O design Diego Miranda, o arquiteto Zeh Pantarolli, gerente da Essence Acabamentos, Karen Karoline, e Márcio Falk, superintendente regional da Roca Cerâmica
Segundo arquitetos curitibanos, a Inteligência Artificial veio para somar e não para anular o trabalho do arquiteto e do design, que, com o uso de ferramentas adequadas, podem se dedicar mais ao processo criativo
A Inteligência Artificial veio para consolidar uma nova revolução no processo produtivo mundial: a tecnológica. Muito se tem falado sobre o impacto dela nas profissões, sendo que algumas funções e cargos podem até desaparecer. Mas como as profissões de arquitetura e design serão impactadas: irão ser substituídas, alteradas ou extintas pela tecnologia?
A representante da Roca Cerâmica, Andreia Apolinário; Karen Karoline, Anderson Caiado; os palestrantes Diego Miranda e Zeh Pantarolli, a gerente Ângela Schwichenberg e Márcio Folk da Roca Cerâmica
Essa foi a reflexão que abriu a palestra do arquiteto Zeh Pantarolli e o design Diego Miranda, sócios do premiado Estúdio Pantarolli Miranda – Arquitetura, Arte e Design, nesta quarta-feira, 05 de novembro, na Essence Acabamentos em Goiânia. Durante o evento, voltado para profissionais da área, realizado em parceria com a Roca Cerâmica, ele avaliaram que felizmente as profissões de arquiteto, design e decorador estão sendo impactadas positivamente pela Inteligência Artificial e não correm o risco de desaparecer, justamente por depender de um diferencial unicamente humano: a capacidade de criar.
Palestra sobre uso da Ia na arquitetura
Zeh Pantarolli destaca que boa parte dos escritórios de arquitetura já usam IA, mas de forma ainda inicial, sendo que é possível aproveitar um amplo potencial das ferramentas para dinamizar processos de pesquisa, gestão e administração dos escritórios. “Observamos que 50% a 70% do público já utiliza IA, mas nossa ideia é apresentar novas formas de uso para ampliar os benefícios. A IA otimiza tarefas repetitivas, como conferência de contratos e propostas, liberando tempo para a criação”, destacou ele.
O design Diego Miranda enfatizou a necessidade de que os profissionais se capacitem para usar as ferramentas e que façam isso de forma contínua para acompanhar as evoluções. “Acreditamos que a IA veio para ficar e quem a utiliza agora sai na frente. Por isso é importante estar atento às novidades e atualizações, pois são muito dinâmicas”, observou ele, que garante usar bastante a IA no dia a dia.
Segundo ele, os profissionais são adeptos do conceito do aprendizado turbo, que consiste no uso da Inteligência Artificial para realização de pesquisas e busca de informações adicionais, além de usar na prática do desenvolvimento dos projetos para ganhar o que mais vale: tempo. “Um uso bem interessante da IA que fazemos é na geração de alternativas e simulações. Se temos, por exemplo, um projeto elaborado para o dia e queremos simular como ficaria à noite, antes da inteligência artificial, precisaríamos estar no escritório, realizar todas as adaptações, colocar iluminação, algumas vezes passar até a noite renderizando para chegar no dia seguinte e ver o resultado. Hoje não. Com a IA conseguimos este resultado em segundos”, destacou.
Palestra sobre uso da Ia na arquitetura
Uma das participantes, que veio buscar informações para ampliar o uso da IA em seu escritório foi a arquiteta Paula Serafim Vilela. Ela conta que já usa a ferramenta de forma inicial, como algumas pesquisas no Chat GPT, porém soube da palestra por meio da sua irmã, sócia e também arquiteta, que fica em Mineiros-GO, cidade onde ambas têm um escritório, e decidiu vir conferir a palestra em Goiânia com o objetivo de ampliar o uso, investindo mais na agilidade e produtividade dos processos. “Minha irmã e sócia participou da mesma palestra realizada na Essence em Jataí e abriu muito sua visão sobre o assunto, percebendo o quanto podemos nos beneficiar com a IA no desenvolvimento dos processos. Ela me sugeriu que eu viesse também na palestra em Goiânia para compartilhar desse conhecimento. E, certamente, iremos colocá-lo em prática para otimizar nosso tempo”, observou Vilela.
