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Mês da Mulher.

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Dra. Iara Mendes Maciel

Fundadoras de startups em biotecnologia e agronegócio mostram como ciência, tecnologia e propósito têm ampliado a presença feminina em setores estratégicos da economia.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, reforça um movimento que vem ganhando consistência no Brasil: o crescimento da liderança feminina no ecossistema de inovação e tecnologia. Embora ainda haja desafios estruturais — especialmente em áreas de alta complexidade técnica — empreendedoras têm ocupado espaços estratégicos em setores como biotecnologia, deeptech e agronegócio.

À frente da Nanoterra, startup brasileira de nanobiotecnologia fundada em 2022, a pesquisadora Dra. Iara Mendes Maciel, 32 anos, representa essa nova geração de fundadoras que unem ciência aplicada e visão de mercado. A empresa desenvolve nanoativos sustentáveis a partir da biodiversidade brasileira para a indústria cosmética, com foco em alto desempenho e baixa pegada de carbono.

A base científica do negócio começou a ser estruturada em 2015, durante pesquisas que resultaram no primeiro produto da companhia. A formalização como startup ocorreu anos depois, com a proposta de transformar ativos naturais brasileiros em insumos tecnológicos de maior valor agregado.

“O Brasil é uma potência em biodiversidade, mas ainda depende fortemente de insumos tecnológicos importados. Nosso objetivo é reduzir essa dependência e gerar impacto socioambiental positivo por meio da ciência”, afirma a CEO.

Segundo ela, os principais desafios estiveram na transição da pesquisa acadêmica para um modelo escalável, no acesso a recursos de fomento e na consolidação de credibilidade em um setor historicamente dominado por homens. “Muitas vezes é necessário demonstrar competência de forma ainda mais consistente para conquistar espaços de decisão”, pontua.

Agro, tecnologia e empregabilidade

Também criada em 2022, a AgroSkills, liderada por Ana Carolina Cavalcanti Pereira, 32 anos, atua na conexão entre profissionais, instituições de ensino e empresas do agronegócio. A startup desenvolve soluções tecnológicas para reduzir gargalos de empregabilidade no setor e promete diminuir em até 40% o tempo de recrutamento das empresas parceiras.

A empreendedora explica que o negócio nasceu da percepção de uma desconexão entre formação acadêmica e demandas reais do mercado. A plataforma atua em três frentes: capacitação estratégica de profissionais, apoio a instituições de ensino na inserção de alunos e estruturação de processos seletivos mais ágeis e tecnológicos para empresas.

Entre os desafios iniciais estavam a consolidação da tecnologia — especialmente por se tratar de fundadoras com formação em Ciências Agrárias — e a necessidade de estruturar o modelo de negócio enquanto conciliavam outras atividades profissionais.

Ana avalia que a presença feminina no ecossistema tem crescido de forma consistente, ainda que a predominância masculina permaneça. “Cada vez mais vemos mulheres assumindo posições estratégicas e liderando soluções tecnológicas com propósito claro”, afirma.

Crescimento com desafios estruturais

O avanço feminino no setor é perceptível, mas especialistas apontam que ainda há sub-representação em segmentos como deeptech, biotecnologia industrial e áreas altamente capitalizadas, onde o acesso a investimento e redes estratégicas é determinante.

Para Iara, ampliar o acesso à capital e fortalecer a presença feminina em posições de liderança são etapas fundamentais para consolidar essa transformação. Já Ana destaca que o diferencial competitivo está na capacidade de execução. “Negócios de tecnologia são dinâmicos. O foco deve estar na solução de problemas reais, com estratégia e velocidade.”

No Dia da Mulher, as trajetórias dessas fundadoras evidenciam que inovação e diversidade caminham de forma cada vez mais integrada. Mais do que ocupar espaço, elas estão estruturando empresas de base tecnológica capazes de gerar impacto econômico, ambiental e social — reforçando que o protagonismo feminino é um vetor estratégico para o futuro do ecossistema de inovação brasileiro.

Mariana Hipolito

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Eventos

Segunda edição do GOYAZ Pop reúne nomes do pop rock goiano em apresentações pelo Estado.

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Nila Branco

Projeto com Nila Branco, Anderson Richards e Valéria Costa passa por Cidade de Goiás, Goiânia e Pirenópolis

A segunda edição do GOYAZ Pop já tem datas e locais definidos e
reforça a proposta de valorizar a força coletiva do pop rock
produzido em Goiás. O projeto realiza três apresentações: no dia
28 de março, às 21h, na Rua do Encontro, na Cidade de Goiás;
em 14 de maio, às 20h, no Bentivi Shopping, em Goiânia; e em
11 de julho, às 20h, na Praça da Igreja da Matriz, em Pirenópolis.

No palco, sobem juntos Nila Branco, Anderson Richards e Valéria
Costa, em um formato colaborativo que evidencia a trajetória e a
identidade artística dos três. Mais do que um espetáculo
individual, o GOYAZ Pop se consolida como um encontro de
gerações e diferentes vertentes do gênero no Estado.

