Seminários e Lançamentos de livros marcam a 6ª edição da FARGO — Feira de Arte Goiás
Evento acontecerá de 15 a 19 de maio, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, com entrada franca
Goiânia, maio de 2024 – A 6ª edição da FARGO – Feira de Arte Goiás, maior feira de negócios em arte do Centro-Oeste, marcada para acontecer de 15 a 19 de maio, no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, terá obras de artistas expoentes de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e a presença de 29 expositores, entre galerias, escritórios de arte, stands institucionais, entre outros. Além disso, o evento terá seminários com importantes personas do segmento e lançamentos de livros.
“O circuito das artes na região Centro-Oeste, particularmente em Goiás, é exponencialmente crescente, com notável aumento nas demandas relacionadas nos últimos anos. Desde 2017, somando as cinco edições anteriores, a FARGO recebeu presencialmente cerca de 40 mil pessoas. Para a 6ª edição, teremos nomes importantes discutindo temas como Autenticidade na arte, Arte nas Redes Sociais, Futuro da Curadoria e também como colecionar com prazer e pouco risco; além disso, onze lançamentos de livros e obras de artistas locais e nacionais”, afirma Wanessa Cruz, Diretora da Arte Plena Produção em Cultura, empresa especializada em implantação e execução de projetos eminentemente culturais, principalmente em artes visuais, atuando no mercado desde 2007, com escritório de projetos, escritório de arquitetura, galeria de arte.
A lista de expositores tem galerias de São Paulo (Janaina Torres Galeria), do Distrito Federal (Referência Galeria, A Pilastra, Galeria Oto Reifschneider) e a maioria das galerias e escritórios de Goiás, como a Cerrado Galeria (GO/DF), Oca Goyaz, Espaço Ebner Galeria, Eliane Miclos Escritório de Arte e muitos outros. Dentre o time de artistas expostos, nomes como: Siron Franco, Luiz Mauro, Valéria Pena Costa, Sanagê, Marcelo Solá, Paula Juchem, Antonio Oloxede, Camila Soato, Osvaldo Carvalho, Pitágoras, Galenoe tantos outros destacados, locais e nacionais, se destacam.
Segundo Sandro Tôrres, Diretor, Curador e Coordenador de projetos da Arte Plena, uma das preocupações da feira é que o evento mantenha suas características originais, inclusive o aspecto da acessibilidade e democratização das ações, voltadas para todos os públicos indistintamente. “Essa inclusão passa pela percepção e senso de coletividade, premissa nos projetos da Arte Plena. A feira também é pensada para contemplar a diversidade e oferecer um variado mix de atrações, como experiência social, transcendendo as artes visuais. Outra característica marcante da FARGO é a preocupação com a produção regional (GO, DF, MT, MS) e o escoamento dessa produção e isso se revela na curadoria dos artistas que participam do stand da Arte Plena, a curadoria dos demais stands, com preferência para os regionais”, destaca.A expectativa da FARGO é receber cerca de 10 mil pessoas nos cinco dias de evento, entre artistas, colecionadores, professores, diretores de instituições, arquitetos, designers, galeristas, curadores, estudantes e uma camada da sociedade interessada em colecionismo e cultura em geral.
Selon – Casa Arte Plena
Seminários e Lançamentos
Na programação das ações formativas, patrocinadas pelos SESC GO, a FARGO apresenta um time de profissionais palestrantes bastante reputados como Márcio Harum (curador e pesquisador, SP), Cadu Gonçalves (curador independente, SP), Ana Paula Lopes (curadora assistente da Pinacoteca, SP), Adriana Braga (doutora e consultora de artes, RJ), Nei Vargas (doutor e pesquisador, RS/SP), Leandro Mello (artista e agitador cultural, DF), Oto Reifschneider (doutor e galerista, DF).
A agenda terá “Impacto da FARGO na FAV e outros lugares” com Paulo Henrique Duarte, Eliane Chaud e Glayson Arcanjo (16.05 às 16h). No dia 17 de maio,; “Uma análise da arte, ciência e tecnologia no Centro-Oeste” (às 15h) com Márcio Harum, desenvolve trabalhos na interseção entre curadoria, programas públicos, arte, tecnologia e educação, e vem realizando entre 2023 e 2024 a itinerância de Década dos Oceanos – 1ª Mostra Nacional de Criptoarte, além de participar de comissões julgadoras dos mais destacados editais de artes visuais do país, como a comissão do 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea no MAC-Goiânia em 2022 e 51º Salão de Arte Contemporânea de Santo André em 2023-24; “Os futuros da Curadoria: Território político e zonas de negociação” (às 17h) com os curadores Cadu Gonçalves, que também é pesquisador graduado em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, e Ana Paula Lopes, que é assistente de curadoria da Pinacoteca do Estado de São Paulo e atuou em espaços como Instituto Tomie Ohtake e nas galerias White Cube, Mendes Wood DM, Jaqueline Martins e Simões Assis; e “A arte nas redes sociais” (às 19h30) com a criadora da metodologia de Planejamento Artístico Estratégico, Adriana Braga, que foi fundadora da primeira feira de artistas independentes do Brasil e do Encontro de Espaços Independentes no Rio, e que já orientou mais de 600 artistas a desenvolverem suas carreiras por meio do Planejamento Artístico.
