anos.
Já representantes do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e de entidades formadoras alertam para o risco de esvaziamento da política caso determinadas funções sejam retiradas da base de cálculo.
O presidente do IPHAC defende que o debate seja conduzido com equilíbrio, mas tendo a juventude como prioridade.
“Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade das empresas e a proteção dos direitos dos jovens. Mas esse equilíbrio não pode significar menos oportunidades. A aprendizagem precisa continuar sendo uma porta de entrada digna, protegida e qualificada para o mundo do trabalho”, conclui Valdinei Valério.
A diretora do ICG – Instituto da Consciência, Sandra Chaves (D), durante o Seminário de Corretores, realizado no último dia 17 de agosto, no Sebrae Goiás. Na foto, ao lado da psicóloga Mara Suassuna, que prestigiou o evento dedicado aos profissionais do setor imobiliário.