Com trabalhos reconhecidos nacional e internacionalmente, o artista exibe a exposição “Paisagem aclimatada”, com curadoria de Divino Sobral, a partir do dia 21 de setembro, na sede da Cerrado Galeria
Neste mês, a Cerrado Galeria apresentará ao público de Goiânia a primeira exposição individual do artista anapolino Talles Lopes, intitulada “Paisagem aclimatada”. Com curadoria de Divino Sobral, a mostra reúne 15 obras, entre pinturas e desenhos, dispostas de maneira instalativa, ou seja, de forma que a projeção no espaço se dá como elemento fundamental para a sua concepção. A exibição será inaugurada no dia 21 de setembro, que é o penúltimo sábado do mês, a partir das 10 horas, na sede da Cerrado Galeria, na Rua 84, no Setor Sul. A entrada é gratuita. O curador e também diretor artístico de todas as unidades da Cerrado Galeria, Divino Sobral, conta que acompanha o desenvolvimento de Talles Lopes desde o início de sua carreira e, portanto, participou ativamente da conceituação, espacialização e elaboração da mostra. “A exposição individual de Talles Lopes foi concebida pelo artista de modo a aprofundar e ampliar a sua pesquisa em torno de assuntos como território, paisagem e arquitetura, jardim e lavoura, e biopirataria, observados dentro dos discursos de colonização e de modernização do Brasil”, explica. Ainda segundo Sobral, o trabalho de Talles dialoga perfeitamente com a linha curatorial da Cerrado Galeria, cuja vocação é apresentar e difundir a produção artística do Centro-Oeste. A galeria aposta no futuro do jovem artista, que, pela qualidade de seu trabalho, vem se afirmando cada vez mais no circuito artístico nacional e internacional. “Talles Lopes é um artista pesquisador que se embrenha justamente na reflexão sobre a ocupação da região Centro-Oeste, discutindo questões relacionadas ao contexto neobandeirante da ‘Marcha para o Oeste’ e à construção de Brasília”, completa.
História e arquitetura Com uma produção permeada pela revisão de arquivos, projetos arquitetônicos, atlas e catálogos de exposições, a arte de Talles Lopes coloca, com frequência, a arquitetura como elemento fundamental para pensar questões históricas e políticas mais abrangentes. O artista, que é também formado em Arquitetura pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), já apresentou seu trabalho em espaços como o Museu de Artes Plásticas de Anápolis (MAPA), o Instituto Tomie Ohtake de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea de Castilla y León (MUSAC), na Espanha. Para a exposição “Paisagem aclimatada”, Talles Lopes traz obras que jogam com dualismos como novo e antigo, moderno e colonial, arquitetura e território. “Produzir as obras a partir dessas dualidades tem sido um exercício de pensar sobre a ocupação colonial da região Centro-Oeste do país, onde, até hoje, vemos que as ideias em torno do que é considerado novo estão continuamente atualizando lógicas arcaicas”, expõe o artista. Entre os trabalhos que estarão em exibição na Cerrado Galeria, Lopes destaca a obra “Terra non descoperta”, em que se apropria da forma de um mapa colonial do Brasil do século 16, juntamente com um plano de urbanização modernista do século 20. “Nessa circunstância, me interessava pensar como desenhos tão distintos poderiam compartilhar princípios de liberdade formal e licença poética semelhantes, fazendo a reflexão sobre uma possível leitura de território e de mundo comum às duas imagens”, descreve o artista.
