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Em um ano quase 70% de liminares contra planos de saúde são deferidas pela justiça

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Em Anápolis, idosa de 87 anos consegue na justiça com que plano arque com custos de tratamento em regime de home care. Caso é exemplo de como empresas do setor ainda insistem em descumprir direitos de seus clientes

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que entre agosto de 2024 e julho de 2025, do total de liminares judiciais impetradas contra planos de saúde, quase 70% (69,5%) foram deferidas, com procedência final em 87% dos processos. Os números são, infelizmente, um indicativo claro de que operadoras de plano de saúde ainda insistem em negligenciar a lei e os direitos de muitos de seus clientes. 

Diante urgência de muitos casos, em que a negação desse ou daquele atendimento significa literalmente uma questão de vida ou morte, a saída para muitas famílias é recorrer ao trabalho de profissionais como a advogada Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor e sócia do escritório  Celso Cândido de Sousa Advogados, em Anápolis (GO). 

Advogada Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor e sócia do escritório Celso Cândido de Sousa Advogados,

No âmbito da justiça estadual, a advogada e sua cliente, uma idosa em Anápolis, de 87 anos, e que se encontra num quadro avançado da Doença de Alzheimer, conseguiram uma importante vitória. Uma liminar concedida no último dia 2 de março, pelo juiz da 1ª Vara Cível da comarca de Anápolis, obrigou a operadora, da qual a idosa é beneficiária, a fornecer e cobrir os custos do serviço de home care (atendimento domiciliar). ”Ela precisa de uma rotina intensa de cuidados”, explica a advogada  Ana Luiza Moura ao informar que desde novembro do ano passado, a sua cliente tinha prescrição médica para receber tratamento médico-hospitalar no regime de home care

Em sua decisão, o juiz da Vara Cível de Anápolis considerou “abusiva a cláusula contratual que exclui, da cobertura do plano de saúde, o tratamento domiciliar (home care), quando este se mostrar essencial para garantir a saúde e a vida do paciente”. “A recusa da operadora de plano em custear o tratamento médico na modalidade home care, em detrimento da indicação do profissional de saúde e em prejuízo da paciente, revela-se abusiva, porquanto restringe o direito do consumidor e frustra as suas legítimas expectativas em relação à assistência médica contratada”, alegou o magistrado em sua decisão liminar, que apontou ainda: “O tratamento na modalidade home care, constitui desdobramento do tratamento hospitalar contratualmente previsto e não pode ser limitado pela operadora do plano de saúde”.

Descumprimento é recorrente
De acordo com a advogada  Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor, a partir da decisão, a operadora tem o prazo de 48 horas para providenciar toda a infraestrutura, insumos, equipamentos médicos além de serviço de enfermagem 24 horas para o atendimento domiciliar. “Infelizmente, a recusa na cobertura de certos atendimentos, em especial aqueles de alto custo, é uma reclamação recorrente contra as operadoras de saúde”, lembra a advogada.

O alerta feito pela advogada encontra respaldo em números do próprio CNJ. A última edição da pesquisa Diagnóstico da Judicialização da Saúde Pública e Suplementar, realizada em 2025 pelo Conselho Nacional de Justiça, aponta que do total de processos judiciais em todo o país na área da saúde, quase a metade (47%) são contra operadoras ou administradoras de planos de saúde. Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos de saúde, 7% acima na comparação com igual período em 2024.

“Muitas operadoras acabam insistindo em negar a cobertura de vários serviços e procedimentos porque infelizmente contam com a condescendência e falta de informação das pessoas, que muitas vezes não conhecem seus direitos ou não têm condições de contratar um advogado. Se a cada dez clientes de plano de saúde, dois deixam de procurar seus direitos junto à justiça, as empresas já estão no lucro com isso”, enfatiza a advogada.

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Festa Draft

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O empresário Mauro Chemale e sua esposa Adriana Frazão Chemale seguem marcando presença nos principais eventos de Goiânia.

No último sábado (25), não foi diferente: eles prestigiaram a animada Festa Draft, que reuniu um grande público saudoso da casa, sucesso na década de 90.

O badalado encontro aconteceu na chácara do também festeiro Fernando Barra, em uma noite repleta de reencontros e boas lembranças.

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Correndo no bairro de Joyo em Kyoto

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JB Alencastro exclusivo para o Portal D9 Notícias.

Saída de casa é numa ruazinha estreita, cheia de quintais e jardins floridos. Passa a esquina, está o horti-fruti em que invariavelmente, nós dois – com 62 anos- somos os mais novos a frequentar. Cumprimento o guarda que todos os dias auxilia no trânsito dos pedestres e das bicicletas. Ele se curva levemente em retribuição.

  • Ohayou (おはよう)

Atravesso os trilhos da estação Kutsukawa, no mesmo instante em que a cancela se levanta. O carro do outro lado espera a minha passagem. É uma descida.

Minha velocidade aumenta naturalmente. Um santuário xintoísta a minha direita, e logo depois dois cafés e uma padaria muito elegante.

