No Dia do Comerciante, celebrado em 16 de julho, case de Quirinópolis mostra como humor, conteúdo informativo e atendimento pelo WhatsApp ajudam a atrair consumidores para a loja física.
Por meio de vídeos bem-humorados, demonstrações de produtos e conteúdos informativos, as empresas têm aproximado o público da equipe e transformado funcionários em personagens conhecidos na cidade.
A mudança acompanha o avanço do uso da internet. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais utilizou a internet em 2025.
O Centro-Oeste apresentou o maior índice entre as regiões, com 93,6%. Entre os usuários brasileiros, 84,9% acessaram redes sociais.
Para a gerente de vendas Lília Márcia de Oliveira Alves, que trabalha há 21 anos no Depósito Tijolão, a pandemia acelerou uma transformação que já estava em curso.“A internet passou a ser uma vitrine.
Lília Márcia de Oliveira Alves, trabalha há 21 anos no Depósito Tijolão.
Então, quem está presente na internet é como se estivesse com a porta da loja aberta numa avenida”, afirma.Segundo ela, o consumidor passou a pesquisar a empresa antes mesmo de entrar no estabelecimento.
“O cliente quer praticidade. Antes de vir à sua loja, ele primeiro procura você nas redes sociais. Então, ele vai ao Instagram, quer ver quem está por trás da câmera, quem é aquela empresa.
Rede da Construção Depósito Tijolão, em Quirinópolis, investe em sua presença nas redes sociais
A gente percebeu isso: a mudança do cliente fez a gente também mudar”, explica. Humor aproxima o públicoNo Depósito Tijolão, a estratégia reúne vídeos de humor, divulgação de ofertas e orientações sobre a utilização correta dos materiais.
Um dos conteúdos de maior repercussão mostra as funcionárias durante uma faxina, brincando que seriam capazes de limpar a cidade inteira.
O vídeo ultrapassou 7 mil visualizações, recebeu mais de 300 curtidas, quase 180 comentários e mais de 70 compartilhamentos.“
Nós trabalhamos muito com humor sadio, e isso faz o cliente vir muito para a gente. Ele se sente pertencente à nossa loja, então já chega brincando: ‘Eu vi vocês fazendo isso’.
E a gente faz muitos vídeos explicativos também, para direcionar o cliente na montagem correta de um produto.
Então, a gente faz sempre esse misto”, conta Lília.
Além dos vídeos bem-humorados, a loja publica conteúdos sobre pisos, revestimentos, campanhas e orientações técnicas.
Segundo a gerente, há consumidores que chegam com capturas de tela e pedem para conhecer exatamente o produto apresentado nas redes.
Enquanto ele está vendo o meu vídeo ali, que tem uma graça sadia, ele está vendo o produto, está vendo que tem uma vendedora bem-humorada, que tem uma pessoa alegre e que ele vai chegar e ser bem tratado.
Esse é o nosso lema aqui na empresa: a gente trabalha com muita seriedade e muita leveza”, destaca. Conteúdo nasce da rotina da loja.
Em Goiânia, a diretora da Rede da Construção Emecê, Lucimária Fernandes, também aposta nas redes sociais para aproximar a empresa dos consumidores.
Lucimária Fernandes, diretora da Rede
Nathaly Barbosa, dona da cafeteria e empório mineiro Cheirim Bão no Jardim Goiás.
Cafeteria e empório mineiro Cheirim Bão no Jardim Goiás MallDivulgaçãobaixar em alta resolução
Localizada no Jardim Novo Mundo, a loja produz conteúdos com dicas para quem está construindo ou reformando, apresentação de produtos, promoções e registros de eventos destinados aos profissionais da construção.
Segundo Lucimária, as pautas são inspiradas principalmente nas situações vividas no estabelecimento e nas perguntas apresentadas pelo público.
Vendedores e gestores participam das gravações, ajudando a mostrar quem são as pessoas responsáveis pelo atendimento.
