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A economia criativa

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Já representa 3,11% do PIB brasileiro e tem em Goiás um celeiro de iniciativas. Exemplo vai acontecer nos dias 3 e 4 de maio, com presentes para as mães

Presentear faz parte da cultura brasileira, ainda mais quando existe um forte vínculo tal qual entre mãe e filho. Segundo o Sebrae, o Dia das Mães é uma das datas mais movimentadas para o comércio brasileiro. Mas há quem não goste do ambiente frenético de compras que normalmente precede a data. Para quem deseja buscar lugares mais aconchegantes para as compras, as feiras criativas são uma boa opção. 

Uma delas será a  8° edição da Vitrine, agendada para os dias 3 e 4 de maio, no estande do Promenade. O local do evento oferece ambientes e experiências para já antecipar um pouco do que será o empreendimento no futuro, na rua Mário Bittar, esquina com a rua 15, no Setor Marista. Lá, é possível desfrutar de um café, restaurante, galeria de arte e uma praça de convivência. 

“Por isso, o local se harmonizou perfeitamente com o nosso propósito de proporcionar um ambiente acolhedor e charmoso”, diz Carol Polastri, uma das organizadoras da Vitrine. Dentro de um ambiente aconchegante da feira, os visitantes poderão encontrar produtos autorais desenvolvidos por empreendedores goianos, sendo que a maioria trabalha o handmade, ou seja, feitos à mão, em bom português. 

Louças em cerâmica, acessórios de semijoias em cristais e em prata, itens de decoração, óculos, jogos americanos para mesa posta, velas aromáticas e decorativas, aromatizador de ambientes, roupas casuais, peças em jeans e itens de moda íntima, fitness e de banho estão entre as opções da feira. Haverá também algumas novidades importadas,  tais como cosméticos coreanos.

“A gente se surpreende com a criatividade e qualidade da produção artesanal goiana, e sempre tivemos a necessidade de valorizar esse tipo de trabalho autoral em cada edição da Vitrine”, diz Carol. O evento contará com uma sonorização especialíssima feita pela  DJ Ayuh, e ainda, os visitantes poderão se refrescar com os picolés da Trilha da Amazônia e Fiu Fiu Ice à vontade, de forma gratuita. O estacionamento também será liberado.

Economia criativa 

Se, por um lado, as feiras facilitam as compras para o consumidor, por outro fortalecem o empreendedorismo ancorado na economia criativa. Segundo o Governo Federal, a economia criativa, ligada à capacidade do indivíduo de contribuir para a sociedade com soluções criativas a partir de suas habilidades, representa 3,11% do PIB brasileiro e emprega atualmente mais de 7,5 milhões de pessoas. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, até 2030, o setor gerará um milhão de empregos. 

A Vitrine é uma solução para o fortalecimento da economia criativa, que surgiu a partir da união de esforços de duas amigas empreendedoras: Carol Polastri, que tem uma marca de moda fitness, e Vitória Xavier, com uma marca de moda praia, ambas autorais.. Há três anos atrás, após a pandemia, elas decidiram realizar a feira para aumentar o potencial de venda e reuniram outros empreendedores criativos na iniciativa.

“Depois da primeira edição, participantes pediram novas edições e cada uma superava a outra em qualidade e movimento. E seguimos até hoje com esse evento tão gostoso de realizar”, diz Carol. A  Vitrine tem a previsão de receber cerca de 200 pessoas por dia, e Carol aproveita para convidar o público para prestigiar o evento. “É uma alternativa de encontrar um presente original e valorizar o empreendedorismo local”, diz a coordenadora.

Sobre o Promenade

Situado no  encontro da Rua 15 com a Mário Bittar e Avenida T-9 do Setor Marista, o Promenade foi desenhado para se tornar um marco na arquitetura na cidade, tanto por seu conceito, quanto por sua elegância. Unindo hospitalidade e  moradia aconchegante serão duas torres. No residencial Galeria, apartamentos amplos garantem moradia com alta sofisticação, conforto e tecnologia como jamais vista na região. Enquanto o V3rso Tailored by Emiliano é o primeiro tech hotel de Goiânia, oferecendo uma experiência única e personalizada de long e short-stay. No térreo, haverá uma área de paisagismo exuberante com um food hall que será o ponto de encontro dos amantes da arte, cultura e alta gastronomia como entretenimento de altíssimo padrão na região mais nobre da cidade.

Serviço

Assunto: Feira Vitrine traz presentes originais para as mães

Data/horário: 03 de maio | 16h às 21h e 04 de maio | 09h às 16h

Local:Promenade | Rua 15, 1963, Setor Marista.

Entrada gratuita

COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS
Raquel Pinho e equipe

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Inez Resplande em Dubai

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A empresária goiana Inez Resplande está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde participa, de 23 a 29 de outubro, do Global Experience, evento que promove conexões, inspiração, conhecimento e oportunidades.

