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Ziriguidum do D9 – Resumo – Segunda-feira, 16 maio de 2022
Publicado
3 anos agoon
Por
Elpidio Fiorda
Resumo de segunda, 16 de maio de 2022
Edição de Chico Bruno
Manchetes
Valor Econômico – Empresas tentam fusões após IPOs e queda em suas ações
O ESTADO DE S.PAULO – Após câmeras nas fardas, PM acentua uso de arma de choque
FOLHA DE S.PAULO – Distância entre cotistas e demais cai ao fim do curso
O GLOBO – Governo avança em recursos do FGTS pela volta do crescimento
CORREIO BRAZILIENSE – Bolsonaro pede que Petrobras tenha “papel social” com combustíveis
Destaques de primeiras páginas, fatos e bastidores mais importantes do dia
Fusão é uma saída – Das 45 empresas que abriram o capital no ano passado, 36 registraram queda na bolsa, operando muito abaixo do Ibovespa, segundo o Valor Data. Nesse cenário, pelo menos 14 empresas estão em conversas com assessores financeiros para buscar um investidor ou viabilizar uma fusão, apurou o Valor. De acordo com analistas, com a desvalorização dos papéis, fusões e aquisições são opções mais atraentes do que ofertas subsequentes de ações (follow-ons), pela dificuldade de precificação. Quando foram a bolsa em 2021, essas companhias não contavam com juros altos, o que resultou no aumento de despesas financeiras. Além disso, a inflação e o cenário de incertezas contribuem para maior volatilidade do mercado acionário. Companhias dos setores de tecnologia, educação e saúde estão entre as que se movimentam. Ainda assim, as negociações são complexas.
Menos letalidade – O uso de armas de choque, chamadas de Taser e consideradas menos letais, cresceu no último ano entre os policiais militares de São Paulo. O equipamento foi disparado 344 vezes em 2021, ante 112 ocorrências em 2020. Há 6,8 mil armas do tipo em uso atualmente, mas esse número deve chegar a 13 mil até o fim do ano. Junto com as câmeras acopladas às fardas, elas fazem parte dos esforços para reduzir a letalidade policial, que bateu recorde no Estado no primeiro semestre de 2020. Esses equipamentos disparam um impulso elétrico com carga de 50 mil volts, capaz de imobilizar o alvo. Especialistas alertam que as armas de choque também demandam controle rigoroso de uso e treinamento – duas mortes estão sob investigação. Outras polícias usam o aparelho há mais tempo, como a do Distrito Federal, considerada a menos letal do Brasil.]
Sucesso das cotas – Na formatura da primeira turma da Universidade de São Paulo, desde a implementação da política de cotas para estudantes de escolas públicas revela que o desempenho dos cotistas foi pouco inferior ao dos demais alunos e melhorou progressivamente ao longo do curso, tornando a distância entre as notas cada vez menor. A conclusão é da pesquisa do Centro de Estudos da Metrópole, coordenada por Marta Arretche, com 11 mil universitários. Mesmo nas faculdades mais concorridas da USP, a distância máxima entre os oriundos de escolas públicas e os de particulares foi de 1,2 ponto na mediana das notas, de 0 a 10. Essa diferença de 1,2 ponto se deu no 1º semestre de 2018. No fim de 2021, havia caído para 0,7.
Uso e abuso – Inaugurado no governo Temer, o saque de recursos do FGTS fora das condicionantes – como demissãosemjusta causa e compra de imóvel – tornou um expediente turbinado na gestão Jair Bolsonaro para tentar impulsionar o consumo. Entre 2019 e 2022, já foram três saques extraordinários, que somam ao menos R$ 123,7 bilhões injetados na economia. A cifra equivale a 20% do saldo total do fundo em 2021. Só a retirada de R$ 1 mil autorizada neste ano eleitoral soma R$ 30 bilhões. Especialistas temem falta de recursos para o financiamento de políticas de habitação e saneamento.
Petrobras sob pressão – Ao comentar as mudanças no Ministério de Minas e Energia, o presidente afirmou que a estatal, por meio de seu conselho, pode mudar a Política de Paridade Internacional no reajuste dos preços. “A PPI não é uma lei, é uma resolução”, disse, em nova crítica aos aumentos aplicados pela empresa.