Valéria Costa

A proposta é reunir artistas que se tornaram referência na cena
local e proporcionar uma experiência marcada pela nostalgia,
pela memória afetiva e pela valorização da produção musical
goiana. O projeto nasceu em 2021, após um encontro entre os
ar<stas e Marco Antonini, artista pioneiro no gênero, no palco
do Teatro Goiânia Ouro.

A sintonia resultou na criação de um espetáculo que revisita
sucessos do fim dos anos 1990 até os dias atuais, além de
destacar composições autorais que ajudaram a construir a
história recente do pop rock em Goiás. Com mais de 25 anos de
carreira, Nila Branco e Anderson Richards são reconhecidos como
dois dos principais nomes do gênero no Estado.

Anderson Richards

Nesta edição, o projeto conta ainda com a participação de Valéria
Costa, ampliando o diálogo entre diferentes fases e sonoridades
da cena local e reforçando o caráter coletivo da iniciativa. No
repertório, o público poderá conferir canções autorais como
“Diversão”, “A Minha Paz” e “Sonhando”, além de releituras de
clássicos da música brasileira, com homenagens a bandas e
artistas como Legião Urbana, Capital Inicial e Piey. A expectativa
é consolidar o Goiás Pop como vitrine do talento goiano e
fortalecer o gênero nas cidades por onde o espetáculo passa.

Assessoria de Imprensa
Palavra Comunicação

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Eventos

Projeto Cerradim se inspira no paisagismo de Burle Marx em homenagem ao Cerrado

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Exposição será aberta ao público no próximo sábado, 14 de março

O Espaço Multicultural Jardim Potrich abre, no próximo sábado, o Projeto Cerradim, uma experiência sensorial e artística realizada com recursos do Programa de Incentivo à Cultura Goyazes, por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás. A iniciativa conta com exposição em homenagem ao bioma Cerrado, inspirada na obra do paisagista brasileiro Roberto Burle Marx.

A exposição será realizada entre os dias 14 e 28 de março, com obras que reproduzem o trabalho do mais importante paisagista brasileiro sob uma perspectiva cerradense. A cenografia do espaço é assinada pela Verdô Botânico, com a curadoria de Tatiana Potrich.

O objetivo da iniciativa é criar um ambiente biofílico, que auxilie na redução do estresse, melhore a qualidade do ar e estimule a criatividade e o bem-estar dos visitantes, enquanto promove a valorização do bioma.

A exposição faz parte do Projeto Cerradim, que na sua primeira etapa também ofereceu oficinas gratuitas de arte e botânica para crianças de 5 a 12 anos, unindo o legado do paisagista Roberto Burle Marx à valorização do Cerrado. Com uma proposta inclusiva e sensorial, a programação foi planejada para atender crianças típicas e atípicas (neurodivergentes), contando com uma equipe multidisciplinar especializada para garantir um ambiente acolhedor e educativo.

Serviço
Projeto Cerradim – exposição e oficinas
Abertura: 14/03, das 10h às 14h
Visitação: até 28 de março (mediante agendamento)
Local: Espaço Multicultural Jardim Potrich (Rua 12, n°12, Qd. B 21, Lt. 7, Jardim Goiás, Goiânia)
Instagram: @projetocerradim @jardimpotrich
Agendamentos: WhatsApp 62 98177 0176 – Tatiana Potrich
Entrada gratuita

Assessoria de Imprensa
Palavra Comunicação

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Mês da Mulher: presença feminina avança em cargos de gestão no setor imobiliário em Goiânia,

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Patrícia Garrote

Relatórios apontam que mulheres ocupam cerca de 37% das posições de liderança no Brasil, mas ainda são minoria nos níveis mais altos de decisão. Na contramão das estatísticas, mercado imobiliário na capital apresenta crescimento da participação feminina em áreas estratégicas e na transição entre gerações

A participação feminina em cargos de liderança no Brasil apresenta avanços, mas ainda enfrenta limites nos níveis mais elevados de decisão. O relatório Women in Business 2024, da Grant Thornton, indica que mulheres ocupam aproximadamente 37% das posições de liderança no país. Já levantamento divulgado pela revista Exame, com base em estudo da Diversitera, especializada em diversidade, equidade e inclusão (DEI), aponta que elas representam cerca de 35% da alta liderança, considerando gerência executiva, diretoria e C-Level.

No setor imobiliário, onde a presença feminina historicamente esteve concentrada em áreas administrativas e comerciais, incorporadoras da capital têm registrado maior participação de mulheres em cargos estratégicos e na condução de processos de sucessão familiar.

Lara Rassi

Liderança e sucessão estruturada por governança

Na FR. Incorporadora, o percentual supera a média nacional de liderança feminina apontada nas pesquisas, já que mais de 50% de mulheres compõem a estrutura administrativa e de liderança da empresa.

Atualmente, 62% do quadro administrativo – incluindo o administrativo de obras – é composto por mulheres. Considerando os níveis de diretoria, gerência e coordenação, que reúnem profissionais do administrativo e das obras, a participação feminina chega a 67% dos cargos.

