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Hora de consertar o telhado.

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JB Alencastro especial do Japão, para o D9 Notícias.

Entrando correndo na parte elevada da pista exclusiva para ciclistas e pedestres (sejam caminhantes ou corredores) olho a esquerda e existe uma casa linda, de telhado de quatro águas o yosemune-zukuri [寄棟造], escuro, e ao fundo um jardim muito bem cuidado.

Quando há sol, roupas no varal. Quando estava frio, a horta era protegida por um tipo de plástico escuro. Surpreendo-me ao ver uma senhora lá em cima. E pela posição que está, suponho que esteja fazendo reparos.

Na primavera chove muito. Aceno para ela e solto bem alto um ohayo[おはよう] no que eu sou correspondido com uma reverência e um chamado.

Vou. E subo.- Bom dia, está tudo bem?- A chuva não cai em um só telhado, esse é o da minha mãe.

Vim reparar.

Bom, é muito difícil você precisar a idade de uma mulher japonesa. Elas são muito jovens e também fortes e magras na aparência. O fato dela ter uma mãe viva foi absorvido de imediato. Aqueles beirais enormes, com umas esculturas nas extremidades, eram lindos.

Um silêncio ficou no ar, porém acostumado com a quietude oriental, apenas continuei observando-a. – O senhor é de onde? Eu o vi mês passado correndo aqui.

Está morando em Joyo?- Sou brasileiro. Ficarei quase três meses. Gostei do onigawara [鬼瓦] na ponta, é para proteção? E o pinheiro, foi sua mãe que plantou?

Explicou-me que sim, pois acredita nos kami, espíritos protetores que nos cercam. E o pinheiro negro fora a mãe da mãe dela que plantara. Assim como as cerejeiras, quando quase não haviam casas por ali.

Acrescentou que a melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros. Por isso todos se ajudam. E ainda disse que o filho dela trabalha numa fábrica de kawara [瓦], essas telhas que não precisam nem por prego.

Ganhou várias e distribuiu para os vizinhos.Novo intervalo. Apontou-me umas telhas lá embaixo, busquei-as. Eu na minha inexperiência não sabia o que estava errado.

Apenas disse-me que até um templo pode ter goteiras. Ia perguntar sobre qual era a sua ocupação e ela antes mesmo de eu me pronunciar falou que o silêncio é um amigo que nunca trai.

Entendi. Ficamos ali, vendo as cerejeiras em flor, eu ajudando no conserto. E pensando que quando se tem telhado de vidro não se atira pedras ao vizinho e outros conceitos com a essa palavra . Vieram poucos.

Mas percebi claramente que não se constrói uma casa começando por cima. Aqui no Japão a primeira coisa que se constrói é o jardim.

O exemplo era claro. Temos que nos envolver naquilo que nos rodeia. Participar. Saber o que é correto, e não o fazer é falta de coragem. Não existe hora para vencermos um mau hábito, para ficar enrolando. Temos que subir no telhado e repará-lo.

Tanto o nosso como o daqueles com os quais convivemos. E aí sobrarão sombras amenas, segurança e solidariedade. Além de um jardim imenso de gratidão.

JB Alencastro é médico e escritor.

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Brilharam

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A designer gráfica Jessica Moreira, a gerente de marketing Emylia Chaveiro e a auxiliar administrativo Larissa Geovanna brilharam na organização do coquetel, que marcou a entrega oficial do Condomínio Vivre. O condomínio horizontal é mais um empreendimento da Emisa Incorporadora entregue em Anápolis. 

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Duas gerações

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Os sócios e diretores da Emisa Incorporadora, Juliano Santos e Amador Santos (pai e filho); João Emídio e Guilherme Emídio (também pai e filho) foram os grandes anfitriões de um coquetel, que marcou a entrega oficial do Condomínio Vivre, em Anápolis. Juliano e Guilherme dão seguimento à bem sucedida trajetória empresarial de seus pais, à frente da Emisa, incorporadora que no próximo ano completará 50 anos de fundação.

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Tecnologia utilizada por Kim Kardashian chega ao Brasil

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Nova geração de radiofrequência alcança camadas profundas da pele e ganha espaço entre pacientes que buscam rejuvenescimento com resultados naturais

A busca por procedimentos estéticos capazes de oferecer resultados cada vez mais naturais tem impulsionado uma nova geração de tecnologias voltadas ao estímulo de colágeno. A mais recente delas é o XERF, equipamento que vem ganhando destaque internacional por atuar em camadas profundas da pele sem a necessidade de cirurgia.

A tecnologia ganhou repercussão nos Estados Unidos após ser utilizada por celebridades como Kim Kardashian e agora começa a chegar ao mercado brasileiro, acompanhando uma tendência global de tratamentos minimamente invasivos focados na regeneração dos tecidos. E já sendo incluída na rotina de cuidados de personalidades como Silvia Braz.

Considerado uma evolução das radiofrequências convencionais, o XERF utiliza duas frequências simultâneas que permitem atingir diferentes profundidades da pele, chegando ao SMAS (Sistema Musculoaponeurótico Superficial), estrutura responsável pela sustentação facial e tradicionalmente associada aos resultados obtidos em cirurgias de lifting.

Na prática, o equipamento funciona como um estimulador tecnológico de colágeno. Por meio do aquecimento controlado dos tecidos, promove a contração das fibras existentes e estimula a produção de novas fibras de sustentação ao longo dos meses seguintes ao procedimento.

Segundo o dermatologista Dr. Bones, um dos primeiros médicos do Brasil a investir na tecnologia, o crescimento da procura por tratamentos desse tipo reflete uma mudança de comportamento dos pacientes.

“Hoje existe uma busca muito maior por procedimentos que preservem a identidade facial. As pessoas querem envelhecer bem, mas sem transformar seus traços. As novas tecnologias surgem justamente para estimular mecanismos naturais do organismo e melhorar a qualidade da pele de forma progressiva”, explica.

A chegada do XERF ao Brasil acompanha um movimento global: a procura por procedimentos que estimulem os mecanismos naturais do organismo vem crescendo, enquanto os tratamentos excessivamente volumizadores perdem espaço. 

O equipamento não substitui a cirurgia em casos avançados, mas abre uma nova possibilidade para pacientes que desejam adiar intervenções mais invasivas ou potencializar resultados já conquistados.

Para o Dr. Bones, o futuro do rejuvenescimento não está em transformar a aparência, mas em estimular inteligentemente o que o corpo já sabe fazer.

Embora não substitua a cirurgia plástica em casos avançados de flacidez, o XERF surge como alternativa para pacientes que ainda não possuem indicação cirúrgica, desejam adiar intervenções mais invasivas ou buscam potencializar resultados já conquistados.

A expectativa do setor é que a tecnologia se torne uma das principais apostas da medicina estética nos próximos anos, impulsionada pela crescente demanda por tratamentos que combinem inovação, segurança e naturalidade.

Felipe Fernandes

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