“As ideias surgem principalmente da rotina da loja e das dúvidas que recebemos dos clientes todos os dias”, afirma a diretora.
Para ela, conteúdos simples, espontâneos e que entregam informações úteis ajudam a transmitir credibilidade.
“Acreditamos que mostrar pessoas reais transmite mais confiança e aproxima o cliente da nossa empresa”, acrescenta.
Cheirim Bão, uma experiência oferecida no presencial e no digital Dona da cafeteria e empório mineiro Cheirim Bão, instalada no Jardim Goiás Mall, e de mais uma unidade em Goiânia, a empresária Nathaly Barbosa avalia que o digital faz parte da jornada de compra das pessoas.
Nathaly Barbosa, dona da cafeteria e empório mineiro Cheirim Bão no Jardim Goiás Mall
“Investir em presença digital é investimento em confiança e crescimento do negócio”, afirma.
Segundo ela, o digital ajuda a entender o comportamento dos clientes e medir o interesse por campanhas e lançamentos.
Isso a permite planejar ações mais assertivas, divulgar novidades com rapidez e manter um relacionamento próximo, criando uma comunicação mais humana e participativa.
Como benefícios da presença digital, a empresária percebeu um aumento na proximidade com os clientes, maior divulgação dos produtos e campanhas, além de mais reconhecimento da marca.
Para Barbosa, o ambiente digital também permite receber feedbacks rapidamente e entender melhor o que o público procura, tornando a comunicação muito mais eficiente.
Para conseguir realizar todo este trabalho on-line, com a mesma qualidade do off line, a empresária conta que precisou fazer adaptações no processo de comunicação.
“Foi necessário organizar uma rotina para produção de conteúdo, acompanhamento das redes sociais e respostas aos clientes.
Hoje entendemos que o atendimento digital faz parte da experiência do consumidor e merece a mesma atenção que oferecemos dentro da loja”, enfatizou.
Presença digitalNas três empresas, Instagram e WhatsApp exercem funções complementares.
Enquanto as redes sociais apresentam produtos, mostram o cotidiano das equipes e despertam o interesse do público, o aplicativo permite esclarecer dúvidas, enviar informações e dar continuidade ao atendimento de forma mais ágil.
Esse comportamento reflete uma jornada cada vez mais integrada entre o ambiente digital e a loja física. Estudo da GS1 Brasil indica que 31% dos consumidores consultam redes sociais antes de decidir uma compra, embora o estabelecimento continue relevante para o contato com os produtos e com os vendedores.
O WhatsApp também ganhou espaço na rotina do comércio.
Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que 67% das empresas dos setores de comércio e serviços utilizam o aplicativo como principal canal de vendas.
Na prática, a ferramenta facilita o contato entre clientes e vendedores e torna o atendimento mais rápido.No Depósito Tijolão, o Instagram apresenta os produtos e desperta o interesse, enquanto o WhatsApp dá continuidade ao atendimento.
“Nosso Instagram funciona como uma vitrine. A pessoa abre e verifica o que a gente tem ali para oferecer no dia. E o WhatsApp é um canal de venda essencial, porque hoje todo mundo tem pressa e quer praticidade.
O cliente já manda no WhatsApp, o vendedor responde e dali já vira venda”, relata Lília.
Para a empresária, o novo perfil do comerciante também exige autenticidade e disposição para mostrar quem está por trás do negócio.
“Quem é a cara da empresa tem que aparecer, porque isso causa um fortalecimento da marca.
Muita gente chega, me procura e fala: ‘Lília, eu vi aquele piso que você mostrou. Você me explica como é?’”, conta.Lucimária também destaca que a presença digital precisa ser construída com frequência e atenção ao público.
“O principal é ser verdadeiro e constante. Não basta aparecer apenas quando há uma promoção.
