Doença que acomete intestino grosso está ligada ao estilo de vida e ao histórico familiar; especialista do Einstein Goiânia reforça sinais de alerta e orientações de prevenção
O câncer colorretal, que afeta o intestino grosso, incluindo cólon e reto, está entre os tumores malignos mais frequentes e letais. Por sua capacidade de invadir estruturas próximas e formar metástases, especialistas alertam para a importância de investir na prevenção e reconhecer sinais clínicos precoces. De acordo com a American Cancer Society e da Sociedade Brasileira de Coloproctologia a recomendação atual é que o rastreamento comece aos 45 anos, mesmo para pessoas sem fatores de risco aparentes.
Entre os sintomas mais comuns estão dor abdominal, muitas vezes em forma de cólica, alterações no hábito intestinal, mudança no aspecto das fezes e sangramento ao evacuar, que pode ser visível ou oculto. Perda de peso e anemia sem causa aparente também acendem um sinal de alerta. De acordo com o oncologista do Einstein Goiânia, Rodrigo Fogace, esses sinais não devem ser subestimados, especialmente quando persistem, porque podem indicar a presença da doença.
“Entre os principais fatores de risco estão o consumo excessivo de carne vermelha e embutidos, como linguiça, salame, mortadela e presunto, além de obesidade, ingestão de álcool, sedentarismo, idade avançada, histórico familiar e presença de pólipos intestinais”, aponta o especialista. “Mudanças no estilo de vida, no entanto, podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento do tumor.”
O rastreamento do câncer colorretal deve ser realizado por meio de colonoscopia a partir dos 45 anos, mesmo quando não há sintomas. Para pessoas com histórico familiar da doença, a recomendação é antecipar o exame em 10 anos em relação à idade em que o parente de primeiro grau recebeu o diagnóstico. Já na presença de sintomas, a investigação deve ser iniciada imediatamente, independentemente da idade.
Segundo o especialista do Einstein Goiânia, a prevenção está diretamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis, como reduzir o consumo de carnes processadas, manter o peso sob controle e praticar atividade física regularmente. A colonoscopia com retirada de pólipos também é apontada como uma das estratégias mais eficazes para impedir que lesões pré-malignas evoluam para câncer.
“Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal apresenta altas chances de cura. O tratamento dos tumores de cólon é, em geral, cirúrgico, podendo ou não ser complementado com quimioterapia, conforme o estágio da doença”, orienta. Nos casos de tumores localizados no reto, costuma-se associar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. “Nem todos os pacientes precisam de colostomia, decisão que depende da localização do tumor e da técnica cirúrgica adotada”, ressalta Fogace.
Sobre o Einstein Goiânia
O Einstein Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI e serviço de transplante de medula óssea. Em março de 2024, passou a oferecer atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 1.500 procedimentos realizados até o primeiro semestre de 2025. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 30 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.
Da dor crônica à liderança em um mercado em transformação, Michele Farran potencializa empreendedorismo, informação e ativismo em prol dos pacientes
Aos 22 anos, Michele Farran recebeu um diagnóstico que mudou o rumo da sua vida: artrite reumatoide. Jovem, criativa, estudante universitária e cheia de planos, ela passou a conviver com dores diárias, inflamações persistentes e limitações que não combinavam com sua energia inquieta. A rotina deixou de ser apenas produtiva — tornou-se também um exercício constante de resistência.
Vieram os tratamentos convencionais, as consultas, as medicações e as tentativas sucessivas de estabilizar a doença. Vieram, também, as frustrações. Viver com uma condição autoimune significava adaptar sonhos, reorganizar o corpo e aceitar que nem sempre o protocolo médico entregaria qualidade de vida. A virada começou quando Michele conheceu o canabidiol como alternativa terapêutica. “Não foi uma decisão impulsiva, mas fruto de pesquisa, orientação e necessidade. Aos poucos, os efeitos apareceram: redução das dores, melhora da mobilidade, mais disposição. Pela primeira vez em muito tempo, senti que recuperava o protagonismo sobre a minha própria história”, destaca Michelle.
