Realizada pela primeira vez no Centro de Convenções de Goiânia, a Feira de Fornecedores de Tecnologia e Soluções para a Indústria de Goiás reuniu 77 expositores e recebeu cerca de 30 mil visitantes durante quatro diasCerca de R$ 100 milhões em volume de negócios durante quatro dias de muita inovação, debates, vendas, prospecções e a certeza de que a indústria goiana está no caminho certo.
Esse é o saldo pra lá de positivo da segunda edição da Expoind 2025 – Feira de Fornecedores de Tecnologia e Soluções para a Indústria de Goiás, que terminou sábado 1º de novembro.
Realizado pela primeira vez no Centro de Convenções de Goiânia, o evento da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) recebeu aproximadamente de 30 mil visitantes, superando com folga a marca da primeira edição em 2024, de 6,5 mil pessoas.
“Saímos dessa Expoind 2025 com resultados concretos: foram mais de 70 expositores, um público de 30 mil visitantes e quase R$ 100 milhões em negócios.
Vimos a indústria goiana abraçar soluções de produtividade, da automação às rotas de energia limpa”, afirmou André Rocha, presidente da Fieg, ao destacar os bons resultados da feira.
Ele também destacou que o conjunto de expositores da feira refletiu o perfil inovador e ao mesmo tempo sustentável da indústria goiana.
“A feira integrou entidades, governo e empresas, e reforçou Goiás como polo de inovação com responsabilidade ambiental.
Esse é o rumo que defendemos: competitividade com sustentabilidade, formação de gente e tecnologia a serviço da indústria”, ressaltou o dirigente ao fim do evento, que este ano integrou a FIC Goiás – Feira da Indústria, Comércio, Habitação, Empreendedorismo e Cooperativismo.
Contatos, visibilidade e muitos negócios.
Dos mais modernos robôs industriais, passando pelo que há de mais novo em geração de energia limpa, até as mais sofisticadas soluções em biotecnologia para tratamento de água e reaproveitamento de resíduos, fornecedores dos mais variados produtos e serviços tiveram a oportunidade de estarem em contato direto com empresas goianas de diversos ramos da indústria.
E mais uma vez o feedback foi positivo entre a grande maioria dos 77 expositores que participaram desta última edição.
Apesar de ser a primeira vez que a Autho Distribuição e Comércio de Equipamentos Industriais e Automação participa na Expoind, Everton Carneiro, coordenador de vendas da empresa, não é um novato na feira organizada pela Fieg.
“No ano passado eu participei, porém por uma outra empresa, e este ano estamos aqui pela Autho e a minha avaliação é de que a estrutura da Expoind melhorou muito, a organização da feira também melhorou, na questão de estacionamento, da logística, ou seja, tudo muito bom”, afirmou, ao esclarecer que um dos principais objetivos para a empresa participar da feira foi a busca por visibilidade.
“Temos uma gama de clientes aqui na região, não só em Goiás, mas também no Distrito Federal, portanto, buscamos aqui trazer os nossos clientes para esse ambiente diferenciado e mostrar o que temos de soluções e inovações”, acrescentou.
Hosana Loiola, CEO da Ionix, empresa com 25 anos de mercado e que atua na fabricação de equipamentos para indústrias alimentícias, especialmente as de bebidas, afirma que a Expoind representou um momento valioso de contato entre indústrias e fornecedores.
“Hoje para eu fazer uma prospecção, visitar alguns clientes e ter esse contato direto, levaria muito tempo.
Então, no meu dia a dia seria muito mais difícil, portanto, pegar um evento desse com quatro dias, onde você tem os principais clientes e fazer essa interação é um grande diferencial para o negócio”, avalia Hosana, cuja empresa fabrica tanques de aço inox e com sistemas de limpeza dentro desses equipamentos, trabalhando com marcas como Ambev, Laticínios, Bela Vista e Itambé.
Expectativas superadasCom 15 anos de mercado e atuando no ramo de painéis elétricos de baixa e média tensão e com automação para a indústria, a Brava Infraestrutura Elétrica e Automação é outra empresa goiana que encerrou sua participação na Expoind 2025 com saldo positivo, conforme explicou Edson Bernardes de Mello, diretor de vendas da empresa.
“Nós tivemos um número bom de negócios levantados, conseguimos, inclusive, concluir algumas vendas e o que não foi fechado aqui, será consolidado na semana que vem”, destacou o expositor.
