Na linguagem da arte há criação, construção, invenção… E o ser humano, por meio dela, forma e transforma a matéria contida no mundo da natureza e da cultura em algo significativo. Atribui significados a sons, a gestos, a cores, a objetos, com uma intenção, em um exercício que mais parece um jogo no qual se busca a forma para a fantasia. E assim vários caminhos são percorridos, soluções são experimentadas em um processo de ir e vir, um fazer lúdico-estético que, embora possa ser comparado a um jogo, tem suas próprias regras, as quais são inventadas enquanto se joga e por quem joga, certos de que “quanto mais rica e diversificada a experiência humana, tanto mais abundante será o material de que a imaginação dispõe” (VIGOTSKI, 2009, p. 17).
Nesse processo de experimentação-produção artística, crianças e professores mergulham em um estado criador entre a subjetividade do ser e a objetividade da forma, entre sentimento/pensamento e forma sígnica, reafirmando mais uma vez que a imagem poética é um modo singular de desvelar o mundo.
Assim, a Escola Vila Lume realizara o “Vernissage: arte como experiência”, o que possibilitará às crianças e aos professores a partilha de processos e objetos oriundos da pesquisa e das experiências artísticas desenvolvidos no decorrer do ano, sobretudo aqueles relativos ao Projeto “Arte: linguagem do mundo”, que em 2021 se dedicou ao estudo da arte contemporânea. Ainda, realizaremos o IV Recital de Poesia das crianças como abertura do evento.
Escola Vila Lume
Projeto humanista, autoral, criativo, sensível e sustentável.
Goianense conta com novo espaço para estímulo à leitura e promoção da cultura
Estação Leitura inaugurada no Jardim Goiás Mall é aberta a toda a comunidade, com visitação gratuita. Espaço está recebendo doação de livros e outros materiais
Focado na promoção da cultura, o Jardim Goiás Mall, inaugurou no dia 29 de agosto a Estação Leitura, que conta com estante colaborativa. O novo espaço, com acesso totalmente gratuito, está instalado em frente ao painel artístico assinado pelo renomado Wes Gama. A ideia, segundo os organizadores, é abrir um espaço para que a comunidade possa compartilhar livros, gibis, mangás e outros, incentivando a leitura e a promoção de encontros por meio da cultura. Os interessados poderão, de forma contínua, retirar peças para ler e depositar outras na estante ou simplesmente ficar algum momento desfrutando de uma breve leitura no espaço.
Para marcar a ocasião, o Jardim Goiás Mall realizou na inauguração uma Oficina Literária Terapêutica, conduzida pela psicóloga Sther Victória. A psicóloga destaca que a leitura é muito importante no processo terapêutico infantil pois ajuda a criança a simbolizar, externalizar, a expressar. “A leitura é como se fosse um portal que se abre e amplia a mente, o psiquismo da criança, do adolescente e do adulto também. Eu vejo a leitura como uma ponte para imaginar, para sair do sofrimento concreto e imaginar outras possibilidades”, afirma. De acordo com a profissional, com a leitura, a criança pode se identificar com o personagem e com a história, o que se torna uma via de facilitação para externalizar os afetos.
“A leitura amplia a capacidade de pensar, ajuda a mobilizar as emoções, os sofrimentos, as angústias e isso ajuda as crianças a lidar com esses sentimentos. Além disso, ajuda na capacidade de interpretação, atenção, memorização, e também na capacidade de imaginar hipóteses para resolução de problemas”, reforça.
A Estação Leitura do Jardim Goiás Mall também está recebendo doações de livros e outros materiais de leitura. Os itens a serem doados poderão ser depositados diretamente no espaço reservado em frente ao painel do Wes Gama.
As escolas EM José Carlos Buzinaro, EE Armando Belegarde e EM Prof. Cristina dos Santos foram premiadas.
O Prêmio Atitude Ambiental, promovido anualmente pela Sobloco Construtora junto às escolas públicas e privadas de Bertioga, no Litoral Norte paulista, anunciou na ultima quinta feira, os vencedores da sua 33ª edição. As escolas EM José Carlos Buzinaro, EE Armando Belegarde e EM Prof. Cristina dos Santos, apresentaram os trabalhos com maior pontuação sobre o tema “‘Minha escola sustentável’.
“A ideia, este ano, foi que a comunidade escolar criasse seus próprios projetos para tornar as escolas mais sustentáveis. Atitudes simples, como diminuir o consumo, reuso de água, coleta seletiva, compostagem, consumo consciente, e outros, são pequenas ações que podem gerar grandes resultados, não só práticos, mas principalmente na consciência ambiental dos alunos”, reflete Beatriz Almeida, diretora adjunta de marketing da Sobloco Construtora, empresa responsável pelo Prêmio.
Alunos da escola EE Armando Belegarde, vencedora do Prêmio Atitude Ambiental.
“Celebramos o desenvolvimento dos estudantes que saem dessa experiência educativa mais reflexivos sobre a relação do homem com a natureza, valorizando a consciência de coletividade, senso cívico e, principalmente, o olhar para a preservação da natureza”, destaca Cristina Peres, educadora ambiental da Sobloco e coordenadora do Programa Clorofila de Educação ambiental.
A cerimônia de divulgação aconteceu no Pavilhão de Exposições da Riviera de São Lourenço, com a presença de educadores, alunos e representantes das escolas participantes, do Secretário de Educação do município Rubens Mandetta, da vice prefeita Lucilia Goulart, autoridades municipais, além da equipe da Sobloco responsável pelo Programa.
A comissão julgadora ficou encantada com a excelência dos projetos participantes da edição, reconhecendo o empenho de todas as escolas participantes, Para o secretário de educação do município, Rubens Mandetta, o Programa Clorofila é grande parceiro da cidade. “É gratificante ver os alunos envolvidos, criando uma consciência de preservação em nosso município que é muito rico ambientalmente”.