FHC defende Doria na fogueira tucana – No mais novo capítulo da crise do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestou a favor do ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República. “Agiu bem o candidato João Doria. Ressaltando que o resultado das prévias deve ser respeitado”, escreveu em seu perfil pessoal no Twitter. Horas mais tarde, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, respondeu ao tuíte. “Caro FHC, com todo espeito, em nenhum momento dos diálogos em busca da candidatura única da terceira via e desde quando ainda lá participava o União Brasil, as prévias do PSDB sempre foram acatadas: João Doria era o candidato do PSDB. O da unidade poderá ser ou não. Com admiração”, escreveu o cacique. O PSDB e o Cidadania firmaram uma Federação para as eleições deste ano. Presidente da República por dois mandatos consecutivos, FHC é o tucano mais influente tanto no partido quanto para a opinião pública. O posicionamento do ex-presidente é um trunfo para a candidatura de Doria, dentro e fora do partido, mas as desavenças internas no PSDB parecem ser maiores do que o apelo feito pelo tucano.
Nas águas da liberdade – Acompanhado pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, e pelo ex-ministro Walter Souza Braga Netto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), tirou o dia para visitar locais conhecidos da capital federal. Uma das visitas foi à Feira dos Importados, o que atraiu muitos de seus apoiadores. O chefe do Executivo também esteve em uma banca de frutas em frente ao Jardim Zoológico de Brasília e visitou na Feira do Guará. Pessoas que estavam na Ponte JK, aguardando a “Lanchaciata”, afirmaram que Bolsonaro também passou pela concessionária Harley-Davidson, na 510 Norte. O presidente havia confirmado uma aparição no evento “Lanchaciata pela Liberdade no Brasil”, marcado para as 9h30 da manhã nas proximidades da Ponte JK. O evento começou com baixa adesão, mas a aglomeração de apoiadores aumentou ao longo do dia. No horário do evento, várias embarcações enfileiradas aguardavam o presidente. Mesmo sem a aparição de Bolsonaro no horário previsto, os bolsonaristas confiavam na participação do presidente. “Não é o estilo dele não aparecer nas programações que ele [Bolsonaro] marca”, afirmou uma apoiadora, que não quis se identificar. Durante várias horas, apoiadores ficaram à espera do titular do Planalto. No final do dia, Bolsonaro finalmente chegou. Ele pilotou uma moto náutica pelas águas do Lago Paranoá. Nesse momento, o cortejo teve adesão de aproximadamente 50 embarcações. Segundo organizadores, foram registradas ao longo do dia 100 embarcações, e a expectativa era de reunir mil pessoas.
Solução à vista para as candidaturas ao Senado – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia uma questão que pode ampliar a quantidade de candidatos ao Senado Federal nas eleições de outubro e alterar de forma significativa os palanques eleitorais nos estados. O deputado Delegado Wagner (União-GO) protocolou uma consulta à Corte para saber se os partidos podem apresentar candidatura ao Senado sem vínculo com possíveis coligações para o cargo de governador e vice-governador. Caso essa possibilidade encontre abrigo na legislação eleitoral, um partido poderá se coligar a outro na eleição para o governo do estado e, se não houver acordo para uma candidatura única ao Senado, ambos poderão apresentar candidatos de forma isolada. A consulta está na mesa do ministro Ricardo Lewandowski, que já tem parecer favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral pela legalidade das candidaturas individuais. Não há prazo para que o ministro responda à consulta, mas a jurisprudência permite o lançamento de candidaturas ao Senado desvinculadas das coligações para governador. Em uma resolução de 2010 no Tribunal Superior Eleitoral, ficou definida a possibilidade. Segundo parecer do então ministro relator Hamilton Carvalhido, “partidos coligados para o cargo de governador podem lançar, isoladamente, candidatos ao Senado”. Ele ressalva, porém, que “não é possível a formação de coligação majoritária para o cargo de senador distinta da formada para o de governador, mesmo entre os partidos que a integrem”. Para a advogada Gabriela Rollemberg, especialista em direito eleitoral, essa deve ser a posição do TSE diante da consulta feita pelo deputado Delegado Wagner. O que não significa que seja uma boa opção política. “Politicamente, não acho adequado, sempre faz mais sentido ter uma chapa unificada. Mas, juridicamente, não tem problema”, disse ela.
