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Gastronomia

Vinhos Produzidos no Espírito Santo

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A produção de vinhos vem se expandido na Região Serrana do Espírito Santo, que passou, em 2014, a ser classificada como zona de produção de uva destinada à industrialização. Essa região é explorada pelo agroturismo e tem como característica a produção artesanal de vinhos, cujo perfil atende a preferência do consumidor brasileiro que busca produtos de valor acessível e paladar suave e doce. Uma das bebidas mais antigas do mundo vem abraçando o estado capixaba, que é formado por belas paisagens, povo simpático, atrações turísticas e uma bela gastronomia. E, nesse cenário, vem surgindo vinícolas na região das montanhas, com clima propício para produção de vinhos de qualidade, contando com aproximadamente 10 vinícolas e produção de mais de 80 mil litros da bebida por ano, no Município de Santa Teresa. Os diferentes empreendimentos do Circuito se concentram em região de rara beleza, em sua maior parte coberta pela Mata Atlântica, onde brotam nascentes que se transformam em sinuosos cursos d’água, que se projetam em corredeiras e cachoeiras, destacando-se entre estas a do antigo Country Club, hoje parte do Parque São Lourenço, uma das três áreas preservadas de Santa Teresa.

Vou contar um pouco sobre a Cantina Mattiello, Vinícola Tabocas, Casa do Espumante, Ristorante Romanha, Pousada São Lourenço, Cantina Braun e Vinícola Ziviani, que são as vinícolas que se destacam dentro desse avanço capixaba no mundo da viticultura e do enoturismo. Boa parte delas fazendo parte do chamado Circuito Caravaggio.A religiosidade é traduzida por inúmeras capelas e oratórios ao longo dos 14 km do Circuito. Entre as capelas destaca-se a do Caravaggio, no alto da serra, erguida pelos colonizadores, em 1912, em homenagem a “Madonna” do Caravaggio. 

Cantina Mattiello

A Cantina foi inaugurada em 1996 no município de Santa Teresa, e desde muito antes de sua inauguração, vem produzindo seus próprios vinhos, licores, café torrado, sucos e geléias. O programa turístico inclui um tour para os visitantes conhecerem a fábrica onde se produz a bebida, degustação e apresenta uma adega – a idéia é que seus visitantes e consumidores comprem o vinho e deixe descansando em uma sala, onde são separados por nomes e prateleiras, e podem permanecer por lá até 12 meses para maturarem melhor e ganhar em complexidade. Um dos vinhos que chama atenção é o fermentado de Jabuticaba. Não gostei! Mas é interessante provar.

Vinícola Tabocas

Este lugar me impressionou, e seus vinhos são de altíssima qualidade. Fundada em 2006, quando 3 ambiciosos e apaixonados pelos vinhos resolveram implementar seus sonhos dentro dos vinhedos e buscaram produzir vinhos de qualidade numa região muito difícil para produção de uvas de finas, no modo geral, foi que a Vinícola Tabocas viu nascer o seu vinhedo de mais de 0,5 hectare plantados com a casta Cabernet Sauvignon, no sistema de espaldeira.

O vinho Tabocas Cabernet Sauvignon (safra 2017), produzido no Vale do Tabocas, em Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo, ganhou a medalha de ouro no concurso “Wines of Brazil Awards 2020”, realizado pela Vini Bra Expo, no Rio de Janeiro. A bebida premiada tem passagem por barril de madeira de jequitibá-rosa (árvore símbolo do Espírito Santo), oriunda de floresta caída na Amazônia, mais conhecido como seru. Com 13 anos de atividade, a Vinícola Tabocas, dos sócios Divanir Zotelli, Sandro Salvador e Vinicius Corbellini, é pioneira na produção do fino Cabernet Sauvignon em terras capixabas e também a primeira a conquistar o ouro nacional. Da produção total dos vinhos, uma parcela é destinada para envelhecimento em dornas de Jequitibá Rosa antes de ser engarrafada. A vinícola está fazendo testes de algumas variedades como: Chardonnay, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc, Merlot, Malbec e Syrah. Esta vinícola vale a pena visitar. Fiquei impressionada pelo cuidado na produção dos vinhos. 

