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Folia.

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Karla Rattes , Salim Bitar e Cláudia Oliveira marcaram presença e esbanjaram sorrisos no animado evento de blocos no Bar Cerrado.

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Comemoração no Pré Carnaval.

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A empresária Marília Oliveira, na foto à direita, no alto, já deu início às comemorações do seu badalado aniversário, celebrado no dia 7 de fevereiro, durante o animado Bloco Não Encha Meu Sax, no tradicional Carnaval dos Amigos, no Espaço Cerrado. Em clima de muita alegria e descontração, a aniversariante esteve acompanhada pelas amigas Rosângela Pontes, Karla Rates, Andréa Aprigio, Cláudia Oliveira e Mônica Andrade, que fizeram questão de brindar o momento especial.

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Onde estão as árvores?

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JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Respiro profundamente. O ar está bom. Falta um dia para viajar para o outro lado do mundo. Tudo pronto, arrumado. Vou correr mais de 10 km. Para isso, tenho que ampliar o meu trajeto.

Moro no Setor Oeste, bairro antigo de Goiânia. Bem arborizado, lindo. Saio em direção a uma escola militar.

Aquecendo no primeiro quilômetro, me deparo com uma árvore arrancada no toco. Suas raízes expostas. Quanto oxigênio ela já produziu? Quantas vezes ofereceu sombra aos transeuntes cansados e alunos suados? Dá-me uma certa angústia e curiosidade, o que ela tinha para ser trucidada deste modo?

Retorno pelo enorme supermercado e vejo vários troncos cortados na base. Na frente do prédio Di Cavalcante tem uma árvore totalmente assimétrica, metade foi embora. Minha velocidade aumenta, mas a percepção de que algo está errado, também.

A volta pela Alameda das Rosas enche-me de esperanças. Passo na frente do prédio do meu falecido amigo, Dr Camilo. Essa é a volta Gran Camilo. Homenagem à ele.

A brisa aumenta e chove um pouco. As enxurradas têm sido mais violentas nesses dias de janeiro e fevereiro. Faltam raízes para drenar. Viro na Rua 3, calçada bem larga no lado direito. O dia começando. Vento.

São alguns quilômetros até passar na frente do Colégio e a igreja do Atheneu, hora da primeira hidratação. Caminho enquanto bebo água. Como passo pouco tempo por aqui, vejo que o cenário está mudando. Está mais liso. O piso liso. Escorrega para quem corre. E menos árvores. Ficou notório, hoje.

Agora, uma surpresa desagradável. Até dentro do Bosque dos Buritis tem poda selvagem. O que está ocorrendo? Na semana passada vi uma ave incomum, um udú coroado.

Apesar de ser discreto, acredito que ficou sem ninho. Não tem medo de mim. Lá está ele novamente. Aqui o terreno irregular exige mais atenção na passada. Diminuo o ritmo. O pio dele é igual ao de coruja. Mas está de dia, o que é pior.

Aí entro na ciclovia da Av. Assis Chateaubriant. Passada largas. Uma amiga de infância me cumprimenta. Chove. Estou pleno e feliz pela corrida, mas triste com a devastação.

Maioria das fachadas das lojas não tem árvores a sua frente. Não é coincidência. Aumento a velocidade e como um pedaço de rapadura.

Corredor raiz.

Desço o pequeno trecho final da Av. Portugal, ponto de muita água descendo. E olha a Camila, filha do Camilo! Corro numa rua que passa aos fundos da Clínica de Repouso de Goiânia. Mando mentalmente um abraço para o Frota. Ele diria que o mundo está doente. Acelero. Mais água.

Tem um pinheiro enorme ao lado da casa onde morava a Lia. Grito bem alto: – Bom dia, Josias! Bom dia, Dona Neide! Ele é o irmão e ela a mãe da minha amiga do Pré-Médico. Agora falta pouco para completar o percurso. Estou chegando na Av. Anhanguera.

Conheço todas as árvores daí e também as aves. Temo por todos. Sem árvore, não tem ave. Sem árvore não tem drenagem, oxigênio, sombra e beleza.

Daqui um ano eu volto. Será que verei um replantio? Uma justificativa para essa devastação? Pois enquanto minha cidade está correndo para adoecer, eu corro para saudar o amanhecer e o bem-viver.

JB Alencastro é médio e escritor.

