Banquinha dos Correios ou então uma do lado do Café Central, Goiânia, 1970. Copa do Mundo de Futebol.
Meu pai era amigo do João Saldanha e meu irmão se chama Mário Jorge, nome do novo técnico da Seleção Brasileira de Futebol.
O nosso álbum comprado, ali na nossa frente, novinho. Vazio e 10 pacotes de figurinhas. Uma emoção enorme. Acho que não existe nada mais existencialista do que um álbum de figurinhas.
Ele parte do zero, e vai criando uma história. A existência precede a essência.
Hoje eu vi que o álbum está enorme, com 980 figurinhas, tem vários lugares de compras, e maneiras de adquirir-las. Umas vem nas latas junto com o álbum, outras em saquinhos que agora contém 07 exemplares.
Ou ainda podem ser compradas sortidas. E no começo o álbum vai enchendo e depois do meio para frente, só vem repetida.
Tem que trocar. Ou então ganhar jogando “bafo”. Eu adorava o álbum chamado “Coleção Bicholândia: os animais no seu ambiente”. A capa era um elefante levantando um tigre pela tromba.
As capas atuais são estilizadas, mundiais. Mas o fascínio é o mesmo. Somos livres para fazer e completar nosso álbum.
E as figurinhas premiadas? Aquelas mais difíceis de achar.
Antes havia um rumor de que a do Pelé era rara. Que não tinha um número igual delas nos saquinhos. Hoje a própria empresa declara as cores por raridade, e a dificuldade probabilística de você encontrar uma delas.
É infinitamente mais difícil se deparar com um Cristiano Ronaldo ou um Messi, sejam prata ou ouro do que um Pelé ou Jairzinho.
O Pelé ficava debaixo da Bandeira do Brasil e era a 17, meu número na chamada, e o Jairzinho logo depois, na mesma página, o 18; número do meu irmão que havia acabado de entrar na mesma escola que eu.
A angústia de ver o pacotinho era imensa. Meus sobrinhos-netos estão colecionando.
Se emocionam e sofrem com os achados. Seu pais participam ativamente. Conferem se já têm a figurinha ou não.
Apesar de que toda criança sabe de cor, isso. Não importa quantas sejam. Ouvi dizer que umas seleções são mais difíceis do que as outras, pois demoraram para imprimir suas peças porque a lista dos convocados saiu mais tarde.
Também fiquei sabendo que tem gente que pesa antes o saquinho, já que as premiadas são extras. Rumores, lendas.
Negócios paralelos que mal sabem a emoção que é abrir e ver um exemplar que você ainda não tem! Sempre existirá a má-fé em qualquer atividade humana.
Não irei discorrer sobre o custo de quanto será ter um álbum completo. Muita gente já calculou isso.
Acho chato. Mais bonito é ver a criançada sentada na hora do recreio trocando figurinhas. Levando seus álbuns.
Trazendo suas “Legends” carinhosamente guardadas em separado.
E a disputa ferrenha no bafo. Rapelar é uma arte. A mão em concha ou espalmada.
Dobrar um pouco as cartas. Saber que as “brilhosas” são mais pesadas. Não pode mexer, mexeu; rapou!
A história se repete por gerações. A culpa de perder nunca é nossa. O inferno são os outros.
Cada pai e mãe ou pessoa que lê esse texto vai se lembrar de uma época diversa em que colecionou algo, mesmo que não foram figurinhas.
Selos, papéis de carta, moedas e por aí vai. Meu álbum de lembranças tem umas figurinhas metálicas, redondas, as “chapinhas”. .Veio logo depois dessas da Copa de 70.
Entretanto o nosso álbum de recordações nunca ficará completo, pois diante das escolhas de diversas figurinhas, umas a gente trocou sem saber o valor e outras deixamos de colar na memória.
O sócio da ABL Prime, Fernando Fonseca prepara um café da manhã no Shopping Gran Life para representantes das futuras lojas, que estão em obras no centro de compras, e também médicos e proprietários da torre office.
