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Nova Veneza ganha nova atração

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Inaugurado no fim de semana, Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro Oswaldo Stival e Edith oferece um memorial da história da imigração italiana no Centro-Oeste e reproduz, em sua fachada, cenários de Veneza, cidade de onde saíram os fundadores de Nova Veneza. Espaço está aberto para visitação gratuita, a partir desta terça, 8 de março. Espetáculo Dança das Luzes será um atrativo nos fins de semana

História, memórias, luzes, emoção. O sábado, 5 de março, foi marcado pela inauguração do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro Oswaldo Stival e Edith, em Nova Veneza (GO), cidade a cerca de 30 km de Goiânia. O espaço oferece um memorial com resgate histórico da maior ocupação italiana no Centro-Oeste, além de ser um novo atrativo turístico para a cidade com a reprodução cenográfica, em sua fachada, de cenários de Veneza, terra de onde partiram os imigrantes que chegaram a Goiás por volta de 1910.

Familia Stival

População, autoridades e empresários prestigiaram a solenidade de inauguração, que contou com homenagens a Oswaldo Stival e sua família, idealizadores do espaço. “O Instituto veio estabelecer aqui na cidade o resgate histórico e trazer um desenvolvimento permanente. Agradeço ao senhor Oswaldo e dona Edith por conceder oportunidade aos mais jovens, como eu, de conhecer nosso passado”, disse o empresário e político Daniel Vilela. “É uma felicidade estarmos aqui prestigiando essa família de empreendedores, representantes de um estado que eles trabalham fortemente, agregando fortalecimento econômico e trazendo crescimento”, disse o governador do Tocantins Wanderlei Barbosa, que veio de Palmas para prestigiar o momento.

“Como filho de imigrante que sou, fico emocionado de ver a coragem desse povo em realizar uma obra como essa, que reforça o turismo e a cultura italiana. É um lugar para as pessoas visitarem”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, que aproveitou a oportunidade para entregar a Oswaldo Stival a comenda do Mérito Industrial por suas contribuições ao desenvolvimento industrial de Goiás e Tocantins, por meio do Sindicato do Arroz.

O agropecuarista de Urutaí (GO), distante 208 km de Nova Veneza, Adeílson Amorim, esteve pela primeira vez no município e estava encantado com a estrutura do Instituto. “Eu vi uma reportagem na TV e vim atraído para conhecer este Palácio, que é muito bonito”, disse, referindo-se a uma das fachadas, que faz a reprodução do Palazzo Ducale, ícone da cidade de Veneza. A outra fachada representa as casas típicas e charmosas dos canais venezianos. Ao todo, são 70 metros lineares de reprodução cenográfica com mais de 10 metros de altura.  “É uma réplica perfeita, sensacional”, exclamou a conselheira do Comitê dos Italianos no Exterior, Amailime Sansaloni.

Moradora da cidade há 7 anos, Nair Almeida dos Santos disse que sua história começou quando veio visitar uma amiga. “Morava no Centro de Goiânia antes de vir para cá. Gostei do clima e das pessoas, e decidi ficar aqui. O Instituto Cultural possibilitará que as pessoas conheçam mais dessa cultura.  A duração do Festival Italiano, que atrai muitos visitantes, é de apenas alguns dias; já o Instituto é constante e para sempre”, ressaltou, aprovando a iniciativa.

Oswaldo Stival e Edith Peixoto são descendentes dos fundadores de Nova Veneza e, por isso, sempre tiveram um forte vínculo com o município. Oswaldo foi prefeito da cidade por dois mandatos e se tornou um grande benfeitor de obras sociais e culturais na cidade. Foi idealizador do Festival Italiano de Gastronomia e Cultura em Nova Veneza, que passou a atrair mais de 100 mil visitantes por ano à cidade. Ele recebeu o título de comendador direto do presidente da Itália em 2012 por conta do reconhecimento de suas relevantes obras de resgate da cultura italiana no Brasil. O instituto é mais uma contribuição da família para tornar permanente o compromisso que têm com o resgate da história e propagação do legado cultural da Itália.

“Queremos também, com o instituto, estabelecer parcerias para fomentar a cultura italiana e o turismo por meio de cursos, apresentações e outras iniciativas. Já estamos em tratativas com entidades e parceiros para, em breve, trazer essas novidades”, anunciou o médico Alessandro Stival, neto de Oswaldo Stival e um dos coordenadores do espaço.

Durante a solenidade de inauguração, os presentes foram agraciados com apresentação do tenor com carreira internacional, Adriano Pinheiro. O  público também conheceu mais uma atração do instituto, que é a “dança das luzes”, um espetáculo à parte de sonorização e show luminotécnico na fachada cenográfica com mais de 1000 metros de fitas de led em toda a estrutura, além de dezenas de ribaltas de luz que proporcionam a combinação de cores diferentes. Um show de queima de fogos de artifício abrilhantou a festa e, na sequência, o memorial foi aberto para visitação.