Futuro promissor Animado com a oportunidade de compartilhar a sua pesquisa em uma mostra individual na capital goiana pela primeira vez, Talles Lopes garante que a sua intenção é dialogar com as demais pessoas que vivem e pensam nesse mesmo território em que ele está situado, na região central do Brasil. Divino Sobral reitera que o trabalho do artista é um dos mais interessantes no panorama da jovem arte brasileira. “Talles opera com seriedade a construção de sua linguagem formal, continuamente ampliando seu repertório poético, que é também político. Sua obra nos põe a pensar sobre muitas questões, articulando o código das artes visuais juntamente com códigos provenientes da cartografia, da arquitetura, do design, do paisagismo e da história social, política e econômica. É um artista que, apesar de jovem, possui disciplina e inteligência para continuar plenamente a sua carreira”, afirma o diretor artístico. Os interessados em prestigiar a exposição “Paisagem aclimatada” podem comparecer à Cerrado Galeria a partir do dia 21 de setembro. A exposição estará aberta para visitação até o mês de novembro, de segunda à sexta-feira, das 10 às 19 horas, e aos sábados, entre 10 e 13 horas, com entrada franca. A Cerrado Galeria está localizada na Rua 84, número 61, no Setor Sul, em Goiânia.
Sobre a Cerrado Galeria Fundada pelos empresários Lucio Albuquerque, Antônio Almeida e Carlos Dale em 2023, a Cerrado Galeria tem como intuito refletir o mundo a partir do Centro-Oeste do Brasil. Sua criação une mais de 30 anos de experiência e tem o objetivo de impulsionar a expansão da arte no território brasileiro, promovendo o cenário artístico regional. Assim como homenageia em seu nome o bioma da região onde está, a galeria destaca questões que envolvem ecologia, processos históricos e sociedade, evidenciando diversas manifestações culturais. Para isso, a galeria promove mostras individuais e coletivas, conversas públicas, ações educativas e outras atividades voltadas ao desenvolvimento da produção e do mercado de arte na região, assim como sua circulação e presença no Brasil e no mundo. Em Goiânia, a Cerrado Galeria ocupa a casa modernista projetada por David Libeskind na Rua 84, no Setor Sul, conservando azulejos originais que são um marco da arquitetura goiana. Já em Brasília, há duas unidades no Lago Sul: a Cerrado Galeria e o Cerrado Cultural.
Serviço Exposição “Paisagem aclimatada” do artista Talles Lopes Data de abertura: 21 de setembro (sábado) Duração da mostra: até novembro Horário: das 10 às 19 horas (segunda à sexta-feira) e das 10 às 13 horas (sábados) Local: Cerrado Galeria (Rua 84, nº 61 – Setor Sul, Goiânia) Entrada: gratuita
Idealizado pela arquiteta de interiores e designer Meire Santos, iniciativa une artistas, arquitetos e parceiros na customização de esculturas que serão leiloadas para arrecadar recursos para instituições de caridade
O projeto Raposa 40, uma iniciativa da arquiteta de interiores e designer Meire Santos, que celebra seus 40 anos de carreira neste ano, será marcado por um leilão beneficente no dia 31 de março. O evento, que será realizado no WTC Goiânia Events, a partir das 19h, vai apresentar aos convidados esculturas de raposas e outras peças que foram desenhadas, montadas e produzidas por Meire Santos e customizadas por artistas, arquitetos e parceiros ao longo dos próximos meses.
O projeto tem um viés beneficente: com a personalização e exposição, as obras serão leiloadas para arrecadar recursos para instituições de caridade. Serão 26 esculturas de raposas e 28 de tamanduás toy, simbolizando a riqueza da fauna do Cerrado e reforçando a mensagem de preservação ambiental, uma constante no trabalho de Meire Santos. O projeto dá continuidade a edições anteriores, que já destacaram animais em risco de extinção, como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira.
“Este evento não é apenas uma celebração da criatividade, mas também uma homenagem à nossa fauna e flora, e à necessidade urgente de preservá-las. Cada obra, além de um convite à reflexão, carrega em si o despertar para a proteção do nosso planeta”, destaca Meire Santos. Toda a arrecadação será destinada a causas nobres em Goiânia, apoiando o Hospital do Câncer Araújo Jorge e o Solar Colombino Augusto de Bastos – Casa de Longa Permanência, instituições que transformam vidas com amor e cuidado.
