O uso indiscriminado de testosterona e chips da beleza por mulheres para fins estéticos vem chamando a atenção de especialistas por conta dos danos irreversíveis que podem causar à voz.
Muitas pessoas desconhecem que o uso de medicamentos rotineiros pode impactar diretamente na saúde vocal. Neste contexto, o uso de testosterona por mulheres e dos chips da beleza – apelido popular dado a implantes hormonais subcutâneos, geralmente contendo gestrinona, testosterona ou outros hormônios, que liberam substâncias no organismo de forma contínua – frequentemente associado a fins estéticos, vem chamando a atenção de especialistas porque podem causar danos irreversíveis à voz.
“Essa situação do uso indiscriminado dos hormônios tem chamado a atenção. Temos visto várias sociedades médicas especializadas se posicionando contra”, alerta a otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
A médica explica que o uso de hormônios masculinos, como a testosterona, pode levar a alteração da voz de forma irreversível para o paciente. Isso acontece devido à hipertrofia do músculo vocal, afetando permanentemente a estrutura da laringe e prejudicando a saúde vocal do paciente.
Não é raro aparecerem celebridades nas mídias sociais ou na TV com a voz muito grave ou rouca.
Essa situação também se repete nos consultórios médicos.
É comum chegarem mulheres nas consultas reclamando que estão roucas e muitas vezes é por conta do uso de hormônios, especialmente a testosterona para fins estéticos”.
Principais impactos da testosterona na voz feminina
Os sintomas iniciais dos impactos causados pela testosterona na voz feminina são sensação de peso na garganta, rouquidão, instabilidade vocal e dificuldade para alcançar notas agudas. Estudos indicam que mudanças podem aparecer após poucas semanas de uso de anabolizantes.
O risco aumenta significativamente após oito a 12 semanas de uso, ou seja, uso crônico.
Entre os impactos está a virilização, ou o engrossamento da voz.
A testosterona age nos músculos da laringe, aumentando-os e tornando as pregas vocais menos elásticas, o que resulta em um tom de voz mais baixo, masculino.
Em muitos casos, as alterações na voz tornam-se permanentes, sendo difícil ou impossível reverter o quadro após certo tempo de uso.
O uso de implantes hormonais, os chamados chips da beleza, também pode causar essas mudanças, pois a laringe feminina é sensível a qualquer andrógeno, independente da forma de administração.
“Por isso, é fundamental buscar avaliação médica especializada, otorrinolaringologista e endocrinologista, antes de iniciar qualquer terapia hormonal com testosterona para monitorar possíveis efeitos colaterais”, orienta Juliana Caixeta.
Disfonia medicamentosa
O uso de medicamentos rotineiros – sejam eles prescritos, de venda livre ou até suplementos naturais – pode impactar diretamente na saúde vocal.
A chamada disfonia medicamentosa é um efeito colateral comum que exige atenção e, entre suas principais causas, estão o uso indiscriminado de fármacos e a automedicação, praticada por 90% dos brasileiros segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) em 2024.
A disfonia medicamentosa caracteriza-se por alterações na qualidade da voz, como rouquidão e soprosidade, frequentemente causadas pelo ressecamento das pregas vocais.
Isso ocorre porque muitos fármacos reduzem drasticamente a produção de saliva, uma condição conhecida clinicamente como xerostomia.
Sem essa lubrificação natural, a vibração adequada das cordas vocais é prejudicada, gerando o desconforto e, por isso, manter o corpo hidratado é um dos passos fundamentais para evitar maiores danos funcionais.
A rouquidão, muitas vezes vista apenas como um incômodo passageiro, pode ter relação direta com o uso de remédios cotidianos.
Segundo a otorrinolaringologista Juliana Caixeta, quem faz uso contínuo de medicações deve observar sinais como mudança no timbre e esforço ao falar.
A sensação de boca seca também é um alerta importante de que algo pode estar errado.
“Se esses sintomas persistirem por mais de 15 dias, é fundamental comunicar o médico responsável pela prescrição”, destacou.Segundo a especialista, alguns grupos de fármacos podem provocar alterações específicas.
Corticoides inalatórios, por exemplo, podem causar edema nas pregas vocais e aumentar o risco de infecções fúngicas. Já remédios para tontura podem gerar tremores, inclusive na voz, enquanto anti-inflamatórios e anticoncepcionais podem acabar agravando o refluxo gastroesofágico.
Esse refluxo é outro fator conhecido por estar fortemente associado à alteração vocal, exigindo sempre um diagnóstico preciso.*Grupos vulneráveis e prevenção.
Embora a suspensão ou o ajuste da dosagem possa reverter o problema em diversos casos, isso nem sempre ocorre. Essa incerteza reforça a importância do acompanhamento médico rigoroso para evitar que sequelas vocais se tornem um problema crônico e de difícil tratamento
. “A rouquidão impacta diretamente a qualidade de vida, pois a voz é nossa principal forma de comunicação”, ressalta a otorrinolaringologista.
