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O que praticamente só se encontra no Brasil

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De JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Quem passa muito tempo fora do nosso país, quando chega, deseja resgatar: memórias, sabores, lugares, pessoas e até momentos passados. Nem tudo é possível.

Laços são rompidos, distâncias estão interpostas e prioridades idem. Mas alguns fatos e atos são para mim essenciais.

Você telefona ou escreve e está no mesmo fuso horário. Sintonia total. Apesar que em algum lugar do mundo ser manhã, tarde ou noite, aqui estamos iguais. É muito bom.

Aí você vai comer e uma profusão de alimentos vêm à tona. Que tal uma farofinha? Delícia quase impossível de se encontrar em outras terras… aquele arroz com frango e farofa.

De sobremesa, se for a época; jabuticaba. Essa eu nunca vi fora do nosso território. Até para explicar que ela nasce pregada no tronco, é difícil.

A família está ali. Com gestos muito parecidos, com palavras semelhantes usadas em situações idem. Seus parentes são registros vivos da ancestralidade. É muito engraçado como – apesar de conflitos- a tendência é a identificação plural. Muita coisa parecida.

E eles jamais vão deixar de mostrar a você de onde veio e quem realmente é.

Toda cidade tem um cheiro. Assim como toda pessoa também.

Goiânia tem dois odores destacados, o do mato queimado na época da seca, e o da grama orvalhada nos tempos de chuva.

A cidade tem verde, já teve mais, ainda assim árvores enormes estão nas suas esquinas e parques. É muito bonito.

Quando meu pai era vivo, aquele cheiro de banho tomado e loção pós-barba, era sensacional.

Minha mãe? Chanel número 5. Classe e suavidade.

Você muitas vezes não se percebe, mas a musicalidade está no ar. A batida do nosso som é variada, rica e única. Vou de samba. De Martinho. Passo por Jobim.

E por que não, Sidney Magal! Ouço Tim Maia como quem ouve uma oração. E aí transito pelos nordestinos maravilhosos tais como Alceu Valença, Belchior e por aí vai. E a dancinha? Tem que ter. Um leve movimento de pé, as mãos acompanhando o ritmo.

Seu corpo reage a estes estímulos. Elis Regina, Gal Costa, Bethânia, são flores sonoras.

Tive nessa semana a oportunidade de rever amigos de décadas e alguns que nunca mais havia reeencontrado. A conversa flui. Não há cobranças. Só lembranças.

Eles, os amigos são a memória viva de nossas histórias. E também a correção imediata de nossos erros e falhas. O amigo é um anjo que puxa sua orelha em momentos de desespero e o coloca no prumo.

Um amigo é um engenheiro cardíaco. Ajusta seu coração em ordem com a razão.

E aí, correndo pela cidade, você vê as mudanças sutis na sua rua, no bairro. Em tudo. Quando mergulho na piscina eu lavo a alma e afogo as mágoas. E vou rodando por sensações mil, passadas e presentes.

Do futuro, não sei. Só sei que quem mais muda sou eu. E vocês, todos que me rodeiam, nunca me deixam esquecer de ser eu mesmo.

Menino sorridente de Goiânia, Goiás, Brasil.

JB Alencastro Médico e Escritor

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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Homenagens

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O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.

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