Representantes das lojas do Bradesco, Academia Ultra, O Boticário, Pague-Menos, Café Rancheiro, Restaurante Prosa, Vexor Barbearia, Laboratório Evangélico, In House mercado de autoatendimento, estão na lista de convidados.
O evento, agendado para este mês de setembro, será uma manhã de networking.
Edição Agro reúne especialistas, executivos e pesquisadores para debater a expansão da IA no agronegócio, que mais que dobrou no Brasil nos últimos quatro anos.
A inteligência artificial está avançando rapidamente no agronegócio brasileiro.
A parcela de fazendas e agroindústrias que utilizam a tecnologia passou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2026, mais que dobrando em quatro anos, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).
É diante desse cenário que Goiânia recebe, no dia 23 de setembro, o Cerrado Innovation Summit – Edição Agro, encontro que reunirá especialistas, executivos, pesquisadores, startups e investidores para discutir como a IA e o uso de dados estão transformando a produção e a gestão no campo.
Com o tema “Agro Inteligente: dados, IA e a nova fronteira de produtividade no Cerrado”, o evento é promovido pelo Hub Cerrado e pretende colocar em debate as aplicações práticas da inteligência artificial no agronegócio, desde o monitoramento das lavouras até a gestão das propriedades e agroindústrias.
Apesar do crescimento, os dados mostram que a adoção da tecnologia ainda está em expansão.
58,1% das fazendas e agroindústrias brasileiras ainda não utilizam inteligência artificial, segundo o levantamento da FGV. O cenário abre espaço para novas soluções e para a discussão sobre como tornar essas ferramentas mais acessíveis e aplicáveis às diferentes realidades do campo.
Outro levantamento reforça esse potencial.
A pesquisa Global Farmer Insights 2024, da McKinsey, aponta que apenas 22% dos agricultores brasileiros utilizam softwares de gestão agrícola.
O percentual é de 38% nos Estados Unidos e 32% na Europa.
Entre os desafios para ampliar a digitalização estão a conectividade, custo de implementação e a permanência de processos informais de gestão, como planilhas e anotações manuais.
Experiência do produtor ganha novo papelO avanço da IA também coloca em discussão o papel da experiência acumulada por quem trabalha no campo.
Para especialistas, a tecnologia não necessariamente substitui o conhecimento do produtor.
Ao contrário, a combinação entre experiência prática e análise de dados pode ampliar a capacidade de interpretação das informações geradas pelas novas ferramentas.
O produtor que conhece as características de sua cultura, solo e região pode utilizar a IA para organizar dados históricos, identificar padrões, acompanhar indicadores e criar cenários que auxiliem o planejamento.
Esse encontro entre conhecimento tradicional e tecnologia será um dos pontos centrais do Cerrado Innovation Summit, que pretende aproximar empresas que já enfrentam desafios de digitalização, pesquisadores, startups e investidores.
Especialistas e empresas estarão em GoiâniaA programação da tarde do Cerrado Innovation Summit começa com palestra de Carlos Peruzzi, sócio e Head de consultoria da Rural Ventures.
O executivo possui mais de 20 anos de experiência na área de tecnologia e já atuou como CIO e CTO em grandes grupos do agronegócio brasileiro. Também possui MBA pela Babson College, nos Estados Unidos, e especialização em transformação digital pelo MIT.
Na sequência, o evento terá uma Pílula CEIA e o painel principal, mediado por Douglas Paranahyba, do Sebrae Agro.
Participam do debate Marcelo Eskenazi, assessor de inovação da São Martinho; Jardel Lopes, pesquisador do CEAGRE e professor do IF Goiano; Eduardo Bitu, Chief Strategy & Innovation Officer da Aliare; e Leonardo Alvarenga, fundador e CEO da SNASH.
