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Obesidade infantil pode provocar lesões nos vasos sanguíneos ainda na infância, alerta estudo.

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Endocrinologista pediátrica explica que excesso de peso não compromete apenas o metabolismo, mas pode acelerar alterações cardiovasculares desde os primeiros anos de vida.

A obesidade infantil costuma ser associada ao aumento do risco de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares na vida adulta.

No entanto, um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que os efeitos podem começar muito antes do que se imaginava: crianças com excesso de peso já apresentam sinais de lesão nas células que revestem os vasos sanguíneos, um processo relacionado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A pesquisa foi publicada no International Journal of Obesity. 

Para a endocrinologista pediátrica Marília Barbosa, o estudo reforça uma mudança importante na forma de enxergar a obesidade infantil.

“Hoje sabemos que a obesidade não é um problema apenas de peso ou de aparência.

Trata-se de uma doença crônica que provoca alterações metabólicas e inflamatórias capazes de afetar diversos órgãos desde a infância”, afirma. 

O estudo avaliou 130 crianças entre 6 e 11 anos e identificou que o excesso de peso, por si só, já era suficiente para desencadear inflamação e dano celular no endotélio, camada que reveste internamente os vasos sanguíneos.

Segundo os pesquisadores, esse processo favorece o desenvolvimento precoce da aterosclerose e aumenta o risco futuro de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo Marília, um dos principais mecanismos envolvidos é a inflamação crônica causada pelo excesso de tecido adiposo.

“O tecido adiposo não funciona apenas como um depósito de gordura.

Ele produz substâncias inflamatórias que alteram o funcionamento do organismo e podem comprometer a saúde vascular, a sensibilidade à insulina e diversos outros sistemas.” 

Estatísticas alarmantes

O alerta ganha ainda mais relevância diante do avanço da obesidade infantil no mundo.

Segundo o Atlas Mundial da Obesidade Atlas 2026, da World Obesity Federation, se a tendência atual for mantida, 227 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos estarão vivendo com obesidade até 2040, e mais de 120 milhões poderão apresentar sinais precoces de doenças crônicas, como alterações cardiovasculares, diabetes e doença hepática associadas ao excesso de peso. 

Na avaliação da endocrinologista, um dos riscos é que muitas famílias ainda enxerguem o excesso de peso como um problema que poderá ser tratado apenas na adolescência ou na vida adulta.

“Quando identificamos obesidade em uma criança, não estamos falando apenas de um risco futuro.

Em muitos casos, alterações metabólicas, hormonais e inflamatórias já estão acontecendo naquele momento.” 

Além do impacto cardiovascular, o excesso de peso na infância está associado a maior risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemias, doença hepática gordurosa associada ao metabolismo e puberdade precoce, condições cada vez mais frequentes nos consultórios pediátricos. 

A médica ressalta que a prevenção começa muito antes do diagnóstico de obesidade.

“Os hábitos alimentares, a prática regular de atividade física, a qualidade do sono e a redução do tempo de tela fazem parte da construção da saúde metabólica desde os primeiros anos de vida.

Quanto mais cedo essas medidas são incorporadas à rotina da criança, maiores são as chances de prevenir complicações.” 

Para a especialista, o principal mérito do estudo é mostrar que a obesidade infantil deve ser encarada como uma condição clínica que merece atenção precoce.

“Esse trabalho reforça que não devemos esperar o surgimento de doenças na vida adulta para agir.

Cuidar da saúde metabólica das crianças é uma forma de proteger também o coração e os vasos sanguíneos desde a infância.”

Carolina Pessoni

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Encontro

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Em uma noite que celebrou a arte, o vinho e o prazer de bons encontros, a artista plástica Anna Rita Araújo (ao centro) conduziu uma exclusiva experiência de pintura durante o encontro mensal do clube de vinhos Las Vinhas, realizado na Monet Pisos e Acabamentos.

Na ocasião, Anna Rita esteve ao lado de Lara Macedo (à esquerda), diretora do clube, e Linda Bessa.

O encontro, realizado na última quarta-feira (16), reuniu convidados em uma atmosfera de elegância e descontração, unindo criatividade, arte e a degustação de rótulos cuidadosamente selecionados.

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Superando limites

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A Fundação Logosófica, mantenedora do Colégio Logosófico de Goiânia, promove no próximo dia 22 (terça-feira), a partir das 20h30, uma Reunião Informativa sobre o tema “Como Superar Conscientemente nossas Limitações”.

De acordo com o reitor da fundação Logosófica em Goiânia, Wagner Patrus, a Logosofia propõe sempre um caminho de conhecimento e superação.

