Gestão, inovação e pessoas no centro do debate sobre a qualidade da saúde no BrasilCom o tema
“A qualidade da saúde começa na gestão”, o 6º Simpósio Nacional de Gestão Pública e Privada da Saúde (6º SNGPP) será realizado nos dias 4 e 5 de março, no Centro de Convenções da PUC Goiás, dentro da programação da HOSPEX – Feira de Produtos para a Área da Saúde.
O evento deve reunir cerca de 500 participantes, entre gestores públicos e privados, profissionais e estudantes das áreas de saúde, economia, tecnologia da informação, engenharias e áreas correlatas.
Consolidado no calendário nacional do setor, o simpósio propõe uma ampla discussão sobre os desafios contemporâneos da saúde, em um cenário marcado por mudanças demográficas, epidemiológicas, tecnológicas e econômicas que exigem cada vez mais planejamento estratégico, eficiência na gestão, sustentabilidade dos sistemas e decisões baseadas em evidências.
A proposta do encontro é aprofundar como inovação, dados, modelos de cuidado, governança e formação profissional impactam diretamente a qualidade assistencial e os resultados entregues à sociedade.
O evento é organizado pelo executivo em saúde Renato Gomes, presidente do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXS) – Chapter Goiás e fundador do Instituto RG – Consultoria em Gestão, e contará com mais de 30 palestrantes de renome regional e nacional.
“Será um ambiente de construção coletiva, onde gestores e especialistas se reúnem para discutir soluções capazes de fortalecer os sistemas público e privado de saúde”, destaca Renato.
A abertura oficial acontece no dia 4 de março (quarta-feira), às 14h30, com a palestra magna “Quais os caminhos para a medicina de hoje?”, ministrada pelo médico sanitarista Dr. Gonçalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa e atual professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Na apresentação, ele fará uma reflexão estratégica sobre o presente e o futuro da medicina, abordando as transformações no perfil dos pacientes, a incorporação da inovação e da inteligência artificial, os novos modelos de cuidado, os desafios da sustentabilidade dos sistemas de saúde e o papel da gestão, da liderança e da tomada de decisão baseada em dados na garantia da qualidade e da eficiência assistencial.
Programação
A programação do 6º SNGPP foi estruturada para discutir, de forma integrada, os principais desafios que hoje impactam a qualidade, a sustentabilidade e a eficiência dos sistemas de saúde no Brasil.
Ao longo dos dois dias, o evento percorre temas como cenário do mercado, inovação, formação profissional, governança, experiência do paciente, modelos de negócio, tributação, judicialização e uso da inteligência artificial, sempre sob a ótica de que a gestão é o principal eixo da qualidade assistencial, do equilíbrio financeiro e da segurança do paciente.
No primeiro dia, 4 de março, a programação se inicia com uma análise abrangente do cenário atual do setor de saúde no Brasil, sob a perspectiva de mercado, inovação e organização dos serviços.
O painel de abertura traz Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administração do CBEXS Nacional e vice-presidente da CNSaúde, ao lado de Haikal Helou, médico cirurgião geral, presidente do Conselho de Administração da AHPACEG e presidente da Câmara do Setor de Saúde da ACIEG.
O debate aborda tendências como consolidação de grupos empresariais, novos modelos de financiamento, saúde digital, remuneração baseada em valor, uso de dados e inteligência artificial, além dos impactos regulatórios e econômicos que moldam oportunidades, riscos e a busca por uma gestão mais eficiente e sustentável, sem perder o foco na qualidade assistencial.
Em seguida, o debate se volta para a formação de profissionais e a inovação, destacando o papel estratégico das instituições de ensino.
O painel com Ronaldo Campos, diretor-geral da Faculdade Zarns Itumbiara; J. Antonio Cirino, diretor de Ensino e Desenvolvimento da Agir, professor e pesquisador com especialização em Liderança Executiva em Saúde pela Harvard T.H. Chan; e Lorena Rosa, nutricionista, especialista em Nutrição Clínica, doutora em Ciências da Saúde pela UFG e, vice-presidente do FOPROP Nacional.
O debate explora como as universidades, centros de pesquisa e organizações de educação podem preparar gestores e futuros profissionais para os desafios contemporâneos da saúde.
O debate aborda novos modelos educacionais, parcerias com o setor público e privado, pesquisa aplicada e o desenvolvimento de competências em gestão, tecnologia, qualidade e inovação organizacional, evidenciando como o ensino impulsiona a transformação e a sustentabilidade do setor.
Outro tema central do primeiro dia é a governança corporativa, o compliance e a gestão de riscos.
