Meu telefone, minha vida: como um aparelho ganhou um status de órgão vital para as pessoas
Chegando aos 150 anos, o telefone revela-se como um item indispensável na vida das pessoas. O Brasil ocupou o 2º lugar no ranking mundial de uso compulsivo de celulares no mundo. Cerca de 70,1% da população global já é usuária de telefonia móvel
Em 1876 anos, surgia o telefone. Uma tecnologia avançada para a época que permitia a comunicação por voz à distância. Mas nossos tataravós jamais imaginariam onde ele iria chegar, um século e meio depois. O aparelho se tornou móvel, passou a enviar e receber mensagens de texto, tirar fotos, servir como álbum, acessar a internet e as ligações agora podem ter também a imagem. Dá para assistir TV, ver filmes, ouvir podcasts e até produzir e editar seu próprio conteúdo em vídeo ou áudio. Fora as inúmeras funcionalidades dos aplicativos. Falar, definitivamente, passou a ser apenas um detalhe neste aparelho.
Aliás, quem consegue passar um dia sem telefone? Quase 40% dos brasileiros declararam não conseguir ficar nem uma hora longe do aparelho, segundo pesquisa realizada pela consultoria Digital Turbine. Em 2023, o Brasil chegou a ocupar o segundo lugar no ranking mundial de uso compulsivo de celulares, segundo dados do Global Overview Report da DataReportal. O país ficou atrás apenas da África do Sul. À época, a média diária de uso do celular no Brasil era de 9 horas, enquanto a média global chegava a 6 horas e 40 minutos.
Extensão do ser humano
No mundo, aponta pesquisa da GSMA Intelligence, existem cerca de 5,78 bilhões de usuários únicos de telefonia móvel em todo o mundo, o equivalente a 70,1% da população global. Na era digital, o celular já é visto como uma extensão do ser humano, participando de praticamente todas as atividades que desempenhamos no dia a dia, usado inclusive, como principal ferramenta de trabalho em algumas profissões.
Pedro Ricardo Santin Teixeira, sócio da URBS Alpha Mall e URBS Imobi, considera o telefone celular uma ferramenta de trabalho.
É o caso dos corretores imobiliários, que utilizam o aparelho celular em praticamente todas as etapas de trabalho. Para o sócio da URBS Alpha Mall e URBS Imobi, Pedro Ricardo Santin Teixeira, o celular é uma ferramenta de trabalho fundamental, que ele denomina como “assistente em tempo integral”.
“Planejo tudo pelo celular. Não só planejo, como ele me lembra, das tarefas de curto, médio e longo prazo. Então, é uma assistente para me ajudar a coordenar a agenda, que é muito importante, os atendimento, feedbacks, visitas, as minhas tarefas mais pontuais no dia a dia”, diz.
Com o celular, Pedro ainda produz conteúdos em vídeo, cria campanhas, alimenta suas redes sociais, patrocina posts, tem acesso aos leads gerados. “Eu também acesso o sistema da empresa por aqui. Praticamente, quase não uso mais o meu laptop”, destaca ele que troca de smartphone praticamente todos os anos para ter sempre uma câmera de última geração – outro grande utilitário que hoje está vinculado aos aparelhos.
Diogo Moura Mota, gerente comercial da URBS Connect, destacada que o uso do celular se intensificou após a pandemia.
Diogo Moura Mota, gerente comercial da URBS Connect, observa que o uso do celular se intensificou após a pandemia, quando a presença digital se tornou mais essencial. “Por causa desse momento da pandemia, a digitalização de processos se tornou um imperativo e a utilização do celular teve uma alavancada maior”, observou. Por outro lado, salienta o gerente, os clientes se tornaram mais receptivos ao contato digital. “O que acabou se tornando um padrão que as tratativas iniciais acontecessem via mensagem”, completou Diogo.
Linha tênue
O fato de ter à mão um aparelho com tantas funcionalidades e que permite o contato quase instantâneo faz com que, facilmente, seu uso se torne intenso. Mas existe uma linha tênue entre o uso produtivo e o vício. Quanto se torna uma dependência, já existem diversos estudos que a relacionam a transtornos como ansiedade, depressão, estresse e até distúrbios alimentares.
