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Projeto cria rede de acolhimento e fortalecimento para mulheres do turismo em Pirenópolis.

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A arquiteta e urbanista Liana Araújo (à dir.), idealizadora do projeto Mulheres Fortes, ao lado de Elizane do Amaral, da loja Sabores da Terra, apoiadora da iniciativa. Diego Monteiro

Com a maioria das profissionais do setor sendo mulheres, iniciativa oferece terapias, mentorias e apoio prático para fortalecer quem sustenta o turismo localDe acordo com dados do Ministério do Turismo, mulheres representam quase 52% dos guias de turismo cadastrados no Brasil e são maioria entre profissionais e estudantes da área, evidenciando sua presença central no setor. Apesar disso, muitas enfrentam sobrecarga de trabalho, instabilidade financeira e pouco tempo para autocuidado, questões que afetam diretamente o bem-estar, a produtividade e a qualidade dos serviços oferecidos. É nesse contexto que nasceu o projeto Mulheres Fortes, uma iniciativa da Agência Nacional de Desenvolvimento Humano (ANDH), que entre outubro e dezembro de 2025 promoveu atendimentos e encontros voltados ao fortalecimento emocional, à autonomia e ao cuidado integral de mulheres que atuam nos bastidores do turismo em Pirenópolis, em Goiás. 

Ao todo, 35 mulheres participaram do projeto, recebendo sessões quinzenais de terapia holística e mentoria em organização, finanças e empreendedorismo, todas personalizadas de acordo com as necessidades de cada participante, com escuta qualificada, acolhimento e orientações práticas.

“A iniciativa visa criar um espaço seguro de apoio e desenvolvimento, reconhecendo que cuidar das mulheres que fazem o turismo acontecer é essencial para uma economia local mais forte e serviços turísticos de maior qualidade”, aponta a arquiteta Liana Araújo, idealizadora do projeto.

Segundo ela, o projeto nasceu para cuidar de quem cuida.

Projeto idealizado pela arquiteta e urbanista Liana Araújo foi criado para muitas mulheres que atuam nos bastidores do turismo em Pirenópolis. Diego Monteiro

“São mulheres que fazem o turismo acontecer todos os dias e que precisam ser vistas, acolhidas e fortalecidas para seguir com mais equilíbrio, dignidade e autonomia”, afirma.

“Esse projeto foi maravilhoso nesse momento da minha vida. Foi uma oportunidade de respirar, de me sentir acolhida e cuidada.

O carinho e a atenção fizeram muita diferença pra mim e me ajudaram a renovar as forças.”, relata Maria Rosângela, funcionária da Pousada dos Pireneus, participante do projeto.

Durante as mentorias, as participantes também recebiam orientações para continuar o processo de desenvolvimento em casa, com microtarefas e definição de prioridades para os 15 dias seguintes, estimulando a organização da rotina, o planejamento financeiro e a autonomia.

COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

Raquel Pinho e equipe

Com boa adesão e impacto positivo, o Mulheres Fortes retorna em março deste ano, com novas ações e atendimentos, e está em busca de parceiros institucionais e apoiadores para dar continuidade e ampliar o alcance do trabalho.

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Casamento no litoral cearense

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Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.

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Café da Tarde

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Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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