Ristorante Romanha

Comida, enoturismo, tradição familiar, fazem seus próprios vinhos e suas cervejas artesanais. Podendo se deliciar e provar os vinhos e demais bebidas, além de adquirirem iguarias como massas, embutidos, e muitos outros produtos caseiros vendidos no empório que fica no restaurante.Os vinhos da Cantina Romanha são produzidos com as uvas de mesa Isabel, Niágara Rosada, Violeta e Cora. Vale a pena ir para provar as cervejas artesanais. 

Casa do Espumante

O lugar foi fundado em 2004, pela família Sperandio, apostando na produção de espumantes de qualidade, sendo pioneira na produção de espumantes pelo método champenoise dentro do Espírito Santo.A linha de produtos conta hoje com 6 espumantes produzidos através do método champenoise, entre eles um inusitado espumante de Jabuticaba e demais de Moscatel e branco com uvas labrucas e rosé semi-sec.

Vinicola Tanole

Fui sem agendamento no sábado. Não era época de colheita, por isso não pude ver as parreiras carregadas de uvas mas fiz degustação dos vinhos, uma moça simpática me recebeu, respondeu minhas perguntas, conversamos um pouco, comprei alguns produtos (além dos vinhos lá tem geleia, licores, cachaça, suco de uva, café..) tudo orgânico e artesanal. Acho que faltou uma maior imersão na história da família Tonole e na produção dos vinhos. Mas valeu a pena.Os vinhos da família Tonole são de uva e jabuticaba. Apreciei o vinho rosé. 

Vinícola Mata Verde 

Fui recepcionada pelo dono do Sítio, pessoa gentil e agradável.Passeio maravilhoso! Plantação de uvas de diversos tipos, saborosíssimas e o melhor de tudo, sem agrotóxico!! A recepção do Sr. Armindo Marquardt é primorosa e nos brinda com uvas à vontade, degustação de vinho, suco de uva e geléia.

Vinícola Tomazelli 

Um lugar aparentemente agradável, o atendimento é bom! Mas a surpresa negativa mesmo foi com o cardápio. Extremamente restrito, basicamente polenta em todos os pratos. Quase não tem opção de carnes. Os mosquitos só faltam te carregar. Os vinhos oferecidos são aqueles produzidos no próprio local, e são de espantar qualquer apreciador de vinhos

Vinicola Ziviani 

O proprietário é super receptivo, espontâneo e simpático. Me acompanhou em uma visita a sua propriedade, forneceu detalhes sobre como começou a produção de vinhos. Atendimento de altíssima qualidade. O vinho produzido é doce e bom. O único ponto que não foi muito bom foi a sinalização para chegar até o local.

O estado capixaba é impressionante no que diz respeito às belas paisagens, povo simpático e diversas atrações turísticas. Além das diversas opções gastronômicas que encontrei dentro e fora da capital, existem vinícolas na região das montanhas, e o adorável clima. Para quem gosta de vinhos doces, o lugar é ideal.

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“O Vinho e Eu”

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É uma obra sensível, intensa e profundamente humana, escrita pela jornalista, poeta e sommelière Edna Gomes, que transforma o vinho em personagem e confidente, quase como um divã, para narrar dores, renascimentos, memórias e reflexões sobre o tempo, o amor e a vida.
Muito além de falar sobre a origem do vinho ou aspectos técnicos, o livro propõe uma viagem emocional: o vinho aparece como metáfora, presença e companhia em momentos de silêncio, perdas e reconstruções. Em uma narrativa em primeira pessoa, Edna conduz o leitor por capítulos que misturam poesia, ironia elegante e crítica social, revelando como o vinho pode ser abrigo, lucidez e cura simbólica, uma conversa íntima entre a mulher e sua própria alma.
Com uma escrita que transita entre o lírico e o real, “O Vinho e Eu” toca temas universais como solidão, pertencimento, preconceito, etarismo, fake news, fragilidade humana e espiritualidade. Tudo isso sem perder a leveza: a autora costura humor refinado, sensualidade sutil e cenas cotidianas, mostrando que viver é também aprender a degustar a existência com mais delicadeza.
Mais do que um livro sobre vinho, “O Vinho e Eu” é um livro sobre gente, sobre o que nos parte e o que nos refaz. Uma obra que acolhe o leitor como quem oferece uma taça: verdade, afeto e profundidade.
Título: O Vinho e Eu
Autora: Edna Gomes
Gênero: Crônica / Literatura contemporânea / Prosa poética
Lançamento: 2026 (previsto abril)

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Gastronomia

Carreta da Perdomo Doces chega à região do Shopping Cerrado.