Com a presença de Lídia Abdala, presidente do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica e do Comitê de Presidentes da Amcham Brasília; Washington Luiz Rios, presidente do Conselho da Unimed Goiânia e da Associação Médica de Goiás; e Arthur Miranda, advogado especialista em Direito da Medicina, o painel discute a importância de estruturas éticas e transparentes, controles internos, programas de integridade e a aplicação da Lei Anticorrupção para fortalecer a credibilidade institucional, mitigar riscos regulatórios e garantir a sustentabilidade financeira das organizações de saúde.
A experiência do paciente entra em foco no painel seguinte com Gisele Alves, especialista em Experiência do Paciente e Gestão em Saúde; Danielle Perdigão, enfermeira, doutora em Ciências da Saúde e consultora em Governança Clínica; e Sheila Paiva, médica infectologista, gestora em saúde e vice-presidente da Câmara Técnica de Gestão do CREMEGO.
O debate destaca a jornada do paciente como eixo estratégico para a melhoria da qualidade assistencial, a integração de processos, o uso de tecnologia para monitoramento, indicadores de experiência e desfechos clínicos, reforçando como modelos de cuidado centrados no paciente elevam a eficiência operacional e a satisfação dos usuários.
O último debate do primeiro dia trata da inovação aberta e da colaboração entre diferentes atores do ecossistema de saúde. André Luiz Braga, diretor clínico do Hospital do Coração de Goiás; André Ramos, CEO da healthtech de inteligência artificial Mindify; e Karoll Fernandes, gerente de Inovação do Hub Goiás, compartilham experiências e perspectivas sobre como alianças entre hospitais, startups, universidades e o setor público podem acelerar soluções de alto impacto, superar barreiras culturais, regulatórias e operacionais e fortalecer ecossistemas de inovação capazes de transformar a saúde.
No segundo dia, 5 de março (quinta-feira), os trabalhos começam com uma análise do novo regime tributário e seus impactos no mercado de saúde.
Helena Roberto, advogada tributarista e coordenadora do Comitê de Governança Municipal; André Luiz Sousa, diretor executivo do G500 e CEO do Hospital de Olhos do Tocantins; e Alexandre Limiro, advogado tributarista e presidente da Câmara da Reforma Tributária da ACIEG discutem como as mudanças fiscais afetam custos, precificação, contratos, planejamento estratégico e a sustentabilidade financeira de instituições públicas e privadas.
Na sequência, o simpósio aborda modelos inovadores de remuneração e gestão estratégica de custos.
O painel reúne Marcelo Carnielo, diretor de Serviços da Planisa; Thiago Camargo, diretor de Gestão e Projetos da ANAHP; Carlos Augusto Dias, CEO do IMEDGROUP; e João Pedro Dias, diretor executivo da FUNEV.
O grupo debate a transição para modelos baseados em valor, desempenho e eficiência, estratégias de controle de desperdícios, indicadores de produtividade e práticas que alinham qualidade assistencial e equilíbrio econômico.
A judicialização da saúde, um dos temas mais sensíveis para gestores públicos e privados, também estará em pauta com Caroline Santos, presidente da Comissão de Direito da Saúde da OAB-GO, Rafael Martinez, presidente do CREMEGO e Lorena Mota, enfermeira, superintendente de Regulação, Avaliação e Controle da SES-GO.
O debate analisa as causas do fenômeno, seus impactos financeiros, os riscos para a gestão e as estratégias de prevenção, negociação e organização dos fluxos assistenciais, oferecendo uma visão integrada entre o direito e a administração da saúde.
Em seguida, o simpósio avança para o painel sobre Saúde 5.0, conduzido por Paulo Miranda Filho, diretor executivo do Hub H2O e diretor de Inovação da TME – TeleCardiologia. e Pedro Marocco, diretor regional na MV, líder no desenvolvimento de softwares para a Saúde na América Latina, formado em Gestão TI pela Universidade do Sul de Santa Catarina, possui Mestrado em Gestão em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas; e Luiz Henrique Soares, administrador, com MBA na FGV, fundador da Commerciare.
A discussão aborda as oportunidades e os riscos éticos, regulatórios e de segurança da informação no uso da inteligência artificial e das tecnologias digitais aplicadas à gestão, ao diagnóstico, ao cuidado do paciente e à tomada de decisão clínica e administrativa.
O último painel oficial retoma o tema central do simpósio: como a gestão impacta diretamente a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a sustentabilidade dos serviços de saúde. Participam Michele Silveira, enfermeira e diretora de Eventos da SOBRASP; Ana Maria Mendonça, consultora em Qualidade e Gestão em Saúde; e Josenei Skorek, avaliador da ONA e referência em Qualidade e Segurança do Paciente.