O sócio da ABL Prime, Fernando Fonseca prepara um café da manhã no Shopping Gran Life para representantes das futuras lojas, que estão em obras no centro de compras, e também médicos e proprietários da torre office.
Representantes das lojas do Bradesco, Academia Ultra, O Boticário, Pague-Menos, Café Rancheiro, Restaurante Prosa, Vexor Barbearia, Laboratório Evangélico, In House mercado de autoatendimento, estão na lista de convidados.
O evento, agendado para este mês de setembro, será uma manhã de networking.
Edição Agro reúne especialistas, executivos e pesquisadores para debater a expansão da IA no agronegócio, que mais que dobrou no Brasil nos últimos quatro anos.
A inteligência artificial está avançando rapidamente no agronegócio brasileiro.
A parcela de fazendas e agroindústrias que utilizam a tecnologia passou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2026, mais que dobrando em quatro anos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).
É diante desse cenário que Goiânia recebe, no dia 23 de setembro, o Cerrado Innovation Summit – Edição Agro, encontro que reunirá especialistas, executivos, pesquisadores, startups e investidores para discutir como a IA e o uso de dados estão transformando a produção e a gestão no campo.
Com o tema “Agro Inteligente: dados, IA e a nova fronteira de produtividade no Cerrado”, o evento é promovido pelo Hub Cerrado e pretende colocar em debate as aplicações práticas da inteligência artificial no agronegócio, desde o monitoramento das lavouras até a gestão das propriedades e agroindústrias.
Apesar do crescimento, os dados mostram que a adoção da tecnologia ainda está em expansão.
58,1% das fazendas e agroindústrias brasileiras ainda não utilizam inteligência artificial, segundo o levantamento da FGV. O cenário abre espaço para novas soluções e para a discussão sobre como tornar essas ferramentas mais acessíveis e aplicáveis às diferentes realidades do campo.
Outro levantamento reforça esse potencial.
A pesquisa Global Farmer Insights 2024, da McKinsey, aponta que apenas 22% dos agricultores brasileiros utilizam softwares de gestão agrícola.
O percentual é de 38% nos Estados Unidos e 32% na Europa.
Entre os desafios para ampliar a digitalização estão a conectividade, custo de implementação e a permanência de processos informais de gestão, como planilhas e anotações manuais.
Experiência do produtor ganha novo papelO avanço da IA também coloca em discussão o papel da experiência acumulada por quem trabalha no campo.
Para especialistas, a tecnologia não necessariamente substitui o conhecimento do produtor.
Ao contrário, a combinação entre experiência prática e análise de dados pode ampliar a capacidade de interpretação das informações geradas pelas novas ferramentas.
O produtor que conhece as características de sua cultura, solo e região pode utilizar a IA para organizar dados históricos, identificar padrões, acompanhar indicadores e criar cenários que auxiliem o planejamento.
Esse encontro entre conhecimento tradicional e tecnologia será um dos pontos centrais do Cerrado Innovation Summit, que pretende aproximar empresas que já enfrentam desafios de digitalização, pesquisadores, startups e investidores.
Especialistas e empresas estarão em GoiâniaA programação da tarde do Cerrado Innovation Summit começa com palestra de Carlos Peruzzi, sócio e Head de consultoria da Rural Ventures.
O executivo possui mais de 20 anos de experiência na área de tecnologia e já atuou como CIO e CTO em grandes grupos do agronegócio brasileiro. Também possui MBA pela Babson College, nos Estados Unidos, e especialização em transformação digital pelo MIT.
Na sequência, o evento terá uma Pílula CEIA e o painel principal, mediado por Douglas Paranahyba, do Sebrae Agro.
Participam do debate Marcelo Eskenazi, assessor de inovação da São Martinho; Jardel Lopes, pesquisador do CEAGRE e professor do IF Goiano; Eduardo Bitu, Chief Strategy & Innovation Officer da Aliare; e Leonardo Alvarenga, fundador e CEO da SNASH.
