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Agripec Show

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Movimenta cerca de R$ 2,5 milhões em negócios e reforça papel das feiras agropecuárias no desenvolvimento do interior de Goiás.

Evento realizado em Itapirapuã registrou crescimento no volume de patrocínios, ampliou oportunidades comerciais para produtores rurais e fortaleceu o comércio local com a participação de empreendedores da agricultura familiar e de negócios liderados por mulheres_l.

A edição 2026 da Agripec Show, realizada em Itapirapuã, encerrou as atividades com aproximadamente R$ 2,5 milhões em negócios gerados durante a feira.

O resultado confirma a importância dos eventos agropecuários para a economia das cidades do interior, ao reunir produtores, empresas, prestadores de serviços, instituições e investidores em um mesmo ambiente de negociação e troca de conhecimento.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã, Edgard Scatena Filho, o volume financeiro ficou abaixo de edições anteriores, acompanhando um movimento observado em outras feiras do setor neste ano.

Ainda assim, a avaliação da organização é positiva diante do aumento do número de patrocinadores, da circulação de visitantes e das oportunidades comerciais abertas durante o evento.”

Chegamos a um movimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões em negócios. Houve uma redução no volume financeiro, algo que já era esperado porque outras feiras também registraram esse comportamento.

Mesmo assim, tivemos crescimento em patrocínios, maior movimentação geral e muitos contatos que devem gerar novos negócios nos próximos meses”, afirma.

Um dos destaques foi a Feira do Produtor Rural, que comercializou mais de R$ 16 mil em produtos da agricultura familiar durante os dois dias de funcionamento.

O espaço reuniu produtores locais e abriu novas oportunidades de comercialização direta com consumidores e compradores da região.

O Agripec Delas, espaço dedicado ao empreendedorismo feminino, também superou R$ 20 mil em vendas, segundo levantamento preliminar da organização.

O fechamento final dos números ainda está em andamento.

Para Edgard Scatena Filho, esses resultados mostram que o impacto econômico da feira vai além da comercialização de máquinas, implementos e animais.

“As feiras agropecuárias criam oportunidades para diversos segmentos.

O pequeno produtor consegue vender diretamente ao consumidor, empreendedoras ampliam sua renda, empresas apresentam soluções para o campo e muitos negócios começam nas conversas realizadas durante o evento.

Recebemos um retorno muito positivo dos expositores, que relataram novos contatos e negociações iniciadas durante a Agripec Show.

“Além da geração imediata de receita, a organização destaca que boa parte das negociações iniciadas durante a feira costuma ser concluída nas semanas seguintes, especialmente nas áreas de insumos, genética, tecnologia, prestação de serviços e comercialização de produtos agropecuários.

A edição deste ano também foi marcada pela estreia da nova Carreta do Senar Goiás, que concentrou palestras técnicas, demonstrações práticas e encontros voltados à inovação no campo.

A programação reuniu ainda produtores de leite, apicultores, especialistas em inteligência artificial aplicada ao agronegócio, lideranças do setor e expositores de diferentes cadeias produtivas.

Para o presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã, a consolidação da Agripec Show demonstra como as feiras realizadas em municípios do interior contribuem para manter a atividade econômica regional.

“Temos pontos que ainda podem ser aperfeiçoados, mas o balanço geral é positivo.

O retorno dos expositores foi muito bom e muitos já saíram da feira com novas perspectivas de negócios.

Esse é um resultado importante para Itapirapuã e para toda a região, porque fortalece a economia local e amplia as oportunidades para quem vive e produz no campo.

“@sindicatoruralitapirapua

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Decorado na torre

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 O gerente comercial e de marketing Henrique Campelo (à esquerda), a gerente de projetos Adriana Silva e o superintendente administrativo financeiro da Euro Incorporações, Daniel Turrion Torralbo, foram os anfitriões da Feijuca realizada pela empresa no último sábado. A incorporadora recebeu convidados que puderam conhecer em primeira mão o apartamento decorado do residencial Parque El Retiro instalado na torre que está sendo construída no Park Lozandes, em Goiânia. 

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No Velho Texas

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A empresária Gilce Reis, destaque nos segmentos de viagens, eventos e shows, celebrou mais um ano de vida em grande estilo no último dia 3 de setembro, no Velho Texas.

A comemoração reuniu pessoas queridas, entre elas Lucas Mavi, Bruna Helena Reis e Rafael Magela Reis, em uma noite marcada pela alegria, carinho e boas celebrações.

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Achando a chinela deixada no chão

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Se você caminhar pelas ruas de Ubud, em Bali, encontrará um estranho elemento no asfalto, nas esquinas. São chinelas. Centenas. De todos formatos, tamanhos, cores e estados de conservação.

Raramente aos pares. Um mistério rapidamente solucionado.Como as vias são estreitas, as “scooters” vão trafegando rente ao passeio. Bem pertinho mesmo. E toda hora o condutor tem que parar e colocar os pés no chão. Pois o trânsito tem um volume absurdo em determinadas horas do dia.

Ninguém xinga. Ninguém grita. Ninguém fecha o motoqueiro da frente. E o mais surpreendente, os carros respeitam as motoquinhas!Porém, o fluxo não para.

Aí então se a chinela fica presa, passa por uma pedra maior, ou metade de uma calçada, ela incrivelmente por lá fica. Pois escapa com uma facilidade surpreendente. Igual palavras ao vento, grosserias injustificadas, alfinetadas desnecessárias.

Ou pura e simples fofoca. Sim, meu querido leitor. Se não nos vigiarmos, ferimos as pessoas sem nem mesmo perceber. Em tempos rápidos, em que muitos não conseguem parar para conversar, dialogar, ou então ler um texto de mais de uma página, porque é considerado “longo”, a crueza de gestos e declarações tornou-se uma constante.

Não se medem as declarações e nem mesmo o tom de voz. Andar de moto de chinela é um risco. Assim como falar sem pensar. O fluxo das conversas tomou um rumo perigoso. Falamos de nós mesmos, ou se fala dos outros.

Mas nada dizemos. Nenhuma ideia, raciocínio, conhecimento. Um vazio igual a um bueiro do final de uma ladeira, onde a enxurrada de bobagens, escorre. Soluções? Talvez um pouco mais de silêncio. De aprender a escutar, já que os ouvidos são órgão par e estão sempre abertos e a boca órgão ímpar e que pode ser fechado.

Outra medida é prestar muita atenção a quem nos dirige a palavra e vice-e-versa. O interesse real. A famosa interlocução. Olhar nos olhos e jamais interromper o momento checando um celular ou cortando a conversa.

Gente, é tão lindo aprender. Ouvir coisas novas de alguém. Voltar atrás numa opinião. Debater com justificativas. Perguntar. Pois desde quando você tem sempre as respostas prontas? E o mais importante: pedir desculpas. Reconhecer o erro e o mal ali causado intempestivamente e consertar de imediato.

Eu sei que todos nós ainda vamos achar um montão de chinelas pelos nossos caminhos. Afinal somos humanos e erramos demasiadamente. Entretanto é possível conduzir nossas relações mais devagar e sem pressa e também usar as botas da humildade com as meias da sensatez. Bom passeio pela vida, seja de chinela, de bota, na chuva ou no sol.

Mas com cuidado e carinho com o seu carona.

JB Alencastro é médico e escritor.

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