Esta semana fui jantar na casa de uma amiga em São Paulo e a conversa fluiu com o tema Sororidade. Muitas vezes, o termo sororidade é erroneamente interpretado como se, por obrigação, as mulheres devessem gostar de todas as outras. Mas essa não é a questão, o termo refere-se sobretudo a ter empatia sobre o exercício de cada mulher se colocar no lugar umas das outras, respeitando seus respectivos contextos. Na prática, a sororidade é sobre empatia, solidariedade e respeito entre as mulheres. Não cabe a nós julgarmos uma realidade na qual nós não vivemos. Afinal, não sabemos o que levou uma mulher a ter determinada atitude.
Mas, o mundo mudou, é mais competitivo e as desigualdades para o sexo feminino não só persistem como crescem. Inclusive, o patriarcado está cada vez mais opressor e alimenta sem dó esse suposto atrito que faz muitas mulheres trocarem a sororidade pela rivalidade. A empatia foi substituída por desdém/descrença, tornando diferentes batalhas a favor delas mesmas complicadíssimas de serem discutidas e abraçadas. Assim, manter a irmandade se tornou uma tarefa inviável devido a essa atmosfera tão densa entre as mulheres. Porém, com sororidade, essa competição e essa desconfiança mútua podem precisam ser dissolvidos. Infelizmente, meninas e mulheres são encorajadas a competir umas com as outras e não a caminharem uma ao lado da outra. Desde muito cedo há conflito por qualquer tipo de atenção, principalmente masculina. Cada coração partido cria versões vingativas. Quando se acredita e se aplica a sororidade, meninas e mulheres se apoiam. Não há rivalidade, mas respeito. Em muitos casos, elas passam a trabalhar por si mesmas e pelas outras. Elas geram empregos para mulheres, permitam que mulheres contribuam e se tornem inspirações – e se deixam levar sendo inspiradas por elas.
Ainda há discrepâncias no universo feminino, claro, mas cada uma tem sua história e, acredite, há muitas desesperadas para serem ouvidas. Só não encontraram uma oportunidade. A partir do momento que se muda a atitude e o discurso, refletir sobre tudo aquilo que provocou, e ainda provoca, dá aval para um novo olhar. É fato que ninguém foi o mais exemplar das pessoas no passado, mas há chance de amadurecimento. De garantir reviravoltas positivas.
Quando compartilhamos um prazer à mesa com amigas especiais, inteligentes e sensíveis, o vinho torna o nosso principal divã, em uma noite, conseguimos praticar a sororidade no compartilhar as emoções, que nem sempre é fácil. Quem de nós não erramos, temos atitudes equivocadas? Nesse jantar, discutimos que a sororidade é um pacto social, ético e emocional construído entre as mulheres . É, antes de tudo, saber que, juntas, somos mais fortes, que a capacitação só é possível se criarmos fortes alianças entre nós, tratando-nos como irmãs e não como inimigas. Uma relação baseada em nosso valor como um coletivo com a intenção de gerar uma mudança real em nossa sociedade.
Toda vez que uma mulher se defende, sem nem perceber que isso é possível, sem qualquer pretensão, ela defende todas as mulheres. Eu só sei de uma coisa, quando me atrevo a ser poderosa, a usar minha força ao serviço da minha visão, o medo que sinto se torna cada vez menos importante. Finalizando meu artigo, eu pergunto, qual é a maior lição que uma mulher pode aprender? Que desde o primeiro dia, ela sempre teve tudo o que precisa dentro de si mesma, foi o mundo que a convenceu que ela não tinha. Agora é a hora de praticar a sororidade! Seja uma mulher que levanta outras mulheres.
Monólogo vencedor do Prêmio Bibi Ferreira chega ao Teatro Rio Vermelho nos dias 30 e 31 de agosto
Goiânia entra na rota da turnê nacional de O Céu da Língua, espetáculo solo estrelado pelo ator e escritor Gregorio Duvivier. Com mais de 300 mil espectadores desde a estreia, a montagem será apresentada no Teatro Rio Vermelho no domingo (30), às 17h e 20h, e na segunda-feira (31), às 19h e 21h30.
O espetáculo chega à capital após conquistar alguns dos principais reconhecimentos do teatro brasileiro. Em 2025, Duvivier recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator pelo trabalho. A montagem também foi premiada nas categorias Melhor Texto e Melhor Espetáculo no Prêmio do Humor RJ 2026, além de Melhor Dramaturgia no Prêmio APTR.
Escrita em parceria por Duvivier e pela atriz Luciana Paes, que também assina a direção, a peça explora a paixão do artista pela palavra e pelos caminhos da comunicação verbal. Longe de ser um recital formal de poesia, a montagem é definida pela diretora como um “stand-up comedy pegadinha”. Nele, Duvivier desconstrói os clichês de que a poesia é algo hermético ou inacessível, mostrando como figuras de linguagem e metáforas poéticas são usadas de forma involuntária no vocabulário popular do dia a dia.
“Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura. A língua é algo que nos une e nos move, mas raramente damos atenção a ela”, pontua Gregório Duvivier, que buscou referências em sua formação acadêmica em Letras na PUC-RJ e nos três livros de poesia já publicados por ele.
Dinâmica de palco e diálogo linguístico
O espetáculo brinca com as transformações da língua portuguesa, as reformas ortográficas que alteram sentidos e a ressurreição de gírias que voltam ressignificadas pela juventude. A encenação aposta na oralidade e no carisma do ator, mas ganha estofo técnico com uma estrutura cênica minimalista desenhada por Dina Salem Levy. No palco, o instrumentista Pedro Aune constrói a ambientação sonora ao vivo com seu contrabaixo, enquanto a designer Theodora Duvivier manipula as projeções digitais que interagem com o fluxo de pensamento do protagonista.
A gênese de O Céu da Língua também remonta ao intercâmbio cultural ibérico, inspirado no espetáculo improvisado Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar, que Duvivier dividiu com o humorista lusitano Ricardo Araújo Pereira. A peça homenageia a flexibilidade do idioma e a capacidade de aproximação que a fala proporciona. “O Gregório simpático e engraçado” está no palco ao lado do Gregório intelectual. Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído”, define a diretora Luciana Paes.
FICHA TÉCNICA
Interpretação: Gregorio Duvivier
Direção: Luciana Paes
Texto: Gregório Duvivier e Luciana Paes
Assistente de direção, criação visual e projeções: Theodora Duvivier
Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Técnico de Luz: Lelê Siqueira
Desenho de Som: Dugg Mont
Diretor de Palco: Reynaldo Thomaz
Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente
Cenografia: Dina Salem Levy
Assistente de cenografia: Alice Cruz
Comunicação: Lucas Sancho
Fotos: Joana Calejo Pires, Priscila Prade e Raquel Pelicano
Identidade visual divulgação: Laercio Lopo
Design gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David
Marketing digital: Renato Passos
Assistentes de Produção: João Byington de Faria e Rafaela Correia
Produção Executiva: Dani Mattos e Lucas Lentini
Gerente de Projetos: Andréia Porto
Direção de Produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha
Produção: Pad Rok
SERVIÇO: Espetáculo – O Céu da Língua
Datas: 30 de agosto (domingo) e 31 de agosto de 2026 (segunda-feira)
Horários: Domingo, às 17h e 20h | Segunda-feira, às 19h e 21h30
Local: Teatro Rio Vermelho (Rua 4, Q. 74, nº 1335 – Setor Central, Goiânia – GO)
Uma feirinha voltada para stands e produtos nerds e geek, anime, k-pop , terá a presença de vários expositores com produtos como, chaveiros, HQs, figure actions,camisetas de anime, pelúcias, cards de dorama e muito mais. Quando: dia 09 de agosto de 2026 Horario: 09:00 as 17:00 Local : Estacionamento M/M , Rua 10 , numero 77, Setor Oeste A Vila Cultural do Preguinho é um espaço para artistas mostrarem seu trabalho, quadrinistas ,artesãos. E um local de conveniência e socialização voltado para os amantes da cultura nerd. Devido ao enorme sucesso da ultima edição, esse evento retorna buscando atrair um publico de 1000 pessoas.
“Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão” será realizado no dia 2 de agosto, no Passeio das Águas Shopping, com adaptações sensoriais para proporcionar uma experiência circense mais acolhedora e acessível ao público.
O Real Circo realiza, no dia 2 de agosto, domingo, às 11h, em Goiânia, uma edição especial do “Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão”, iniciativa voltada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Pessoas com Deficiência (PCD). A apresentação acontecerá no Passeio das Águas Shopping e foi planejada para oferecer uma experiência cultural mais acessível, respeitando as necessidades sensoriais e emocionais do público.
Para garantir um ambiente mais confortável, o espetáculo contará com iluminação reduzida, trilha sonora em volume adaptado e a retirada de números que contenham sons muito altos ou estímulos visuais intensos. A sessão também permitirá maior liberdade de circulação, proporcionando mais segurança e acolhimento durante toda a apresentação.
Além das adaptações sensoriais, o público poderá participar de interações especialmente preparadas para aproximar os artistas das famílias, promovendo momentos de inclusão, respeito à diversidade e fortalecimento do acesso à cultura.
Segundo a direção do Real Circo, a iniciativa reforça o compromisso da companhia em democratizar a arte circense e garantir que pessoas com diferentes necessidades possam vivenciar a magia do espetáculo em um ambiente preparado para recebê-las.
Nesta sessão especial, pessoas com TEA, TDAH e PCD terão entrada gratuita. Os acompanhantes deverão adquirir seus ingressos, sendo assegurado o benefício da meia-entrada para um acompanhante, conforme prevê a legislação vigente.
Serviço
Espetáculo Azul — Um Show de Inclusão
Data: 2 de agosto (domingo)
Horário: 11h
Local: Real Circo, no Passeio das Águas Shopping – Goiânia (GO) Entrada gratuita: Pessoas com TEA, TDAH e PCD