O debate percorre temas como planejamento estratégico, processos, indicadores de desempenho, cultura organizacional, liderança e melhoria contínua como fundamentos para resultados clínicos de alto nível.Encerrando o 6º SNGPP, a psicóloga e mestre em Gestão da Qualidade Magda de Paula ministra a palestra “Da Estratégia ao Comportamento: Pessoas que Sustentam a Qualidade na Saúde”, destacando o alinhamento entre propósito, processos e equipes, o papel da liderança como modelo de comportamento, a importância da accountability (prestação de contas), da confiança e da atuação do gestor na construção permanente de uma cultura de excelência.
Serviço:
O que: 6º Simpósio Nacional de Gestão Pública e Privada
Quando: 4 e 5 de março de 2026
Horário: Dias 4 e 5 de março: a partir das 14h
Aonde: Centro de Convenções da PUC – Câmpus II, Av. Engler, 507 – Jardim Mariliza, Goiânia – GO
Quem promove: Instituto RG – Consultoria em Gestão
Inscrições
Profissionais e estudantes interessados podem se inscrever pelo site:
Os moradores dos condomínios que integram o complexo imobiliário Portal do Sol Golfe, às margens da GO-020, terão programação especial de lazer e confraternização neste final de semana.
Small cute colorful flags on rope hanging outside for holiday with bright blue sky white clouds background. Italy, Sardinia.
Enquanto um aposta nas tradições juninas, o outro preparou um espaço para reunir os moradores durante as transmissões dos jogos da Copa do Mundo.
Neste domingo, 14 de junho, o Portal do Sol Garden promove uma programação junina a partir das 18h.
O evento ocorrerá em frente ao estacionamento do Superbox, em uma via que será especialmente interditada e ornamentada com bandeirolas para receber os moradores.
Com apresentação conduzida pelo cantor Roberto Martins, o momento reserva diversas atrações, incluindo moda de viola, atividades recreativas para crianças, touro mecânico e a clássica pescaria.
O público poderá desfrutar ainda de uma praça de alimentação com barracas servindo pratos típicos como canjica, pamonha, caldos, crepe e macarrão, entre outras iguarias da estação.
Já no Portal do Sol Green, os moradores poderão acompanhar os jogos da Copa do Mundo em um ambiente preparado especialmente para a ocasião.
O espaço gourmet do empreendimento recebeu uma decoração temática e contará com telão de LED para a transmissão dos jogos do Brasil na primeira fase, proporcionando um local de encontro para os apaixonados por futebol.
Para Sempre Tom Jobim” é a grande atração da noite do Dia dos Namorados, e no sábado, Brasil e Marrocos será transmitido no palco do WineJazz em um super telão.
Devido às chuvas inesperadas para o mês de junho e visando garantir o conforto de todos os participantes, a programação do Opus WineJazz Goiânia desta quinta-feira (11) foi cancelada.
O festival continua normalmente nesta sexta-feira (12) e terá sua programação estendida para o sábado, dia 13, quando também haverá a transmissão de Brasil x Marrocos, às 19h.
A produção do festival já está trabalhando em adaptações na estrutura para receber o público da melhor forma possível a partir de sexta-feira (12), proporcionando uma experiência confortável e agradável, independentemente das condições climáticas.
Os ingressos adquiridos para a quinta-feira, mesmo se já utilizados na noite de hoje, continuam válidos e poderão ser utilizados na sexta-feira ou no sábado, sem necessidade de troca. Para aqueles que preferirem, será possível solicitar o reembolso por meio dos canais de atendimento do BaladAPP.
Dia dos Namorados
Nesta sexta-feira (12), Dia dos Namorados, uma programação especialmente romântica.
A noite começa com o Fabiano Chagas Trio, vencedor do Prêmio da Música Popular Instrumental Brasileira 2025 na categoria Melhor Intérprete.
Em seguida, o público acompanha o espetáculo “Para Sempre Tom Jobim”, protagonizado por Paula Morelenbaum e Jaques Morelenbaum, artistas cuja trajetória está profundamente ligada ao legado do compositor homenageado.
Excepcionalmente para esta data, o festival disponibiliza a venda antecipada de mesas bistrô para duas pessoas e mesas para quatro lugares, oferecendo uma alternativa diferenciada para celebrar o Dia dos Namorados.
Brasil X Marrocos
No sábado (13), às 19h Brasil entra e campo em sua estreia na Copa do Mundo 2026 no jogo contra o Marrocos, que será transmitido no palco do WineJazz em um super telão, proporcionando mais uma experiência aos torcedores que apreciam um bom vinho.
