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Manejo

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Falhas no manejo de bovinos podem gerar prejuízos de milhares de reais aos pecuaristas.

Especialista em sanidade e confinamento, médico-veterinário Viktor Abel alerta que problemas na recepção e adaptação dos animais podem comprometer o ganho de peso e a rentabilidade da pecuária.

Uma compra de gado aparentemente vantajosa pode se transformar em prejuízo antes mesmo do início da engorda.

Falhas no transporte, na adaptação e no manejo sanitário de bovinos recém-adquiridos podem comprometer o desempenho dos animais e provocar perdas financeiras nas propriedades rurais.

O problema, muitas vezes, só é percebido quando o produtor avalia os resultados da produção.

“Muitas vezes, o produtor negocia bem a compra do gado, mas perde parte desse resultado por falhas no manejo logo na chegada. Um animal que passa por estresse excessivo pode reduzir o consumo alimentar, adoecer e deixar de ganhar peso.

São perdas que nem sempre aparecem imediatamente, mas fazem diferença no resultado financeiro da fazenda”, explica Viktor.

O alerta é do médico-veterinário e pecuarista Viktor Abel, mestrando em Produção Animal e Forragicultura pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), com mais de dez anos de experiência na bovinocultura de corte e atuação em sanidade, confinamento e gestão sanitária de rebanhos.

Segundo Viktor, um dos erros mais comuns é submeter os animais a diferentes procedimentos logo após o desembarque, sem considerar o desgaste provocado pela viagem.

Pesagem, apartação, vacinação e vermifugação, quando realizadas sem planejamento, podem intensificar o estresse de bovinos já expostos a mudanças de ambiente, desidratação e redução do consumo alimentar, aumentando a suscetibilidade a doenças, especialmente respiratórias.

Para dimensionar o impacto econômico, o veterinário apresenta uma simulação com 100 bovinos em engorda.

Uma redução de apenas 100 gramas no ganho de peso diário por animal, durante 100 dias, representa mil quilos de peso vivo que deixam de ser produzidos.

Considerando rendimento de carcaça de 51% e arroba a R$ 345, a perda equivale a aproximadamente R$ 11,7 mil em receita bruta potencial não realizada. Em um confinamento com mil animais, o valor ultrapassaria R$ 117 mil.

O cálculo é ilustrativo e não utiliza necessariamente a cotação atual do mercado.Além da redução no ganho de peso, problemas sanitários podem elevar os gastos com medicamentos, mão de obra e novos tratamentos, prolongando o período necessário para que os animais atinjam o peso de abate.

Para Viktor, essas despesas reforçam a importância de incorporar a prevenção ao planejamento financeiro da atividade.

Entre as recomendações estão avaliar as condições dos bovinos na chegada, garantir água de qualidade, alimentação adequada e respeitar o período necessário de recuperação antes de procedimentos que possam provocar estresse adicional.

O descanso de aproximadamente três dias pode servir como referência, mas deve ser ajustado conforme as condições do transporte e o estado sanitário do lote. Animais com sinais de enfermidade precisam de atendimento imediato.

O especialista também destaca a importância de conhecer o histórico sanitário dos animais antes de definir protocolos de vacinação e vermifugação, evitando aplicações desnecessárias.

“O protocolo sanitário é como se fosse um seguro que ele faz em cima de um patrimônio de milhões”, compara.

Na avaliação de Viktor, a profissionalização da pecuária passa pelo acompanhamento de indicadores como mortalidade, ocorrência de doenças, ganho médio diário e custo da arroba produzida.

O planejamento sanitário deve começar antes mesmo da chegada dos animais à propriedade, com a preparação das instalações, capacitação das equipes e definição de medidas preventivas.

Para o médico-veterinário, a rentabilidade da pecuária não depende apenas de comprar e vender bem, mas também de preservar a saúde e o potencial produtivo dos animais durante todo o ciclo.

Medidas preventivas e manejo adequado podem evitar que pequenas falhas se transformem em prejuízos expressivos para o produtor.

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O que o ornitorrinco possui que não temos?

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JB Alencastro especial para o D9 Notícias

Lá estava ele, retirado do pequeno canal de água, perto do aeroporto, em pleno período reprodutivo. Diferente da cabeça aos pés, o ornitorrinco, aqui chamado de platypus, é um animal singular. Descrevê-lo torna-se uma obrigação, devido aos seus hábitos e aspecto “fofinho”. Porém rico em aprendizados.

Seu nariz é em forma de bico de pato. Nós mal cheiramos ao nosso redor, não percebemos as armadilhas as quais somos lançados. As redes de promessas, ganhos espetaculares, amores fugidios. Ele não, tem um sensor elétrico nessa região corporal. Delimita bem suas ações.