Alagoas tem novo governador – O deputado estadual Paulo Dantas (MDB) foi eleito governador de Alagoas ontem, em votação indireta feita pela Assembleia Legislativa local para mandato tampão que vai até 31 de dezembro. O resultado representa uma vitória política do senador Renan Calheiros (MDB) sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP). Os dois abriram uma disputa pelo comando do estado. Dantas foi eleito por 21 votos e terá como vice José Wanderley Neto (MDB), que exerceu o cargo na primeira gestão do ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Os dois foram empossados ontem mesmo. Houve empate no segundo lugar entre Danúbia Barbosa e os deputados estaduais Cabo Bebeto (PL) e Davi Maia (União Brasil), com um voto cada. Candidato do grupo de Lira na eleição indireta, Maia não recebeu votos nem de parlamentares do PP, partido do presidente da Câmara. O pleito ocorreu em meio a uma intensa guerra judicial travada entre o clã dos Calheiros e Lira, rivais na política alagoana. O senador Rodrigo Cunha (União Brasil), candidato de Lira ao governo de Alagoas em outubro, vai disputar contra Dantas, apoiado pelo ex-governador Renan Filho. A chapa emedebista deve apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, enquanto Lira está mais inclinado a apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A família Calheiros emplacou Dantas para o mandato de governador-tampão com a intenção de que ele dispute o pleito de outubro sentado na cadeira de governador e no controle da máquina estadual.
Auxílio Brasil emperra e tem fila de 1,3 milhão de famílias – Depois de anunciar em janeiro que conseguiu zerar a fila de espera, o governo decretou uma espécie de sigilo não oficial sobre o número de brasileiros que foram habilitados para o Auxílio Brasil, mas ainda não estão recebendo o benefício mínimo de R$ 400. Cálculos feitos com base em critérios da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) – que divulgou um estudo detalhado apontando uma demanda reprimida de 1 milhão de famílias em fevereiro – indicam que esse número bateu em 1,3 milhão em março. Para chegar a esse resultado, foi utilizado também o tabulador do Cadastro Único (o Cecad), do Ministério da Cidadania. Desse grupo, quase oito mil são famílias em situação de rua, que, pelas regras do antigo Bolsa Família, deveriam ter prioridade na fila. Outras 233 mil têm filhos com até quatro anos de idade. São os municípios os responsáveis pelo cadastramento inicial do Auxílio Brasil, e que primeiro sofrem pressão pela concessão do benefício. A Rede Brasileira de Renda Básica (RBRB) afirma que um novo problema está mascarando os números: a formação da “fila da fila”. Seriam brasileiros em situação de vulnerabilidade que não conseguem sequer completar o cadastramento nos Centros de Referência de Atendimento Social dos municípios. Outro entrave tem a ver com o represamento das famílias já habilitadas que ficam esperando pela liberação do benefício.
Contra roubos, moradores de SP usam celular sem Pix na rua – O médico Raul Barros, de 28 anos, esperava um carro de aplicativo na porta de um bar próximo ao Edifício Copan, no centro da capital paulista, quando teve o celular furtado por um ladrão de bicicleta. Com o susto, ele foi rapidamente para casa, na Vila Clementino, zona sul, e tomou as providências para bloquear o chip e a conta bancária o quanto antes. Não foi suficiente: no pouco tempo que demorou até travar as transações, Raul teve R$ 6 mil desviados de sua conta via Pix, ferramenta de pagamento do Banco Central. O roteiro do caso, que ocorreu no fim do ano passado, não é exatamente novo, mas serviu de empurrão para Raul adotar medidas de segurança. “Teve que acontecer comigo para que tomasse uma atitude”, explica. Além de comprar um celular novo, o médico agora usa um aparelho mais velho, que estava encostado no armário, só para fazer transações. A alta de roubos, que afeta sobretudo áreas centrais e bairros nobres, tem feito os paulistanos manterem um aparelho reserva em casa por segurança. No que levam ao sair, deixam no máximo um aplicativo de banco, e com pouco dinheiro. Diante dos casos de roubo, amigos de Raul adotaram medidas desse tipo há algum tempo e indicaram que ele fizesse o mesmo. “Fui adiando, e aí roubaram meu celular”, diz o médico, que conta ter sido ressarcido pelo banco. Agora, Raul mantém só um aplicativo para fazer transações pelo celular principal, com limite baixo, e aplica ainda estratégias como uso de senha no chip.
