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Vinhos

Harmonização: saiba qual vinho escolher para acompanhar massas

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O macarrão foi incorporado à culinária brasileira pelos imigrantes europeus durante o século 20. Desde então, o alimento faz parte das refeições do dia a dia de diversas famílias por todo o país.

Apreciar uma legítima receita italiana, dessas que lembram a comida da nonna, já é uma experiência deliciosa. Mas escolher o vinho que melhor harmoniza com o prato faz toda a diferença para deixar o momento ainda mais especial.

Para harmonizar massas é necessário saber uma coisa bem básica: a massa é, na maior parte das vezes, neutra. Uma combinação de farinha de trigo, ovos e água. Em alguns casos a massa pode receber a adição de espinafre, tinta de lula, beterraba ou abóbora, o que lhe altera o sabor sutilmente, mas nem sempre a ponto de modificar a escolha do vinho.

Na Itália, país onde o macarrão é tão popular quanto o Papa, a bebida mais consumida não é por acaso o vinho. Esses dois elementos se complementam formando uma das harmonizações mais executadas do mundo. Porém, é preciso observar o molho que acompanha a massa para que a combinação seja perfeita. É ele quem vai determinar qual vinho é a melhor escolha. 

Os próprios italianos afirmam que não existe uma regra para esse tipo de harmonização. Porém, a experiência fica muito mais prazerosa se pratos com molhos à base de carne ou tomate forem acompanhados de tintos e os elaborados com queijos ou frutos do mar forem tomados com brancos.

O mais importante é que esses vinhos sejam leves, tenham boa acidez e não muito álcool.Os molhos mais comuns para o macarrão são os à base de tomate. Nesse caso, os vinhos para acompanhar pedem acidez pronunciada. Tintos como os da região de Chianti normalmente fazem bonito. Mas como o prato é simples e versátil, também aceita outras opções, como tintos feitos com a uva Merlot ou ainda rosés um pouco mais encorpados, tais quais os argentinos ou brasileiros.

Os amantes de uma boa massa, normalmente não dispensam um molho à bolonhesa. Feito à base de carne moída, fica perfeito com a massa do tipo fettuccine ou tagliatelle. Mas pode se tornar melhor ainda se acompanhado de um tinto elaborado com a variedade Cabernet Sauvignon. Esses vinhos têm acidez presente e são encorpados o suficiente para fazer um bom casamento com o prato. As massas com molhos à base de ovos e queijos, como macarrão à carbonara, possuem paladar intenso. Para balancear a presença dos sabores fortes, são recomendados vinhos brancos do tipo Chardonnay.Chardonnay. notas de fruta Mas tintos delicados como Pinot Noir ou ainda o francês Beaujolais também são bem aceitos.

Algumas receitas levam massas acompanhadas de frutos do mar e são muito saborosas. Nesses casos, porém, é preciso ter cuidado para o vinho não tirar o protagonismo dos temperos e dos ingredientes principais. Os rosés frutados e florais com frescor são uma boa pedida. Um prato simples como o macarrão al pesto, que tem manjericão e queijo parmesão como ingredientes principais, vai muito bem com os brancos feitos com a uva Sauvignon Blanc ou Torrontés.

Os vinhos brancos aparecem com força na combinação das massas com molhos brancos também, uma vez que a proteína do leite nem sempre reage bem com o tanino de alguns tintos mais potentes e duros. É por isso que uma massa recheada com carne mas coberta com molho branco cremoso não irá combinar (embora pareça que sim) com um tinto da uva Tannat. As duas forças são antagônicas. Nesse caso é melhor apostar num branco de uvas como Verdejo, Chardonnay ou um tinto mais leve e com boa acidez, como um Barbera.

Uma das preparações mais populares na gastronomia internacional é o espaguete à carbonara. A combinação de bacon frito, ovos, sal e pimenta moída fresca é, por conta dos ovos, um desafio para muitos apreciadores. Para os romanos, criadores do prato, o acompanhamento perfeito é o mais simples dos vinhos: um Frascati fresco e de baixa graduação alcoólica. Mas como uma das coisas divertidas da harmonização é quebrar alguns conceitos, esse prato merece ser provado com um tinto simples da uva Syrah e, ousadamente, com um espumante brut charmat.

Um prato que muitas famílias adora ter a mesa, é a lasanha com recheio de carne moída, presunto, queijo e molho branco ela precisará de um parceiro à altura, e daí vale apostar num vinho tinto do Novo Mundo, como um Cabernet Sauvignon com passagem por madeira ou vinho de corte bem elaborado: Esses tipos de massas mais condimentadas precisam de vinhos mais reforçados, para que eles não desapareçam no paladar. Outra opção interessante pode ser um Shiraz australiano, onde as especiarias irão casar bem com os temperos do molho de carne

Capeletes, ravioles, concigliones, canelones e outras massas cujos recheios tendem a ser mais delicados precisam ser harmonizados tanto pelo recheio quanto pelo molho, pois a variedade de sabores que atacará o paladar é grande.Uma massa recheada de queijo de cabra, com um molho leve e que tenha um toque doce e herbáceo pode ser harmonizada com um Pinot Noir, mesmo que a regra geral determinasse um Sauvignon Blanc, por exemplo. Se essa massa levar frutas e tiver um toque doce, por que não tentar com um vinho Jerez, com seu toque oxidado? Um pouco de ousadia harmoniza bem à mesa. O que eu digo sempre,vale a pena se arriscar e levar em consideração algumas combinações: pratos mais salgados (com molho de soja ou de peixe) reforçam o amargor dos vinhos, então não vão combinar com Amarones por exemplo, molhos mais adocicados e com frutas pedem vinhos com mais acidez e molhos muito untuosos brancos não vão bem com taninos, mas se essa untuosidade vier da gordura de carnes, podem fazer uma bela combinação com tintos mais poderosos. Vale ousar e se arriscar!

