O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no Rio, havia dado alta ao último paciente com covid-19 em novembro de 2021, e sua equipe esperava que o pior tivesse passado. Durou pouco. Em janeiro, os casos graves explodiram.
A Ômicron gerou pandemias dentro da pandemia. A primeira é uma onda que pega muita gente, mas graças às vacinas, a maioria casos sem gravidade. A segunda pandemia é a das pessoas não vacinadas ou apenas com o esquema vacinal incompleto. Para elas, a Ômicron tem potência de tsunami e se mostra tão devastadora quanto as variantes anteriores do vírus.
A face agressiva da ômicron é visível nos leitos da UTI do Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, na zona Norte do Rio de janeiro. Ela está expressa nos rostos dos pacientes intubados e ligados a máquinas. Está estampada a angústia daqueles fora do tubo, mas prostrados, sem forças para reagir ao ataque da Covid-19 e cientes da gravidade de seu estado. Acreditem na ciência, vacinem-se!