A experiência pessoal despertou uma inquietação maior. Se o tratamento havia transformado sua qualidade de vida, por que ainda era tão difícil acessá-lo? Entre burocracias, desinformação e estigmas, Michele percebeu que o caminho para a cannabis medicinal no Brasil ainda é complexo — especialmente para pacientes em situação de vulnerabilidade. Foi dessa constatação que nasceu a Cannabis Company, em Curitiba (PR). “Mais do que um empreendimento, o negócio carrega um propósito claro: ampliar o acesso, oferecer informação responsável e acolher pacientes que chegam fragilizados, muitas vezes depois de uma longa jornada de tentativas frustradas”, destaca a empreendedora.
A Cannabis Company é uma farmácia que trabalha exclusivamente com cannabis medicinal, criada com o propósito de ampliar o acesso seguro, regulamentado e responsável a tratamentos à base de canabinoides. Com produtos à pronta entrega e atuação alinhada às normas sanitárias brasileiras, oferece orientação, informação qualificada e suporte aos pacientes que buscam alternativas terapêuticas com prescrição médica. Mais do que um ponto de venda, a Cannabis Company se posiciona como um espaço de acolhimento e educação, contribuindo para desmistificar o tema e fortalecer o uso consciente e científico da cannabis medicinal no país.
Hoje, aos 37 anos, Michele é sócia da farmácia e também uma voz ativa nas discussões sobre regulamentação e regulação da cannabis medicinal no Brasil. Acompanha o cenário legislativo, participa de debates e defende políticas públicas que garantam segurança jurídica, qualidade dos produtos e acesso mais democrático ao tratamento. No Brasil, a cannabis medicinal é permitida, mas ainda enfrenta regras restritivas. Com a nova regulamentação da Anvisa em 2026, o país passou a ter normas mais claras para cultivo, produção e comercialização, ampliando a oferta nacional, reduzindo a dependência de importados e garantindo mais segurança jurídica, além de incentivar pesquisa e ampliar o acesso dos pacientes aos tratamentos. “Essas mudanças fortalecem a base técnica e sanitária do setor, possibilitando maior acesso terapêutico, incentivo à pesquisa e desenvolvimento nacional, e contribuindo para que tratamentos com canabinoides sejam mais acessíveis”, explica Michele.
Formada em Cinema, Design de Moda e Design Gráfico, e fundadora da Agência de Design Cidadã, Michele destaca que sempre buscou profundidade em seus projetos, e isso torna-se ainda mais intenso quando a vida de outras pessoas está em discussão. “A ideia de transformar narrativas superficiais em experiências com intenção agora se reflete na forma como conduzo um negócio na área da saúde. Escuta, responsabilidade e base científica são tópicos indispensáveis”, reflete Michele.
Neurodivergente e convivendo há cerca de uma década com doenças autoimunes, Michele conhece de perto a vulnerabilidade que acompanha um diagnóstico crônico. “Essa vivência moldou minha forma de empreender. Cada decisão carrega a memória da jovem que buscava respostas para a própria dor, e que hoje trabalha para que outras pessoas encontrem caminhos mais curtos, mais seguros e mais humanos”, destaca a especialista. Entre desafios pessoais e barreiras regulatórias, Michele Farran construiu mais do que uma empresa; ela construiu uma ponte entre informação e acesso, entre ciência e acolhimento e transformou sua própria batalha em movimento coletivo. “Tenho muito orgulho em minha história refletida em um trabalho que pode beneficiar a vida de milhões de brasileiros”, completa Michelle.
Ação oferece consultas, exames oftalmológicos e óculos completos gratuitos para a população
A Associação Comunidade Batista (ACB) realiza neste sábado, 21 de fevereiro, mais uma edição do Mutirão da Visão, levando atendimento oftalmológico gratuito à comunidade do Bairro Goiá, em Goiânia. A ação acontece das 8h às 17h, na Assembleia de Deus Campinas Goiá (Av. Pe. Monte, Quadra 32, Lote 06 – Bairro Goiá). A seleção dos atendimentos segue o critério de ordem de chegada, com distribuição de senhas limitadas à capacidade técnica da equipe, composta por médico oftalmologista, optometrista, assistente social, equipe administrativa e voluntários.
