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Arte

Restauração de relíquias do audiovisual é tema de série inédita

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O trabalho fundamental de restauração e preservação no audiovisual é tema da série “Lost+Found”, que estreia no Curta!. Seus 13 episódios, de 26 minutos, dirigidos por diretores diferentes, têm como ponto de partida não as instituições ou os próprios filmes, mas os profissionais responsáveis pela redescoberta, pela restauração e pela conservação de relíquias da sétima arte. Eles contam o que os motivou a dedicar uma vida inteira à arqueologia audiovisual.

No primeiro capítulo, dirigido por Rafael Saar, a série celebra o trabalho do restaurador, físico, historiador e ensaísta Saulo Pereira de Mello, falecido em 2020, vítima da covid-19. Ele dedicou boa parte de sua vida à restauração do filme “Limite”, dirigido por Mario Peixoto em 1931 e jamais lançado comercialmente, considerado por muitos o melhor filme brasileiro de todos os tempos.

Em um trabalho longo e tortuoso, pode-se dizer que Saulo salvou a obra-prima do cineasta. Ele não se restringe apenas à restauração, mas também ao registro da trajetória do próprio Peixoto. Os estudos, o zelo e a dedicação de Saulo deram frutos. Além da recuperação de “Limite”, realizada nos anos 1970, mais recentemente, o filme foi restaurado digitalmente pelo The World Cinema Project – iniciativa da The Film Foundation, do diretor Martin Scorsese –, pelo Arquivo Mario Peixoto – ligado aos irmãos Moreira Salles -, pela Cinemateca Brasileiro e pelo L’Immagine Ritrovata da Cineteca di Bologna.

Além de depoimentos antigos e recentes – de Saulo, do cineasta Joaquim Pedro de Andrade e do próprio Mario Peixoto –, a série conversa com a esposa do restaurador, Ayla Pereira de Mello, que ajudou no trabalho. É ela quem conduz a narrativa do episódio e relembra alguns momentos: “Foi mesmo por amor, eu acho que é amor, dedicação, responsabilidade… Ele [Saulo] queria fazer o melhor filme que ele já tinha visto”, conta Ayla.

Em outros episódios estão histórias como a de David Robison, funcionário do British Film Institute que, ao comprar um zootropo – máquina do século XIX que produzia a ilusão de imagens em movimento por meio de um tambor cilíndrico giratório – inicia sua coleção de maquinários dos primórdios do cinema. Robinson, mais tarde, seria o biógrafo de Charles Chaplin. Outro personagem é o cinéfilo brasileiro Ivo Raposo, que recriou em Conservatória, no estado do Rio, um antigo cinema do grupo Metro no interior do Rio. A estreia é na Quarta do Cinema, 23 de março, às 20h.

Novo episódio de ‘Inconveniências Históricas’ conta história de João Cândido e da Revolta da Chibata

O segundo episódio da série “Inconveniências Históricas”, dirigida por Belisario Franca, traz a história de João Cândido, que hoje leva a alcunha de “almirante negro”, o mais conhecido líder da Revolta da Chibata. Os integrantes da Revolta eram soldados pretos e pardos da Marinha brasileira, donos de patentes mais baixas.

Entre os motivos do motim, havia a insatisfação diante dos castigos físicos impostos – as chibatadas – que ainda remanesciam dos tempos da escravidão. Em um momento em que floresciam teorias eugenistas e políticas de embranquecimento da população brasileira, a Revolta desafiava qualquer pretensão de superioridade racial. O movimento acabou por se consolidar, portanto, como uma manifestação contra a desigualdade social e racial, enquanto Cândido teve que lidar, pelo resto da vida, com as duras consequências de ter sido um homem negro que teve a coragem de enfrentar autoridades no Brasil.

“Inconveniências Históricas” é uma produção da Giros, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e, neste episódio, conta com a participação de especialistas como Álvaro Pereira Nascimento, José Vicente, Sidney Chalhoub e Ynaê Lopes dos Santos. A exibição é na Sexta da Sociedade, 25 de março, às 23h30.

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Arte

Projeto Um Piano para Jaraguá.

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A histórica Igreja Nossa Senhora do Rosário foi palco da 2ª edição do projeto Um Piano para Jaraguá”, reunindo música de câmara, elegância e grande público. Aplausos para o refinado trio formado por Luciano Pontes (violino), Emerson Nazario (violoncelo) e Ana Flávia Frazão (piano), que encantaram a plateia com um repertório de excelente gosto coordenado por Gyovana Carneiro

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Arte

Diretores da FARGO – Feira de Arte Goiás retornam a Goiânia após imersão estratégica no circuito de arte em São Paulo

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Goiânia, abril de 2026 – Após uma imersão estratégica no circuito de arte de São Paulo, os diretores da FARGO – Feira de Arte Goiás voltaram a Goiânia com importantes conexões com galerias, curadores, artistas e colecionadores, principalmente do eixo Rio-São Paulo – alguns com presença já confirmada no evento que acontece de 13 a 17 de maio no Museu de Arte Contemporânea de Goiás, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Além da SP-Arte, Ana Rita Rodrigues, Wanessa Cruz, Sandro Tôrres e Anna Carolina Cruz (foto), visitaram a Exposição da Es Devlin, na Casa Bradesco.

Danielle Floter

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Música, Arte e Cultura.

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Acontecerá na próxima sexta-feira (17), às 18h, nas dependências do TRT 18ª Região, no Setor Bueno, o projeto “Cores do Brasil”, um espetáculo gratuito que celebra a diversidade da música brasileira, reunindo ritmos como samba, forró, bossa nova, afoxé e tropicália.

No palco, Regina Jardim, Rainy Ághata e Ingrid Lobo, com participação de Leandro Mourão (violão de 7 cordas), conduzem uma apresentação sensível e contemporânea, destacando o protagonismo feminino.

O evento conta com acessibilidade, incluindo intérprete de Libras, e promove também uma oficina de musicalização para crianças de 9 a 14 anos, de 27 a 29 de abril, no Complexo Conecte Arte.

Com apoio do TRT 18ª Região Goiás e da Prefeitura de Goiânia, produção da Cereja do Cerrado Produções e realização do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, por meio da SECULT — Secretaria de Estado da Cultura, Governo de Goiás. O projeto foi contemplado pelo edital Ocupa Goiás nº 03/2025.


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