É importante produzir conteúdo que ajude o cliente, mostrar o dia a dia da empresa, responder rapidamente às mensagens e criar uma relação de confiança”, afirma.
O Instagram é o nosso principal canal, porque permite mostrar os nossos produtos de forma atrativa e criar uma comunicação diária com os clientes.
Também utilizamos o WhatsApp para um atendimento mais próximo e ágil, facilitando pedidos, informações e relacionamento”, explica Nathaly Barbosa, gestora da Cheirin Bão Jardim Goiás Mall.
O Show Musical”, atriz encara novo desafio no audiovisual e integra produção sobre a trajetória de Lélia Gonzalez.
A atriz Isabella Daneluz, que vem construindo sua trajetória especialmente nos palcos e no teatro musical, prepara-se para um novo momento na carreira.
A artista amplia sua atuação no audiovisual ao interpretar Ana Felippe em uma produção dedicada à trajetória de Lélia Gonzalez, uma das mais importantes intelectuais, escritoras e ativistas brasileiras.
A obra resgata a história e o legado de Lélia Gonzalez, referência fundamental do pensamento social brasileiro e dos debates sobre racismo, sexismo, identidade, cultura e a realidade das mulheres negras no país.
Na produção, Isabella interpreta Ana Felippe, personagem ligada à trajetória de Lélia e apresentada na narrativa como uma de suas amigas e escritoras próximas, contribuindo para revelar também as relações pessoais, afetivas e intelectuais que fizeram parte dessa história.
Atualmente em turnê com “Miraculous Ladybug:
O Show Musical”, que chega a São Paulo em outubro, Isabella vive a experiência de transitar entre duas linguagens distintas.
Acostumada à intensidade, à projeção e à presença exigidas pelo teatro, a atriz encontra diante das câmeras um trabalho marcado pelas sutilezas da interpretação, pelos detalhes e pela construção de emoções em uma escala diferente.
A nova experiência representa também uma oportunidade de ampliar seu repertório artístico.
A passagem dos palcos para o audiovisual exige adaptações na forma de interpretar e permite que Isabella explore novas possibilidades profissionais, conciliando a experiência adquirida no teatro musical com os desafios de uma produção cinematográfica.
As gravações acontecem em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, cidades que integram a construção da narrativa e ajudam a dimensionar a trajetória retratada.
Ao reunir história, memória, cultura e representatividade, o projeto busca aproximar o público, inclusive as novas gerações, do pensamento e do legado deixado por Lélia Gonzalez.
Entre os palcos e as telas, Isabella Daneluz segue ampliando os caminhos de sua carreira.
Depois de conquistar espaço no teatro musical, a atriz passa a explorar com maior intensidade o audiovisual, levando sua experiência e sensibilidade artística para uma produção que recupera uma personagem fundamental da história brasileira e as pessoas que fizeram parte de sua trajetória.
Durante palestra, especialista apresentou aos médicos uma novidade na área da genética que amplia as possibilidades de prevenção, diagnóstico e personalização dos cuidados com a saúde.
O geneticista Dr. Neto foi um dos palestrantes do MEDX Experience, realizado nesta sexta-feira (28), no K Hotel, em Goiânia.
O encontro reuniu médicos em uma programação de imersão voltada à ciência aplicada à prática, tecnologia, gestão, inovação e aos novos caminhos que vêm transformando a medicina.
Durante sua participação, Dr. Neto apresentou aos profissionais presentes uma novidade relacionada ao mapeamento genético, apontada como um importante avanço para uma medicina cada vez mais individualizada.
A tecnologia permite ampliar a compreensão sobre características genéticas de cada pessoa e, a partir dessas informações, contribuir para estratégias mais direcionadas de prevenção, acompanhamento e cuidado.
A proposta representa uma mudança de perspectiva: além de atuar diante de doenças já instaladas, os avanços da genética possibilitam conhecer previamente determinadas predisposições e características individuais que podem auxiliar médicos e pacientes na tomada de decisões ao longo da vida.