Cardiologista de famosos vê alta da ‘covid do coração’ – A médica Ludhmila Hajjar está na linha de frente do combate à avalanche de casos de doenças surgidos no coração em decorrência da covid-19. “Os casos cardiovasculares aumentaram 100% no Brasil. Estou vivendo isso no dia a dia. Meu consultório está lotado”, iniciou a conversa, por videoconferência, com a repórter Paula Bonelli. Recuperando o fôlego, após atender um paciente que estava enfartando, a professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, de 44 anos, falou sobre sua atividade que abrange diversas especialidades, inclusive sobre o papel de médica de famosos e autoridades. Seu consultório fica ao lado do Hospital Vila Nova Star, na Vila Nova Conceição, em São Paulo, onde recentemente atendeu o senador Davi Alcolumbre durante sua internação. Em março de 2021, ela recusou o convite de Jair Bolsonaro para ser ministra da Saúde, no lugar de Eduardo Pazuello. Para Ludhmila, a mulher médica está preparada para encarar a dura rotina das UTIS, mais do que os homens. “A mulher hoje é um ser destemido,” disse. Apesar de ter personalidade forte, ela não ficou à vontade para fazer cliques segurando o café, como proposto para ilustrar este papo. “Sou tímida”, confessou.
Tarcísio prepara estratégia para rebater corrupção no governo Bolsonaro – Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) querem usar um projeto que ele patrocinou no Ministério da Infraestrutura como um trunfo eleitoral na campanha do agora précandidato do presidente Jair Bolsonaro ao governo paulista. Durante a passagem dele pelo ministério, a pasta identificou e encaminhou a órgãos de controle e autoridades policiais quase 300 denúncias de irregularidades e suspeitas de fraudes desde 2019. Elas suscitaram quatro operações da Polícia Federal, em 2020 e 2021. A estratégia é uma vacina contra questionamentos de casos de corrupção no governo Bolsonaro. Ao menos em sua “casa”, argumentam aliados de Tarcísio, pode-se defender a ordem. O projeto foi batizado de “Radar Anticorrupção” e ficou a cargo da delegada federal Fernanda Costa de Oliveira. As operações da PF investigaram denúncias de fraudes em licitações da Infraero em governos do PT e acusações de corrupção passiva e sonegação fiscal de servidores. A delegada até tentou replicar o projeto nos ministérios da Saúde, Educação, Casa Civil, Minas e Energia, Defesa e Desenvolvimento Regional. Não houve interesse nas outras pastas.
Bolsonaro derruba em 36,5% repasse de verbas para São Paulo – Os valores das transferências voluntárias do governo federal para o estado de São Paulo caíram 36,5% com Jair Bolsonaro (PL) em relação ao antecessor, Michel Temer (MDB), mostra levantamento da Secretaria da Fazenda da administração paulista. Nos três anos do emedebista (2016-2018) foram transferidos R$ 3,3 bilhões. Com Bolsonaro (2019-2021) foram repassados R$ 2,1 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Essas transferências não são obrigatórias por lei e dependem de acordos entre governos. Em 2019, as transferências voluntárias foram de R$ 1 bilhão, depois caíram para R$ 608 milhões e, em 2021, ficaram em R$ 478 milhões. Com Temer, as transferências subiram ano a ano: R$ 989 milhões, R$ 1 bilhão e R$ 1,3 bilhão. A relação de Bolsonaro com São Paulo será explorada por adversários de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Governo de São Paulo. Ele é acusado, por exemplo, de ter prejudicado SP e ajudado o Rio de Janeiro como ministro da Infraestrutura na duplicação da Rio-Santos, que só contemplou o trecho fluminense.
