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Projeto Conecta Oficinas de Desenvolvimento Artístico Cultural

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Presidente do Instituto Hebrom, Denise Resende

Muito além da formação artística, o Projeto Conecta – Oficinas de Desenvolvimento Artístico Cultural tem se consolidado como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e preparação profissional para crianças e adolescentes de Aparecida de Goiânia. Por meio das oficinas gratuitas de musicalização, canto coral, teatro e vídeo maker, a iniciativa estimula a criatividade, fortalece competências socioemocionais e desperta vocações que podem se transformar em futuras carreiras.

Idealizado pela musicista, educadora e fonoaudióloga Elen Lara e pelo produtor cultural Dámom Farias, o projeto é sediado pelo Instituto Hebrom, presidido por Denise Resende, e patrocinado pela Lei Goyazes, programa estadual de incentivo à cultura. A proposta vai além do ensino artístico e busca criar oportunidades para que os participantes descubram talentos, ampliem horizontes e desenvolvam habilidades cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

Segundo Elen Lara, a arte tem papel fundamental na formação de crianças e jovens, especialmente em uma sociedade que exige cada vez mais criatividade, comunicação e capacidade de adaptação.

“Muitas vezes, o aluno chega ao projeto acreditando que está apenas participando de uma atividade cultural. Com o passar do tempo, ele descobre habilidades que nem sabia que possuía. Alguns demonstram aptidão para a música, outros para a comunicação, para o palco ou para a produção audiovisual. Nosso papel é ajudar esses talentos a florescerem”, afirma.

Cultura e tecnologia como caminhos para o futuro

Entre as oficinas oferecidas pelo Projeto Conecta, a de vídeo maker tem chamado atenção pelo potencial de aproximar os participantes de uma das áreas mais promissoras da economia criativa.

As aulas acontecem semanalmente no Instituto Hebrom, com duração de duas horas, sob orientação do professor Antônio Romário, especialista em produção audiovisual. Durante os encontros, os alunos aprendem conceitos de roteiro, enquadramento, captação de imagens, edição e produção de conteúdo digital.

Mais do que ensinar ferramentas técnicas, a oficina promove uma verdadeira alfabetização digital, preparando os participantes para um mercado que demanda cada vez mais profissionais capazes de produzir e comunicar conteúdo em diferentes plataformas.

“O audiovisual está presente em praticamente todas as áreas profissionais atualmente. Quando oferecemos esse conhecimento para crianças e adolescentes, estamos ampliando possibilidades e mostrando caminhos que talvez eles nunca tivessem imaginado seguir”, destaca Elen Lara.

Desenvolvimento de habilidades para a vida

Além do conhecimento técnico, as oficinas contribuem para o desenvolvimento de competências comportamentais consideradas essenciais no século XXI, como disciplina, criatividade, trabalho em equipe, inteligência emocional, capacidade de comunicação e resolução de problemas.

Para a presidente do Instituto Hebrom, Denise Resende, iniciativas culturais desenvolvidas pelo Terceiro Setor têm papel estratégico na formação de cidadãos mais preparados para os desafios futuros. “A cultura tem a capacidade de transformar realidades porque trabalha diretamente a autoestima, a confiança e o protagonismo. Quando um jovem encontra um espaço para desenvolver seu potencial, ele passa a enxergar novas possibilidades para a própria vida e para sua inserção profissional no futuro”, afirma.

Segundo Denise, projetos como o Conecta funcionam como pontes entre talento e oportunidade, especialmente para jovens que muitas vezes não teriam acesso a esse tipo de formação.

Uma incubadora de futuros profissionais

Ao incentivar a experimentação artística e o contato com diferentes linguagens criativas, o Projeto Conecta ajuda a construir uma nova geração de profissionais ligados à comunicação, cultura, tecnologia e economia criativa.

Seja nos palcos, nos estúdios, nas salas de aula, nos meios digitais ou em profissões que ainda surgirão nos próximos anos, os participantes têm a oportunidade de desenvolver competências que ultrapassam os limites da arte e acompanham toda a trajetória profissional.

“Acreditamos que cada oficina pode despertar um futuro músico, ator, produtor cultural, comunicador ou criador de conteúdo. Mas, acima de tudo, queremos formar jovens confiantes, criativos e preparados para construir suas próprias histórias”, conclui Elen Lara.

Patrocinado pela Lei Goyazes e sediado pelo Instituto Hebrom, o Projeto Conecta oferece oficinas gratuitas de musicalização, canto coral, teatro e vídeo maker para crianças, adolescentes e comunidade a partir de 6 anos de idade, utilizando a cultura como ferramenta de inclusão social, formação cidadã e desenvolvimento humano.–

Johny Cândido

Assessor de imprensa – Jornalista 

Registro Profissional nº GO 02807

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Quando a saudade se transforma em solidariedade: o legado de Vilmar Filh

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Há histórias que continuam ecoando muito além do tempo. Histórias que, mesmo marcadas pela dor, encontram um caminho para gerar esperança, acolhimento e amor ao próximo.