Memorial

O memorial do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro Oswaldo Stival e Edith reúne objetos históricos dos ascendentes italianos do casal, que ajudam a fazer um resgate da imigração italiana no Centro-Oeste. Um rádio, modelo Philips 313 A, fabricado na Alemanha no fim da década de 1930, pertenceu ao pai de Oswaldo, João Batista Stival, e poderá ser visto. Foi por ele que a família passou a ter notícias da Segunda Guerra Mundial na Europa, a mais de 9 mil km de distância.

O memorial conta também com o primeiro telefone instalado em Nova Veneza, em 1939, justamente pela família Stival. O modelo do aparelho é um Kellogg, todo de madeira, fabricado por volta de 1930. Uma máquina de escrever da marca Remington, da década de 1930, também chama a atenção, pois foi por ela que a família começou a organizar os trabalhos com a lavoura.

Objetos como garruchas (armas), espada, navalha alemã da marca Solingen, modelo La cabeza, prendedor de papel de bronze, em estilo vitoriano antigo, e strop de madeira para amolar e afiar facas/navalhas, fazem parte do museu e mostram como era a vida em Goiás naquela época. A família passou a plantar lavouras e criar gado em meio à falta de segurança que predominava, pois não existia, até então, estrutura do poder público para impedir disputas, e as pessoas precisavam se proteger e seus pertences.

Uma boneca italiana de mais de 100 anos faz parte do acervo. Ela foi presente que Edith ganhou da avó Tereza Zanini Peixoto, além de um antigo cabideiro de madeira, uma tesoura antiga de alfaiate da marca francesa Vitry Freres e cartões postais da França, que eram herança de família.

Funcionamento

A partir de terça, 8 de março, o Instituto Cultural Oswaldo Stival e Edith Peixoto estará aberto gratuitamente para visitação do público, das 14h às 18h. Aos sábados,  o memorial estará aberto de 9h às 12h e das 15h às 19h. Domingo, as visitas podem acontecer de 9h às 13h.

Aos finais de semana, a dança das luzes acontecerá às sextas-feiras e sábados, em duas sessões: às 20h40 e às 21h e, aos domingos, às 20h30.

O Instituto fica situado ao lado da Praça Matriz da cidade, na Avenida Vereador José Francisco Silva, número 396, Casa 01, no Setor Central.

 

 

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Sorvete de Flocos

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JB Alencastro exclusivo para o D9 Notícias.

Final de tarde de um domingo cheio de sol e atividades. Caminhando, nadando, fotografando aves, almoçando uma pizza espetacular com vários copinhos de cerveja para degustar. Cada passagem, um encantamento. Uma descoberta.

E aí, olhando logo adiante, uma sorveteria. Se estivesse no México pediria um “helado de chispas de chocolate”. Pediu um sorvete de flocos, seu predileto.

Descobriu que na Austrália se diz “choc chip vanilla” e não “flake ice cream”. Vivendo e aprendendo.

Aliás, como é bom ser corrigido e descobrir o adequado naquele momento e hora. Ela pediu um de abacaxi. Detesta flocos, para ela é o pior sorvete do mundo. Ele tem dificuldades para odiar. Aquilo que não gosta, simplesmente evita. Olhando para cima, uma revoada de milhares de morcegos gigantes, chamados de “flying foxes”.

Centenas deles vão pousando num enorme ficus e fazendo uma algazarra semelhante a periquitos. Então, são eles que me saúdam ao entardecer na porta da minha casa, pensou.

E também no sorvetinho noturno.Engraçado como já havia tentado enganar sua companheira uma vez, pedindo “glace aux pépites” quando estiveram em Strasbourg, na França.

E nada. Ela reconheceu na hora o danado do flocos. Ofereceu com carinho, pois quando gostamos de algo, queremos dividir. Mas nem sempre o seu desejo é o desejo do outro. Necessita respeitar. E por isso, dentro da intimidade do casal, uma das coisas mais belas é o limite. O território daquilo que é bom para um mas não é para o outro.

O reconhecimento das preferências do ser amado e das suas próprias. Jamais pedir algo desagradável como “recompensa” por ter feito ou dito uma coisa bela. Imposição é feio.

Relações de poder são ruins. O melhor é a troca autêntica. Não adianta estar numa “gelateria” e solicitar um “gelato alla stracciatella” e aquela cor meio branca, meio amarelada, com os pedacinhos de chocolate denunciando o famoso sorvete de flocos.

Que ele fique com o seu sorvete. Só isso. Também respeitar as escolhas é fundamental. Nem todo mundo vai amar peixe e camarão e alguns podem até ter alergia, quiçá mortal. Insistir naquilo que sabiamente já está provado e satisfeito, não é educação. É o contrário.

É falta de. Quantas vezes não já lhe pediram para tomar “mais um cafezinho”, ou comer “mais um pão de queijo” e a refeição que fora tão gostosa, agora o empanturra.

Querer dividir algo que adoramos é bonito, mas pergunte antes se o outro também gosta. E se lhe perguntarem, seja sincero ao dizer que não, por exemplo. Amar é ver o outro satisfeito com suas escolhas.