Segundo o pesquisador Dr. Neto, o crescimento da medicina genética abre espaço para uma abordagem mais precisa, na qual cada paciente passa a ser analisado considerando também informações presentes em seu DNA.
O mapeamento pode oferecer dados que, associados à avaliação médica, histórico familiar, hábitos e outros exames, ajudam a construir uma visão mais ampla e personalizada da saúde.Durante a palestra, o geneticista destacou que essa evolução pode impactar diferentes áreas da medicina, justamente por fornecer informações capazes de auxiliar profissionais na compreensão de riscos individuais e na definição de estratégias de acompanhamento mais adequadas para cada perfil.
A novidade apresentada no MEDX Experience reforça um movimento que vem ganhando espaço na medicina: a transição de modelos generalizados de cuidado para uma atuação cada vez mais preventiva, preditiva e personalizada, utilizando a genética como uma importante aliada.
O MEDX Experience é direcionado a médicos que buscam acompanhar as transformações do setor e reúne ciência, tecnologia, gestão e inovação em uma programação voltada à aplicação prática do conhecimento.
A participação de Dr. Neto colocou a genética no centro dessa discussão, mostrando como informações presentes no DNA podem contribuir para uma nova forma de compreender a saúde e pensar a medicina do futuro.
Em plena era da inteligência artificial e da produção cada vez mais acelerada, processos artesanais voltam a ganhar protagonismo.
Para a arquiteta Camila Pimenta, não é nostalgia: é uma nova percepção de valor.
Quanto mais a tecnologia acelera a criação e torna possível reproduzir praticamente qualquer coisa, mais atenção o design contemporâneo parece dedicar àquilo que não pode ser replicado exatamente da mesma maneira.
Vidros soprados individualmente, pedras trabalhadas como esculturas, metais moldados, marcenaria, bordados e peças produzidas em pequenas séries voltam a ocupar espaço relevante na arquitetura.
Para Camila Pimenta, esse movimento não representa uma rejeição à tecnologia.
Pelo contrário.“A tecnologia amplia aquilo que podemos fazer.
Mas repertório, sensibilidade e intenção continuam determinando o que realmente vale a pena fazer.”
A arquiteta acredita que o encontro entre processos tecnológicos e conhecimento artesanal será cada vez mais importante.
Uma peça pode nascer de modelagem digital e engenharia de alta precisão e ainda depender das mãos de um artesão para adquirir sua característica mais especial.
E, nesse cenário, até pequenas variações passam a ter outro significado.“
Existe uma diferença enorme entre imperfeito e mal executado.
O artesanal que me interessa tem precisão, mas preserva aquilo que torna cada peça única.”
A mudança também chega à curadoria dos interiores.
Além de perguntar quem assina determinado objeto, passa a importar onde ele foi produzido, quem o executou, qual técnica foi utilizada e qual história existe por trás dele.
É uma lógica que Camila leva aos próprios projetos.
Sua pesquisa atravessa fabricantes, galerias, artistas, artesãos e diferentes países em busca de algo específico para cada residência.
E nem sempre a resposta está disponível no mercado.
“Às vezes procuramos no mundo inteiro e percebemos que a peça certa simplesmente não existe. Então, precisamos criá-la.
É justamente nesse ponto que arquitetura, interiores, arte e design de produto começam a se aproximar.
Em vez de uma residência construída apenas a partir de escolhas de catálogo, surgem peças desenvolvidas especificamente para aquele espaço e aquela família.
Para Camila, o retorno do feito à mão, portanto, não deve ser entendido como uma tendência estética. É consequência de um momento em que autoria, procedência e tempo voltam a participar da percepção de valor de um objeto.
“Talvez o futuro do design não esteja em escolher entre a mão e a máquina, mas em saber exatamente o que devemos pedir a cada uma delas.”