Bolsonaro admite falta de verba no Incra – O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste domingo (15) que vai pedir ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a liberação de dinheiro para retomar atividades do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Ele disse que a emissão de títulos de propriedade “não pode parar” e que, se necessário, pedirá a transferência de recursos de outro ministério. Como revelou a Folha, o órgão suspendeu atividades por falta de verba. O cenário de penúria e a interrupção das ações —inclusive as de entrega de título de propriedade a antigos beneficiários da reforma agrária, que virou uma febre no governo— foram informados internamente por Geraldo Melo Filho, presidente do órgão. Bolsonaro reconheceu a falta de orçamento ao ser questionado pela imprensa neste domingo. Ele esteve na Praça dos Três Poderes antes de participar de evento em seu apoio por proprietários de lanchas no Lago Paranoá, em Brasília. “Vou ver se acerto com o Paulo Guedes esta semana, precisamos de mais recurso. Porque custa dinheiro você mandar o pessoal para as áreas, trabalhar, emitir o respectivo título de propriedade. E isso não pode parar”, diz. “E estou pronto, vou falar com Paulo Guedes [para que], se não tiver recurso, cortar de algum ministério.”
Não há como fazer mágica com preços da Petrobras – O superintendente-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Barreto, diz que não há mágica a ser feita pelo órgão sobre a política de preços da Petrobras. Em entrevista à Folha, ele contraria a expectativa criada no governo Bolsonaro de que investigações sobre a Petrobras em curso no órgão antitruste poderiam levar a mudanças nos preços dos combustíveis. Barreto nega que haja pressões políticas para adoção de uma medida pelo conselho. “O Cade não tem competência para disciplinar a política de preços da Petrobras e não pode determinar a ela ou a qualquer empresa que pratique preço A ou B”, diz. “O Cade não vai interferir na política de preços da Petrobras”, afirma. Barreto diz que o Cade pode até tomar atitudes contra a empresa caso conclua haver práticas anticoncorrenciais, inclusive em logística e atividades correlatas a combustíveis. Mas, em geral, processos como esse demoram de dois a três anos. “Impossível haver qualquer reação, qualquer resposta a curto prazo que vá impactar os preços dos combustíveis a partir dessas investigações”, diz o superintendente-geral. Depois de ocupar a presidência da autarquia por quatro anos, ele foi nomeado em abril para a superintendência, após aprovação de seu nome pelo Senado para um mandato de dois anos. Numa troca de posições, o ex-superintendente Alexandre Cordeiro hoje ocupa a presidência do conselho. Com a dança de cadeiras, o comando da superintendência-geral passou por uma interinidade de nove meses. Barreto também fala sobre o plano do governo de privatizar a empresa, citando um possível monopólio privado como resultado, e se diz aberto a discutir o tema com o governo. “O que nos interessa é termos mais competidores”, diz.
Bolsonaro diz que não haverá tabelamentos de preço de combustíveis – O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na tarde deste domingo (15) que a Petrobras não tabelará o preço dos combustíveis e insinuou uma possível mudança na política de preços da estatal. “Ninguém vai tabelar preço de combustível nem intervir na Petrobras”, afirmou durante passeio de moto por diversos pontos em Brasília. “O que eu acho que Petrobras poderia fazer, tem um artigo constitucional que fala da finalidade social da Petrobras. Não está sendo levado em conta. A paridade internacional só existe no Brasil”, acrescentou.
