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Olhar feminino para o vinho

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Vinícola de Garibaldi, na Serra Gaúcha, é gerida por duas irmãs, seus vinhos e espumantes são elaborados por uma enóloga e a área comercial é conduzida por mulheres

Não é que os homens não sejam bem-vindos, mas naturalmente com o avançar dos tempos a história da Vinícola Courmayeur passou a ser escrita, predominantemente, por mãos femininas, seja na administração ou no processo de elaboração, seja no enoturismo ou na área comercial. Sim, elas são maioria. Assim, a empresa foi ganhando um perfil mais descontraído, onde até as experiências enoturísticas carregam nomes mais ousados como, por exemplo, Liberdade, Atrevimento e Audácia, características que acompanham as irmãs Talita e Gílian Nicolini Verzeletti, hoje a frente do negócio familiar.

 

Com o pai Mário, que conduziu a vinícola durante quase 20 anos, elas herdaram a coragem, dando à nova geração fôlego para inovar, focando 80% da produção anual de 700 mil litros em espumantes. Os 20% restantes são de vinhos, frisantes e suco de uva. Juntas, conquistaram espaço e a confiança do pai, que hoje tem a oportunidade de acompanhar os investimentos de olho também nos vinhedos. Afinal, sem uva boa não há vinho de qualidade. E assim, o ambiente que tradicionalmente sempre foi masculino, foi sendo ocupado por mulheres.

Inicialmente, a contadora Gílian, foi se apropriando das questões burocráticas e assumiu a área comercial e, mais recentemente, a irmã Talita, que é enóloga, sommelier e nutricionista, somou esforços para conduzir áreas como Enoturismo e Marketing. “Temos habilidades e competências diferentes, o que é muito bom, pois assim conseguimos dar conta de todas as áreas numa dedicação multifuncional”, destaca Gílian, que está há 19 anos na empresa. Para Talita, este assemblage de perfis é essencial para poder gerenciar com autoridade e domínio cada departamento, mas o principal é o que aprenderam com o pai.

Unidas pelo amor ao vinho, foi-se formando uma família de mulheres que, mesmo não tendo o mesmo sangue, dedicam seu tempo e talento para transformar as melhores uvas nos melhores vinhos e espumantes. Essa tarefa tem sido a motivação diária da jovem enóloga Deise Tempass (29), que coordena todo processo de vinificação a partir do momento que a uva chega na vinícola até a hora da garrafa ser aberta pelo consumidor.

Sensações e percepções dentro e fora da taça

Instalada na Garibaldina, que integra a região geograficamente demarcada do Vale dos Vinhedos, a Courmayeur também oferece experiências enoturísticas que vão além de uma simples visitação. São passeios e degustações como a visita temática à emblemática ‘Cela da Cave’. O espaço conta, ainda, com bistrô, loja, jardim La Fermata, bicicletário, área pet friendly e de recreação. Almoço harmonizado e piquenique estão entre as opções do local, que pode ser acessado pela BR 470 no km 221, pelo Vale dos Vinhedos ou por Garibaldi. Informações e reservas pelo telefone (54) 3463.8517, pelo whatsapp (54) 9 9143.3599

 

Foco no espumante

O propósito da Courmayeur é colocar no mercado vinhos e espumantes em perfeita harmonia entre qualidade, serviço e custo-benefício. Os 28 rótulos estão divididos em duas linhas de espumantes, três de vinhos, além do frisante, bag e suco de uva. São produtos diferenciados que entregam diversos estilos para os mais variados paladares. No caso dos espumantes, responsáveis pela maior parte da produção, um dos destaques é o Courmayeur Nature Blanc de Blancs, elaborado com uvas de um único vinhedo, assim como o Courmayeur Extra-brut, feito pelo método Charmat longo.

Outro diferencial é o Courmayeur Lambrusco Frisante, o genuíno Lambrusco feito no Brasil, com uvas de vinhedos próprios cultivadas na localidade de São Jorge, interior de Garibaldi. Apesar de 80% da produção da vinícola ser de espumantes, a empresa também coloca no mercado nove rótulos de vinhos nas linhas Essencial e Acclamé, além do bag-in-box tinto e branco e do suco de uva. Tem vinhos com passagem por barrica de carvalho francês e vinhos com screw cap e garrafas ecologicamente corretas. A última novidade é a linha Contornos. Recém chegada, ela faz parte de um novo projeto da Courmayeur que inaugura a experiência da importação, começando pelo Chile.

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Estêvão Parreiras apresenta exposição individual no Centro Cultural Octo Marques

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Intitulada “Cada desenho é um santuário”, mostra reúne obras do artista que articulam palavra, imagem, memória e religiosidade, sob curadoria de Bitu Cassundé; abertura acontece dia 15 de outubro, na Galeria Frei Confaloni

A Galeria Frei Confaloni, no Centro Cultural Octo Marques, recebe, a partir do dia 15 de outubro, a exposição “Cada desenho é um santuário”, exposição individual do artista Estêvão Parreiras. Com curadoria de Bitu Cassundé e em cartaz até 28 de novembro, a mostra reúne cerca de 100 desenhos construídos a partir de uma linguagem em que palavra e imagem se encontram para abordar memória, religiosidade, corpo, desejos e experiências que atravessam o artista. A abertura acontece às 19h, com entrada gratuita, e a programação conta com visita guiada pelo curador às 19h45. 