No sábado, dia 18 de maio, as palestras abordarão “Autenticidade na Arte: Evitando as falsificações” (15h) com Oto Reifschneider, especialista em obras raras e colecionismo – tema de sua tese de doutorado –, e que há quinze anos pesquisa as técnicas e história da gravura no Brasil; e às 17h, “Colecionando com prazer e pouco risco” – Colecionadores Brasileiros com mediação Nei Vargas, que é mestre e doutor em Artes Visuais, ênfase em História, Teoria e Crítica de Arte no PPGAV/UFRGS, com tese de doutorado que mapeou e entrevistou 83 colecionadoras e colecionadores nas cinco regiões do país, promovendo uma reflexão sobre o procedimento e impacto no colecionismo privado de arte contemporânea no Brasil.
Para fechar as discussões, no domingo, dia 19 de maio, os temas serão: “Mercado de publicações independentes” (às 15h) com o Grafiteiro, designer e serígrafo Leandro Mello, a escritora, editora e jornalista Larissa Mundim e o artista Marcelo Solá com mediação de Márcio Jr; e às 17h “Coletivos e outras operações de arte” com Renka, Rensga, Muquifu, Fuga, Clã destinos e mediação Rumos.
Dentre as atividades programadas, a feira também manterá um espaço literário, onde acontecerão lançamentos de pelo menos 10 livros inéditos, de livros de arte ou projetos editoriais mais elaborados. “Completando a lista de espaços da feira, uma praça de alimentação para comodidade do público e um lounge VIP, onde os galeristas e parceiros poderão relaxar e estreitar suas redes de relacionamentos. A ideia é, para além do caráter cultural da exposição, proporcionar ao visitante a experiência mais ampla de um ambiente focado ao mesmo tempo em cultura, arte, negócios, colecionismo e bem estar”, destaca Wanessa Cruz, Diretora da Arte Plena Produção em Cultura.
Os lançamentos acontecerão no Lounge Mezanino. No dia 16, Glênio Lima lança “Códice” às 17h e José Carlos Guimarães “Gosto não é arte” às 19h. Na sexta, dia 17 de maio, Paula Alzugaray apresenta “Select/Celeste” às 15h, Marcelo Perilo “Obituário” às 17h e Indira Rassi “Equilíbrio dos Extremos – Diários Poéticos” às 19h. No sábado, dia 18, “Goiás (não é) Velho – Experiências poéticas em arte, paisagem e cidade”com organização de Emilliano Freitas às 15h, “Arraial Menino” de Rafael Fleury às 17h, e “Além do olhar” de Rosary Esteves às 19h. E para fechar o evento, no domingo (19), é a vez de Luísa Günther apresentar “Gastromanias em Cinza” (#DJARAKARU – 2015-2019) às 15h30; Luiz Gê com “Fronteira Híbrida” às 17h30, e Rustoff às 19 horas.
Arte é investimento
Paula Juchem – Janaina Torres Galeria
O projeto da FARGO opera no sentido de romper a bolha do escopo cultural e atingir outras áreas, como a da economia, visto que os números são crescentes a cada edição, motivando o grupo de expositores – alguns parceiros desde a primeira edição – e atraindo a atenção de agentes do mercado nacional, de olho na pujança financeira de alguns setores goianos, mas também na qualidade da produção artística.
Segundo Art Basel UBS Report, em 2023, as vendas em feiras de arte representaram 29% das receitas totais dos revendedores, marcando uma queda de 6% em relação ao retorno robusto observado em 2022 e superando os níveis observados em 2021 (27%). “Goiânia é uma cidade jovem – tem só 90 anos – e já percebemos um movimento interessante de novos colecionadores na faixa de 40 a 50 anos surgindo. Muitos estão ascendendo em suas carreiras, que vão muito além do agronegócio. Temos clientes empreendedores e médicos que entenderam que a arte pode ser um negócio lucrativo a longo prazo”, ressalta Sandro Tôrres, Diretor, Curador e Coordenador de projetos da Arte Plena.