Durante o mutirão, a população terá acesso gratuito à consulta com médico especialista e à realização de exames oftalmológicos. Caso haja indicação, os pacientes poderão escolher os óculos completos no próprio local, incluindo armação e lentes. A iniciativa reforça o compromisso da ACB com a promoção da saúde preventiva e com o acesso digno a serviços essenciais, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Nesta temporada, os mutirões oftalmológicos promovidos pela ACB já somam números expressivos em diferentes regiões de Goiânia. No dia 10 de janeiro, na Escola Municipal Madre Francisca, no Residencial Pedroso, foram realizadas 412 consultas e entregues 326 óculos. Em 24 de janeiro, no Ginásio de Esportes do Setor Novo Horizonte, foram 459 consultas e 388 óculos entregues. Já no dia 31 de janeiro, no Leste Vila Nova, a ação alcançou 594 consultas e 537 óculos distribuídos. Na edição mais recente, realizada em 7 de fevereiro, no Setor Vera Cruz II, foram realizadas 432 consultas e emitidas 364 receitas para a confecção de óculos completos. Somadas, as ações ultrapassam 1.800 consultas realizadas e mais de 1.600 óculos entregues, ampliando significativamente o alcance social do projeto e evidenciando a alta demanda reprimida por atendimento oftalmológico preventivo.
Durante os atendimentos, foram identificados casos de pessoas que nunca haviam realizado exame de vista, evidenciando a importância da ação preventiva. Segundo Diogo Marquez, diretor-geral da ACB, a iniciativa vai além da correção visual. “Nosso objetivo é levar saúde preventiva, reduzir a demanda reprimida da rede pública e conscientizar a população sobre a importância do cuidado contínuo. Muitas pessoas têm acesso ao atendimento pela primeira vez durante os mutirões.” As ações contam com parcerias privadas para viabilizar a confecção dos óculos, além do apoio de profissionais voluntários que acreditam no impacto social do projeto.
Para 2025, a ACB amplia as ações de saúde por meio de parcerias com o poder público e recursos provenientes de emendas parlamentares, fortalecendo atendimentos em diversas especialidades médicas, exames, odontologia e apoio social. A proposta é expandir o número de etapas ao longo do ano e integrar serviços como orientação profissional e encaminhamento para continuidade de tratamentos.
A Associação Comunidade Batista é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, reconhecida como Utilidade Pública Municipal, que atua na promoção da qualificação profissional, assistência social e fortalecimento de vínculos familiares. A entidade desenvolve projetos itinerantes de saúde, educação e inclusão produtiva em diversas regiões de Goiânia.
Serviço Evento: Mutirão da Visão – ACB Data: 21 de fevereiro (sábado) Horário: atendimento das 8h às 17h Local: AD Goiá – Assembleia de Deus Campinas Goiá Av. Pe. Monte, Quadra 32, Lote 06 – Bairro Goiá – Goiânia Atendimento: gratuito, por ordem de chegada, com entrega de senhas. Fotos: André Saddi
Além do hospital privado, o HUGO e o HMAP, unidades públicas geridas pela organização, recebem os voluntários que se passam por pacientes
Órgãos de segurança estaduais participam da ação para testar a resposta integrada a grandes tragédias
O Einstein Hospital Israelita realizará, no dia 4 de fevereiro, a partir das 7h30 da manhã, o primeiro simulado de catástrofe da organização na região. A ação simula a queda do teto em uma das salas de cinema do Goiânia Shopping e contará com a participação do Einstein Goiânia, além dos hospitais públicos administrados pelo Einstein: o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP) e o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO).
O exercício também envolve o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Polícia Militar do Estado de Goiás, Equipe de Segurança do Goiânia Shopping, entre outras forças, integrando os protocolos de resposta a emergências na região.
A iniciativa tem como objetivo treinar e capacitar as equipes das unidades de saúde para atuação em situações de grande proporção, promovendo integração entre instituições públicas e privadas para uma resposta mais rápida e eficiente diante de incidentes inesperados. Durante o simulado, serão considerados diferentes perfis de vítimas, conforme protocolos de classificação de risco, incluindo casos de baixa complexidade, situações que demandam atenção e monitoramento, e ocorrências de maior gravidade. O treinamento contribui para revisar fluxos, reforçar boas práticas e melhorar a capacidade de resposta das equipes envolvidas.
