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Lançamento de livro traz a história do desenvolvimento de Goiás em fotos de João Farkas, nesta quarta, em Goiânia

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O fotógrafo realizou expedições durante um ano pelo estado para reunir o material que traz belezas ambientais, agronegócios e tradições

Com fotos das cidades históricas, de cachoeiras, do cerrado, das tradições, do agronegócio e dos goianos, assinadas pelo renomado fotógrafo paulista João Farkas, o livro Uma Visão sobre Goiás será lançado no próximo dia 24 de abril, em Goiânia, com a função de ser uma homenagem ao Estado. 

Com 200 páginas com retratos do cotidiano goiano, o livro também é intercalado com textos que trazem a história de Goiás e faz uma homenagem aos protagonistas do desenvolvimento do estado por meio da história de Agrippino Bastos Santos, empresário que impulsionou a economia do estado de Goiás através do agronegócio.  O prefácio é assinado pelo governador do estado, Ronaldo Caiado.

Conhecido internacionalmente, João Farkas tem coleções em diversos museus pelo mundo, como La MEP, em Paris, e International Center of Photography, em Nova York. Ele também foi correspondente fotográfico para as revistas Veja e Isto É, e recebeu o Prêmio Vitae e o Prêmio Aberje pelo documentário ‘Retratos da Ocupação da Amazônia’. 

Farkas vem registrando há mais de 30 anos a complexa relação homem versus natureza em contextos brasileiros tidos como paradisíacos ou genuínos, como a Amazônia, o Pantanal ou o sul da Bahia. E, pela primeira vez, registrou o estado goiano.

Para produzir o livro sobre Goiás, João Farkas realizou algumas expedições pelo estado durante um ano. “Dedicamos especialmente duas expedições, uma foi para o sudoeste de Goiás. Passamos por Mineiros, Jataí, na região do Parque Nacional das Emas, e percorremos toda essa região. Foi impressionante!”, disse o fotógrafo.

Entre os cliques feitos pelo fotógrafo por todo o Estado estão pastos, montanhas, cavernas, plantações, rios, comitivas, cachoeiras, relevo, cerrado, flores típicas, animais, cidades, comidas, pessoas e até pôr do sol. Uma Visão sobre Goiás também lança um olhar sobre o agronegócio, um dos propulsores da economia goiana. “Realmente, o estado é muito próspero, muito bem estruturado, e me surpreendi com tudo o que vi”, diz ele.

Farkas conta que  ficou surpreso com a preservação ambiental do estado, apesar de sua forte vocação para o agronegócio. “O que nos dá esperança é que existem setores do próprio agro que estão muito preocupados com a preservação”, diz ele, fazendo menção à preservação das bacias e nascente do Araguaia, registrada no livro. Na região, o cultivo de soja tem substituído a pecuária. 

Os registros fizeram tanto sucesso que alguns cliques chamaram a atenção de donos de galerias, que adquiriram o direito de expor as obras. Um deles é o Pérez Art Museum Miami (PAMM), em Miami, nos Estados Unidos. Lá, o espaço vai mostrar uma das fotos que mais chamaram a atenção de Farkas: a cultura de milho. “Esta foto da lavoura de milho ficou praticamente abstrata. É uma das que o Jorge Pérez comprou para a coleção dele”. 

João Farkas conta que é procurado levar tanto para o Brasil quanto para o exterior um outro olhar sobre o País, que vão além de clichês e buscam quebrar paradigmas.  “Existe um outro caminho também, que é, mostrar o nosso potencial, nosso capital natural, assim a gente desperta para o respeito, ao amor à natureza, o patrimônio que nós temos. As imagens são, portanto, um alerta e uma celebração. Acho que a fotografia pode nos ajudar a entender o valor daquilo que nós temos e instigar um desenvolvimento econômico harmônico”, finaliza.

O livro Uma visão sobre Goiás foi idealizado pela empresária Ana Flávia Santos, sendo uma realização do empreendimento Promenade, da AFS Incorporação & Conceito, WV Maldi Incorporações e Joule Participações. Além do livro, algumas fotos das cinco expedições em terras goianas estarão expostas na galeria de arte do empreendimento Promenade, no setor Marista, cuja visitação é aberta ao público.

SERVIÇO

O que: Lançamento do livro Uma Visão sobre Goiás

Quando: 24 de abril de 2024

Horário: 19h30

Onde: No estande da Promenade

Endereço: Rua 15 com Mário Bittar e a Avenida T-9, no setor Marista 

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Arte e talento na Feijoada do Elpídio.

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A artista plástica goiana Anna Rita Araújo é a responsável pela ilustração que estampará a frente da camiseta da tradicional Feijoada do Elpídio, marcada para o próximo dia 28 de novembro, em Goiânia.

Com mais de 30 anos de trajetória nas artes visuais, Anna Rita é também educadora e pesquisadora, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo (USP).

Sua produção artística se destaca pela pintura em tela e pela aquarela, com obras que exploram flores e jardins, articulando temas como memória, feminino e imaginário.

Entre 2025 e 2026, a artista apresentou exposições no Museu de Arte de Goiânia, na Grécia e nos Estados Unidos, ampliando a presença de sua produção artística no cenário nacional e internacional.

A participação de Anna Rita Araújo acrescenta arte e identidade à camiseta desta edição da Feijoada do Elpídio, unindo a tradição do evento à expressão artística de um talento goiano.

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As Três Forças

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JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Ela estava parada com a tela a sua frente no Jardim Botânico de Cairns. Olhava para o chão.