E estando longe, torcer para que ele ou ela, esteja feliz mesmo na ausência. Aliás o amor mais bonito é aquele que na distância deseja o melhor para o outro. Que não cobra exclusividade e nem dedicação o tempo todo.

Por isso ele lá na China, deu uma volta no parque e pediu um 巧克力碎片冰淇淋 (qiǎokèlì suìpiàn bīngqílín) e voltou sorrindo com um belo pistacchio nas mãos, para ela.

O mundo gira, as pessoas mudam, e até as preferências também.

Por isso sempre pergunte (ou melhor ainda, descubra) o que o outro realmente quer, para que juntos possam comer até a casquinha do sorvete da vida.

JB Alencastro é médico e escritor

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Homenagens

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O conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes, e o primeiro vice-governador do Estado, Darci Martins Coelho, foram homenageados na última quinta-feira (29) pela Câmara Municipal de Araguatins, na região do Bico do Papagaio.

Na ocasião, José Wagner Praxedes recebeu o título de Cidadão Honorário, enquanto Darci Martins Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Araguatinense, em reconhecimento às suas trajetórias e contribuições para o Estado do Tocantins.

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Expositores levam inteligência artificial para o dia a dia das indústrias

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Soluções baseadas em IA ganham força entre os participantes da feira de inovação e tecnologia industrial, que ocorre de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O número de indústrias no Brasil que utilizam soluções de inteligência artificial (IA) mais que dobrou em dois anos, segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento, feito com 1.731 empresas de um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados, mostra que o uso de IA nas indústrias brasileiras saltou 163% entre 2022 e 2024.

A pesquisa aponta que a adoção da tecnologia cresce conforme o porte da empresa.

Nos negócios com 500 ou mais funcionários, 57,5% utilizam soluções de IA. Nas companhias que têm entre 250 e 499 empregados, o índice é de 42,5%, e cai para 36,1% naquelas com 100 a 249 trabalhadores.

Aproximar a IA da realidade fabril é um dos objetivos da 3ª Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind), que será realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia.

O evento reúne fornecedores de serviços, insumos, equipamentos e tecnologia. Grande parte dos cerca de 80 expositores apresentará inovações baseadas em mecanismos de IA.

Photovoltaics factory engineer uses artificial intelligence to improve solar panels efficiency. Solar panels manufacturing plant worker uses AI technology to research cheaper solar solutions, camera A

IA aplicada a vendas

A goiana Nectar Soluções, especializada em softwares de CRM e gestão comercial para indústrias e distribuidoras, apresentará agentes de IA voltados para automação e suporte ao processo de vendas, que funcionam como gestores virtuais.

A tecnologia integrada aos programas da empresa permite fazer previsões de vendas e projeções de faturamento com base no histórico de negociações.

“O agente de IA conta com um assistente de texto que corrige e reescreve as informações nos campos do CRM.

A ferramenta também enriquece os contatos comerciais por meio de pesquisas automáticas de dados, preenchendo cadastros com nomes de empresas, cargos e canais de contato”, afirma Arthur César de Siqueira, diretor de operações da Nectar Soluções.

A expositora também mostrará um agente focado em mentoria de negócios.

“É uma ferramenta que sugere os próximos passos para aumentar as chances de fechamento de um contrato. Esse mentor direciona potenciais clientes para os vendedores, acompanha o desempenho da equipe e aponta melhorias nas abordagens”, diz Siqueira.

Esta é a segunda participação da Nectar Soluções na Expoind. De acordo com o executivo, o evento anterior trouxe retorno estratégico e financeiro.

“No ano passado, investimos cerca de R$ 35 mil no estande e, com as rodadas de negócios e os contatos feitos na feira, fechamos cerca de R$ 100 mil em contratos nos meses seguintes”, afirma. 

Desafio na qualificação profissionalO presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, afirma que um dos propósitos da feira é democratizar o acesso às novas tecnologias e indicar caminhos para a capacitação de mão de obra.

“Vivemos um momento desafiador e de grande potencial no processo produtivo.

É preciso preparar estudantes e profissionais para uma realidade em rápida mudança”, diz.

O estande do Sistema Fieg apresentará oportunidades de qualificação e tecnologias como robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.

A indústria goiana criou 12.111 empregos formais no primeiro semestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 11.423 vagas.

O índice ficou acima da média nacional, de 1,6% no período, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Goiás teve o sexto maior crescimento entre as 27 unidades da federação.

Apesar do crescimento na geração de postos de trabalho, o setor enfrenta o desafio de qualificar profissionais para a indústria digital.

Um levantamento de 2024 do IBGE mostrou que 89% das empresas industriais brasileiras utilizavam tecnologias avançadas.

No entanto, a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que apenas 54,2% dos brasileiros têm habilidades digitais altas ou médias-altas (como uso de IA e programação de softwares).

Em tarefas complexas, o porcentual cai para 44,5%.

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