A vida de Vilmar Cardoso Prestes Filho, carinhosamente conhecido como Vilmar Filho, é uma dessas histórias.

Filho único de Claudia e Vilmar, Vilmar Filho cresceu cercado de amor e de valores que carregou por toda a vida. Inteligente, educado, generoso e profundamente sensível, conquistava as pessoas pela simplicidade com que tratava todos ao seu redor.

Tinha um sorriso acolhedor, uma fé inabalável e uma capacidade rara de enxergar o lado bom das pessoas, mesmo diante das maiores dificuldades.

Desde cedo demonstrou dedicação aos estudos e determinação para construir seu futuro. Esse esforço o levou à graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Goiás (UFG), uma conquista celebrada por toda a família. Pouco tempo depois, iniciou sua trajetória profissional na Siemens, onde começava uma carreira promissora. Aos 24 anos, sonhava em crescer profissionalmente, constituir sua própria família e retribuir aos pais todo o apoio que sempre recebeu.

Em setembro de 2024, porém, esses planos foram interrompidos por um diagnóstico inesperado. Vilmar Filho descobriu que tinha Sarcoma de Ewing, um câncer raro e altamente agressivo. A partir daquele momento, a rotina da família passou a ser marcada por hospitais, exames, tratamentos e pela esperança de vencer a doença.

Foram meses de consultas, internações, procedimentos e quimioterapia. Cada etapa trouxe novos desafios, mas Vilmar Filho jamais permitiu que a enfermidade apagasse sua essência. Mesmo enfrentando dores intensas e os efeitos do tratamento, seguia demonstrando serenidade, gratidão e confiança em Deus.

Em muitos momentos, era ele quem fortalecia aqueles que estavam ao seu lado. Nunca se revoltou com a doença. Preferia agradecer por cada pequena vitória e acreditar que havia um propósito maior para tudo o que estava vivendo.

Depois dos primeiros ciclos de quimioterapia, Vilmar Filho foi submetido, em São Paulo, a uma cirurgia de grande complexidade para retirada do tumor localizado na pelve. O procedimento foi bem-sucedido e reacendeu a esperança de toda a família. O tratamento prosseguiu e ele enfrentou, com admirável coragem, 14 ciclos de quimioterapia.

Quando parecia que a batalha caminhava para o fim, veio uma notícia devastadora. O câncer havia retornado, atingindo o sacro e os pulmões.

Mais uma vez, Vilmar Filho decidiu lutar.

Vieram novos tratamentos, sessões de radioterapia, longas internações, infecções graves, transfusões e inúmeras complicações. Em nenhum desses momentos perdeu a delicadeza com que tratava as pessoas. Fazia questão de agradecer médicos, enfermeiros e todos os profissionais que participaram de sua jornada. Sua fé permaneceu firme até o último instante.

Após dezoito meses de uma batalha intensa, Vilmar Filho faleceu em 15 de março de 2026, aos 24 anos.

A morte de um filho é uma dor impossível de medir. Para seus pais, a ausência de Vilmar Filho transformou completamente o significado da vida. A saudade permanece todos os dias. Há um vazio que jamais será preenchido.

Mas essa história não terminou ali.

Pouco antes de partir, Vilmar Filho escreveu que desejava ajudar pessoas em tratamento contra o câncer. Mesmo vivendo sua própria luta, continuava pensando em quem também enfrentava a doença.

Esse desejo tornou-se um compromisso para sua família.

Assim nasceu o Projeto Legado Vilmar Filho – Transformando Saudade em Solidariedade, uma iniciativa que leva acolhimento, apoio e esperança a pacientes oncológicos e seus familiares. Cada campanha realizada, cada doação recebida e cada gesto de solidariedade representam a continuidade dos valores que Vilmar Filho cultivou durante toda a sua vida.

Mais do que preservar uma memória, o projeto mantém vivo um propósito. Ele transforma o luto em serviço, a saudade em cuidado e a dor em esperança para outras famílias.

Vivemos tempos em que a solidariedade muitas vezes parece escassa. Histórias como a de Vilmar Filho lembram que sempre existe espaço para a compaixão e para o amor ao próximo. Elas mostram que uma vida não é medida apenas pelos anos vividos, mas pela marca que deixa nas pessoas.

O legado de Vilmar Filho continua presente em cada ação do projeto que leva seu nome, em cada paciente acolhido, em cada família confortada e em cada pessoa que decide estender a mão a quem enfrenta o câncer.