A atividade, que é gratuita e aberta a toda a comunidade, será conduzida por estudantes e pesquisadores da Ciência Logosófica.

O encontro será na sede da Fundação Logosófica, em Goiânia, na Av. São João, 311, Setor Alto da Glória.

Informações e inscrições pelo WhatsApp (62) 3121-4959.

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Einstein é eleito o melhor hospital da América Latina.

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Combinação de excelência assistencial, ensino, pesquisa e inovação sustenta o desempenho da organização em nova edição do ranking World’s Best Specialized Hospitals, da revista NewsweekSão Paulo, 18 de setembro de 2026.

O Einstein Hospital Israelita conquistou o reconhecimento inédito de melhor hospital da América Latina em Cardiologia e Neurologia na nova edição do ranking World’s Best Specialized Hospitals, desenvolvido pela revista Newsweek em parceria com a consultoria Statista.

Na Cardiologia, a organização avançou quatro posições e alcançou o 12º lugar no mundo; já na Neurologia, subiu 12 colocações, chegando ao 24º posto global.

Divulgada nesta quinta-feira (17), a lista também manteve o Einstein na liderança latino-americana em outras seis especialidades:

Neurocirurgia, Ortopedia, Gastroenterologia, Ginecologia e Obstetrícia, Pneumologia e Endocrinologia. 

A metodologia de classificação do ranking combina recomendações de milhares de profissionais de saúde, acreditações internacionais de qualidade e segurança e indicadores relatados pelos próprios pacientes, os chamados PROMs (Patient-Reported Outcome Measures).

O Einstein avançou posições em 10 das 13 especialidades avaliadas, na comparação com o ano anterior.

Para o presidente do Einstein Hospital Israelita, Sidney Klajner, a projeção internacional é consequência de um trabalho que começa no cuidado.

“Um ranking registra o resultado, mas não conta, sozinho, a história que o tornou possível.

Essa trajetória é construída por profissionais que transformam conhecimento, pesquisa e inovação em decisões mais seguras e tratamentos mais precisos.

É assim que o cuidado desenvolvido aqui alcança o mundo”, afirma.

“A consistência dos resultados nasce da integração entre equipes altamente especializadas, infraestrutura, tecnologia e uma forte cultura de qualidade e segurança assistencial”, diz o diretor executivo de Sistemas de Saúde do Einstein, Eliézer Silva.

“Quando esses elementos atuam de forma coordenada, o avanço científico se traduz em melhores resultados clínicos e uma experiência de cuidado mais qualificada.”Especialidades de alta complexidade ganham projeção internacional.

A Cardiologia é um dos destaques desta edição, com a conquista da liderança na América Latina e um avanço de quatro posições no ranking global, alcançando o 12º lugar.

A especialidade reúne atendimento integrado para prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, incluindo casos de alta complexidade.

A excelência assistencial se conecta à produção de conhecimento com impacto internacional: liderado pelo Einstein, o estudo NEO-MINDSET, um dos maiores já realizados no Brasil sobre o tratamento pós-infarto, foi apresentado em 2025 no congresso da European Society of Cardiology e publicado no New England Journal of Medicine, reforçando a capacidade de conduzir pesquisas multicêntricas de alto rigor metodológico e contribuir para a evolução da prática cardiovascular no mundo.

A Neurologia e a Neurocirurgia também registraram avanços expressivos. A Neurologia subiu 12 posições no ranking global, chegando ao 24º lugar, e avançou da segunda para a primeira posição na América Latina; já a Neurocirurgia passou da 19ª para a 13ª colocação mundial e manteve a liderança regional.

As especialidades oferecem cuidado integrado para doenças neurológicas complexas, com equipes especializadas, exames avançados e acompanhamento multidisciplinar.

A estrutura reúne centros dedicados a distúrbios do movimento, doenças cerebrovasculares e outras condições de alta complexidade.

Entre as inovações mais recentes está o HIFU, ultrassom focalizado de alta intensidade guiado por ressonância magnética, utilizado no tratamento de sintomas do Tremor Essencial e do Parkinson. Sem incisões nem anestesia geral, o procedimento atua com precisão milimétrica sobre a região cerebral associada aos tremores, com melhora média de 70%. 

Em Gastroenterologia, o Einstein manteve a 8ª posição mundial.

A especialidade reúne programas dedicados a condições de alta complexidade, como obesidade, doenças inflamatórias intestinais e doenças colorretais, com atendimento multidisciplinar, programas de pertinência do cuidado e monitoramento contínuo de desfechos clínicos e da experiência do paciente.

Entre os avanços recentes estão a criação do Núcleo de Parede Abdominal Complexa, em 2025, e a ampliação do parque de cirurgia robótica, com plataformas como Da Vinci e Hugo RAS.

