Estudo apresentado na Expoind 2026 estima potencial de geração de 23 mil empregos e aponta oportunidades para a indústria goiana, mas alerta para desafios da abertura comercial.
Um mercado de milhões de consumidores, novas oportunidades de negócios e a possibilidade de ampliar a produção e gerar empregos.
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começa a transformar as perspectivas do comércio exterior para Goiás.
Estudo da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) estima que a redução gradual das tarifas entre os dois blocos poderá acrescentar US$ 208 milhões por ano às exportações goianas, com potencial de geração de cerca de 23 mil empregos.
As projeções foram apresentadas quinta-feira (29/10), durante a 3ª Expoind – Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana, em Goiânia.
Elaborado pela Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da Fieg, o levantamento analisa os efeitos da abertura comercial sobre a economia do Estado, identifica setores com maior potencial de crescimento e aponta os desafios que as empresas precisarão enfrentar para conquistar espaço no mercado europeu.
para a qual a Fieg estima potencial de US$ 8,85 milhões anuais em exportações adicionais após quatro anos de redução tarifária. Atualmente, Goiás não exporta esse produto para a União Europeia, embora exista demanda em países como Espanha, França e Alemanha.
O Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde 1º de maio de 2026, deu início à redução das barreiras comerciais.
A retirada das tarifas ocorrerá em etapas, com prazos diferentes para determinados produtos e setores, permitindo que as empresas se adaptem às novas condições de concorrência.
Para o analista de desenvolvimento industrial da Fieg e responsável pelo estudo, Saulo Nogueira, o saldo tende a ser favorável à economia goiana, especialmente pela possibilidade de ampliar as vendas para consumidores europeus.
“O acordo como um todo, será mais positivo para Goiás do que negativo, porque abre um mercado enorme, com milhões de consumidores com um poder aquisitivo elevado.
São novas fronteiras para as nossas exportações”, destacou.
Agroindústria entre os setores com maior potencialPara dimensionar as oportunidades, o estudo analisou 40 produtos de 12 subsetores industriais, que representam 99% das exportações consideradas no levantamento.
Entre os segmentos com perspectivas de expansão estão carnes bovina e de frango, açúcar, etanol, couro, alimentos e produtos químicos.
Um dos exemplos é o de aves inteiras congeladas, categoria para a qual a Fieg estima potencial de US$ 8,85 milhões anuais em exportações adicionais após quatro anos de redução tarifária.
Atualmente, Goiás não exporta esse produto para a União Europeia, embora exista demanda em países como Espanha, França e Alemanha.
O crescimento das vendas externas também poderá beneficiar outras atividades da cadeia produtiva. Com o aumento da procura por produtos goianos, a tendência é de maior demanda por fornecedores, matérias-primas, serviços e mão de obra, movimento que ajuda a explicar o potencial de geração de empregos apontado pelo estudo.
“Quando temos mais gente comprando nosso produto, temos uma demanda e uma necessidade que aumentam a produção.
Com isso, há um incremento na contratação de pessoas”, explicou Saulo.
As estimativas consideram a retirada integral das barreiras comerciais de forma escalonada, conforme previsto no tratado.
Os resultados, portanto, não são imediatos e dependerão da capacidade das empresas de ampliar a produção, atender às exigências do mercado europeu e aproveitar as oportunidades abertas pela redução das tarifas.Importações mais baratas e novos desafios.
Se, por um lado, o acordo amplia as possibilidades de exportação, por outro, também facilita a entrada de produtos europeus no mercado brasileiro.
Segundo o estudo da Fieg, as importações goianas poderão crescer cerca de US$ 190 milhões por ano após a implementação integral das reduções tarifárias, principalmente nos segmentos farmacêutico, de máquinas e equipamentos industriais e de equipamentos de transporte.
Para as indústrias, a abertura poderá representar acesso a máquinas, tecnologias e insumos importados a custos menores, favorecendo a modernização dos processos produtivos.
Já os consumidores poderão encontrar preços mais competitivos em determinados produtos europeus.
A gerente de internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, avalia que a mudança poderá contribuir para elevar a produtividade e a capacidade de competição das empresas goianas.
“Um ponto muito positivo é que a nossa indústria vai conseguir importar mais maquinário e mais insumos para deixar o seu produto também competitivo, além de agregar mais inovação e tecnologia à produção goiana”, afirmou.
A abertura comercial, no entanto, também traz desafios. Enquanto muitas indústrias europeias já mantêm uma atuação consolidada no comércio exterior, parte das empresas goianas ainda concentra suas vendas no mercado interno.
