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Canetas emagrecedoras acendem alerta também para a saúde bucal.

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Boca seca, refluxo, alteração no paladar e mau hálito estão entre as queixas observadas; dentista explica os sinais que merecem atenção e reforça que prevenção deve acompanhar o tratamento.

A popularização de medicamentos como semaglutida e tirzepatida colocou as chamadas “canetas emagrecedoras” no centro das discussões sobre perda de peso.

Mas, enquanto os efeitos sobre o apetite, o metabolismo e o sistema gastrointestinal já são amplamente conhecidos, outra área começa a chamar a atenção dos profissionais: a saúde bucal.

Nos consultórios odontológicos, alguns pacientes em tratamento com essas medicações têm relatado boca seca, alterações no paladar e mau hálito.

Além disso, náuseas, refluxo e vômitos, efeitos adversos conhecidos desses medicamentos, podem produzir consequências indiretas para dentes e gengivas.

A cirurgiã-dentista Catarina Leal ressalta, porém, que é preciso cautela ao estabelecer essa relação.”É importante não criar um vilão.

Não significa que quem usa semaglutida ou tirzepatida necessariamente terá problemas nos dentes.

São medicamentos relativamente novos nesse contexto e ainda estamos entendendo melhor essas associações.

O mais importante é conhecer os possíveis sinais e trabalhar com prevenção”, explica.

Quando falta saliva, falta proteçãoEntre as queixas que merecem atenção está a sensação persistente de boca seca.

A saliva exerce funções importantes na proteção da cavidade oral, ajudando a neutralizar ácidos, controlar bactérias e participar do processo de remineralização do esmalte dentário.

Catarina costuma explicar essa função aos pacientes de maneira simples: a saliva funciona como uma espécie de “faxineira e protetora” da boca.

“Quando a quantidade de saliva diminui, essa proteção também diminui. Aí podemos ter mais facilidade para desenvolver cáries, sensibilidade, mau hálito e alguns problemas gengivais.

“Por isso, segundo a dentista, a sensação frequente de boca seca não deve ser encarada apenas como um desconforto.

Refluxo e vômitos exigem atenção aos dentes.

Outro ponto importante envolve os efeitos gastrointestinais.

Episódios repetidos de refluxo ou vômito colocam os dentes em contato com o ácido gástrico, que pode provocar erosão do esmalte.

Com o tempo, os dentes podem apresentar maior sensibilidade e desgaste e adquirir aparência mais amarelada, à medida que o esmalte se torna mais fino e deixa a dentina mais aparente.

Nesse cenário, Catarina chama atenção para um hábito aparentemente correto, mas que pode ser inadequado logo após um episódio de vômito.

“Acabou de vomitar? Não corra para escovar os dentes.

Nesse momento, o esmalte está mais vulnerável.

O melhor é enxaguar a boca com água, esperar um pouco e só depois fazer a escovação.”Nem tudo é culpa da “canetinha”Mau hálito e alterações no paladar também aparecem entre os relatos, mas a especialista alerta que esses sintomas podem ter diferentes origens.

“Podem ter relação, mas não dá para colocar toda a culpa na ‘canetinha'”, diz Catarina.

A redução da salivação, menor ingestão de água, mudanças alimentares e sintomas gastrointestinais podem contribuir para o problema.

No caso do mau hálito, há ainda outras possíveis causas, como saburra lingual, doença periodontal, cáries, higiene inadequada e refluxo.

Por isso, quando o problema persiste, recorrer apenas a balas ou enxaguantes bucais pode mascarar o sintoma sem tratar sua origem.Quais sinais merecem atenção?

Boca seca constante, sensibilidade dentária que não existia anteriormente, sangramento gengival, mau hálito persistente, alterações no paladar, aparecimento frequente de cáries, ardência, feridas na boca e sinais de desgaste nos dentes estão entre as mudanças que justificam uma avaliação odontológica.

Para pessoas que apresentam refluxo ou vômitos frequentes durante o tratamento, Catarina recomenda que a situação também seja discutida com o médico responsável.

A proposta não é assustar ninguém. É justamente o contrário:

quando identificamos uma alteração no começo, geralmente é muito mais fácil cuidar.

“O básico continua sendo essencialApesar das novas discussões trazidas pela popularização desses medicamentos, os principais cuidados permanecem conhecidos: hidratação adequada, boa higiene bucal, creme dental com flúor, limpeza entre os dentes e higienização da língua.Em casos de boca seca, estratégias para estimular a salivação, como chicletes sem açúcar, podem auxiliar.