Fritura de Coelho na Petrobras se insere em estratégia mais ampla – A situação do presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, que completou um mês no cargo no sábado (14), continua cercada de incertezas, segundo interlocutores ligados à companhia. O Valor apurou que o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, “transferiu” para o Planalto a responsabilidade da discussão sobre a política de preços da companhia, que busca seguir a paridade das cotações domésticas às internacionais. Se Coelho quiser tratar o assunto, terá que fazê-lo não com o MME — a quem se reporta diretamente —, mas com o presidente Jair Bolsonaro. A situação de fragilidade de Coelho já havia ficado clara no dia da posse de Sachsida no MME, na quarta, na leitura de interlocutores da companhia. Pesa contra Coelho o fato de ter sido indicado pelo ex-ministro Bento Albuquerque. De quinta para cá, a pressão aumentou. Ninguém arrisca dizer se o novo presidente da Petrobras conseguirá se manter no no cargo e por quanto tempo. Uma alta fonte da Petrobras foi perguntada pela reportagem se Coelho chega ao fim do mês. E a resposta foi: “Dífícil saber.” Muito da fritura à qual Coelho está exposto é atribuída, internamente na empresa, a “fogo amigo” da área econômica do governo. Sachsida levou para o MME a visão econômica liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, e, nesse contexto, a troca de Coelho, afiliado de Albuquerque, faria todo sentido. Um interlocutor da companhia disse não acreditar na queda, mas completou: “Ainda…”
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Moda
Tiffany & Co. realiza evento exclusivo em Goiânia com a presença de Silvia Braz
Publicado
1 hora agoon
abril 3, 2025Por
Elpidio Fiorda
A Tiffany & Co., organizou um brunch para clientes e influenciadores na cidade de Goiânia, na última terça-feira, para celebrar a primeira loja da marca na cidade, com previsão de abertura para o próximo mês.

O evento proporcionou um ambiente intimista e sofisticado para compartilhar suas coleções ICONS, incluindo Tiffany Lock, Knot, HardWear e T. A comemoração foi uma oportunidade única para os convidados conhecerem as joias, também disponíveis através da nova loja virtual da marca.

Joias exclusivas das coleções icônicas, além de acessórios, bolsas e objetos decorativos, estão disponíveis para entrega em todo o Brasil. O evento em Goiânia simbolizou a expansão da presença da marca e celebrou essa nova etapa da história da Tiffany & Co. no Brasil, e contou com a presença da mais nova Friend of the House Silvia Braz, que veio de São Paulo especialmente para o evento.
Sobre a Tiffany & Co.

A Tiffany & Co., fundada na cidade de Nova York em 1837 por Charles Lewis Tiffany, é uma joalheria de luxo global com sinônimo de elegância, design inovador, artesanato fino e excelência criativa. Com mais de 300 lojas de varejo em todo o mundo e uma força de trabalho de mais de 13.000 funcionários, a Tiffany & Co. e suas subsidiárias de design projetam, fabricam e comercializam jóias, relógios e acessórios de luxo. Quase 5.000 artesãos habilidosos cortam diamantes Tiffany e fabricam joias nas próprias oficinas da empresa, cumprindo o compromisso da marca com a qualidade superlativa.
A Tiffany & Co. tem um compromisso de longa data em conduzir seus negócios com responsabilidade, sustentando o ambiente natural, priorizando a diversidade e a inclusão e impactando positivamente as comunidades em que opera. Para saber mais sobre a Tiffany & Co. e seu compromisso com a sustentabilidade, visite tiffany.com.br @tiffanyandco
Juliana Pileggi
juliana.pileggi@mktmix.com.br
Gerente de Moda
MktMix Assessoria de Comunicação

A arquiteta Claudia Oliveira foi uma das profissionais convidadas que participaram da concepção de peças de tamanduá e raposas para o leilão beneficente organizado por Meire Santos no World Trade Center. A artista parceira de Claudia , Ivana Thomé, e a empresária Ana Beatriz Montanini também prestigiaram o magnífico evento.

O Dr. César Vilela, especialista em Urologia, participará do 16º Congresso Internacional de Uro-Oncologia e do 11º Simpósio Multiprofissional de Uro-Oncologia, que ocorrerão de 02 a 05 de abril de 2025, em São Paulo. O evento reunirá especialistas para discutir avanços no tratamento de cânceres urológicos e promover a integração entre as especialidades. Dr. Vilela, com grande experiência na área, compartilhará conhecimentos e práticas inovadoras. Sua participação visa contribuir para a atualização científica e o fortalecimento do tratamento multidisciplinar.