Para Juliana, aproveitar as novas oportunidades exigirá investimentos em inovação, adaptação de produtos e atendimento às normas técnicas e sanitárias exigidas pelos países europeus.
Entre os setores com possibilidades de expansão, a gerente destaca a agroindústria, o vestuário, os cosméticos e os produtos de couro.
A redução das tarifas, segundo ela, poderá estimular empresas que ainda não exportam a buscar seus primeiros clientes internacionais e incentivar aquelas que já atuam no exterior a diversificar mercados.
Fieg prepara programa para apoiar empresasPara ajudar as indústrias goianas a aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo, a Fieg prepara o lançamento, em novembro, de um programa de internacionalização.
A iniciativa reunirá capacitações, consultorias, estudos de mercado, missões comerciais e rodadas de negócios.
A proposta é oferecer acompanhamento de acordo com o perfil e a experiência de cada empresa no comércio exterior.
O trabalho começará com um diagnóstico para identificar o estágio de internacionalização dos negócios, contemplando desde indústrias que ainda não exportam até aquelas que já comercializam seus produtos em outros países.
“Dentro desse perfil, conseguimos trabalhar uma trilha de internacionalização, pegando na mão da empresa, desde o início até a concretização da primeira exportação”, explicou Juliana.
A iniciativa busca preparar as empresas para identificar compradores, adequar produtos, compreender as exigências dos mercados de destino e negociar em condições mais favoráveis.
O objetivo é transformar as possibilidades previstas no acordo em negócios concretos para a indústria goiana.Estudo detalha oportunidades e riscos do acordoIntitulado.
O Acordo Mercosul-União Europeia: impactos na indústria goiana, o levantamento da Fieg está dividido em quatro partes.
A primeira examina os impactos econômicos e comerciais do tratado; a segunda apresenta estimativas de crescimento das exportações por produto; a terceira analisa regras comerciais e questões regulatórias; e a quarta aborda sustentabilidade, propriedade intelectual, investimentos e cooperação internacional.
O documento também chama atenção para exigências sanitárias, ambientais e técnicas que podem dificultar o acesso de produtos goianos ao mercado europeu.
Entre os pontos analisados estão as regras de origem, os mecanismos de defesa comercial, as compras governamentais e as normas relacionadas à sustentabilidade.
Outro aspecto destacado é a diferença no ritmo de redução das tarifas. Enquanto a União Europeia iniciou a retirada de barreiras para milhares de produtos em maio, o Brasil terá um período maior de adaptação, com parte significativa das reduções previstas para os próximos anos.
A Fieg pretende acompanhar a implementação do acordo, identificar dificuldades enfrentadas pelas empresas e contribuir para a solução de problemas relacionados a tarifas, cotas, exigências regulatórias e possíveis novas barreiras comerciais.
A primeira etapa do estudo foi divulgada em maio, quando o acordo provisório entrou em vigor.
A apresentação completa ocorreu durante a terceira edição da Expoind, realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.
A feira reuniu mais de 80 expositores e uma programação voltada à inovação, tecnologia, negócios e comércio exterior.
O documento também chama atenção para exigências sanitárias, ambientais e técnicas que podem dificultar o acesso de produtos goianos ao mercado europeu. Entre os pontos analisados estão as regras de origem, os mecanismos de defesa comercial, as compras governamentais e as normas relacionadas à sustentabilidade.
Outro aspecto destacado é a diferença no ritmo de redução das tarifas. Enquanto a União Europeia iniciou a retirada de barreiras para milhares de produtos em maio, o Brasil terá um período maior de adaptação, com parte significativa das reduções previstas para os próximos anos.
A Fieg pretende acompanhar a implementação do acordo, identificar dificuldades enfrentadas pelas empresas e contribuir para a solução de problemas relacionados a tarifas, cotas, exigências regulatórias e possíveis novas barreiras comerciais.
Laura e Rodolfo oficializaram sua união em uma cerimônia à beira-mar, no Ceará. A celebração reuniu familiares e amigos de Goiânia, Brasília e São Paulo, em uma programação marcada pela confraternização. Na foto, os noivos ao lado de Gyovana de Castro Carneiro, madrinha de Rodolfo.
Kolontay Abrahão (E) recebeu, na tarde da última segunda-feira (02), no Bazar Villa Kolontay, o restaurateur Elpídio Fiorda Neto e Iris Araújo. Durante a visita, eles conferiram as últimas promoções da loja e aproveitaram para colocar a conversa em dia, saboreando um delicioso café da tarde acompanhado de pão de queijo.
Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.
E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.
Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.
Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.
Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.
E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.
E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.
O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.
Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.
Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.
É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.
Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.
E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.
Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.
O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.
Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.