Frio em janeiro, no Japão. Inverno com neve. Nascido em Goiânia, Goiás, Brasil, eu sinto o impacto.
Deslumbrado com a baixa temperatura, no início, dancei e cantei com registros negativos lá fora. Engano passageiro. Minhas mãos congelaram.
Sentei-me nelas. Não adiantou. Sou magro, sempre fui.
Como adquirir luvas? Só no outro dia, provavelmente na estação principal de Kyoto, deve ter.
Vou correr para esquentar.
Corri equilibrado, apesar do vento e chuva. Atravessei uma ponte secular. Descobri que a sequência de árvores secas ao redor do rio eram cerejeiras.
O Japão inteiro aguarda a floração, sakura. Depois de 13 de março o inverno acaba e já existem no momento algumas poucas floridas. Mas quem domina o cenário atual é a ameixeira. Branquinhas. Singelas.
Ainda bem que usamos um guarda-chuvas que compramos para nossa filha, que mora em Curitiba, local de 4 estações no mesmo dia.
Onde o improvável acontece e é necessário carregar mais de uma camada de roupas e a proteção da sombrinha.
O problema maior é onde colocar esse acessório. Ele é facilmente esquecível. Principalmente para quem não está acostumado.
Também trouxe dois cachecóis do Nepal. Vim preparado. Até aprendi a dar uns nós legais com eles. Fica elegante.
O inverno faz as pessoas se vestirem mais e com esmero. Esse adereço eu não esqueço. E não é que vi um haori, uma espécie de jaqueta que se coloca sobre o kimono, muito bonito? Levei. Sinto-me seguro e aquecido, agora.
A luva foi adquirida logo na descida do trem que usamos todos os dias, um Local, da via Kintetsu. Preta, de couro, forrada e felpuda, muito parecida com as que usava para andar de moto.
Salvou-me! E senti-me o máximo. Quase as perdi no primeiro dia quando fomos fazer a baldeação para a linha Kehan e ir visitar o bairro das gueixas.
Já imaginou eu chegando lá para a cerimônia do chá sem o ato de tirar as luvas e girar a xícara?
Que vergonha eu iria passar com a jovem maiko…
Agora trajado de luvas, carregando o guarda-chuvas e com um cachecol verde de cashemira fininha, daqueles que passam numa aliança de casamento, estava pronto para viajar no veloz Shinkansen, o trem-bala japonês.
Para chegar em Tokyo e poder pedir um nihonshu para esquentar, e se for daqui de Fushimi, do ladinho de Kyoto é um saquê espetacular. Todo metido.
Na verdade não deu nada certo. Errei na reserva do hotel, entramos em outro trem, e a chuva e o vento em Tokyo eram mais fortes do que as nossas proteções.
Sorte que ali estava a minha esposa para me dar as mãos e aquecê-las. A Tanira, amiga também magrinha para dividir a sombrinha no vento inclemente e a Tânia Lúcia que fez um chá delicioso para esquentar o meu pescoço por dentro e por fora.
Então, na verdade do que adiantam esse apetrechos se você a qualquer hora pode esquecê-los no trajeto? Aprendi que o conta mesmo é o cuidado que o amor e a amizade verdadeiros podem proporcionar a um homem molhado, congelado e tremendo na noite de Tokyo.
Dormi bem e com a alma quentinha, que é o que importa.
Ney Matogrosso fez show em Goiânia no último dia 6 de março, às 21h30. A apresentação, que fez parte da turnê “Bloco na Rua”, foi realizada no Centro de Convenções da PUC-Goiás e foi um verdadeiro sucesso de público, atingindo lotação máxima.
Os ingressos, que foram comercializados pela internet e variavam entre R$ 320 e R$ 1900 (com opções de camarote a partir de R$ 600), esgotaram rapidamente.
A Turnê “Bloco na Rua” contou com músicas selecionadas a dedo pelo cantor. “Nesta turnê, abri mais o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”, revelou o artista sobre a escolha das canções que animaram o público goiano.