Convidada para ministrar uma palestra, ela abordará o tema *“O Desejo de Ser Grande”*, compartilhando experiências e reflexões sobre crescimento e realização.

Durante a estadia, Inez também aproveita a oportunidade para conhecer os tradicionais atrativos turísticos da região.

Mais uma conquista que reforça sua trajetória de sucesso e empreendedorismo.

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Arte e talento na Feijoada do Elpídio.

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A artista plástica goiana Anna Rita Araújo é a responsável pela ilustração que estampará a frente da camiseta da tradicional Feijoada do Elpídio, marcada para o próximo dia 28 de novembro, em Goiânia.

Com mais de 30 anos de trajetória nas artes visuais, Anna Rita é também educadora e pesquisadora, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutora em Artes pela Universidade de São Paulo (USP).

Sua produção artística se destaca pela pintura em tela e pela aquarela, com obras que exploram flores e jardins, articulando temas como memória, feminino e imaginário.

Entre 2025 e 2026, a artista apresentou exposições no Museu de Arte de Goiânia, na Grécia e nos Estados Unidos, ampliando a presença de sua produção artística no cenário nacional e internacional.

A participação de Anna Rita Araújo acrescenta arte e identidade à camiseta desta edição da Feijoada do Elpídio, unindo a tradição do evento à expressão artística de um talento goiano.

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As Três Forças

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JB Alencastro especial para o D9 Notícias.

Ela estava parada com a tela a sua frente no Jardim Botânico de Cairns. Olhava para o chão.

Umas sementes azuis. Identifiquei o desenho. Era um casuar. Ave comum nessa região. A artista abaixava com facilidade e levantava ocasionalmente em uma perna só. Carregou várias vezes o seu material por entre as folhas e raízes. Dispus-me a ajudá-la.

Apenas sorriu e agradeceu. Era pesado. Disse-me que depois iria caminhando até a piscina pública, pela Esplanade e que fazia isso praticamente todos os dias. Calculei a distância, ida e volta uns 8km. Alguns dias ela nadava, outros não.

Sempre gostou do mar, mas onde tem crocodilo de água salgada, não é bom arriscar. Minha curiosidade aumentou sobre quem era e sua provável idade. Mas nada peguntei.

A conversa em si estava boa. Contou-me sobre suas telas antigas e recentes. Sobre os bichos da floresta, das plantas e dos presentes do mar.

Esticou-se toda e explicou-me que é necessário fazer isso porque a posição em pé e depois sentada, estraga a coluna. Dissertou sobre raízes, bulbos e lírios. Falou de uma tela sua com esse tema e que estava aprendendo francês porque era encantada com as ninféias de Monet.

E que havia comprado uns gibis para estudar. Nos quadrados é do jeito que escreve e nos balões é do jeito que fala, disse categoricamente.

Depois falou numa língua que nunca escutei e sorriu. Dentes muito brancos. Nessa hora disse-me que nascera em 1966. Estava feliz com essa idade pois seu pai morrera com 30 anos e sua mãe com 40.

Perguntou-me de onde eu era, e opinou que português é uma língua difícil. Repetiu a palavra “obrigado” várias vezes. Resolveu fazer um diário depois dos 50 anos.

E adorava ficar decorando o nome científico de tudo que pinta e desenha. Sempre faz churrasco com as amigas no fim-de-semana.

Nas margens da lagoa. Perto da galeria onde expõe seus quadros. De repente uma algazarra. São quatro crianças pequenas vindo correndo em nossa direção. Ela é a vovó.

Teve filhos muito cedo. Um casal veio em nossa direção.

Bastou ela olhar para a turma que todas se calaram. Sentaram e ela foi explicando sobre o jardim, as plantas dali e como aquelas frutinhas faziam um sucesso danado com a ave corredora de capacete, o casuar.

A reverência que o casal fez quando se aproximou dela foi muito bonita e silenciosa. Uma energia tranquila naquele momento e eu ali. Caladinho. Eu que sempre falo bastante, aproveitei para aprender um pouco mais.

É muito bom isso. Observar para poder integrar. Chegou a orientadora do passeio guiado e cumprimentou-a com carinho e respeito.

Sua força física de caminhar, carregar pesos, abaixar e levantar, nadar e alongar é impressionante.

Assim como o sorriso que emite enquanto se exercita. Seu interesse constante pela Natureza, por línguas, uma memória testada dia-a-dia é uma força intelectual imensa.

Nem falo de suas telas que depois pude verificar que são lindas. E por fim a força moral, cada palavra sua é ponderada.

A paixão inequívoca dos netos e – não sei se era a filha ou o filho, pois ambos a trataram como mãe – a família, e somada a minha admiração.

Além da funcionária do Jardim Botânico. Uma inspiração enorme numa manhã amena, com as três maiores forças do ser humano naquela mulher singular: a física, a intelectual e a moral.

JB Alencastro é médico e escritor

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