Profissionais que dependem intensamente da voz, como cantores, locutores e jornalistas, devem ter atenção redobrada por serem considerados profissionais da voz. Entretanto, a médica destaca que cerca de 80% das pessoas dependem da fala para executar suas atividades diárias. Isso inclui professores, advogados, médicos, recepcionistas, dentre outras profissões.
Além disso, idosos são muito suscetíveis ao transtorno, tanto pelo uso frequente de medicamentos quanto pelas mudanças anatômicas naturais decorrentes do próprio processo de envelhecimento.Juliana Caixeta destaca que apesar dos possíveis efeitos, os pacientes não devem interromper o uso de medicamentos por conta própria.
A decisão terapêutica deve ser feita sempre com orientação médica, considerando os riscos e benefícios do tratamento.
Em muitos casos, os problemas são reversíveis se detectados cedo, mas quando negligenciados, podem evoluir e comprometer a comunicação.
Portanto, cuidar da voz faz parte do ĺlal com a saúde, especialmente para quem a utiliza diariamente em sua profissão.
Medicamentos que oferecem maior risco.
Além dos hormônios masculinos, entre os principais grupos associados a alterações vocais estão:
Anti-histamínicos e descongestionantes;
Diuréticos e antidepressivos;
Anti-hipertensivos (especialmente inibidores da ECA);
Corticoides inalatórios e anticoagulantes;
Anticoncepcionais hormonais.Esses medicamentos podem atuar de diferentes formas: ressecando a mucosa, provocando retenção de líquidos, alterando o sistema nervoso ou aumentando o risco de pequenas hemorragias.
FOTOSFoto 1 Legenda: Cerca de 90% dos brasileiros se automedicam, uma das principais causas da disfonia medicamentosa
Projeto percorre o Vale do Araguaia com programação gratuita, fortalece artistas goianos e amplia ações ambientais e sociais em 2026.
Ao completar 23 anos de história em 2026, o Estrelas do Araguaia consolida-se como um dos mais relevantes projetos culturais itinerantes do Centro-Oeste brasileiro, unindo música, responsabilidade social e preservação ambiental em uma proposta que ultrapassa o entretenimento e se firma como política cultural de impacto direto nos turistas ,residentes do Vale do Araguaia e comunidades ribeirinhas.
Criado a partir da conexão afetiva com o Rio Araguaia e da vocação para a produção cultural, o projeto nasceu com a missão de democratizar o acesso à arte e valorizar a produção goiana em regiões tradicionalmente afastadas dos grandes circuitos.
Ao longo de mais de duas décadas, a iniciativa levou shows, atividades recreativas, literatura, ações esportivas e distribuição de brindes a cidades como Aruanã, Nova Crixás (Bandeirantes), Baliza, Britânia (Itacaiú) e à histórica Cidade de Goiás, sempre de forma gratuita e acessível a públicos de todas as idades.
Sob a condução de Sergei Cruvinel e João Arthur Carvalho, o Estrelas do Araguaia ampliou seu escopo e hoje atua também como agente de transformação social.
Desde a pandemia, quando passou a intensificar ações solidárias, o projeto já distribuiu mais de 10 toneladas de alimentos, além de itens essenciais como máscaras e álcool em gel, em parceria com órgãos públicos e apoiadores.
A iniciativa mantém ainda um olhar atento às comunidades indígenas e ribeirinhas, promovendo doações regulares de cestas básicas, protetores solares e repelentes, além de atividades culturais inclusivas.
A edição de 2026 traz novidades estratégicas e simbólicas.
A abertura, marcada excepcionalmente para o dia 4 de abril, durante a Semana Santa, será realizada na Cidade de Goiás com o espetáculo “Grande Encontro Goiano”, reunindo artistas como Maria Eugênia, Cláudia Vieira, Tom Chris e Pádua em uma apresentação coletiva na Rua do Encontro, em uma noite de lua cheia que promete marcar o calendário cultural do estado.
Ao longo do ano, o projeto seguirá durante a alta temporada de julho e se estenderá até o feriado de 7 de setembro, passando por cerca de 20 praias, acampamentos e praças ao longo do Vale do Araguaia.
Outro destaque desta edição é a expansão territorial do projeto, que pela primeira vez levará uma apresentação à região próxima à nascente do Rio Araguaia, no município de Baliza, onde o rio revela uma paisagem singular, com corredeiras, cânions e cachoeiras ainda pouco exploradas pelo grande público.
A iniciativa reforça o compromisso do projeto em valorizar não apenas a cultura, mas também o patrimônio natural da região.
Com público estimado em 30 mil pessoas em 2026 — crescimento significativo em relação às 20 mil registradas na última edição —, o Estrelas do Araguaia reafirma sua capacidade de mobilização e relevância cultural.
A programação musical deste ano reúne nomes como Marcelo Barra, Groove Quintal, Banda Versário, Malue, Cejane Verdejo , Maria Eugênia , Cláudia Vieira e Grace Carvalho, além das estreias de Tom Chris e Pádua, ampliando o diálogo entre diferentes gerações e estilos.