Com o sucesso alcançado nesta última edição, Bernardes já adianta a presença da feira para a Expoind 2026.
“Foram quatro dias de bons negócios e acho que a qualidade do público melhorou muito em relação à edição anterior e com certeza estaremos na feira do ano que vem”, revelou.
Como supervisora comercial da Engre & Cors, empresa com 14 anos de mercado e especializada no fornecimento de correntes, correias e engrenagens industriais, Flávia Rodrigues diz que se surpreendeu com os bons resultados alcançados durante a Expoind 2025.
“O evento realmente superou nossas expectativas, aliás foi bem além do que nós esperávamos.
Tivemos muita captação de novos clientes, e na minha avaliação o público foi bem selecionado, voltado realmente para a indústria”, salientou.
Para Flávia, a presença da Engre & Cors representou grandes ganhos futuros.
“Muitas vezes para conseguirmos prospectar os clientes, que contactamos aqui, nós levaríamos meses para fazer esse contato, fazer uma reunião, ao passo que na Expoind conseguimos esse contato de forma muito mais fácil e eficaz”, destacou.
Rodadas, prêmios e jornada.
Além das novidades e soluções trazidas por seus 77 expositores, a Expoind 2025 também foi palco de ótimas oportunidades de negócios.
A feira abrigou a 12ª edição do Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), que reuniu compradores de 12 países e 40 indústrias goianas interessadas em exportar.
Ao longo de dois dias foram realizadas 159 reuniões, que movimentaram mais de US$ 13,2 milhões em negócios.
Além das negociações internacionais, o evento também fomentou conexões para o mercado interno.
As rodadas nacionais de negócios, realizadas entre indústria de Goiás e expositores da feira, movimentaram aproximadamente R$ 9,2 milhões em negócios futuros.
A Expoind 2025 também reconheceu o empenho de empresas goianas na busca e promoção de uma indústria mais moderna e sustentável, por meio da entrega do 2º Prêmio Fieg de Inovação e 2ª edição do Prêmio Fieg de Sustentabilidade.
Além disso, a Expoind 2025 foi palco da Etapa Regional Centro-Oeste da Jornada de Inovação da Indústria CNI.
Senai apresenta soluções tecnológicas e corporativas.
Além de participar da programação técnica com o painel sobre inovação em biogás, o Senai também marcou presença na Expoind com um espaço voltado à demonstração de serviços e tecnologias industriais.
No estande da instituição, o público pôde conhecer soluções inovadoras nas áreas de inteligência artificial (IA), automação industrial e indústria 4.0, apresentadas pelas equipes técnicas das unidades.
Entre os destaques, estavam as aplicações de IA desenvolvidas pela Faculdade Senai Fatesg, o uso do Scan Zeiss pela equipe Ítalo Bologna, além da Planta 4.0, que simula processos de produção industriais.
As demonstrações reforçam o compromisso do Senai de aproximar a indústria de tecnologias avançadas, oferecendo suporte técnico, capacitação profissional e soluções personalizadas para aumentar a competitividade e a produtividade do setor industrial goiano.
Sesi leva inovação, tecnologia e educaçãoCom nomes criativos e originais, que marcam a identidade e o espírito de equipe, fundamentais em competições de robótica mundo afora, times do Sesi Goiás marcaram presença na Expoind, mostrando ao grande público parte das soluções corporativas e experiências desenvolvidas em sala de aula.
No espaço dedicado à robótica educacional, os visitantes puderam acompanhar de perto o desempenho dos robôs, jogos interativos e um projeto de logística reversa para resíduos eletrônicos, todos criados pelos alunos.
Os robôs humanoides NAO e Robodog também chamaram atenção ao interagir com o público, demonstrando o avanço da tecnologia educacional nas escolas Sesi.
Além disso, o público conferiu diversas soluções tecnológicas para a indústria, como aplicações em realidade virtual, impressoras 3D e scanners 3D.
Durante o evento, também foram oferecidas oportunidades de cadastro para matrículas na rede de educação, permitindo que visitantes conhecessem mais de perto as possibilidades de formação oferecidas pela instituição.
Presidente do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica Alessandro Alarcão.
Congresso nacional em Goiânia reúne especialistas do país e do exterior para discutir como a tecnologia está transformando diagnósticos, planejamento cirúrgico e a experiência médica.