Em Ginecologia e Obstetrícia, o Einstein avançou cinco posições no ranking global, passando do 25º para o 20º lugar.

A organização modernizou recentemente a Maternidade e o Centro Obstétrico do Complexo Morumbi, com renovação de áreas de internação para gestantes e leitos individualizados na UTI Neonatal.

A estrutura atende desde gestações de risco habitual até casos de alta complexidade, com apoio de UTI adulta, UTI neonatal, banco de sangue e suporte cirúrgico especializado.

O trabalho de parto é acompanhado por cardiotocografia integrada a uma central de monitoramento e a ferramentas de inteligência artificial, enquanto o modelo assistencial estimula o contato pele a pele, o aleitamento e a participação da família. 

A Ortopedia avançou oito posições no ranking global, saindo do 28º para o 20º lugar. Em 2026, a especialidade incorporou o Skywalker, nova plataforma robótica voltada a cirurgias de joelho e quadril.

A tecnologia utiliza imagens de tomografia para criar um modelo tridimensional da articulação e permite ao cirurgião definir, antes do procedimento, o tamanho, o posicionamento e o alinhamento do implante de acordo com a anatomia de cada paciente.

Durante a cirurgia, um braço robótico reproduz o planejamento com precisão submilimétrica e fornece informações em tempo real para o ajuste dos ligamentos.

O recurso amplia o programa de cirurgia robótica da especialidade, que acompanha indicadores como complicações, tempo de internação, dor, mobilidade, recuperação funcional e satisfação com o tratamento.

A Pneumologia registrou a segunda maior evolução do Einstein nesta edição: subiu 13 posições no ranking global, da 46ª para a 33ª colocação.

A recente criação do Núcleo de Doenças Pulmonares Intersticiais ampliou a capacidade de diagnosticar e tratar mais de 200 enfermidades raras e complexas que podem provocar inflamação ou fibrose pulmonar.

O núcleo reúne pneumologistas, radiologistas, patologistas, broncoscopistas, especialistas em função pulmonar e profissionais de genética, além de uma enfermeira navegadora que coordena exames, consultas e retornos.

O acompanhamento integrado permite avaliar a evolução clínica e aspectos como falta de ar, capacidade funcional, qualidade de vida e continuidade do cuidado.

A Endocrinologia avançou ⁷ posições no ranking global, passando do 59º para o 44º lugar.

A especialidade atua de forma integrada na prevenção, no diagnóstico e no acompanhamento de condições endocrinometabólicas, sobretudo diabetes e obesidade. O programa de diabetes padroniza o manejo das alterações glicêmicas nas unidades hospitalares e utiliza monitoramento clínico e ferramentas digitais para apoiar decisões assistenciais.

No cuidado da obesidade, endocrinologistas, cirurgiões, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais acompanham perda de peso, controle de doenças associadas, qualidade de vida, adesão ao tratamento e resultados relatados pelos próprios pacientes.

A Oncologia, 20ª colocada no mundo, prepara um novo salto de escala com a implantação, no Parque Global, de um complexo dedicado à assistência, à pesquisa e à inovação.

Previsto para o segundo semestre de 2027, o novo centro reunirá ambulatórios, internação, cirurgias de alta complexidade, radioterapia, quimioterapia e pronto atendimento oncológico, com linhas de cuidado organizadas ao longo de toda a jornada do paciente e uma abordagem multiômica.

O modelo já inclui discussão de casos complexos em tumor boards, acompanhamento após o tratamento e indicadores de resultados clínicos, qualidade de vida, experiência e suporte a pacientes e familiares.

World’s Best Specialized Hospitals 2027•    

Gastroenterologia: 1ª na América Latina e 8ª no mundo.•    

Cardiologia: 1ª na América Latina e 12ª no mundo.•    

Oncologia: 2ª na América Latina e 20ª no mundo.•    

Neurocirurgia: 1ª na América Latina e 13ª no mundo.•    

Ginecologia e Obstetrícia: 1ª na América Latina e 20ª no mundo.• 

 Ortopedia: 1ª na América Latina e 20ª no mundo.•    

Neurologia: 1ª na América Latina e 24ª no mundo.•    

Cirurgia Cardíaca: 2ª na América Latina e 34ª no mundo.•  

Pneumologia: 1ª na América Latina e 33ª no mundo.•    

Urologia: 2ª na América Latina e 38ª no mundo. •    

Endocrinologia: 1ª na América Latina e 44ª no mundo.•    

Pediatria: 3ª na América Latina e 55ª no mundo.

Para mais informações, acesse: einstein.br/newsweek  

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