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Remédios para emagrecimento disparam no Brasil e especialistas alertam para riscos do uso sem acompanhamento.

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Popularização de injetáveis como a tirzepatida cresce nas redes sociais e reacende debate sobre segurança, deficiências nutricionais e necessidade de acompanhamento médico

O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento tem crescido de forma acelerada no Brasil e se tornado um dos assuntos mais comentados nas redes sociais quando o tema é perda de peso. Substâncias como a tirzepatida ganharam popularidade principalmente por relatos de redução do chamado “food noise” — a compulsão e o excesso de pensamentos relacionados à comida — e pela promessa de resultados mais rápidos no controle do peso.

No entanto, especialistas alertam que o uso desses medicamentos sem orientação médica pode trazer riscos à saúde.

A médica nutróloga Dra. Thaís Aquino, que atua há uma década no tratamento da obesidade e saúde metabólica, explica que o aumento da procura pelos medicamentos veio acompanhado de uma preocupação crescente entre profissionais da área: a automedicação e o uso sem acompanhamento clínico adequado.

“Essas medicações têm indicação específica e perfil de segurança bem estabelecido quando são prescritas corretamente. O problema é quando o paciente começa a usar por conta própria, sem avaliação clínica, sem exames e sem acompanhamento para ajuste de dose”, explica.

Segundo a especialista, um dos efeitos mais comuns quando o tratamento ocorre sem orientação é a redução excessiva da ingestão alimentar, o que pode provocar deficiências nutricionais importantes.

Entre os sinais mais frequentes estão queda de cabelo, constipação intestinal, fadiga intensa, perda de massa muscular e deficiência de nutrientes como ferro e vitaminas. “O emagrecimento não pode acontecer às custas de prejuízo metabólico ou funcional. Durante o tratamento é fundamental monitorar ingestão de proteínas, hidratação, composição corporal e exames laboratoriais”, afirma.

Thaís Aquino é médica nutróloga (CRM/GO 15033 | RQE 14054) 

A tirzepatida atua diretamente em hormônios ligados à saciedade e ao controle da glicemia, o que contribui para reduzir a fome e melhorar o metabolismo. Ainda assim, a médica reforça que o medicamento não deve ser visto como solução isolada para a perda de peso.

“Sem acompanhamento clínico, estratégia nutricional e rotina de exercícios, os resultados podem ser inconsistentes e até gerar frustração”, ressalta.

Outro ponto essencial, segundo a nutróloga, é a individualização da prescrição. Cada paciente apresenta necessidades metabólicas, histórico clínico e rotinas diferentes, fatores que precisam ser considerados antes de iniciar qualquer tratamento.

“Não existe dose padrão que sirva para todos. A avaliação médica leva em conta exames, composição corporal, rotina, histórico de saúde e presença de outras doenças para definir a melhor conduta”, explica.

Na prática clínica, o acompanhamento costuma incluir uma avaliação inicial detalhada, com análise de exames e definição da estratégia terapêutica, seguida de monitoramento contínuo. Nesse processo, podem ser feitos ajustes de dose, avaliação de sintomas e acompanhamento da composição corporal, além da solicitação de novos exames quando necessário.

Para os especialistas, o consenso é claro: o tratamento da obesidade exige uma abordagem multidisciplinar e acompanhamento contínuo. “A medicação pode ser uma aliada importante no processo de emagrecimento, mas não substitui avaliação médica e uma estratégia individualizada de saúde”, conclui a nutróloga.

Serviço: Especialistas alertam sobre os riscos do uso de tirzepatida sem acompanhamento médico

Sobre a especialista
Dra. Thaís Aquino é médica nutróloga (CRM/GO 15033 | RQE 14054) e atua há 10 anos com foco em obesidade, saúde metabólica, lipedema e performance. Seu trabalho é baseado em estratégias individualizadas para controle de peso e melhora da qualidade de vida. Atende em Goiânia com consultas presenciais e acompanha pacientes de todo o Brasil e também do exterior por meio de atendimento online.

@drathaisaquino

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Grupo Ramasa inaugura primeira concessionária Jetour em Goiânia

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Nova loja apresenta ao público SUVs da marca chinesa que aposta em tecnologia híbrida e design robusto

Goiânia passa a contar com a primeira concessionária da Jetour em Goiás. A unidade será inaugurada pelo Grupo Ramasa no dia 12 de março, às 19h, na Ramasa Auto, localizada no Setor Bueno, ampliando a presença da marca chinesa no mercado brasileiro.

Durante o evento de abertura, convidados poderão conhecer de perto alguns dos principais modelos da montadora, entre eles os SUVs Jetour T1, Jetour T2 e Jetour S06, veículos que integram a nova geração de utilitários esportivos desenvolvidos com foco em tecnologia, eficiência energética e conectividade.