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“O Vinho e Eu”

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É uma obra sensível, intensa e profundamente humana, escrita pela jornalista, poeta e sommelière Edna Gomes, que transforma o vinho em personagem e confidente, quase como um divã, para narrar dores, renascimentos, memórias e reflexões sobre o tempo, o amor e a vida.
Muito além de falar sobre a origem do vinho ou aspectos técnicos, o livro propõe uma viagem emocional: o vinho aparece como metáfora, presença e companhia em momentos de silêncio, perdas e reconstruções. Em uma narrativa em primeira pessoa, Edna conduz o leitor por capítulos que misturam poesia, ironia elegante e crítica social, revelando como o vinho pode ser abrigo, lucidez e cura simbólica, uma conversa íntima entre a mulher e sua própria alma.
Com uma escrita que transita entre o lírico e o real, “O Vinho e Eu” toca temas universais como solidão, pertencimento, preconceito, etarismo, fake news, fragilidade humana e espiritualidade. Tudo isso sem perder a leveza: a autora costura humor refinado, sensualidade sutil e cenas cotidianas, mostrando que viver é também aprender a degustar a existência com mais delicadeza.
Mais do que um livro sobre vinho, “O Vinho e Eu” é um livro sobre gente, sobre o que nos parte e o que nos refaz. Uma obra que acolhe o leitor como quem oferece uma taça: verdade, afeto e profundidade.
Título: O Vinho e Eu
Autora: Edna Gomes
Gênero: Crônica / Literatura contemporânea / Prosa poética
Lançamento: 2026 (previsto abril)

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Vinhos mais leves e refrescantes ganham espaço nas mesas durante o verão.

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Espumantes, brancos de alta acidez e rosés ganham espaço nas mesas de verão

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, o consumo de vinhos no Brasil passa por uma adaptação natural. Em vez dos rótulos mais encorpados, ganham protagonismo bebidas mais leves, frescas e versáteis, que dialogam melhor com o clima quente e com momentos descontraídos. Em Goiânia, esse comportamento já é percebido na Decanter Goiânia, especializada em vinhos nacionais e importados.

Segundo o sommelier José Filho Anjos, responsável pela enoteca, o verão amplia a busca por estilos que priorizam frescor e leveza. “O verão pede vinhos que sejam, acima de tudo, refrescantes e versáteis. Aqui na Decanter Goiânia, a nossa aposta para os dias quentes são os espumantes, brancos de alta acidez, os rosés vibrantes e até alguns tintos mais leves, que trazem o frescor necessário à mesa”, explica.

A preferência acompanha um comportamento cada vez mais comum entre consumidores: beber vinho em momentos informais, ao ar livre, em encontros entre amigos ou refeições mais leves. “Não tenha medo de explorar. O segredo é manter a garrafa gelada e aproveitar momentos descontraídos”, resume o sommelier.

Entre os rótulos que traduzem esse perfil de consumo, José Filho destaca o Hermann Alvarinho Jovem 2025, produzido no Brasil a partir de uma uva emblemática de Portugal, conhecida pela acidez vibrante e frescor, além do Luigi Bosca Rosé 2024, de estilo delicado, com notas cítricas e florais que reforçam a sensação de leveza. Para quem prefere tintos, a indicação é o Luis Cañas Maceración Carbónica 2024, elaborado para ser bebido jovem, com taninos macios e perfil suculento, ideal para dias mais quentes.

O movimento reforça uma mudança no modo de consumir vinho no país, que deixa de estar restrito a ocasiões formais e passa a integrar o cotidiano, inclusive no verão. Para José Filho, a transformação amplia o diálogo entre o vinho e o clima brasileiro. “O importante é escolher rótulos que combinem com a estação e com o momento. O vinho também é sobre prazer e leveza”, conclui.

@decantergo

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Decanter Wine Jazz movimenta noite na Mostra Morar Mais Goiânia

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O espaço da Decanter Goiânia, dentro da Mostra Morar Mais, foi palco de uma noite especial na última sexta-feira (7). Sob a curadoria do sommelier e anfitrião José Filho Anjos, o evento Decanter Wine Jazz reuniu convidados em uma experiência enogastronômica regada a boa música e rótulos selecionados de diferentes nacionalidades.

Durante a noite, o público pôde apreciar mais de 100 opções de vinhos disponíveis na adega instalada na mostra, com rótulos do Brasil, Chile, Argentina, França, Portugal e outros países. A trilha sonora ficou por conta do duo Fabricio Prado (sax) e Tony Calaça (guitarra), que deram o tom sofisticado da noite com um repertório de jazz ao vivo, criando o clima perfeito para degustações e bons encontros.

A Decanter Goiânia, que desde 2018 atua na Avenida 85, é reconhecida por oferecer experiências que aproximam o público do universo dos vinhos e promove na Mostra um verdadeiro mergulho cultural e sensorial até o dia 16 de dezembro.

Serviço: Mostra Morar Mais Goiânia reúne convidados para Decanter Wine Jazz
Curadoria e anfitrião: José Filho Anjos, sommelier da Decanter Goiânia*
Música ao vivo: Fabricio Prado (sax) e Tony Calaça (guitarra)

@decantergo
@canaldosommelier

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