O amor que Vilmar Filho espalhou durante seus 24 anos continua produzindo frutos.

Enquanto houver alguém sendo acolhido por esse legado, Vilmar Filho continuará presente.

Porque o amor verdadeiro não termina com a despedida. Ele permanece vivo nas vidas que continua transformando.

Entrega das doações:
Dia: 20.07
Horário: 15h
Local: Hospital Araújo Jorge

Maysa Lima
981225892

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As vezes basta só um sorrisoO bebê nasceu.

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JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Vovô não pode acompanhar, estava longe. Internado.

Passou um mês e meio na UTI. Mas saiu. Foi para o quarto. Não podia receber visitas. Quanto mais de um recém-nascido. Mas chegando em casa, cansado, estropiado, só um desejo.

Ver a neta. E eis que ela estava lá esperando. E o primeiro sorriso de sua vida foi dado para o avô. Uma luz, uma paz e uma cura.

Nova razão de viver. “Smile, though your heart is aching.”Hoje aos sessenta anos, lembrou de que seu pai nascera quando Chaplin estreou o filme Tempos Modernos, 1936.

Vivia assoviando a música “Smile”. Que somente tempos depois descobriu que fazia parte da trilha sonora e que tinha sido composta pelo próprio ator! A letra só foi incluída 18 anos depois, e é sublime. Adorava.

A família inteira sabe assoviá-la. Música boa deve ser fácil de assoviar. “Smile, even though it’s breaking.”Por essas coincidências da vida, nunca mais o vi, até ontem.

Quando saía de uma rua estreita, perto do templo Dalem, tentando me abrigar da chuva, ouvi alguém falando português. Além da língua tão familiar e querida, a voz. Eu o reconheci.

Ali, em Ubud, na ilha de Bali, o Sorriso. Homem simpático, amigo de todo o sempre. “When there are clouds in the sky. You get by.” Fiquei calado e tentei achá-lo naquela pequena multidão comprimida pela tempestade tropical. Nada. Mas ainda ouvindo sua inconfundível música predileta eu imediatamente sorri e iniciei a procura. Meu sorriso contaminou o pessoal ao redor. Muitos balineses.

Eles sorriem o tempo todo. “If you smile through your fear and sorrow.” Esse efeito é reverso. Um sorriso dado é quase sempre um recebido. Fui enchendo-me de alegria.

Tat Twan Asi, algo como “Eu sou você e você é eu”. Aos poucos torna-se um efeito quase místico. Assovio a música. Os estrangeiros, seguem meu compasso. O tom de Sorriso aumenta. Sei que ele está vibrando com isso tudo. “Smile and maybe tomorrow. You’ll see the sun come shining through, for you.

”Entretanto eu não o vejo. Mas lembro-me quando ele foi na minha formatura e chorou com o meu discurso. Sorriso e lágrimas. Combinação não tão rara, e linda. Uma pontinha de ansiedade me tomou.

Onde estava? Mas tinha a certeza de que era ele. Veio-me a mente que um grande amigo cego me disse que o sorriso é inato. Não precisa ver alguém sorrindo para manifestar esse sentimento tão humano. “Light up your face with gladness. Hide every trace of sadness.

”Fechei meus olhos, para facilitar meu radar. Eliminando um sentido, os outros ficam mais aguçados. E aí ouvi: “- Batistão! Seu cabelo tá brancão!” A sinceridade habitual, o uso de aumentativos, tudo no Sorriso é superlativo. Abri meus olhos e meus braços.

Que alegria. Menyama braya. Somos todos irmãos. Veio na memória minha aula na sala de Anatomia falando sobre a quantidade de músculos que utilizamos para sorrir, no mínimo uns vinte e dois. “Although a tear may be ever so near. That’s the time you must keep on trying.”Tempos depois, a última vez que o vi ele disse que na verdade tínhamos o sorriso de Duchenne, aquele que inclui até os olhos e acentua suas pregas, os famosos “pés-de-galinha”.

O mais sincero e puro que existe. “Smile, what’s the use of crying? You’ll find that life is still worthwhile.”A noite foi longa, rimos muito. Talvez eu nunca mais o encontre novamente. Ele viaja hoje. Mas quando a amizade, o contato pessoal é genuíno, só um sorriso, basta. Anima, alivia, imuniza e contagia. “If you’ll just smile.”

JB Alencastro é médico e escritor.

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Aniversário

Aniversário

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A última semana teve um grande destaque no quesito aniversário. Lia Maluf ao lado do seu esposo, o renomado médico Dr. Domingos Sávio Coelho, comemorou um novo ciclo, ao lado de familiares e amigos. Uma comemoração intimista mais carregada no glamour e na sofisticação

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