A proposta é discutir casos reais de adoção de tecnologia no agronegócio, incluindo os resultados alcançados, os desafios encontrados, os custos de implementação e os próximos passos da transformação digital no setor.
Goiás no mapa da inovação do agroA realização do encontro em Goiânia também reforça a conexão entre o ecossistema de inovação e uma das principais atividades econômicas do Centro-Oeste.
O Hub Cerrado atua justamente na aproximação entre empresas, startups, investidores e instituições de pesquisa, criando conexões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas a diferentes setores da economia.
No agronegócio, essa aproximação ganha relevância diante da velocidade com que novas ferramentas de inteligência artificial estão chegando ao mercado.
“A tecnologia está avançando rapidamente, mas o grande desafio é transformar inovação em aplicação prática.
A conexão entre empresas, pesquisadores, startups e produtores é fundamental para que as soluções desenvolvidas respondam às necessidades reais do campo”, destaca Uaitã Pires, diretor do Hub Cerrado.
Além das palestras e do painel, o evento terá mentorias e rodada de negócios para startups, VCs e investidores.
A programação será encerrada com a entrega do Prêmio Cerrado Innovation, reconhecimento a iniciativas de destaque no ecossistema regional de inovação.
Depois da premiação, os participantes poderão participar de um happy hour com networking e feira de startups, ampliando as oportunidades de conexão entre empreendedores, investidores, empresas e profissionais do setor.
Serviço
Cerrado Innovation Summit – Edição Agro
Tema: Agro Inteligente: dados, IA e a nova fronteira de produtividade no Cerrado
Data: 23 de setembro de 2026, quarta-feira
Horário: 10h às 19h
Local: Hub Cerrado – Rua do Parque, Qd. 145, Lt. Área 2, Jardim Atlântico, Goiânia (GO)
10h às 12h – Mentorias e rodada de negócios para startups, VCs e investidores
11h às 14h – Almoço exclusivo para convidados
15h às 15h30 – Abertura – Hub Cerrado e parceiros
15h30 às 16h20 – Palestra – Carlos Peruzzi (Rural Ventures)
16h20 às 16h50 – Pílula CEIA
16h50 às 17h30 –
Painel – mediação de Douglas Paranahyba (Sebrae Agro), com Marcelo Eskenazi (São Martinho), Jardel Lopes (CEAGRE/IF Goiano), Eduardo Bitu (Aliare) e Leonardo Alvarenga (SNASH)
17h30 às 18h – Prêmio Cerrado Innovation e encerramento
18h às 19h – Happy hour, networking e feira de startups.
Sobre o Hub Cerrado
O Hub Cerrado é um ecossistema de inovação e tecnologia sediado em Goiânia (GO), com atuação nos setores de agro, saúde, real estate e indústria.
Reúne iniciativas como a SOLOS Incubadora, Cerrado Angels, Instituto Hub Cerrado e o programa de comunidade Bioma, além de promover a série de eventos Cerrado Innovation Summit.
O Hub Cerrado também é signatário do Pacto Goiás pela Inovação.
Patrocínio: Colombina, Assespro, Funtec e ZapiPro.
Apoio: Sebrae, Senac Infinite, Goiás pela Inovação, Instituto Hub Cerrado, Campo Lab, IF Goiano, CEAGRE, Agroskills, ACIEG, SNASH e ADIAL.
O cantor e compositor Fernando Bocão prepara uma apresentação especial para o dia 2 de outubro, no Sesc Centro, com o show “Circuito Musical Good Vibes”.
Além de faixas autorais, o repertório reúne releituras de sucessos de Leandro e Leonardo sob uma nova roupagem e clássicos da MPB, do reggae e do pop que influenciaram a carreira do artista goiano.
O espetáculo contará com participações de Maíra Lemos e Hdicky e terá entrada solidária, mediante retirada prévia do ingresso gratuito pelo Sympla e doação de 1 kg de alimento não perecível.
O projeto foi contemplado pelo Edital de Música – PNAB 2026