Outra coisa, seus olhos possuem uma membrana que os protegem nos mergulhos de 30 segundos onde ele coloca toda a comida para dentro das bochechas, inclusive com areia. Mas aí ele separa tudo e só engole o bom e quando está na quantidade certa. Infelizmente não vemos nada, ou não queremos perceber a turvação da sociedade atual. Enlameada pelo consumismo infindo. Engolindo sapos e pedras diariamente.

Quando acasala, a fêmea carrega dentro de si… ovos! Sim, mas ele é um mamífero. Entretanto põe ovos. No máximo dois filhotinhos nascem com dentes, no que utilizam habilmente para quebrar a casca.

Mamam em pequenos orifícios que saem direto do abdome da mamãe ornitorrinco. Desde cedo aprendem a se virar. São independentes e nadam muito bem. Quantos de nossos filhos ainda, mesmo que adultos, dependem de nós?

Suas tocas são confortáveis, do tamanho ideal. E quando o papai e a mamãe saem, a proteção é máxima. Não são casas monumentais e muito menos barracos sem saneamento básico. Imunes a chuvas, enchentes e predadores.

Se tiver a oportunidade de passar a mão em seu dorso, verá que os pelos são os mais macios que você possa ter tocado.

As costas do ornitorrinco carregam a verdade e a coragem, elas sinalizam uma capacidade de resiliência incrível. E nós, o que carregamos? Culpas? Erros? Arrependimentos? E se você colocar uma luz ultravioleta, ele brilha. Ou seja, diante da escuridão, ele se sobressai.

Uma surpresa está guardada na patas palmilhadas traseiras, um ferrão. O macho o utiliza para lutas e defesa territorial. Apesar do aspecto encantador, sabe se defender. Se enquanto com as patas da frente ele nada, com as detrás ele se direciona e ataca se necessário for. Além disso tem a cauda achatada, igual a de um castor. Muito bonita. É um leme.

Ele sabe perfeitamente para onde vai. E nós? Para onde vamos? O que queremos? Quais as nossas prioridades?

Um animal exótico, claro. Mas cada um de nós temos características próprias, únicas. O que nos falta é essa percepção do “ter” que o ornitorrinco possui e é.

De maneira diversa? Sim. Mas ele se importa com a sua família, com o que come, onde vive, se defende e ama. Riquíssimo.

Ele tem… o suficiente!

JB Alencastro e médico e escritor

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Marcas & Patentes

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Reiz Fernandes e Solange Martins participram da Expofavela Inovation.

Registro de marcas fortalece o empreendedorismo nas favelas e protege a identidade dos negócios

Marcas que nascem nas favelas representam muito mais do que oportunidades de negócios: elas traduzem a identidade cultural, a criatividade e a capacidade empreendedora de suas comunidades. Com potencial para conquistar novos mercados e estabelecer parcerias com grandes empresas, esses empreendimentos podem ultrapassar fronteiras e alcançar projeção nacional e internacional.

Nesse cenário, o registro de marca torna-se uma medida estratégica para garantir segurança jurídica e preservar a autenticidade dos negócios. A formalização junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) permite proteger o nome e os elementos distintivos da marca, reduzindo riscos de uso indevido e fortalecendo seu valor comercial.

A proteção da propriedade intelectual é, portanto, um passo importante para transformar a criatividade das periferias em ativos econômicos sustentáveis, ampliando oportunidades de crescimento, reconhecimento e geração de renda.

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Comemoração

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A arquiteta e poetisa Cláudia Oliveira recebeu as amigas do grupo Top Five para um descontraído almoço de pré-aniversário, no dia 16 de outubro, no restaurante Maremonti.

Claudia Oliveira, Mônica Andrade e Marylia Oliveira

Sempre festiva, Cláudia foi homenageada com inúmeros cumprimentos em um ambiente reservado especialmente para o grupo. O cardápio recebeu elogios das convidadas, e o encontro se estendeu ao longo da tarde, em uma merecida celebração à aniversariante, reconhecida por sua capacidade de agregar pessoas e promover encontros especiais.

Maisa Gouveia , Cláudia Oliveira e Sueli Suita

As comemorações foram encerradas com o tradicional parabéns, em meio a uma atmosfera de alegria e boas vibrações.

Ione Mendonça, Cláudia Oliveira e Gracinha Reis

Jalene Rizzo, Cláudia Oliveira e Heloise Rizzo.

Claudia Oliveira e Carol Barroso

Fotos: Wellington Robson.

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