Detalhes do evento realizado:
Show: Turnê “Bloco na Rua” de Ney Matogrosso
Data: 6 de março, às 21h30
Local: Centro de Convenções da PUC-Goiás, Câmpus II, Av. Engler, 507 – Jardim Mariliza, Goiânia – GO
Projeto com Nila Branco, Anderson Richards e Valéria Costa passa por Cidade de Goiás, Goiânia e Pirenópolis
A segunda edição do GOYAZ Pop já tem datas e locais definidos e reforça a proposta de valorizar a força coletiva do pop rock produzido em Goiás. O projeto realiza três apresentações: no dia 28 de março, às 21h, na Rua do Encontro, na Cidade de Goiás; em 14 de maio, às 20h, no Bentivi Shopping, em Goiânia; e em 11 de julho, às 20h, na Praça da Igreja da Matriz, em Pirenópolis.
No palco, sobem juntos Nila Branco, Anderson Richards e Valéria Costa, em um formato colaborativo que evidencia a trajetória e a identidade artística dos três. Mais do que um espetáculo individual, o GOYAZ Pop se consolida como um encontro de gerações e diferentes vertentes do gênero no Estado.
Valéria Costa
A proposta é reunir artistas que se tornaram referência na cena local e proporcionar uma experiência marcada pela nostalgia, pela memória afetiva e pela valorização da produção musical goiana. O projeto nasceu em 2021, após um encontro entre os ar<stas e Marco Antonini, artista pioneiro no gênero, no palco do Teatro Goiânia Ouro.
A sintonia resultou na criação de um espetáculo que revisita sucessos do fim dos anos 1990 até os dias atuais, além de destacar composições autorais que ajudaram a construir a história recente do pop rock em Goiás. Com mais de 25 anos de carreira, Nila Branco e Anderson Richards são reconhecidos como dois dos principais nomes do gênero no Estado.
Anderson Richards
Nesta edição, o projeto conta ainda com a participação de Valéria Costa, ampliando o diálogo entre diferentes fases e sonoridades da cena local e reforçando o caráter coletivo da iniciativa. No repertório, o público poderá conferir canções autorais como “Diversão”, “A Minha Paz” e “Sonhando”, além de releituras de clássicos da música brasileira, com homenagens a bandas e artistas como Legião Urbana, Capital Inicial e Piey. A expectativa é consolidar o Goiás Pop como vitrine do talento goiano e fortalecer o gênero nas cidades por onde o espetáculo passa.
Exposição será aberta ao público no próximo sábado, 14 de março
O Espaço Multicultural Jardim Potrich abre, no próximo sábado, o Projeto Cerradim, uma experiência sensorial e artística realizada com recursos do Programa de Incentivo à Cultura Goyazes, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás. A iniciativa conta com exposição em homenagem ao bioma Cerrado, inspirada na obra do paisagista brasileiro Roberto Burle Marx.
A exposição será realizada entre os dias 14 e 28 de março, com obras que reproduzem o trabalho do mais importante paisagista brasileiro sob uma perspectiva cerradense. A cenografia do espaço é assinada pela Verdô Botânico, com a curadoria de Tatiana Potrich.
O objetivo da iniciativa é criar um ambiente biofílico, que auxilie na redução do estresse, melhore a qualidade do ar e estimule a criatividade e o bem-estar dos visitantes, enquanto promove a valorização do bioma.
A exposição faz parte do Projeto Cerradim, que na sua primeira etapa também ofereceu oficinas gratuitas de arte e botânica para crianças de 5 a 12 anos, unindo o legado do paisagista Roberto Burle Marx à valorização do Cerrado. Com uma proposta inclusiva e sensorial, a programação foi planejada para atender crianças típicas e atípicas (neurodivergentes), contando com uma equipe multidisciplinar especializada para garantir um ambiente acolhedor e educativo.
Serviço Projeto Cerradim – exposição e oficinas Abertura: 14/03, das 10h às 14h Visitação: até 28 de março (mediante agendamento) Local: Espaço Multicultural Jardim Potrich (Rua 12, n°12, Qd. B 21, Lt. 7, Jardim Goiás, Goiânia) Instagram: @projetocerradim @jardimpotrich Agendamentos: WhatsApp 62 98177 0176 – Tatiana Potrich Entrada gratuita