Enxaguantes bucais contendo álcool merecem atenção, pois podem aumentar a sensação de ressecamento em algumas pessoas.

Consultas preventivas também ganham importância durante o tratamento, já que o dentista pode identificar alterações ainda pouco perceptíveis para o paciente.

E Catarina faz uma ressalva fundamental: nenhum medicamento prescrito deve ser interrompido por conta própria diante do surgimento de um sintoma bucal.”Converse com o médico e com o dentista.

Muitas vezes conseguimos controlar a alteração sem interferir no tratamento.”Para a especialista, a chegada de novas terapias não muda um dos princípios mais antigos da odontologia.

“No final, é aquela velha máxima da Odontologia que continua atual mesmo na era das ‘canetinhas’: prevenir ainda é muito mais simples do que tratar.”

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Decanter Wine Day reúne convidados e especialistas em noite de vinhos em Goiânia.

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Luiz Otavio e Jose Filho

A Decanter Goiânia promoveu a quinta edição do Decanter Wine Day, no NB Steak World Trade Center, em Goiânia. A noite reuniu convidados, apreciadores, produtores e especialistas em torno de uma experiência dedicada ao universo do vinho.

Vitor Ramos , Nahyara Moura e Patrícia Dantas

Comandado pelo sommelier José Filho, responsável pela Decanter Goiânia, o encontro apresentou mais de 100 rótulos de dez países, distribuídos em dez estações de degustação, proporcionando ao público uma viagem por diferentes terroirs, uvas e estilos de produção.

Lara Macedo e Keila Dantas

Entre as participações especiais estiveram a sommelière Kelli Bianchi, da Vinícola Hermann, do Brasil; Jean Charles Villard, proprietário e enólogo da Villard Fine Wines, do Chile; Miguel Ángel Rubio, gerente de exportação da Bodegas Luis Cañas, da Espanha; e Dario Distefano, gerente de exportação da Albino Armani, da Itália.

Thiago Almeida e José Filho

Além das degustações, a experiência contou com a gastronomia do NB Steak, criando diferentes possibilidades de harmonização ao longo da noite.

Pablo Rassi e Dani Floter Rassi

@decantergo

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Ração mais barata não garante lucro: eficiência do boi vira peça-chave no confinamento.

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*Ração mais barata não garante lucro: eficiência do boi vira peça-chave no confinamento.

Mesmo com queda no custo da alimentação, maior permanência dos animais no cocho pode encarecer a arroba produzida; genética, manejo e acompanhamento individual ajudam a explicar diferenças de desempenho.

O preço da ração caiu, mas isso não significa necessariamente mais lucro para o pecuarista.

No confinamento bovino, o resultado econômico depende não apenas de quanto custa alimentar o rebanho, mas principalmente da capacidade de cada animal de transformar a dieta consumida em ganho de peso e, posteriormente, em carcaça.

Dados recentes do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) ajudam a demonstrar esse cenário. Em agosto, o custo alimentar dos confinamentos no Centro-Oeste apresentou redução de 9,38%.

No mesmo período, porém, o tempo médio de permanência dos animais no cocho passou de 99 para 107 dias, enquanto a produção recuou de 8,08 para 7,81 arrobas por cabeça.

Como consequência, o custo da arroba produzida registrou aumento de 11,07%.Para o médico-veterinário, pecuarista e confinador Edgar Scatena Filho, presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã (GO), os números reforçam a necessidade de o produtor olhar além do preço dos ingredientes utilizados na dieta.

“Se o produtor olhar somente o preço da ração ou do milho, pode acabar fazendo uma avaliação rasa e até equivocada.

O que precisamos observar é quanto custa efetivamente produzir cada arroba. Existem diferentes produtos e tecnologias nutricionais que podem proporcionar desempenho semelhante ou até superior, e é o resultado final que precisa entrar nessa conta”, explica.

Mesma dieta, resultados diferentes

Dentro de um mesmo confinamento, dois bovinos recebendo a mesma alimentação e submetidos às mesmas condições de manejo podem terminar o ciclo com resultados diferentes.

Segundo Scatena, um dos principais fatores capazes de explicar essa diferença é a genética.

“Dois animais com a mesma dieta podem, e geralmente vão, apresentar desempenhos diferentes em ganho de peso. Isso também gera resultados econômicos diferentes.

A genética individual tem influência importante nesse processo. Mesmo quando trabalhamos com animais da mesma raça, podemos encontrar diferenças significativas de desempenho”, afirma.