Serviço: Leilão das esculturas Data: 31 de março Local: WTC Goiânia Events Horário: 19h
Duas exposições visuais chegam a Goiânia entre os dias 1 e 10 de abril, no Sesc Centro, com entrada gratuita.
“Kalungas em Foco”, de Joel Costa, homenageia a história da comunidade Kalunga, utilizando pigmentos naturais em suas obras. Já “Tela à Vista”, de Pádua, apresenta sete telas que exploram a diversidade artística por meio da pintura em acrílico.
Os projetos, viabilizados pela Lei Aldir Blanc em parceria com a Prefeitura de Goiânia através da Secretaria Municipal de Cultura,, contam com acessibilidade e promovem a valorização da identidade e expressão cultural goiana. O apoio é do Sesc GO.
Parte do acervo da galeria dotART estará em exposição em sua antiga sede, reunindo cerca de 500 obras que serão leiloadas presencialmente e online pela Blombô, empresa paulistana de leilões, marcando a última ação da galeria antes de seu encerramento definitivo
A galeria dotART, que encerrou suas atividades no ano passado após 45 anos de história, realiza sua última ação antes do encerramento definitivo com a exposição e leilão “dotART: 45 Anos e um Legado”. A mostra será realizada na antiga sede da galeria, em Belo Horizonte, e ficará em cartaz entre os dias 15 e 26 de março, reunindo cerca de 500 obras. O encerramento acontece com um leilão promovido pela Blombô, empresa paulistana de leilões, nos dias 24, 25 e 26 de março.
Sob o comando do leiloeiro oficial Daniel Rebouço, o pregão marca o 112º Leilão da Blombô e será realizado presencialmente no espaço da antiga galeria dotART em sua primeira noite (segunda-feira, 24 de março), além da transmissão online pelo portal iArremate.com em todas as noites, permitindo que colecionadores do mundo inteiro registrem seus lances e arrematem obras do leilão. A ação faz parte do projeto da Blombô, que busca expandir suas exposições e leilões para além de São Paulo.
Fundada nos anos 1970 por Maria Helena Bahmed, a dotART foi uma das galerias pioneiras em Belo Horizonte. Seu legado vai além da introdução de um espaço dedicado às artes visuais na cidade, sendo também responsável por trazer artistas de outros estados, consolidando em Minas Gerais a presença de nomes fundamentais da arte moderna e contemporânea brasileira, como Alfredo Volpi, Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Bruno Giorgi, Frans Krajcberg e Paulo Pasta. Reunindo também os principais artistas mineiros, como Alberto da Veiga Guignard e Amilcar de Castro, Maria Helena e a galeria contribuíram significativamente para a projeção do circuito artístico de Belo Horizonte no cenário nacional.
Daniel Rebouço, diretor e leiloeiro oficial da Blombô, atuante no mercado de arte há 20 anos, sendo 17 deles diretamente no mercado mineiro e nacional, destaca a importância histórica da galeria: “A dotART sempre foi um ponto de encontro para grandes colecionadores. A afinidade construída entre galeristas e clientes ao longo de mais de 45 anos reforça ainda mais a relevância da família Bahmed nesse circuito, tendo sido fundamental para a formação de grandes coleções no Brasil.”
A exposição e o leilão apresentam obras de alguns dos mais importantes nomes da arte brasileira, como Amilcar de Castro (1920-2002), um dos principais expoentes do neoconcretismo, movimento que trouxe maior liberdade expressiva à arte geométrica. Um dos destaques é a pintura “Sem título”, que reflete sua abordagem singular da forma e do espaço. Também integra a mostra a pintura “Vaso de Flores”, de Candido Portinari (1903-1962), um dos artistas mais representativos do modernismo brasileiro. Outro nome de grande relevância na arte contemporânea brasileira é Paulo Pasta (1959), integrante da ‘Geração 80’. Sua produção abstrata se destaca pelo uso refinado da cor e suas variações, como exemplificado na pintura “Sem título”, que estará disponível no leilão.