A inteligência artificial já começa a redefinir os caminhos da medicina e a cirurgia dermatológica brasileira será um dos palcos dessa transformação.
Entre os dias 30 de abril e 3 de maio, Goiânia sediará o 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD), evento que reunirá especialistas de todo o país e convidados internacionais para discutir como a tecnologia vem remodelando a prática clínica, a pesquisa científica e a formação médica.
Com o tema “Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial”, o encontro propõe um olhar aprofundado sobre a incorporação de ferramentas digitais no diagnóstico, no planejamento cirúrgico e na segurança do paciente.
A expectativa é reunir mais de 3 mil médicos dermatologistas, além de pesquisadores, profissionais da saúde e representantes da indústria médica.
A escolha do tema acompanha uma mudança acelerada no setor.
Estudos internacionais apontam que cerca de 85% das organizações de saúde já adotaram inteligência artificial em algum nível, enquanto mais de 80% relatam ganhos concretos em eficiência e tomada de decisão clínica.
Ao mesmo tempo, pesquisas globais indicam que 64% da população vê com bons olhos o uso da IA na medicina, refletindo uma crescente confiança nas tecnologias aplicadas ao cuidado com a saúde.
Dentro desse cenário, o congresso pretende apresentar experiências práticas e aplicações reais da inteligência artificial na dermatologia, área em que algoritmos e sistemas de análise de imagem já vêm contribuindoĺo futuro da saúde.
Serviço.
36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD)
Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026Local: Centro de Convenções de Goiânia – Goiânia (GO)
Tema: Evolução da Cirurgia Dermatológica em Tempos de Inteligência Artificial
Realização: Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD)
Informações: www.sbcd.org.br*Participação prevista:*Mais de 3 mil médicos dermatologistas e cerca de 2 mil profissionais entre organizadores, expositores e representantes da indústria da saúde.
– Cenltro de Convenções de Goiânia será sede do 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD) – Créditos – divulgação FOTO 3- Capital de Goiás, Goiânia foi escolhida para sediar o 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD) – Créditos – divulgação
O uso indiscriminado de testosterona e chips da beleza por mulheres para fins estéticos vem chamando a atenção de especialistas por conta dos danos irreversíveis que podem causar à voz.
Muitas pessoas desconhecem que o uso de medicamentos rotineiros pode impactar diretamente na saúde vocal. Neste contexto, o uso de testosterona por mulheres e dos chips da beleza – apelido popular dado a implantes hormonais subcutâneos, geralmente contendo gestrinona, testosterona ou outros hormônios, que liberam substâncias no organismo de forma contínua – frequentemente associado a fins estéticos, vem chamando a atenção de especialistas porque podem causar danos irreversíveis à voz.
“Essa situação do uso indiscriminado dos hormônios tem chamado a atenção. Temos visto várias sociedades médicas especializadas se posicionando contra”, alerta a otorrinolaringologista Juliana Caixeta.
A médica explica que o uso de hormônios masculinos, como a testosterona, pode levar a alteração da voz de forma irreversível para o paciente. Isso acontece devido à hipertrofia do músculo vocal, afetando permanentemente a estrutura da laringe e prejudicando a saúde vocal do paciente.
Não é raro aparecerem celebridades nas mídias sociais ou na TV com a voz muito grave ou rouca.
Essa situação também se repete nos consultórios médicos.
É comum chegarem mulheres nas consultas reclamando que estão roucas e muitas vezes é por conta do uso de hormônios, especialmente a testosterona para fins estéticos”.
Principais impactos da testosterona na voz feminina
Os sintomas iniciais dos impactos causados pela testosterona na voz feminina são sensação de peso na garganta, rouquidão, instabilidade vocal e dificuldade para alcançar notas agudas. Estudos indicam que mudanças podem aparecer após poucas semanas de uso de anabolizantes.
O risco aumenta significativamente após oito a 12 semanas de uso, ou seja, uso crônico.
Entre os impactos está a virilização, ou o engrossamento da voz.
A testosterona age nos músculos da laringe, aumentando-os e tornando as pregas vocais menos elásticas, o que resulta em um tom de voz mais baixo, masculino.
Em muitos casos, as alterações na voz tornam-se permanentes, sendo difícil ou impossível reverter o quadro após certo tempo de uso.
O uso de implantes hormonais, os chamados chips da beleza, também pode causar essas mudanças, pois a laringe feminina é sensível a qualquer andrógeno, independente da forma de administração.