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Setenta anos depois, “Grande Sertão: Veredas” segue convocando leitores a viver o Brasil profundo

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Experiência literária pelo sertão brasileiro propõe imersão inspirada na obra de João Guimarães Rosa entre 20 e 24 de maio de 2026

Publicado em 1956, “Grande Sertão: Veredas” ocupa um lugar singular na literatura brasileira. Ao transformar o sertão em matéria literária de alcance universal, João Guimarães Rosa construiu um romance que ultrapassa o regionalismo e se afirma como reflexão profunda sobre a condição humana, seus conflitos, afetos, ambiguidades e escolhas. Setenta anos depois, a obra permanece viva, provocando leitores não apenas pela força da linguagem, mas pela transformação que opera em quem se dispõe a vivenciá-la.

É nesse contexto que acontece a viagem em grupo “Grande Sertão: Veredas”, entre os dias 20 e 24 de maio, realizada pela produtora de viagens com conhecimento NomadRoots, que, além de viagens personalizadas, desenvolve jornadas imersivas a partir da literatura e cultura. Inspirada no universo rosiano, a proposta articula livro, paisagem e presença, convidando os participantes a se aproximarem do sertão não apenas como espaço físico, mas como experiência sensível e simbólica.

O percurso inclui áreas do Parque Nacional Grande Sertão: Veredas, com acesso por caminhos exclusivos a partir da Pousada Trijunção, que estará reservada apenas para o grupo, e está localizada em um ponto singular do território brasileiro: no encontro entre Goiás, Minas Gerais e Bahia. Esse cruzamento geográfico, que dá nome ao lugar, funciona como um epicentro simbólico do sertão, onde fronteiras se diluem e o afastamento do cotidiano se transforma em possibilidade de reencontro. Estar ali é, para muitos, uma forma de se aproximar da fonte, do território, das escutas e das experiências que alimentaram a escrita de Guimarães Rosa.

A viagem começa em Brasília, não apenas como ponto de partida, mas como um portal simbólico que prepara, por contraste, para o que espera no coração do Cerrado brasileiro. Já, ao chegar na Pousada Trijunção, o tempo desacelera. Caminhadas, pausas, leituras e conversas se constroem em diálogo com o ambiente natural e com os modos de vida do Cerrado, apresentados também por guias especialistas que revelam camadas da paisagem que não se mostram à primeira vista.

Para quem já participou, a experiência não se repete, se renova. “Cada edição é diferente porque o sertão nunca se apresenta da mesma forma, e quem caminha também não. A luz, o clima e o tempo do dia transformam a paisagem, mas a experiência muda sobretudo conforme o estado interior de cada pessoa”, afirma o professor e escritor Chico Escorsim.

A jornalista Rafaella Silva, que também retornou ao sertão em mais de uma edição, compartilha percepção semelhante. “O livro está sempre presente, mas não como algo a ser explicado. Ele aparece nos intervalos, nas conversas espontâneas, nos detalhes do caminho. Há compreensões que só acontecem quando o corpo está em movimento”, observa.

Desde 2021, a experiência reúne grupos reduzidos de leitores em encontros marcados pela escuta, pela contemplação e pelo contato direto com o território. A edição de 2026 ganha ainda mais densidade ao coincidir com o ano de celebração dos 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, período em que a obra volta a ocupar o centro do debate cultural brasileiro, com novas edições, estudos críticos, projetos cênicos e o lançamento de uma ampla biografia de João Guimarães Rosa.

Mais do que uma releitura do romance, a proposta parte da compreensão de que o sertão rosiano não se encerra no livro. Ele se expande quando confrontado com o território que lhe deu origem, um espaço onde natureza, linguagem e humanidade se cruzam continuamente. “Sinto que passei um tempo em suspenso, fora desta dimensão em que estamos inseridos normalmente. A sensação para mim foi a de pertencimento. Ao grupo, à natureza, a cada minuto que vivi no sertão”, relata Zilda Fraletti, viajante que participou de uma das edições anteriores. “Guimarães Rosa, com sua arte e genialidade nos mostrou que o sertão está dentro de nós”, complementa.

A travessia literária “Grande Sertão: Veredas”, experiência inspirada na obra de João Guimarães Rosa, acontece de 20 a 24 de maio de 2026. Mais informações estão disponíveis em nomadroots.com.br/produto/sertao e no perfil oficial no Instagram: @clube.nomad.

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