Apresentação dos alunos da escola Cristina dos Santos, vencedora do Prêmio Atitude Ambiental
A 33ª edição do Prêmio Atitude Ambiental, um dos concursos sobre educação ambiental mais antigos do Brasil, avaliou este ano 12 escolas, sendo elas: EM Genésio Sebastião dos Santos; EMEIF Boracéia; EM Hilda Strenger Ribeiro; EM Caminhos do Bem; EM José Carlos Buzinaro; EM Professora Cristina dos Santos; EM Giusfredo Santini; EE Jardim Vicente de Carvalho; Colégio Objetivo; EE Maria Celeste Pereira Leite; EE Armando Belegarde; e EEI Txeru ba e kua i.
O prêmio realiza-se no âmbito do Programa Clorofila de Educação Ambiental, mantido pela Sobloco, que inclui ainda outras frentes de trabalho como a produção e manejo de hortas nas escolas, feiras de meio ambiente e a implantação de uma Agenda 21 nas escolas.
O Programa Clorofila conta com uma equipe multidisciplinar de especialistas, incluindo uma educadora ambiental e uma engenheira agrônoma, impulsionando a formação de embaixadores ambientais na região. A premiação foi revelada na presença dos competidores, visando atender às demandas e necessidades das escolas proponentes.
Programa Clorofila
Em sua trajetória, o Programa Clorofila de Educação Ambiental criou ampla rede para formação e integração com professores, educadores ambientais e diretores, destinada à conscientização ecológica e desenvolvimento de uma cultura de preservação da natureza nas crianças e jovens. A proposta é que o professor seja o grande agente disseminador de novos conceitos de sustentabilidade para o público-alvo das atividades. O programa já contemplou diretamente mais de 20 mil alunos, de 25 escolas, dentre estaduais, municipais e privadas.
Aulas voltaram com restrição quanto ao uso do aparelho, que poderá ser levado para a escola, mas somente usado em caso de emergências. Especialistas explicam funcionamento da nova rotina
Escolas de todo o Brasil iniciaram o ano letivo de 2025 com a implementação de novas regras para o uso de celulares, em cumprimento à lei que proíbe o uso do aparelho em qualquer ambiente escolar e que foi sancionada nos últimos dias pelo governo federal. A agência de educação, ciência e cultura da ONU, a UNESCO, afirmou recentemente que há evidências de um desempenho educacional reduzido quando há altos níveis de tempo de tela e efeito negativo quando o assunto é estabilidade emocional dos alunos. Outro levantamento realizado pela Nexus em outubro do ano passado, por meio da Pesquisa e Inteligência de Dados revelou que 86% da população brasileira são favoráveis à restrição ao uso de celular nas escolas, enquanto 54% são favoráveis à proibição total dos aparelhos.
As informações refletiram em discussões sobre o tema em todo o país nos últimos meses. Em Goiânia, alguns colégios já debatiam o assunto internamente, buscando estabelecer medidas específicas para adaptar professores, alunos e pais à nova realidade. De acordo com o orientador pedagógico do Colégio Integrado, André Henrique Tavares de Assis, a preparação começou muito antes da aprovação da lei. “A instituição estava monitorando o projeto de lei e planejamos um protocolo para o caso de sua sanção. Reconheço que a transição será desafiadora, especialmente para os alunos mais dependentes da tecnologia. Agora, cada sala de aula terá uma caixa com compartimentos para que os estudantes deixem seus celulares. As caixas serão trancadas e as chaves ficarão sob responsabilidade da orientação educacional. O acesso aos aparelhos será permitido apenas ao final do turno, sem exceções durante o intervalo a não ser em caso de emergência”, explica.
Além de estabelecer o armazenamento seguro dos aparelhos, o colégio também revisou práticas pedagógicas e a postura dos professores. Segundo André Henrique, os docentes passaram por uma semana pedagógica recebendo orientações sobre a adaptação ao novo modelo de aulas. “Os professores são exemplos para os alunos. Portanto, eles também não poderão usar celulares pessoais em sala de aula e deverão recorrer aos canais institucionais em caso de necessidade. O foco agora será resgatar métodos de ensino que não dependam de dispositivos móveis”, pontua o orientador. Para melhor adaptação, educadores e alunos contarão com suporte psicológico e o envolvimento das famílias com terapeutas e orientadores para que essa fase de ajuste seja conduzida de forma assertiva.
Conscientização da família
O Colégio Externato São José sempre seguiu a política do estímulo a uma relação mais saudável com a presença dos aparelhos celulares na escola. “Já vínhamos adotando uma postura de incentivo e conscientização do uso dos smartphones somente em momentos de necessidade, de acordo com lições orientadas pelos professores ou em emergências familiares. Mesmo no recreio, buscamos estimular a integração dos alunos com as diversas possibilidades do espaço físico do colégio, por exemplo, para a prática de esportes, interação com a natureza, o hábito da leitura, entre outros, assim como para um melhor aproveitamento do tempo de maneira geral”, comenta Tatiana Santana, diretora pedagógica do Externato. Com a nova lei, a educadora comenta que todo um protocolo de cuidado e um novo processo de conscientização teve início na volta às aulas. “Um dos primeiros passos, como é uma tradição da nossa escola, é o alinhamento com os pais e responsáveis. As famílias têm um papel fundamental nessa questão, afinal, o comportamento digital das crianças e adolescentes começa em casa. Com regulamentações claras, investimentos em educação digital e o apoio dos familiares, podemos transformar a relação dos alunos com o celular. O objetivo não é excluir a tecnologia, mas garantir que ela seja uma aliada no processo de aprendizagem”, finaliza.