Pedro reconhece que o uso do celular já chegou a nível de dependência em sua rotina, mas hoje consegue se policiar. “Percebi que isso passou a ter uma influência negativa para o meu dia a dia. A gente fica mais estressado, não dá atenção para a família”, admite.
Já Diogo reconhece que pode estar passando do limite. Além de praticamente usar o aparelho durante o dia todo durante o trabalho, nas horas livres continua resolvendo questões pessoais e consumindo conteúdos nas horas livres. “No mundo moderno de hoje em dia, o telefone celular se tornou muito mais do que um aliado, tornou-se um cúmplice”, considera.
A Expo Sudeste 2026 reúne, em Catalão, empresas de diferentes segmentos em quatro dias dedicados à geração de negócios, conexões e oportunidades. Em sua 11ª edição, o evento conta com a participação da Umuarama Concessionárias, que representa as marcas Volkswagen e Toyota. Realizada até dia 12 de setembro, no Parque de Exposições de Catalão, a feira se consolida como um importante espaço para empresas apresentarem seus produtos, ampliarem sua visibilidade e estreitarem o relacionamento com o público. Durante os quatro dias de evento, o grupo apresenta ao público os principais lançamentos das marcas, entre eles o Volkswagen Tera e o Toyota Yaris Cross, além de novidades previstas para os próximos meses no setor.
Sobre o Grupo Umuarama
Mostrando seu protagonismo nos segmentos agropecuário, de concessionárias automotivas e imobiliário, o Grupo Umuarama, fundado na década de 1970 pelo empresário Luiz Pires, é hoje uma marca consolidada na região Centro-Norte do País. Somente no setor automotivo, atua com unidades de negócios nos estados de Goiás, Maranhão, Pará e Tocantins, representando montadoras como Toyota, Fiat, Volkswagen e Kia.
Além de oferecer uma variedade para quem busca um veículo zero quilômetro e as últimas tendências do setor, as soluções para os clientes ainda incluem compra e venda de seminovos, consórcios, assinatura de veículos e seguros. Expressando brasilidade em sua essência, a começar pelo significado do nome em tupi-guarani, o Grupo Umuarama tem o atendimento de excelência na linha de frente e o compromisso de ser ‘um lugar onde os amigos se encontram’. O intuito é entregar a melhor experiência, conquistando clientes para toda a vida.
O Turistrends é uma evolução do Multipropriedade Summit. O evento ampliou sua abordagempara discutir os diferentes aspectos da hotelaria e turismo. Foto: Divulgação/Turistrends
1ª edição será em 25 de agosto, em Goiânia, com debates sobre promoção internacional, experiência do viajante, hospitalidade, turismo compartilhado, desenvolvimento de destinos, entretenimento–
O futuro da promoção turística brasileira, os novos modelos de hospitalidade, a evolução da propriedade compartilhada e o papel do turismo no desenvolvimento econômico dos destinos estarão no centro da primeira edição do Turistrends, que acontece em 25 de agosto, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia (GO). O encontro espera reunir cerca de 250 empresários, executivos, gestores públicos e especialistas de diferentes segmentos da cadeia turística.
A programação terá nomes como Bruno Reis, presidente da Embratur; Luciana Kuzuhara, gerente Sênior de Novos Negócios para o Brasil da Wyndham Hotels & Resorts; Alessandro Cunha, CEO da Aviva; Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá; Fabiana Leite, diretora da RCI América do Sul; Átila Gratão, vice-presidente da GAV Hotéis & Resorts; Ricardo Bezerra, gerente Comercial da Azul Linhas Aéreas; e Rosa Helena Volk, presidente da Gramadotur.
Logo na abertura dos conteúdos, Bruno Reis apresenta “Cenário do Brasil na Promoção Turística Internacional”, levando ao evento a discussão sobre o posicionamento do país no exterior e os desafios para ampliar sua competitividade na atração de visitantes. Na sequência, Ricardo Bezerra aborda “A Experiência do Viajante”, trazendo para o debate as mudanças de comportamento e as novas expectativas do consumidor.