“Por isso, é fundamental buscar avaliação médica especializada, otorrinolaringologista e endocrinologista, antes de iniciar qualquer terapia hormonal com testosterona para monitorar possíveis efeitos colaterais”, orienta Juliana Caixeta.
Disfonia medicamentosa
O uso de medicamentos rotineiros – sejam eles prescritos, de venda livre ou até suplementos naturais – pode impactar diretamente na saúde vocal.
A chamada disfonia medicamentosa é um efeito colateral comum que exige atenção e, entre suas principais causas, estão o uso indiscriminado de fármacos e a automedicação, praticada por 90% dos brasileiros segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) em 2024.
A disfonia medicamentosa caracteriza-se por alterações na qualidade da voz, como rouquidão e soprosidade, frequentemente causadas pelo ressecamento das pregas vocais.
Isso ocorre porque muitos fármacos reduzem drasticamente a produção de saliva, uma condição conhecida clinicamente como xerostomia.
Sem essa lubrificação natural, a vibração adequada das cordas vocais é prejudicada, gerando o desconforto e, por isso, manter o corpo hidratado é um dos passos fundamentais para evitar maiores danos funcionais.
A rouquidão, muitas vezes vista apenas como um incômodo passageiro, pode ter relação direta com o uso de remédios cotidianos.
Segundo a otorrinolaringologista Juliana Caixeta, quem faz uso contínuo de medicações deve observar sinais como mudança no timbre e esforço ao falar.
A sensação de boca seca também é um alerta importante de que algo pode estar errado.
“Se esses sintomas persistirem por mais de 15 dias, é fundamental comunicar o médico responsável pela prescrição”, destacou.Segundo a especialista, alguns grupos de fármacos podem provocar alterações específicas.
Corticoides inalatórios, por exemplo, podem causar edema nas pregas vocais e aumentar o risco de infecções fúngicas. Já remédios para tontura podem gerar tremores, inclusive na voz, enquanto anti-inflamatórios e anticoncepcionais podem acabar agravando o refluxo gastroesofágico.
Esse refluxo é outro fator conhecido por estar fortemente associado à alteração vocal, exigindo sempre um diagnóstico preciso.*Grupos vulneráveis e prevenção.
Embora a suspensão ou o ajuste da dosagem possa reverter o problema em diversos casos, isso nem sempre ocorre. Essa incerteza reforça a importância do acompanhamento médico rigoroso para evitar que sequelas vocais se tornem um problema crônico e de difícil tratamento
. “A rouquidão impacta diretamente a qualidade de vida, pois a voz é nossa principal forma de comunicação”, ressalta a otorrinolaringologista.
Profissionais que dependem intensamente da voz, como cantores, locutores e jornalistas, devem ter atenção redobrada por serem considerados profissionais da voz. Entretanto, a médica destaca que cerca de 80% das pessoas dependem da fala para executar suas atividades diárias. Isso inclui professores, advogados, médicos, recepcionistas, dentre outras profissões.
Além disso, idosos são muito suscetíveis ao transtorno, tanto pelo uso frequente de medicamentos quanto pelas mudanças anatômicas naturais decorrentes do próprio processo de envelhecimento.Juliana Caixeta destaca que apesar dos possíveis efeitos, os pacientes não devem interromper o uso de medicamentos por conta própria.
A decisão terapêutica deve ser feita sempre com orientação médica, considerando os riscos e benefícios do tratamento.
Em muitos casos, os problemas são reversíveis se detectados cedo, mas quando negligenciados, podem evoluir e comprometer a comunicação.
Portanto, cuidar da voz faz parte do ĺlal com a saúde, especialmente para quem a utiliza diariamente em sua profissão.
Medicamentos que oferecem maior risco.
Além dos hormônios masculinos, entre os principais grupos associados a alterações vocais estão:
Anti-histamínicos e descongestionantes;
Diuréticos e antidepressivos;
Anti-hipertensivos (especialmente inibidores da ECA);
Corticoides inalatórios e anticoagulantes;
Anticoncepcionais hormonais.Esses medicamentos podem atuar de diferentes formas: ressecando a mucosa, provocando retenção de líquidos, alterando o sistema nervoso ou aumentando o risco de pequenas hemorragias.
FOTOSFoto 1 Legenda: Cerca de 90% dos brasileiros se automedicam, uma das principais causas da disfonia medicamentosa
Projeto percorre o Vale do Araguaia com programação gratuita, fortalece artistas goianos e amplia ações ambientais e sociais em 2026.