O projeto foi construído a partir de uma série de encontros e de uma imersão de Bitu Cassundé no ateliê de Estêvão, em Goiânia, onde o curador percorreu mapotecas, arquivos e cadernos do artista, revisitando diferentes eixos de sua produção, seus interesses e suas materialidades. Esse processo de escuta e diálogo entre artista e curador orientou a construção da exposição, que parte do desenho como elemento central da pesquisa de Estêvão e evidencia uma espécie de vocabulário visual que se repete e se transforma ao longo de sua produção.

“Nessas recorrências, há uma ritualística entre imagem e palavra que remete às experiências com o sagrado vividas desde a infância do artista. É desse universo conectado ao divino que surge um elemento importante e contextual: o ex-voto que, em sua missão de celebrar uma graça alcançada, ocupa em suas obras o lugar de encontro entre o que se deseja e o que se consegue alcançar”, observa Bitu.

Estêvão reitera que a palavra aparece em suas obras não necessariamente para explicar ou ilustrar as imagens, mas para criar novas possibilidades de leitura. “A palavra e a imagem existem, de certo modo, em uma relação harmoniosa, mas também dúbia, em que uma provoca a outra. Nenhuma das duas está ali para ilustrar a outra; elas existem para abrir novas questões dentro do desenho, dentro da obra”, afirma o artista.

Entre o sagrado e a memória

A religiosidade é outro eixo importante da exposição. Corações, anjos, estrelas, coroas de espinhos, chamas e ex-votos aparecem como elementos recorrentes, relacionados às experiências de Estêvão desde a infância, quando vivia em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e participava de romarias com a família. Essa memória permanece em sua produção e se transforma em uma investigação sobre o sagrado, a oferta, o desejo e a própria experiência do fazer artístico.

“Hoje, deixo-me impregnar por isso. Tento, à minha maneira, transformar meu trabalho também em uma oferta ao divino”, afirma o artista. O ex-voto, em especial, ganha uma dimensão central nessa pesquisa por carregar a ideia de algo que é entregue ao sagrado e pode guardar consigo o corpo, a memória ou o desejo de alguém. Nos desenhos, essa referência é reinventada e se aproxima da própria noção de criação como uma forma de oferta.

Essa dimensão ritualística está diretamente relacionada ao título da exposição. No texto curatorial, Bitu Cassundé observa que o desenho de Estêvão estabelece uma espécie de circularidade entre traços, cores e palavras, aproximando-se de uma oração. O curador também destaca a presença do corpo, entre buscas, chagas e desejos, e a maneira como a ficção desestabiliza uma leitura puramente biográfica dos trabalhos.

Assimilar, transformar, devolver

Outro elemento recorrente na produção do artista é a boca, especialmente a ideia do “regurgitar”. Tudo aquilo que o atravessa — uma música, um livro, uma conversa, um filme, uma experiência religiosa ou uma situação cotidiana — pode ser assimilado e, posteriormente, transformado em desenho. “O movimento de receber, assimilar, transformar e devolver ao mundo aquilo que me atravessou é justamente uma das formas pelas quais compreendo meu processo artístico”, pontua Estêvão.

Também aparecem nos trabalhos personagens envolvidos em jornadas de solidão, encontro e transcendência. São figuras que podem assumir a forma de um ermitão ou de um peregrino, atravessando montanhas, rios e paisagens imaginárias. Para Estêvão, essa trajetória não acontece apenas no plano geográfico, mas também como uma travessia por questões existenciais, pelo inconsciente e pelo consciente, entre aquilo que existe dentro de cada um e aquilo que o mundo oferece.

O título “Cada desenho é um santuário” sintetiza essa perspectiva ao compreender o papel como um espaço de abrigo e permanência — um lugar onde pode permanecer aquilo que dói, aquilo que se deseja e aquilo que se reza. Como um ex-voto, cada desenho guarda simultaneamente uma súplica e um agradecimento, completando-se também no olhar de quem o encontra.