Entre os diferenciais apresentados pela marca estão sistemas híbridos plug-in, maior autonomia de condução e um conjunto de recursos tecnológicos voltados à segurança e ao conforto dos ocupantes. Os modelos também chamam atenção pelo design, que combina propostas que vão do estilo off-road mais robusto a linhas urbanas e sofisticadas.

A chegada da Jetour à capital goiana marca mais um movimento de expansão da montadora no Brasil e reforça a estratégia do Grupo Ramasa, tradicional no setor automotivo na região Centro-Oeste, de ampliar o portfólio de marcas e tecnologias disponíveis no mercado local.

Serviço
Inauguração da concessionária Jetour em Goiânia
Local: Ramasa Auto – Av. T-1, 981 | Setor Bueno (em frente à Praça do Ipê)
Data: 12 de março
Horário: 19h

Assessoria de Imprensa
Palavra Comunicação

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Em um ano quase 70% de liminares contra planos de saúde são deferidas pela justiça

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Em Anápolis, idosa de 87 anos consegue na justiça com que plano arque com custos de tratamento em regime de home care. Caso é exemplo de como empresas do setor ainda insistem em descumprir direitos de seus clientes

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que entre agosto de 2024 e julho de 2025, do total de liminares judiciais impetradas contra planos de saúde, quase 70% (69,5%) foram deferidas, com procedência final em 87% dos processos. Os números são, infelizmente, um indicativo claro de que operadoras de plano de saúde ainda insistem em negligenciar a lei e os direitos de muitos de seus clientes. 

Diante urgência de muitos casos, em que a negação desse ou daquele atendimento significa literalmente uma questão de vida ou morte, a saída para muitas famílias é recorrer ao trabalho de profissionais como a advogada Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor e sócia do escritório  Celso Cândido de Sousa Advogados, em Anápolis (GO). 

Advogada Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor e sócia do escritório Celso Cândido de Sousa Advogados,

No âmbito da justiça estadual, a advogada e sua cliente, uma idosa em Anápolis, de 87 anos, e que se encontra num quadro avançado da Doença de Alzheimer, conseguiram uma importante vitória. Uma liminar concedida no último dia 2 de março, pelo juiz da 1ª Vara Cível da comarca de Anápolis, obrigou a operadora, da qual a idosa é beneficiária, a fornecer e cobrir os custos do serviço de home care (atendimento domiciliar). ”Ela precisa de uma rotina intensa de cuidados”, explica a advogada  Ana Luiza Moura ao informar que desde novembro do ano passado, a sua cliente tinha prescrição médica para receber tratamento médico-hospitalar no regime de home care

Em sua decisão, o juiz da Vara Cível de Anápolis considerou “abusiva a cláusula contratual que exclui, da cobertura do plano de saúde, o tratamento domiciliar (home care), quando este se mostrar essencial para garantir a saúde e a vida do paciente”. “A recusa da operadora de plano em custear o tratamento médico na modalidade home care, em detrimento da indicação do profissional de saúde e em prejuízo da paciente, revela-se abusiva, porquanto restringe o direito do consumidor e frustra as suas legítimas expectativas em relação à assistência médica contratada”, alegou o magistrado em sua decisão liminar, que apontou ainda: “O tratamento na modalidade home care, constitui desdobramento do tratamento hospitalar contratualmente previsto e não pode ser limitado pela operadora do plano de saúde”.

Descumprimento é recorrente
De acordo com a advogada  Ana Luiza Moura, especialista em Direito do Consumidor, a partir da decisão, a operadora tem o prazo de 48 horas para providenciar toda a infraestrutura, insumos, equipamentos médicos além de serviço de enfermagem 24 horas para o atendimento domiciliar. “Infelizmente, a recusa na cobertura de certos atendimentos, em especial aqueles de alto custo, é uma reclamação recorrente contra as operadoras de saúde”, lembra a advogada.

O alerta feito pela advogada encontra respaldo em números do próprio CNJ. A última edição da pesquisa Diagnóstico da Judicialização da Saúde Pública e Suplementar, realizada em 2025 pelo Conselho Nacional de Justiça, aponta que do total de processos judiciais em todo o país na área da saúde, quase a metade (47%) são contra operadoras ou administradoras de planos de saúde. Até o fim de outubro de 2025, foram 283.531 processos contra planos de saúde, 7% acima na comparação com igual período em 2024.

“Muitas operadoras acabam insistindo em negar a cobertura de vários serviços e procedimentos porque infelizmente contam com a condescendência e falta de informação das pessoas, que muitas vezes não conhecem seus direitos ou não têm condições de contratar um advogado. Se a cada dez clientes de plano de saúde, dois deixam de procurar seus direitos junto à justiça, as empresas já estão no lucro com isso”, enfatiza a advogada.

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Negocios

Jeito Jardins de Viver

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O produtor rural Itamar Costa e a professora Alessandra Prudente estiveram entre os convidados que prestigiaram a primeira edição do ano do Jeito Jardins de Viver. O evento organizado pela FGR Incorporadora marcou a entrega do condomínio Jardins Berlim

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