Ao completar 23 anos de história em 2026, o Estrelas do Araguaia consolida-se como um dos mais relevantes projetos culturais itinerantes do Centro-Oeste brasileiro, unindo música, responsabilidade social e preservação ambiental em uma proposta que ultrapassa o entretenimento e se firma como política cultural de impacto direto nos turistas ,residentes do Vale do Araguaia e comunidades ribeirinhas.
Criado a partir da conexão afetiva com o Rio Araguaia e da vocação para a produção cultural, o projeto nasceu com a missão de democratizar o acesso à arte e valorizar a produção goiana em regiões tradicionalmente afastadas dos grandes circuitos.
Ao longo de mais de duas décadas, a iniciativa levou shows, atividades recreativas, literatura, ações esportivas e distribuição de brindes a cidades como Aruanã, Nova Crixás (Bandeirantes), Baliza, Britânia (Itacaiú) e à histórica Cidade de Goiás, sempre de forma gratuita e acessível a públicos de todas as idades.
Sob a condução de Sergei Cruvinel e João Arthur Carvalho, o Estrelas do Araguaia ampliou seu escopo e hoje atua também como agente de transformação social.
Desde a pandemia, quando passou a intensificar ações solidárias, o projeto já distribuiu mais de 10 toneladas de alimentos, além de itens essenciais como máscaras e álcool em gel, em parceria com órgãos públicos e apoiadores.
A iniciativa mantém ainda um olhar atento às comunidades indígenas e ribeirinhas, promovendo doações regulares de cestas básicas, protetores solares e repelentes, além de atividades culturais inclusivas.
A edição de 2026 traz novidades estratégicas e simbólicas.
A abertura, marcada excepcionalmente para o dia 4 de abril, durante a Semana Santa, será realizada na Cidade de Goiás com o espetáculo “Grande Encontro Goiano”, reunindo artistas como Maria Eugênia, Cláudia Vieira, Tom Chris e Pádua em uma apresentação coletiva na Rua do Encontro, em uma noite de lua cheia que promete marcar o calendário cultural do estado.
Ao longo do ano, o projeto seguirá durante a alta temporada de julho e se estenderá até o feriado de 7 de setembro, passando por cerca de 20 praias, acampamentos e praças ao longo do Vale do Araguaia.
Outro destaque desta edição é a expansão territorial do projeto, que pela primeira vez levará uma apresentação à região próxima à nascente do Rio Araguaia, no município de Baliza, onde o rio revela uma paisagem singular, com corredeiras, cânions e cachoeiras ainda pouco exploradas pelo grande público.
A iniciativa reforça o compromisso do projeto em valorizar não apenas a cultura, mas também o patrimônio natural da região.
Com público estimado em 30 mil pessoas em 2026 — crescimento significativo em relação às 20 mil registradas na última edição —, o Estrelas do Araguaia reafirma sua capacidade de mobilização e relevância cultural.
A programação musical deste ano reúne nomes como Marcelo Barra, Groove Quintal, Banda Versário, Malue, Cejane Verdejo , Maria Eugênia , Cláudia Vieira e Grace Carvalho, além das estreias de Tom Chris e Pádua, ampliando o diálogo entre diferentes gerações e estilos.
Mais do que um circuito de shows, o projeto também se destaca pelo compromisso com práticas sustentáveis.
Em parceria com a empresa Ideias Urbanas, realiza a gestão adequada dos resíduos sólidos gerados durante os eventos, alinhando-se ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A iniciativa reforça a dimensão ESG do projeto, integrando cultura, meio ambiente e responsabilidade social em uma mesma plataforma.
Com apoio de instituições públicas e privadas, como o Governo de Goiás, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), por meio do Programa Goyazes, além de marcas como Piracanjuba, Unimed Goiânia, Ademicon, Sesc e Corona, o Estrelas do Araguaia segue como exemplo de articulação entre iniciativa cultural e investimento estratégico.
Ao longo de sua trajetória, o projeto transformou o cenário cultural do Vale do Araguaia, criando uma rede de acesso à arte e fortalecendo identidades locais. Em 2026, ao celebrar seus 23 anos, reafirma não apenas sua longevidade, mas sobretudo sua capacidade de se reinventar e de continuar impactando positivamente milhares de pessoas às margens de um dos rios mais emblemáticos do país.