Serviço

Exposição “Cada desenho é um santuário” – Estêvão Parreiras
Curadoria: Bitu Cassundé
Abertura: 15 de outubro, às 19h; visita guiada com Bitu Cassundé às 19h45 (em cartaz até 28 de novembro)
Local: Galeria Frei Confaloni – Centro Cultural Octo Marques
Endereço: Rua 4, nº 515, Edifício Parthenon Center, Centro
Visitação gratuita

Mari Faria 

Assessora de Imprensa

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Gregório Duvivier apresenta em Goiânia a comédia premiada “O Céu da Língua” 

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Monólogo vencedor do Prêmio Bibi Ferreira chega ao Teatro Rio Vermelho nos dias 30 e 31 de agosto

Goiânia entra na rota da turnê nacional de O Céu da Língua, espetáculo solo estrelado pelo ator e escritor Gregorio Duvivier. Com mais de 300 mil espectadores desde a estreia, a montagem será apresentada no Teatro Rio Vermelho no domingo (30), às 17h e 20h, e na segunda-feira (31), às 19h e 21h30.

O espetáculo chega à capital após conquistar alguns dos principais reconhecimentos do teatro brasileiro. Em 2025, Duvivier recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator pelo trabalho. A montagem também foi premiada nas categorias Melhor Texto e Melhor Espetáculo no Prêmio do Humor RJ 2026, além de Melhor Dramaturgia no Prêmio APTR.

Escrita em parceria por Duvivier e pela atriz Luciana Paes, que também assina a direção, a peça explora a paixão do artista pela palavra e pelos caminhos da comunicação verbal. Longe de ser um recital formal de poesia, a montagem é definida pela diretora como um “stand-up comedy pegadinha”. Nele, Duvivier desconstrói os clichês de que a poesia é algo hermético ou inacessível, mostrando como figuras de linguagem e metáforas poéticas são usadas de forma involuntária no vocabulário popular do dia a dia. 

“Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura. A língua é algo que nos une e nos move, mas raramente damos atenção a ela”, pontua Gregório Duvivier, que buscou referências em sua formação acadêmica em Letras na PUC-RJ e nos três livros de poesia já publicados por ele. 

Dinâmica de palco e diálogo linguístico

O espetáculo brinca com as transformações da língua portuguesa, as reformas ortográficas que alteram sentidos e a ressurreição de gírias que voltam ressignificadas pela juventude. A encenação aposta na oralidade e no carisma do ator, mas ganha estofo técnico com uma estrutura cênica minimalista desenhada por Dina Salem Levy. No palco, o instrumentista Pedro Aune constrói a ambientação sonora ao vivo com seu contrabaixo, enquanto a designer Theodora Duvivier manipula as projeções digitais que interagem com o fluxo de pensamento do protagonista. 

A gênese de O Céu da Língua também remonta ao intercâmbio cultural ibérico, inspirado no espetáculo improvisado Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar, que Duvivier dividiu com o humorista lusitano Ricardo Araújo Pereira. A peça homenageia a flexibilidade do idioma e a capacidade de aproximação que a fala proporciona. “O Gregório simpático e engraçado” está no palco ao lado do Gregório intelectual. Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído”, define a diretora Luciana Paes.

FICHA TÉCNICA

Interpretação: Gregorio Duvivier 

Direção: Luciana Paes

Texto: Gregório Duvivier e Luciana  Paes

Assistente de direção, criação visual e projeções: Theodora Duvivier

Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Técnico de Luz: Lelê Siqueira

Desenho de Som: Dugg Mont

Diretor de Palco: Reynaldo Thomaz

Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente

Cenografia: Dina Salem Levy

Assistente de cenografia: Alice Cruz

Comunicação: Lucas Sancho

Fotos: Joana Calejo Pires, Priscila Prade e Raquel Pelicano

Identidade visual divulgação: Laercio Lopo

Design gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David

Marketing digital: Renato Passos

Assistentes de Produção: João Byington de Faria e Rafaela Correia

Produção Executiva: Dani Mattos e Lucas Lentini

Gerente de Projetos: Andréia Porto

Direção de Produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha

Produção: Pad Rok

SERVIÇO: Espetáculo – O Céu da Língua

Datas: 30 de agosto (domingo) e 31 de agosto de 2026 (segunda-feira) 

Horários: Domingo, às 17h e 20h | Segunda-feira, às 19h e 21h30

Local: Teatro Rio Vermelho (Rua 4, Q. 74, nº 1335 – Setor Central, Goiânia – GO) 

Duração: 85 minutos 

Classificação indicativa: 12 anos 

Ingressos: Valores entre R$ 70 e R$ 180

Link de vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/122929

FatoMais Comunicação

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Arte

Evento: Vila Cultural do Preguinho

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Uma feirinha voltada para stands e produtos nerds e geek, anime, k-pop , terá a
presença de vários expositores com produtos como, chaveiros, HQs, figure actions,camisetas
de anime, pelúcias, cards de dorama e muito mais.
Quando: dia 09 de agosto de 2026
Horario: 09:00 as 17:00
Local : Estacionamento M/M , Rua 10 , numero 77, Setor Oeste
A Vila Cultural do Preguinho é um espaço para artistas mostrarem seu trabalho, quadrinistas
,artesãos. E um local de conveniência e socialização voltado para os amantes da cultura nerd.
Devido ao enorme sucesso da ultima edição, esse evento retorna buscando atrair um publico
de 1000 pessoas.

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