A empresa também vivencia um processo de sucessão familiar estruturado. A segunda geração é formada por três irmãs, sendo duas atuantes na companhia: Lara Rassi, Diretora Executiva, e Angel Rassi, Diretora de Estratégia. Formadas em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ambas ingressaram na empresa há oito anos com foco em governança e compliance, passando por diferentes áreas antes de assumirem funções de liderança nas frentes comercial, de marketing e estratégica.

Angel Rassi

“O processo de sucessão na FR. foi organizado com planejamento e definição clara de papéis. Nossa entrada ocorreu de forma gradual, com base em governança e conhecimento das áreas, antes da assunção formal de funções executivas. Hoje, a participação feminina nas posições estratégicas mostra um movimento construído ao longo dos anos, que vai de encontro à organização interna da empresa”, afirma Lara Rassi.

Segundo a incorporadora, o modelo de governança, iniciado em 2013, foi construído com base na Teoria dos Três Círculos, de John Davis, definindo papéis e estabelecendo um processo gradual de preparação para a sucessão. “A implementação de práticas de governança permitiu separar as dimensões família, propriedade e gestão, trazendo maior previsibilidade às decisões. A presença feminina na liderança não é circunstancial, mas resultado de preparação técnica e acompanhamento das rotinas do negócio ao longo do tempo”, destaca Angel Rassi.

O tema foi apresentado como estudo de caso na Escola de Administração de Empresas (EASP) da FGV, em São Paulo, e a atuação da segunda geração da FR. contribuiu para a criação do Comitê FGV Alumni Governança e Empresas Familiares, além da imersão “Empresa Familiar como Opção de Carreira”, voltada à graduação em Administração da instituição.

Presença na gestão e continuidade geracional

Com mais de quatro décadas de atuação no mercado imobiliário, a Consciente Construtora e Incorporadora conta com mulheres à frente de áreas e departamentos internos, em funções de coordenação e gestão. Hoje, as lideranças internas da incorporadora são majoritariamente femininas, com presença expressiva de profissionais em áreas estratégicas como engenharia, planejamento e controle de obras e orçamentos. Criada por Ilézio Inácio, engenheiro civil, a empresa também tem atualmente integrantes da segunda geração atuando ao lado do fundador.

Camila Inácio

Nesse contexto, uma das lideranças é Camila Inácio, diretora de empreendimentos e filha do presidente. Formada em Arquitetura e Urbanismo, Camila reúne mais de 18 anos de experiência em projetos residenciais verticais e mais de 20 anos de atuação no mercado imobiliário, com trajetória que inclui estudos de viabilidade, concepção, aprovação legal, desenvolvimento executivo e acompanhamento até a entrega dos empreendimentos. Nas equipes diretamente vinculadas à diretoria de empreendimentos, cerca de 80% das lideranças também são ocupadas por mulheres, o que mostra uma presença feminina crescente em funções técnicas e de gestão dentro da incorporadora.

“Minha trajetória na Consciente foi construída a partir da atuação técnica no desenvolvimento de projetos, acompanhando diferentes etapas do processo imobiliário. Hoje, ao assumir uma posição de liderança na empresa, também percebo como a presença feminina em cargos estratégicos contribui para ampliar perspectivas dentro do setor. No nosso caso, a sucessão está associada à continuidade de princípios que estruturaram a empresa, combinada à atualização de processos e à leitura das transformações do mercado imobiliário”, afirma Camila.

Fortalecendo a presença feminina no mercado

Com duas décadas de trajetória em um setor tradicionalmente masculino como a construção civil, a advogada e engenheira civil Patrícia Garrote construiu uma carreira marcada não apenas pela atuação técnica, mas pelo incentivo à presença feminina em posições estratégicas. Diretora da Dinâmica Incorporadora — empresa com 42 anos de história em Goiânia — e integrante da diretoria da Ademi-GO em 2024, ela liderou a criação do Nummi – Núcleo de Mulheres do Mercado Imobiliário. A iniciativa nasceu com 10 participantes e foi idealizada para fortalecer a atuação feminina no setor, promovendo um espaço de troca de experiências, geração de conexões e desenvolvimento de lideranças que atuam tanto nos canteiros de obras quanto em cargos executivos e na gestão de empresas.

Para Patrícia, um dos principais desafios de atuar em um ambiente historicamente dominado por homens é a conquista de credibilidade e autoridade em um contexto onde a liderança feminina ainda é minoria. “Credibilidade e autoridade não vêm com cargo, exige constância na entrega dos resultados e de posicionamento”. Mesmo após 20 anos de atuação, avalia que o preconceito persiste — ainda que de forma mais velada, principalmente nos cargos de mais alta gestão.

Esse cenário reforça, em sua visão, a importância de iniciativas que apoiem e fortaleçam mulheres em suas carreiras. “O Nummi representa a concretização desse propósito: um ambiente colaborativo, rico em networking e voltado ao crescimento profissional e pessoal. O núcleo também reconhece as múltiplas jornadas femininas, reunindo mulheres que conciliam carreira com papéis como mãe, filha e esposa, sem abrir mão da autoestima e do autocuidado”, acredita Patrícia.

Érica Caetano
Assessora de Imprensa

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