Umas sementes azuis. Identifiquei o desenho. Era um casuar. Ave comum nessa região. A artista abaixava com facilidade e levantava ocasionalmente em uma perna só. Carregou várias vezes o seu material por entre as folhas e raízes. Dispus-me a ajudá-la.

Apenas sorriu e agradeceu. Era pesado. Disse-me que depois iria caminhando até a piscina pública, pela Esplanade e que fazia isso praticamente todos os dias. Calculei a distância, ida e volta uns 8km. Alguns dias ela nadava, outros não.

Sempre gostou do mar, mas onde tem crocodilo de água salgada, não é bom arriscar. Minha curiosidade aumentou sobre quem era e sua provável idade. Mas nada peguntei.

A conversa em si estava boa. Contou-me sobre suas telas antigas e recentes. Sobre os bichos da floresta, das plantas e dos presentes do mar.

Esticou-se toda e explicou-me que é necessário fazer isso porque a posição em pé e depois sentada, estraga a coluna. Dissertou sobre raízes, bulbos e lírios. Falou de uma tela sua com esse tema e que estava aprendendo francês porque era encantada com as ninféias de Monet.

E que havia comprado uns gibis para estudar. Nos quadrados é do jeito que escreve e nos balões é do jeito que fala, disse categoricamente.

Depois falou numa língua que nunca escutei e sorriu. Dentes muito brancos. Nessa hora disse-me que nascera em 1966. Estava feliz com essa idade pois seu pai morrera com 30 anos e sua mãe com 40.

Perguntou-me de onde eu era, e opinou que português é uma língua difícil. Repetiu a palavra “obrigado” várias vezes. Resolveu fazer um diário depois dos 50 anos.

E adorava ficar decorando o nome científico de tudo que pinta e desenha. Sempre faz churrasco com as amigas no fim-de-semana.

Nas margens da lagoa. Perto da galeria onde expõe seus quadros. De repente uma algazarra. São quatro crianças pequenas vindo correndo em nossa direção. Ela é a vovó.

Teve filhos muito cedo. Um casal veio em nossa direção.

Bastou ela olhar para a turma que todas se calaram. Sentaram e ela foi explicando sobre o jardim, as plantas dali e como aquelas frutinhas faziam um sucesso danado com a ave corredora de capacete, o casuar.

A reverência que o casal fez quando se aproximou dela foi muito bonita e silenciosa. Uma energia tranquila naquele momento e eu ali. Caladinho. Eu que sempre falo bastante, aproveitei para aprender um pouco mais.

É muito bom isso. Observar para poder integrar. Chegou a orientadora do passeio guiado e cumprimentou-a com carinho e respeito.

Sua força física de caminhar, carregar pesos, abaixar e levantar, nadar e alongar é impressionante.

Assim como o sorriso que emite enquanto se exercita. Seu interesse constante pela Natureza, por línguas, uma memória testada dia-a-dia é uma força intelectual imensa.

Nem falo de suas telas que depois pude verificar que são lindas. E por fim a força moral, cada palavra sua é ponderada.

A paixão inequívoca dos netos e – não sei se era a filha ou o filho, pois ambos a trataram como mãe – a família, e somada a minha admiração.

Além da funcionária do Jardim Botânico. Uma inspiração enorme numa manhã amena, com as três maiores forças do ser humano naquela mulher singular: a física, a intelectual e a moral.

JB Alencastro é médico e escritor

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Nelson Figueiredo faz duplo lançamento de livros sobre política e poesia.

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Professor de Direito Administrativo na Universidade Federal de Goiás e na Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas, hoje UNI-Anhanguera, advogado especializado em direito público, jurista respeitado e exímio escritor, Nelson Figueiredo vai realizar duplo lançamento com obras sobre política e poesia.

A noite de autógrafos será no restaurante Viela Gastronômica, às 19 horas do dia 18 de novembro.

Ambos os livros chegam à segunda edição revista e ampliada.

O primeiro é O Estado Infrator, da editora mineira Fórum, de interesse de todo cidadão que vive num país que burla as próprias leis.

O segundo é Andança Poética, da editora goiana Kelps, com poemas que tocam fundo o coração.

Enquanto um é fruto de profundas pesquisas e observações, no outro o professor explora toda a sua veia sensível e criativa.

Em O Estado Infrator, o jurista mostra que 14 anos se passaram desde suas primeiras denúncias sobre as violações, mas nada foi feito para adequar a estrutura a fim de fazê-la funcionar em favor do cidadão.

Criteriosamente elaborada em quatro capítulos, a obra é prefaciada pelo também ex-professor de Direito e membro do Instituto dos Advogados de Goiás, Vilmar Rocha.

Já Andança Poética, cujo prefácio é assinado por Aidenor Aires, escritor e ex-presidente da Academia Goiana de Letras, é dividido em capítulos:

Sonhos & Espora, Resistência A(r)mada, Verbo Peregrino, Acrósticos de Dor e de Guerra e O Império e o Catador de Ilusões.

No subcapítulo Lembranças, Nelson faz uma ode à Campinas, o bairro onde nasceu, em 1944, o Colégio Pedro Gomes, e o locais que muito frequentou. Ao longo de 43 anos de uma carreira de sucesso, o professor publicou as seguintes obras:

Sonhos e esporas: poemas, 1980; Os descaminhos do poder: comentários e reflexões, 1983; A resistência A(R)mada, 1991; Verbo Peregrino: poemas, 2006; O Estado Infrator, 2012; Passageiro da história: do sertão ao infinito.

Vida e obra de Manuel Lopes de Carvalho Ramos, 2016; Andança Poética, 2018; Andança Poética 2ª Edição 2025 e O Estado Infrator 2ª Edição 2026.

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