“Simulados como este fazem parte da nossa rotina no Einstein e refletem décadas de experiência na preparação para cenários complexos. Sabemos que, em situações reais, a integração entre diferentes instituições é determinante para salvar vidas, e por isso investimos continuamente em treinar sistemas, equipes e protocolos”, destaca Dov Smaletz, Superintendente de Segurança Patrimonial do Einstein.
Com a participação de aproximadamente 200 pessoas, entre gestores, profissionais de saúde, forças públicas e voluntários, o simulado reforça a importância do treinamento integrado como ferramenta essencial para fortalecer as competências técnicas e emocionais dos profissionais. A expectativa é que a ação contribua para elevar o nível de prontidão das instituições e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde e das forças de emergência em benefício da população.
Sobre o Einstein Goiânia O Einstein Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI e serviço de transplante de medula óssea. Em março de 2024, passou a oferecer atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 1.500 procedimentos realizados até o primeiro semestre de 2025. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 30 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.
Sobre o HMAP O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP) foi inaugurado em dezembro de 2018 e é o maior hospital do Estado feito por uma prefeitura. Administrado pelo Einstein desde junho de 2022, foi construído numa área superior a 17 mil metros quadrados, onde atua com mais de 1.100 colaboradores para o atendimento de casos de alta complexidade, incluindo hemodinâmica e cirurgia bariátrica, além de várias especialidades cirúrgicas e diagnósticas. A estrutura contempla 10 salas de cirurgia e 235 leitos operacionais, sendo 10 de UTI pediátrica, 39 de UTI adulto, 31 de enfermaria pediátrica, e 155 leitos de clínica médica/cirúrgica.
Trata-se da primeira operação de hospital público feita pelo Einstein fora da cidade de São Paulo. Nos primeiros seis meses de gestão, as filas de UTI da unidade foram reduzidas consideravelmente e a capacidade de atendimento dos leitos, dobrada. Já as longas filas de espera para cirurgias eletivas foram diminuídas em menos de um ano, feito alcançado graças a iniciativas como mutirões cirúrgicos, que priorizaram demandas urgentes. Nos primeiros seis meses de gestão Einstein, o tempo de permanência dos pacientes no hospital também foi reduzido de 9,5 para 5 dias. Em relação à mortalidade, em junho de 2022 a taxa era de 15,33% e, seis meses depois, de 3,6%.
Entre janeiro de 2023 e julho de 2024, o HMAP realizou 90% de todos os procedimentos eletivos pelo SUS em Aparecida de Goiânia, levando a cidade ao título de município que mais realiza cirurgias não urgentes pelo SUS. Em 2025, prestes a completar três anos sob gestão Einstein, o hospital obteve a acreditação ONA nível 1, da Organização Nacional de Acreditação – um reconhecimento pela segurança e qualidade da assistência na unidade. No mesmo ano, a UTI do HMAP recebeu o Selo Top Performer 2025, concedido a hospitais que demonstram excelência no cuidado de pacientes em estado crítico.
Sobre o HUGO O Hospital de Urgências de Goiás – Dr. Valdemiro Cruz (HUGO) foi inaugurado em 1991 e é o segundo maior hospital de urgência e emergência de Goiás. Além da assistência, também é um hospital de ensino, pesquisa e extensão universitária.
Em sua trajetória, se destaca por programas como o de microcirurgia, que realiza procedimentos como reconstituição de órgãos, reparação cirúrgica e reconstrução de membros inferiores, superiores da face e reimplantes. Foi considerado referência no atendimento de acidente vascular cerebral (AVC) com o projeto Angels, implantado em 2022, e reconhecido internacionalmente no socorro a vítimas de AVC isquêmico. O protocolo reduziu em mais de 86% as sequelas de pacientes e em quase 90% o índice de óbitos de vítimas de AVC.
O HUGO possui 387 leitos para internação e um centro cirúrgico com 10 salas. Sob a gestão do Einstein, o hospital continuará realizando atendimento de serviços ambulatoriais e hospitalares 100% regulados para pacientes do SUS.