“A programação foi construída para olhar o turismo de diferentes perspectivas. Queremos discutir promoção, experiência, hospitalidade, investimento, desenvolvimento de destinos e novos modelos de negócio, mas principalmente aproximar essas agendas. O turismo é um grande ecossistema e entender como esses movimentos se conectam tornou-se fundamental para quem toma decisões no setor”, afirma Flávia Correia, diretora de Marketing e Relacionamento da Turismo Compartilhado | Eventos de Impacto e coprodutora do Turistrends.
Entre os destaques está o painel “Hospitalidade como Estratégia de Valor”, que reunirá Luciana Kuzuhara e Alessandro Cunha, com mediação de Mariana Conz, founder da UWECO. A proposta é discutir como a hospitalidade vem se transformando em um ativo estratégico para gerar valor para consumidores, empreendimentos, investidores e destinos. O crescimento do turismo compartilhado também terá espaço. Vinícius Oliveira, diretor Comercial da BNP Capital, apresentará soluções financeiras voltadas à rentabilidade do segmento, enquanto Fabiana Leite e Átila Gratão participam do painel “Desmistificando a Propriedade Compartilhada”, sobre a evolução, profissionalização e os desafios desse mercado no Brasil.
Desenvolvimento de destinos, entretenimento e construção de marcas completam os principais eixos do encontro. A agenda inclui discussões sobre como grandes destinos são planejados e desenvolvidos, o potencial econômico do entretenimento, tendências para marcas de hotelaria e turismo e cases de novos modelos de hospitalidade e desenvolvimento imobiliário. Participam dessas conversas executivos e especialistas da Associação Polo Cabo Branco, DSBRAVE, O Cérebro, Livá Hotéis e Grupo Tauá.
“O turismo tornou-se uma atividade cada vez mais transversal. O desenvolvimento de um destino movimenta hotelaria, infraestrutura, gastronomia, entretenimento, mercado imobiliário, investimentos e empregos. O Turistrends quer reunir essas diferentes visões para discutir como transformar o crescimento da atividade em desenvolvimento econômico consistente para os destinos e para o país”, destaca Rosangela Marçal, turismóloga, empresária e coprodutora do Turistrends.
O encerramento contará ainda com conteúdos do Sebrae Turismo, com Priscila Vilarinho, e da Gramadotur, com sua presidente Rosa Helena Volk, trazendo experiências relacionadas ao desenvolvimento e fortalecimento de destinos turísticos. No dia 26 de agosto, a programação continua com visitas técnicas ao Tauá Resort Alexânia e ao Pyrenéus Residence by GAV Resorts, permitindo aos participantes conhecer de perto diferentes modelos de desenvolvimento turístico e hospitalidade.
O posicionamento estratégico do Turistrends também se reflete no apoio recebido de importantes empresas e instituições que atuam no desenvolvimento do turismo brasileiro. Compõem a lista de patrocinadores: Wyndham Hotels & Resorts – RCI, Livá Hotéis & Resorts, BNP Capital, Aviva e GAV Resorts (ouro); Viver Caldas Hotels & Resorts, Your Vacation, Dsbrave, eSolution, UWECO Consulting, Interval e Tauá Resorts (prata); além de Sebrae, ABIH Nacional, ABIH Goiás eSindepat (apoio institucional).
Turistrends 2026 Data: 25 de agosto Local: Centro Cultural Oscar Niemeyer – Goiânia (GO) Visitas técnicas: 26 de agosto
Estilo de vida, custo do imóvel e objetivos dos futuros moradores, são critérios que pesam na hora da decisão. Especialista enumera vantagens de cada tipo de imóvel
Quase 50% dos brasileiros desejam comprar um imóvel nos próximos anos, segundo a pesquisa de Intenção de Compra de imóveis realizada pela Brain Inteligência Estratégica, referente ao primeiro trimestre de 2026. O levantamento registrou 49% de intenção de compra, com alta de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025 (44%). A necessidade de sair do aluguel e o sonho de ter seu cantinho para morar lidera a lista dos desejos dos brasileiros.
