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Filme estrelado por João Vitor é selecionado para festival em Los Angeles.

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“Colegas e o Herdeiro”, sequência do aclamado “Colegas”, será exibido no Los Angeles Brazilian Film Festival em outubro

O filme “Colegas e o Herdeiro” (Buddies and the Heir), estrelado por João Vitor de Paiva, foi selecionado para a mostra competitiva do Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), um dos mais importantes eventos de cinema brasileiro no exterior. O longa será exibido no dia 14 de outubro, às 17h, no Culver Theater, em Los Angeles.

A produção, escrita e dirigida por Marcelo Galvão, é a continuação do sucesso “Colegas” (2012), longa que se tornou um marco no cinema inclusivo mundial ao ser protagonizado por atores com síndrome de Down. A nova trama mantém a mesma essência, explorando humor, emoção e representatividade ao contar uma história de amizade e superação.

Após a exibição na Califórnia, o filme também participará da primeira edição do LABRFF Orlando, que ocorrerá entre 24 e 26 de outubro. A data e o horário da sessão serão divulgados em breve.

Inclusão e representatividade em foco

Gravado no Rio Grande do Sul e no Uruguai, “Colegas e o Herdeiro” acompanha um grupo de amigos que embarca clandestinamente em um avião cargueiro, iniciando uma jornada repleta de aventuras rumo a Punta del Este. O elenco conta com diversidade inédita: atores com síndrome de Down, um protagonista autista, artistas com síndrome de Williams, além de mais de 70 pessoas com deficiência intelectual em cena.

Para Marcelo Galvão, a obra vai além da representatividade: “Queríamos mostrar que a inclusão pode ser emocionante, divertida e transformadora. Este filme não fala sobre deficiência, em poucos minutos, o público esquece disso e se envolve com a história. Isso é inclusão de verdade”, afirma o diretor.

João Vitor e a luta pela inclusão

No papel de Duda, João Vitor faz sua estreia no cinema. No filme, ele faz o par romântico protagonista com Rafaela Fontanetti, que vive s personagem Fernanda. A vida imitou a arte, como diz o ditado. Em janeiro de 2024, começaram a namorar.

Rafa, 22 anos, mora em São Paulo, João Vitor, 24, em Goiânia. A distância não impediu que os dois se apaixonassem e iniciassem um relacionamento sentimental.

Formado em Educação Física pela PUC Goiás, ele é o primeiro aluno com T21 a concluir o curso na instituição, além de ser jovem ativista do Unicef, influenciador digital com mais de 1 milhão de seguidores e reconhecido como Melhor Influenciador Brasileiro em Diversidade e Inclusão 2024 pelo prêmio iBest.

“Precisamos lutar pelos direitos das pessoas com deficiência e mostrar que somos capazes de fazer qualquer coisa , inclusive cinema”, afirma João Vitor. “Participar deste filme foi uma experiência incrível e transformadora.”

O elenco reúne nomes do filme original (Ariel Goldenberg, Rita Pokk e Breno Viola) e inclui Luiza Acosta, Rafaela Ehmke, Gabriel Lazzari, Henrique Fernandes, Giulia Merigo, Samanta Quadrado, Fafy Siqueira, Deto Montenegro, Marcelo Naz, Marcos Contreras e Cristiano Lourenço, entre outros.

“Colegas e o Herdeiro” também presta homenagem póstuma ao produtor executivo Marçal Souza, deficiente visual e figura importante do cinema nacional, que faleceu antes do início das filmagens.

João Vitor, ativista do Unicef e referência na luta pelos direitos das pessoas com deficiência, estreia no cinema

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Casamento no litoral cearense

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Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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