A proposta é discutir casos reais de adoção de tecnologia no agronegócio, incluindo os resultados alcançados, os desafios encontrados, os custos de implementação e os próximos passos da transformação digital no setor.
Goiás no mapa da inovação do agroA realização do encontro em Goiânia também reforça a conexão entre o ecossistema de inovação e uma das principais atividades econômicas do Centro-Oeste.
O Hub Cerrado atua justamente na aproximação entre empresas, startups, investidores e instituições de pesquisa, criando conexões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas a diferentes setores da economia.
No agronegócio, essa aproximação ganha relevância diante da velocidade com que novas ferramentas de inteligência artificial estão chegando ao mercado.
“A tecnologia está avançando rapidamente, mas o grande desafio é transformar inovação em aplicação prática.
A conexão entre empresas, pesquisadores, startups e produtores é fundamental para que as soluções desenvolvidas respondam às necessidades reais do campo”, destaca Uaitã Pires, diretor do Hub Cerrado.
Além das palestras e do painel, o evento terá mentorias e rodada de negócios para startups, VCs e investidores.
A programação será encerrada com a entrega do Prêmio Cerrado Innovation, reconhecimento a iniciativas de destaque no ecossistema regional de inovação.
Depois da premiação, os participantes poderão participar de um happy hour com networking e feira de startups, ampliando as oportunidades de conexão entre empreendedores, investidores, empresas e profissionais do setor.
Serviço
Cerrado Innovation Summit – Edição Agro
Tema: Agro Inteligente: dados, IA e a nova fronteira de produtividade no Cerrado
Data: 23 de setembro de 2026, quarta-feira
Horário: 10h às 19h
Local: Hub Cerrado – Rua do Parque, Qd. 145, Lt. Área 2, Jardim Atlântico, Goiânia (GO)
10h às 12h – Mentorias e rodada de negócios para startups, VCs e investidores
11h às 14h – Almoço exclusivo para convidados
15h às 15h30 – Abertura – Hub Cerrado e parceiros
15h30 às 16h20 – Palestra – Carlos Peruzzi (Rural Ventures)
16h20 às 16h50 – Pílula CEIA
16h50 às 17h30 –
Painel – mediação de Douglas Paranahyba (Sebrae Agro), com Marcelo Eskenazi (São Martinho), Jardel Lopes (CEAGRE/IF Goiano), Eduardo Bitu (Aliare) e Leonardo Alvarenga (SNASH)
17h30 às 18h – Prêmio Cerrado Innovation e encerramento
18h às 19h – Happy hour, networking e feira de startups.
Sobre o Hub Cerrado
O Hub Cerrado é um ecossistema de inovação e tecnologia sediado em Goiânia (GO), com atuação nos setores de agro, saúde, real estate e indústria.
Reúne iniciativas como a SOLOS Incubadora, Cerrado Angels, Instituto Hub Cerrado e o programa de comunidade Bioma, além de promover a série de eventos Cerrado Innovation Summit.
O Hub Cerrado também é signatário do Pacto Goiás pela Inovação.
Patrocínio: Colombina, Assespro, Funtec e ZapiPro.
Apoio: Sebrae, Senac Infinite, Goiás pela Inovação, Instituto Hub Cerrado, Campo Lab, IF Goiano, CEAGRE, Agroskills, ACIEG, SNASH e ADIAL.
O cantor e compositor Fernando Bocão prepara uma apresentação especial para o dia 2 de outubro, no Sesc Centro, com o show “Circuito Musical Good Vibes”.
Além de faixas autorais, o repertório reúne releituras de sucessos de Leandro e Leonardo sob uma nova roupagem e clássicos da MPB, do reggae e do pop que influenciaram a carreira do artista goiano.
O espetáculo contará com participações de Maíra Lemos e Hdicky e terá entrada solidária, mediante retirada prévia do ingresso gratuito pelo Sympla e doação de 1 kg de alimento não perecível.
O projeto foi contemplado pelo Edital de Música – PNAB 2026