Dentro do percentual de pessoas que estão em busca de imóveis, 83% desejam residencial para moradia e entre os imóveis residenciais, o tipo mais desejado é casa em rua (47%), seguido por apartamento (35%) e casa em condomínio fechado (14%).
Porém, nem sempre o imóvel mais desejado é o mais adquirido. O que se observa ao longo do tempo é que a população tem maior desejo de compra por casa, mas acaba adquirindo o apartamento. De acordo com a pesquisa da Brain, no final das contas, 43% das pessoas compra imóvel em prédios e somente 26% compra casa de rua.
Apartamento residencial Biografia Parque Cascavel
Vantagens e desvantagens pesam na hora da decisão, bem como valor, disponibilidade de imóveis na região em que a família tem preferência e outros fatores. Quem explica é o especialista imobiliário Ricardo Augusto, diretor da imobiliária My Broker. Segundo ele, a realidade apontada pela pesquisa nacional é bem comum em Goiânia também. “Esse comportamento é muito influenciado pelo orçamento familiar, disponibilidade de crédito e, principalmente, a localização”, ressalta.
O diretor explica que os apartamentos contam com tíquete médio de entrada muitas vezes menor e localização estratégica e oferecem muitos benefícios como ampla área de lazer, conveniência, rooftop, o que acaba atraindo o comprador para a escolha do apartamento. “Na prática, vejo que o consumidor busca equilibrar a qualidade de vida com a capacidade financeira e o momento de vida. Assim, ele opta por comprar aquele imóvel que entrega a melhor combinação entre necessidade e viabilidade”, enfatiza Ricardo.
Para tomar uma boa decisão, a orientação do especialista é começar pela análise do estilo de vida e dos objetivos dos futuros moradores, além de avaliar detalhadamente os custos tanto os imediatos quanto os que virão a longo prazo. “Entre os critérios para uma decisão estão a localização, o potencial de valorização, a qualidade construtiva, a reputação da construtora, a infraestrutura da região, o valor do condomínio e a liquidez deste imóvel”, afirma. Ele também orienta que o comprador não deve avaliar só o custo imediato da aquisição, mas também as despesas futuras com manutenção, tributos e custos recorrentes.
Ricardo Augusto destaca que conhecer bem as vantagens de cada tipo de imóvel pode ajudar na hora da decisão. Veja dicas do especialista:
Vantagens da casa de rua
Liberdade:
Ventilação, claridade, pé direito alto, um quintal… A casa proporciona muito mais espaço interno e externo, privacidade e uma experiência de moradia mais personalizável.
Perfil de público:
A casa de rua costuma atender com mais facilidade famílias com filhos pequenos, com animais de estimação, profissionais que trabalham corriqueiramente em home office e consumidores que valorizam as áreas privativas para lazer e convivência.
Para quem prioriza espaço, conforto, praticidade e o ambiente mais familiar a casa costuma ser a escolha mais adequada
Alternativa:
Nos condomínios fechados essa experiência se torna ainda mais completa, pois ela reúne os benefícios da casa com segurança, organização urbana e as áreas comuns oferecidas pelo condomínio. Na grande Goiânia observa-se um crescimento consistente da procura por este perfil de imóvel, impulsionado pela busca pela qualidade de vida e segurança.
Vantagens de morar em apartamento:
Praticidade:
Geralmente o apartamento se destaca pela praticidade. Ele está localizado em regiões mais centralizadas, mais próximas aos principais polos comerciais e de serviços, facilitando a rotina dos moradores.
Segurança e comodidade:
Estes são outros pontos fortes dos condomínios residenciais verticais. Muitos empreendimentos oferecem portarias, controle de acesso, área de lazer, academia, coworking, delivery e mercadinho, reduzindo preocupações com manutenção e gestão dos imóveis.
Público prioritário:
Atende muito bem investidores, casais sem filhos, pessoas que viajam com frequência e famílias que valorizam a mobilidade urbana