O dia está lindo. Temperatura agradável de 15C, muito diferente dos habituais 9C ou menos em que experimentamos mais de um mês correndo por aqui.

A maioria das cidade japonesas não tem uma praça central. Uma sede do governo, uma igreja, um Banco do Brasil e um campinho de futebol. Nada disso. Elas são lineares e contam com todos os recursos possíveis em cada bairro.

Vou em direção a pista de ciclismo e corrida que circunda o Rio Kizu.

Há dois meses cumpro o mesmo percurso, em horários bem semelhantes. Por isso conheço e sou saudado pelos personagens que integram a paisagem. O jovem atleta já não está mais usando calça e sim uma bermuda.

Levanto minha mão espalmada e elas se tocam como incentivo que todo corredor entende e vibra. Aumento a cadência da passada, já vou ultrapassar a única avenida de duas pistas do setor, a Joyo Hirakawa.

Como o sinal está fechado, subo mais um pouco até ele abrir. Aqui, transeuntes e veículos jamais furam o farol.

Leve inclinação no terreno. Uma horta bem cuidada do lado direito, e logo depois uma oficina de carros, onde somente uma pessoa cuida. Sempre com seu indefectível pano amarrado a cabeça. Ele me saúda com fervor e interpreto como um incentivo.

  • Oss (押忍).

Velocidade aumentada para enfrentar a rampa que dá acesso a pista. Se essas subidas tem menos de 200 metros eu sempre as ataco com rapidez. Se são mais longas, diminuo a passada e inclino bem meu corpo para frente.

Aqui, no caso, vislumbro os corvos em bando, e logo passa um grupo de ciclistas colados na roda uns do outros. A vezes esqueço que a mão é inglesa no Japão, e corro na contra-mão. Creio que sou perdoado.

Principalmente naquele dia de chuva fria que enfrentei. Onde não havia ninguém e eu corri do lado certo e parei nos sinaleiros.

O rio encheu com as precipitações. As cerejeiras estão verdinhas, e atravesso o túnel arbóreo com muita alegria. Um pequeno cão desce do seu carrinho de bebê (sim, vários cães aqui trafegam assim) e late vivamente para mim. Rio. Estou feliz.

Logo na frente o campo de tênis e também os de beisebol, uma paixão nacional. Ao virar, o cemitério com lápides e sem cruzes.

Na volta tenho a visão deslumbrante do meu bairro e suas fábricas, ruas, o telhado da anciã, as plantações de matcha. Confiro meu relógio, estou dentro do tempo. Metade do percurso de 10 km. Um grupo de senhores me vê e eu falo com força:

  • Gambare (がんばれ) ! E todos levantam, e me respondem em uníssono.
  • Gambare !!!

Sensacional esse estímulo tipicamente japonês. E foi só o que vi e ouvi aqui. A delicadeza, o reconhecimento do nosso esforço em entender a cultura e as regras, a organização, o amor pelo silêncio.

E assim calado apesar da respiração acelerada, cheguei em casa, satisfeito com a última corrida no Japão que para mim se tornou um passeio, por sua ancestral herança que me cativou.

JB Alencastro e médico e escritor

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Presidente do Iphac é homenageado na Alego e recebe título de cidadão goiano

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O presidente do Instituto Promover (IPHAC), Valdinei Valério, foi homenageado na manhã desta sexta-feira (24) recebendo o título de cidadão goiano, em sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), no Plenário Iris Rezende Machado, com iniciativa do deputado estadual Talles Barreto.

A homenagem reconheceu a atuação de Valdinei Valério à frente da instituição que tem contribuído diretamente para a transformação social por meio da educação, qualificação profissional e inserção de jovens no mercado de trabalho em diversas regiões do país.

A entrega do título de cidadão goiano aconteceu em um momento simbólico, no Dia Internacional do Jovem Trabalhador, celebrado em 24 de abril.

A data reforça a importância de políticas e iniciativas voltadas à inclusão produtiva da juventude, pauta que está no centro das ações desenvolvidas pelo instituto.

O deputado Talles Barreto destacou os desafios enfrentados pela juventude brasileira.

O parlamentar reforçou a importância de políticas públicas voltadas à qualificação profissional. “Ser jovem no Brasil é aprender cedo que sonhar é necessário, mas lutar é inevitável. Mesmo diante das dificuldades, o jovem segue tentando, aprendendo e acreditando.”

Barreto frisou a importância de iniciativas que ampliem oportunidades: “Cada certificado entregue aqui hoje representa mais do que qualificação. Representa dignidade, representa o início de uma trajetória construída com esforço e coragem.”

O legislador também destacou o papel do Instituto Promover (Iphac) na formação e na inserção de jovens no mercado de trabalho. “Quando uma instituição decide agir com propósito, ela transforma realidades.

O Iphac não entrega apenas formação, entrega oportunidade”, afirmou.

Talles ressaltou a trajetória de Valdinei Valério, presidente da instituição, agraciado com o Título de Cidadania Goiana, afirmando que a homenagem simboliza o reconhecimento a quem contribui para transformar vidas por meio da educação.

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