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Loja itinerante funcionará das 12h às 22h na sexta-feira (30), e das 10h às 22h no sábado (31) e domingo (1º) com atendimento presencial e delivery

A Região Noroeste e arredores recebem, pela primeira vez, a carreta da Perdomo Doces neste fim de semana. A unidade móvel da famosa confeitaria artesanal ficará estacionada na entrada principal do Shopping Cerrado, atendendo ao público das 12h às 22h na sexta-feira (30), e das 10h às 22h no sábado (31) e domingo (1º), inclusive com a opção de pedidos via delivery.

Além de doces que unem sabor, criatividade e apresentação impecável, a loja itinerante aposta em uma combinação de cenografia temática, iluminação e ambientação planejada para oferecer uma experiência envolvente e instagramável. O espaço foi projetado para atender desde o cliente que deseja fazer uma pausa doce durante as compras até quem busca presentes criativos.

A ação faz parte do projeto “Perdomo pelo Brasil”, uma loja itinerante sobre rodas criada para celebrar os 10 anos da marca e levar suas criações para mais perto do público. O projeto já passou por cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, e teve paradas especiais de Natal no Centro-Oeste e no Triângulo Mineiro. O Shopping Cerrado fica na Avenida Anhanguera, nº 10.790, no Setor Aeroviário, em Goiânia.

OlhO Comunicação Marketing

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Notícias

Vinhos mais leves e refrescantes ganham espaço nas mesas durante o verão.

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Espumantes, brancos de alta acidez e rosés ganham espaço nas mesas de verão

Com a chegada do verão e das altas temperaturas, o consumo de vinhos no Brasil passa por uma adaptação natural. Em vez dos rótulos mais encorpados, ganham protagonismo bebidas mais leves, frescas e versáteis, que dialogam melhor com o clima quente e com momentos descontraídos. Em Goiânia, esse comportamento já é percebido na Decanter Goiânia, especializada em vinhos nacionais e importados.

Segundo o sommelier José Filho Anjos, responsável pela enoteca, o verão amplia a busca por estilos que priorizam frescor e leveza. “O verão pede vinhos que sejam, acima de tudo, refrescantes e versáteis. Aqui na Decanter Goiânia, a nossa aposta para os dias quentes são os espumantes, brancos de alta acidez, os rosés vibrantes e até alguns tintos mais leves, que trazem o frescor necessário à mesa”, explica.

A preferência acompanha um comportamento cada vez mais comum entre consumidores: beber vinho em momentos informais, ao ar livre, em encontros entre amigos ou refeições mais leves. “Não tenha medo de explorar. O segredo é manter a garrafa gelada e aproveitar momentos descontraídos”, resume o sommelier.

Entre os rótulos que traduzem esse perfil de consumo, José Filho destaca o Hermann Alvarinho Jovem 2025, produzido no Brasil a partir de uma uva emblemática de Portugal, conhecida pela acidez vibrante e frescor, além do Luigi Bosca Rosé 2024, de estilo delicado, com notas cítricas e florais que reforçam a sensação de leveza. Para quem prefere tintos, a indicação é o Luis Cañas Maceración Carbónica 2024, elaborado para ser bebido jovem, com taninos macios e perfil suculento, ideal para dias mais quentes.

O movimento reforça uma mudança no modo de consumir vinho no país, que deixa de estar restrito a ocasiões formais e passa a integrar o cotidiano, inclusive no verão. Para José Filho, a transformação amplia o diálogo entre o vinho e o clima brasileiro. “O importante é escolher rótulos que combinem com a estação e com o momento. O vinho também é sobre prazer e leveza”, conclui.

@decantergo

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