Essas diferenças podem aparecer não apenas no ganho de peso durante o confinamento, mas também no resultado obtido no frigorífico, especialmente no rendimento de carcaça.“

Já existem avaliações mostrando diferenças entre descendentes de determinados touros, principalmente quando observamos características ligadas à carcaça.

No fim das contas, isso se transforma em resultado econômico para o produtor”, acrescenta.A discussão ganha relevância à medida que a pecuária intensifica o uso de avaliações genéticas e de indicadores relacionados à eficiência alimentar.

Uma das características estudadas é o consumo alimentar residual, utilizado para avaliar diferenças na quantidade de alimento consumida pelos animais em relação ao desempenho esperado.

Rastreabilidade ajuda a encontrar o boi mais eficiente.

Para transformar essas informações em decisões dentro da propriedade, Scatena destaca a importância da identificação e do acompanhamento dos animais.

Pesagens ao longo do confinamento e informações obtidas no abate permitem construir um histórico capaz de mostrar quais bovinos entregam os melhores resultados.

É aí que entra a rastreabilidade e uma gestão bem feita dos dados.

Você pesa esses animais ao longo do processo e, no abate, consegue identificar o rendimento de cada um.

Quando conhece também a origem genética, começa a perceber quais linhagens estão entregando melhores resultados e pode usar essa informação nas decisões futuras”, explica.

Na prática, o acompanhamento permite que o pecuarista deixe de avaliar apenas o lote como um todo e passe a entender quais características dos animais estão contribuindo para maior eficiência econômica

*Genética sozinha não resolve*

Apesar da importância crescente da seleção genética, o médico-veterinário ressalta que ela não substitui os fundamentos do confinamento. Sanidade, nutrição adequada, adaptação ao cocho e acompanhamento diário continuam sendo determinantes para que o potencial genético se transforme em resultado.

“Se você não tiver o básico bem feito — sanidade, adaptação, terminação no cocho e acompanhamento diário — não consegue criar uma régua adequada para comparar os animais.

Antes de procurar diferenças genéticas, é preciso garantir que todos tenham condições para expressar o seu potencial”, pontua Scatena.

Para ele, a eficiência econômica do confinamento deve ser analisada a partir de três pilares: manejo nutricional e sanitário, genética adequada ao sistema produtivo e gestão rigorosa dos custos e dos resultados.

“O produtor precisa trabalhar com esse conjunto: nutrição e sanidade bem feitas, genética aplicada à escolha dos animais e gestão dos custos e das ações dentro da propriedade.

É essa combinação que permite buscar mais eficiência na produção da arroba”, conclui.

Em um sistema no qual alimentação, tempo de permanência e desempenho estão diretamente ligados ao custo final, a discussão muda de foco: mais importante do que encontrar simplesmente a dieta mais barata é identificar qual combinação entre alimento, genética e manejo produz mais arrobas de maneira.

eficiente.@sindicatoruralitapirapua

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TJGO lança segundo volume de “Não consta dos autos: histórias de magistrados goianos”

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Literatura, memória e histórias que ultrapassam os limites dos processos judiciais estarão reunidas no lançamento do Volume II do livro Não consta dos autos: histórias de magistrados goianos, no próximo dia 6 de outubro, às 17 horas, no Espaço Cultural Goiandira do Couto, no térreo do prédio do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), em Goiânia.

A obra reúne 40 crônicas de autoria de magistradas e magistrados, que compartilham histórias, experiências, desafios, alegrias e ensinamentos construídos ao longo de suas trajetórias.

São narrativas que revelam uma dimensão mais humana da magistratura, mostrando vivências que, como sugere o próprio título, dificilmente caberiam nos autos de um processo.

Organizado por Altamiro Garcia Filho e Itaney F. Campos, o segundo volume dá continuidade à proposta de preservar e compartilhar a memória do Judiciário goiano por meio da literatura, aproximando o leitor das pessoas e das histórias que também ajudam a construir a Justiça em Goiás.

O lançamento será também um momento de encontro entre autores, integrantes do Judiciário, familiares, amigos e convidados, celebrando a literatura como instrumento de memória, cultura e conexão entre gerações.

Promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, por meio da Comissão Permanente de Memória e Cultura, o evento é aberto ao público.

Serviço:

Lançamento de Não consta dos autos: histórias de magistrados goianos – Volume II.

Data: 6 de outubro de 2026.

Horário: 17 horas.

Local: Espaço Cultural Goiandira do Couto — térreo do prédio do TJGO, em Goiânia.

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