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Cresce número de diagnósticos de autismo em adultos

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Especialista explica que o diagnóstico tardio pode trazer consequências graves para o indivíduo. Nova legislação favorece o diagnóstico tardio

Abril é o mês de Conscientização do Autismo. A data foi instituída pela ONU em 2007. Nos últimos anos, os profissionais da saúde observaram o aumento exponencial de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em níveis leves. De acordo com dados do Censo Demográfico do Instituto Geográfico Brasileiro (IBGE), divulgados em 2022, 2,4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

“O que estamos vendo é muitos adultos chegando ao consultório psiquiátrico após anos de exaustão social, além de sofrimento nas relações e dificuldade de entender regras sociais implícitas pela sociedade que pode ser explicado por um diagnóstico de autismo.  A pessoa passa anos tentando se adaptar sem entender a própria forma de funcionamento. Isso gera sofrimento acumulado e leva a comorbidades como ansiedade, depressão e risco até 3 vezes maior de suicídio”, diz a médica, Ana Márcia Guimarães,  que atende no Órion Complex, em Goiânia.

Ela, que é pediatra qualificada em desenvolvimento atípico, explica a importância do diagnóstico ser feito nos primeiros anos de vida, quando o paciente já começa a passar por um processo terapêutico que irá favorecer sua qualidade de vida na fase adulta. “Muitos adultos relatam alívio ao receber o diagnóstico, porque eles reorganizam a história pessoal e explicam experiências que antes pareciam falhas individuais”, diz.

Ainda, a pediatra ressalta os motivos para o boom no diagnóstico observado pelo censo do IBGE. “O principal fator é a ampliação do conhecimento clínico sobre apresentações mais sutis do TEA e a maior conscientização pública. Sou pediatra há 30 anos e nunca recebi tantas crianças com atrasos no desenvolvimento”, afirma a médica.  

O estudo mostra que a prevalência de TEA foi maior entre os homens em todos os grupos etários até 44 anos. Com relação às mulheres, o número passa de um milhão, com destaque para os grupos prioritários de 50 a 69 anos. Esse avanço do diagnóstico na vida adulta tem trazido alívio, mas também questionamentos sobre a precisão do laudo. 

Embora a internet seja uma porta de entrada para observar os sinais da condição, o autodiagnóstico não substitui a avaliação clínica. O perigo reside em confundir o TEA com outras condições, como Transtorno de Ansiedade Social ou TDAH. A especialista termina explicando que diagnóstico no adulto não serve para rotular, mas para oferecer as ferramentas e adaptações necessárias para uma vida com mais qualidade e menos culpa. 

Nova legislação favorece diagnóstico em adultos e idosos
Justamente para ampliar o diagnóstico de autismo em adultos e idosos, desde novembro de 2025, foi sancionada a Lei 15.256. A nova legislação inclui um inciso na Lei de Proteção aos Autistas (Lei 12.764, de 2012) para fortalecer a proteção dos direitos dessas pessoas com o aumento do número de atendimentos. O incentivo ao diagnóstico estará agora nas diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. 

O advogado previdenciarista Jefferson Maleski chama atenção para um ponto pouco discutido quando o assunto é o diagnóstico de autismo, especialmente na vida adulta: o acesso a direitos. Muita gente não sabe, mas o diagnóstico de autismo pode garantir proteção previdenciária e assistencial. Dependendo do grau de limitação, a pessoa pode ter direito ao Benefício de Prestação Continuada, que é pago mesmo sem contribuição ao INSS, ou a benefícios por incapacidade, se houver dificuldade para o trabalho.

“No aspecto jurídico, o maior problema não é a falta de direitos, mas a falta de informação, além da dificuldade em acessar os benefícios”, diz o advogado.

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Obras Finalizadas

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O Reserva dos Lagos, última etapa do Portal do Sol Green, entrega seus 207 terrenos, a partir de 400 m², aos futuros moradores.

Situado entre dois lagos e ao lado de uma reserva de mata com 600 mil m², o empreendimento integra o complexo Portal do Sol Golfe e amplia as opções de lazer com pista de skate, quadras de areia, estação de ginástica ao ar livre e parque infantil. Os moradores contam ainda com estrutura completa, incluindo academia, quadras de tênis, peteca, areia e poliesportiva, campos de futebol, playgrounds, brinquedoteca, espaço gourmet, quiosques com churrasqueira, lagos para pesca, pista de caminhada, horta comunitária e segurança 24 horas.

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Contabilidade para jovens

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O professor César Carlos dos Santos Júnior se reúne neste domingo, 12 de abril, com mais de 10 jovens membros da terceira geração da família Soares, fundadora do Grupo Soares, para o 3º encontro do Curso de Contabilidade Intermediária.

O curso será realizado no Castros Hotel, em Goiânia. A capacitação integra o programa de qualificação que o grupo está oferecendo para os herdeiros do grupo empresarial a fim de prepará-los para que se tornem líderes capazes de desenvolver carreiras de sucesso, seja como gestores da empresa da família no futuro ou nas áreas de atuação profissional que escolherem.

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DJ Mariaah: de Goiânia para o Mundo, artista aposta em autenticidade, versatilidade e energia para conquistar o público

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A nova geração da música eletrônica brasileira vem sendo marcada por artistas que unem talento, identidade e propósito — e entre esses nomes está a DJ Mariaah, nome artístico de Maria Eduarda Cardoso Marques, de 26 anos, natural de Goiânia (GO).

DJ, modelo e produtora, Mariaah construiu sua trajetória de forma autêntica, guiada por uma conexão genuína com a música desde cedo. Seu primeiro passo na carreira aconteceu aos 16 anos, quando lançou seu primeiro single. Desde então, passou a explorar novas possibilidades dentro do universo musical, como remixes e criação de experiências sonoras que refletem sua identidade artística.

“A música sempre fez parte da minha vida. Com o tempo, percebi que queria ir além de apenas ouvir e comecei a me interessar pela arte. Foi algo natural que se transformou em paixão e profissão”, afirma.

Com um estilo versátil e presença marcante, Mariaah se define como um “camaleão” — característica que traduz sua capacidade de se adaptar a diferentes públicos e atmosferas, sem abrir mão da própria essência.

“Sou um camaleão — me adapto ao ambiente, às pessoas e à energia de cada lugar, sem perder minha essência”, destaca.

Além da música, sua trajetória também carrega um importante papel de representatividade. Como mulher trans na cena musical, Mariaah reforça a importância de ocupar espaços e inspirar outras pessoas por meio da sua história, autenticidade e posicionamento.

“Através da música, consigo proporcionar momentos únicos, elevar minha energia pessoal e transmitir essa mesma energia para outras pessoas”, explica.

Entre suas referências, a artista cita grandes nomes da música eletrônica, mas destaca que sua principal motivação vem do desejo de construir algo único, autêntico e representativo. A cantora Anitta também aparece como uma influência importante, especialmente no que diz respeito à postura e independência.

“Ela me ensinou muito sobre empoderamento, postura e independência. Me inspirou a me posicionar, a me valorizar e a ocupar meu espaço com confiança, fazendo o que eu quiser, da forma que eu quiser, independentemente da opinião dos outros”, conclui.

Com personalidade forte, identidade bem definida e uma trajetória que une talento e representatividade, DJ Mariaah segue conquistando espaço na cena musical brasileira, reforçando a potência de novas vozes que transformam a música em expressão, conexão e propósito.

música em expressão, conexão e propósito.

https://distrokid.com/hyperfollow/djmariaah/pop-funk-remix?ref=release

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