Essa última exposição e leilão da dotART marcam o fim de uma trajetória de grande impacto para a arte em Minas Gerais, consolidando o legado deixado pela galeria ao longo de mais de quatro décadas de atuação no mercado de arte brasileiro, neste projeto realizado em parceria com a Blombô, uma das maiores plataformas de leilões do país.
O catálogo virtual da exposição e leilão pode ser acessado através do site Link
Descrição de obras
Amilcar de Castro – Sem título – Óleo sobre tela – 210 x 210 cm – Reproduzido no livro “Amilcar de Castro”, de Ronaldo Brito, Takano Editora, 2001, pg. 130 (lance inicial R$480mil)
Candido Portinari – Vaso de Flores, 1940 – óleo sobre tela – 55,5 x 46 cm – Assinada e datada canto inferior direito – Registrado no Projeto Portinari sob o código FCO-3325 (lance inicial R$1,4mi – um milhão e quatrocentros mil)
Siron Franco – Fragmentos de uma pintura – 1982 – Óleo sobre tela – Assinado canto inferior direito – 90 x 110 cm. (lance inicial em R$130mil)
Siron Franco – VIP – 1984 – Óleo sobre tela – Assinado canto inferior direito – 97 x 97 cm (lance inicial R$90mil)
Siron Franco – Sem título – Óleo sobre tela – Assinado canto inferior esquerdo – 50 x 60 cm (lance inicial R$32,5mil) Abraham Palatnik – W-H/128 – 2018 – Acrílica sobre madeira – Assinado verso – 107 x 168 cm (lance inicial R$570mil)
Paulo Pasta – Sem título – Óleo sobre tela – 200 x 300 cm (lance inicial R$280mil)
Crédito das reproduções das imagens de obras: Michael Rodrigues
Sobre a Blombô
Nascida online como um canal de marketplace em 2017, a Blombô, cujo nome remete à sede das primeiras paletas e pinturas rupestres encontradas há mais de cem mil anos – a caverna Blombos sul-africana –, é hoje uma das mais importantes plataformas de leilões online do Brasil, fez seu primeiro pregão já em 2018 e não parou mais. Criada pela empresária e CEO Lizandra Turella Ferraz Alvim, tem como carro-chefe leilões de obras de arte, mas faz pregões de vinhos também. “A grande maioria dos leilões são de obras de artistas renomados que abrange os mais diversos tipos de trabalhos entre telas, esculturas e outros, mas também realizamos pregões de vinhos, grande parte proveniente de colecionadores que, salvo exceções, estão mudando o tipo de vinho de suas coleções”, conta Lizandra.
Com um público-alvo variado entre pessoas e instituições que valorizam a arte e a bebida como uma forma de expressão, investimento e apreciação estética e degustativa, pode-se dizer que colecionadores, curiosos e admiradores que buscam adquirir obras e bebidas com procedência e qualidade, completam o perfil de clientes da empresa. Ainda como fio condutor da atuação da Blombô, estão as Instituições culturais na qual a empresa presta atendimento a museus, galerias e fundações de arte que podem estar interessadas em adquirir obras para suas coleções permanentes, exposições temporárias ou para fins educacionais. Recentemente, o diretor dos leilões de arte, Daniel Rebouço, leiloeiro oficial pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, assumiu os leilões de arte da Blombô.
Exposição “dotART: 45 Anos e um Legado” dotART Galeria de Arte R. Pernambuco, 453 – Belo Horizonte- MG Período expositivo: 15 a 26 de março Horário: segunda à sexta, das 11h às 17h, sábados, das 10h às 14h | domingo das 11h às 15h (exceto domingo 16/3 – estará fechado)