Mais do que um circuito de shows, o projeto também se destaca pelo compromisso com práticas sustentáveis.
Em parceria com a empresa Ideias Urbanas, realiza a gestão adequada dos resíduos sólidos gerados durante os eventos, alinhando-se ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A iniciativa reforça a dimensão ESG do projeto, integrando cultura, meio ambiente e responsabilidade social em uma mesma plataforma.
Com apoio de instituições públicas e privadas, como o Governo de Goiás, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), por meio do Programa Goyazes, além de marcas como Piracanjuba, Unimed Goiânia, Ademicon, Sesc e Corona, o Estrelas do Araguaia segue como exemplo de articulação entre iniciativa cultural e investimento estratégico.
Ao longo de sua trajetória, o projeto transformou o cenário cultural do Vale do Araguaia, criando uma rede de acesso à arte e fortalecendo identidades locais. Em 2026, ao celebrar seus 23 anos, reafirma não apenas sua longevidade, mas sobretudo sua capacidade de se reinventar e de continuar impactando positivamente milhares de pessoas às margens de um dos rios mais emblemáticos do país.
Fundo sustenta programas habitacionais como o MCMV e pode sofrer com a queda do interesse pelo emprego formal.
O Brasil convive com uma alta taxa de informalidade, ou seja, de pessoas que trabalham sem registro formal como empregado ou como microempreendedor individual.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o país contava em 2025 com mais de 40 milhões de brasileiros na informalidade, uma taxa de 38% do total de ocupados.
O número já foi até maior, mas a perspectiva de mudanças no mercado de trabalho alertam para seu crescimento. Enquanto, no passado, o trabalho informal era consequência, majoritariamente, da falta da oferta de um emprego formal ou da falta de qualificação para conquistar a vaga, atualmente existem também outros fatores que influenciam este universo de trabalhadores.
“A preferência por mais flexibilidade em horários e possibilidade de maiores ganhos tem levado a população, especialmente os jovens, a escolher ocupações informais como trabalho por aplicativo em transporte e entregas, atividades na internet ou ingressar no empreendedorismo.
Além disso, existe uma parcela de trabalhadores que buscam a informalidade para manter benefícios governamentais”, diz Flávio Mendes, que comanda as operações imobiliárias da Vila Brasil, que integra o Grupo Mauá, cuja atuação é focada na construção de moradias populares incluídas no programa MCMV em Goiás.
O tema tem gerado preocupação e inquietação no setor da construção civil.
Além de ser um dos setores que têm sofrido com o crescimento da falta de mão de obra para contratação formal, os empreendedores também se preocupam com a repercussão dessa tendência na diminuição gradual dos recursos disponíveis para a habitação.
Mendes explica que o maior desafio do momento para a sustentabilidade do FGTS é seu reabastecimento, que depende dos depósitos feitos para os trabalhadores formais.
O governo federal utiliza estes recursos para financiar as casas pelo MCMV.
“Com a queda do emprego formal em curso, como ficará a alimentação dessa importante fonte de financiamento para atuais 5,97 milhões famílias que ainda não têm casa própria no Brasil?”, questiona.
O dado é da Fundação João Pinheiro.Flávio observa que o FGTS vem sendo muito bem gerido pelo Conselho Curador, mas é preciso ligar este alerta.
Além disso, ele salienta que é preciso tomar cuidado com a saída destes recursos do fundo, como o saque-aniversário. Entre 2020 e 2025, eles somaram R$ 236 bilhões.
Atualmente, o Fundo conta com 42 milhões de trabalhadores ativos, dos quais 21,5 milhões (51%) aderiram ao saque-aniversário.
“Acertadamente, o Conselho Curador do FGTS aprovou, em outubro de 2025, ajustes que limitam essas operações de saque-aniversário”, destacou.
Após brilharem na etapa de Goiânia da MotoGP, o vencedor Marco Bezzecchi e o segundo colocado Jorge Martín escolheram um cenário à altura do desempenho nas pistas para celebrar.
Os pilotos da equipe Aprilia reuniram-se com membros da equipe no NB Steak, churrascaria premium em Goiânia, para comemorar o excelente resultado conquistado no fim de semana.
Conhecida por sua proposta sofisticada, a casa é dedicada aos amantes da boa carne e trabalha com o consagrado Menu Degustação, que oferece cortes selecionados, saladas frescas e acompanhamentos servidos à vontade.
Outro diferencial é o conceito “NB do Seu Jeito”, que permite ao cliente personalizar sua experiência gastronômica, escolhendo livremente carnes e guarnições.
Em um ambiente contemporâneo e acolhedor, o NB Steak se destaca por unir sofisticação e liberdade, proporcionando uma experiência única.
A celebração dos pilotos reforça o prestígio do restaurante, que também se consolida como referência em hospitalidade durante grandes eventos.
Com uma proposta que valoriza sabor, qualidade e exclusividade, o espaço contribui para elevar o padrão das experiências vividas em Goiânia, especialmente em ocasiões marcantes como a MotoGP.