Após a transmissão, o festival segue com sonorização de DJ.
Sob a chancela da Voo Livre Projetos e Eventos — responsável também pelo já tradicional PiriBier — o WineJazz reforça sua proposta de valorizar a produção regional e promover experiências que conectam cultura, turismo, gastronomia e economia criativa.
Ao todo, 11 vinícolas estarão presentes no evento, incluindo importantes representantes da vitivinicultura goiana, como Pirineus, Monte Castelo, São Patrício e Piracanjuba.
O público também poderá conhecer rótulos de outras regiões do país e do exterior, além de apreciar produtos artesanais selecionados, como queijos, embutidos, geleias, chocolates, cafés especiais e uma loja especializada em charutos.
Modernização ocorre de forma gradual e impulsiona conectividade, automação e análise de dados
A transformação digital da indústria brasileira vem ganhando espaço à medida que empresas buscam aumentar produtividade, reduzir paradas operacionais e ampliar o controle sobre seus processos.
Tecnologias como internet das coisas (IoT), inteligência artificial, computação em nuvem e automação industrial deixaram de ser iniciativas restritas a grandes multinacionais e passaram a integrar projetos de modernização em empresas de diferentes portes.
Dados da Pesquisa de Inovação Semestral 2024, do IBGE, mostram que 89,1% das indústrias brasileiras com 100 ou mais empregados já utilizam ao menos uma tecnologia digital avançada. A computação em nuvem lidera a adoção, presente em 77,2% das empresas, seguida por internet das coisas (50,3%), inteligência artificial (41,9%) e robótica (30,5%).
Cláudio Mohn França, CEO da Horus Distribuidora, avalia que a digitalização deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade operacional.
“A Indústria 4.0 não acontece apenas pela compra de equipamentos modernos. Ela depende de projetos bem dimensionados, integração entre áreas e entendimento profundo da operação do cliente”, afirma.
O avanço das tecnologias, porém, convive com um desafio estrutural. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), máquinas e equipamentos industriais têm, em média, 14 anos de uso no país, enquanto parte do parque fabril ainda opera com estruturas implantadas antes da popularização da internet.
Isso torna a modernização mais complexa e exige soluções compatíveis com ambientes já existentes.
Conectividade ganha protagonismoNa prática, a transformação digital costuma começar pela criação de uma base tecnológica capaz de conectar máquinas, sensores, sistemas de gestão e plataformas de análise de dados.
A integração dessas informações permite monitorar processos em tempo real, identificar falhas e apoiar decisões com menos dependência de controles manuais.
Para Victor Guedes, gerente de negócios da Horus Distribuidora, a indústria reúne características que favorecem a adoção dessas tecnologias.
“As indústrias têm uma maturidade profissional e tecnológica muito relevante. A adoção de novas tecnologias ajuda a garantir o funcionamento ininterrupto das operações, aumenta a eficiência, eleva a qualidade dos produtos e reduz riscos que podem representar perdas de produção e custos elevados”, afirma.
O movimento também aproxima áreas que historicamente atuavam de forma separada.
Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Automação passaram a compartilhar infraestrutura e dados para conectar o chão de fábrica aos sistemas de gestão, manutenção, logística e planejamento.
Modernização ocorre em etapasEm vez de substituir toda a estrutura existente, muitas empresas têm optado por projetos modulares, capazes de modernizar a operação de forma gradual.
A estratégia reduz impactos na produção e permite que os investimentos acompanhem o ritmo de amadurecimento tecnológico de cada negócio.
Nesse cenário, sistemas de monitoramento também ganharam novas funções. Segundo Willy Gomes, gerente de projetos da Horus Distribuidora, a integração entre automação e CFTV amplia a visibilidade sobre os processos produtivos e contribui para decisões mais rápidas.
Quando a automação se integra ao CFTV, a câmera deixa de ser apenas um recurso de segurança e passa a apoiar a gestão operacional.
Ela ajuda a validar processos, identificar desvios, gerar alertas e entregar informações que podem reduzir falhas e melhorar a tomada de decisão dentro da indústria”, diz.Na avaliação do CEO da Horus Distribuidora, o avanço da Indústria 4.0 no Brasil tende a ocorrer por meio de projetos cada vez mais alinhados à realidade das operações locais.
Para Cláudio França, o desafio está em equilibrar inovação, custo e aplicabilidade. “
A tecnologia precisa resolver problemas concretos: reduzir parada, aumentar produtividade, melhorar qualidade, dar visibilidade ao gestor e preparar a empresa para o próximo ciclo de crescimento.
Quando isso acontece, a Indústria 4.0 deixa de ser conceito e passa a ser vantagem competitiva”, conclui.