Homenagem
Todo ano a FARGO homenageia alguma personalidade das artes e a escolhida dessa edição foi Célia Câmara, grande mecenas e incentivadora da cena cultural goiana por décadas, falecida em 1998.
“Aliás, Dona Célia – como era conhecida por muitos – , sempre com o apoio do marido Jaime Câmara, foi uma pioneira no incentivo à produção artística local e deixou um legado para as gerações futuras que impactou definitivamente a forma dos goianos conviverem com arte”, ressalta Wanessa Cruz, Diretora da Arte Plena Produção em Cultura.
Ainda segundo Sandro Tôrres, Diretor, Curador e Coordenador de projetos da Arte Plena, ela apoiou artistas e abraçou causas e essas ações foram transformadoras na capital, com desdobramentos também para outros Estados, onde recebeu várias homenagens. “Elegante, diplomática e vanguardista, D. Célia será lembrada com um mini documentário contendo entrevistas de vários amigos e amigas, que, em algum momento da vida, foram tocados pela vida e pela obra dessa grande mulher”, adianta.
Prêmios
A FARGO também entende que fomentar o mercado é um importante diferencial para a descoberta e visibilidade de artistas; por isso, durante o evento realizará o Prêmio Estímulo, que seleciona e premia, através de edital, 20 artistas goianos ou residentes em GO, e o Prêmio Destaque, que premia 3 artistas participantes do evento que apresentem inovação em técnica, tema ou outra característica relevante para as artes.
A FARGO, desde 2017, passou a ter um papel de importante relevância na consolidação desse ambiente favorável para a produção e os negócios em arte e atua diretamente no incremento dessas relações e sempre se preocupou em representar para o segmento mais que um espaço expositivo, mas, para além disso, servir como local e um momento de reflexão e debate. A expografia do evento tem a direção artística da arquiteta Anna Carolina Cruz.
A FARGO 23 tem o apoio cultural do Programa Goyazes, da Secretaria de Cultura de Goiás. Patrocínio Master Danglar, Patrocínio SESC e Castro’s Hotel.
Leonam Fleury – Casa Arte Plena
SERVIÇO
6ª FARGO- Feira de Arte Goiás
LOCAL: MAC GO – Museu de Arte Contemporânea de Goiás, CCON- Centro Cultural Oscar Niemeyer, Goiânia-GO
DATA: 15 a 19 de MAIO, 2024
Dia 15 – Abertura da feira, 18h às 21h – Aberta ao público
De 16 a 19, das 14 às 21h – Aberta ao público
ENTRADA FRANCA E TODAS PALESTRAS GRATUITAS, COM CERTIFICADO.
LISTA EXPOSITORES FARGO 2024:
1. Casa Arte Plena
2. Oto Reifschneider Galeria
3. Referência Galeria
4. Cerrado Galeria
5. Casa da Fotografia
6. Janaína Torres Galeria
7. Oca Goyaz
8. Sanagê
9 . Flávio Lima
10. Espaço Ebner Galeria
11. Espaço Naif e Arte Popular
12. Eliane Miclos Escritório de Arte
13. Lote 01 Coletivo de Arte
14. A Pilastra
15. Lounge VIP Castro”s
16. Espaço SESC de Palestras
17. SEBRAE GO
18. Hidrolands Grafisch Atelier
19. FAV/UFG
20. Prêmio Estímulo FARGO
21. M Marte
22. Muquifu
23. Canson/Pentel
24. Espaço Literário
25. Rensga Coletivo
26. Renka Coletivo
27. Clã-destinos
28 Ju & João Art
29. Augusto Mangussi
LANÇAMENTOS DE LIVROS FARGO 2024 – ESPAÇO LITERÁRIO
QUINTA – 16/05
17 H – CÓDICE – GLÊNIO LIMA
19 H – GOSTO NÃO É ARTE – JOSÉ CARLOS GUIMARÃES
SEXTA – 17/05
15 H – SELECT/CELESTE – PAULA ALZUGARAY
17 H – OBITUÁRIO – MARCELO PERILO
19 H – EQUILÍBRIO DOS EXTREMOS – DIÁRIOS POÉTICOS – INDIRA RASSI
SÁBADO – 18/05
15 H – GOIÁS (NÃO É) VELHO- EXPERIÊNCIAS POÉTICAS EM ARTE, PAISAGEM E CIDADE – ORGANIZAÇÃO: EMILLIANO FREITAS
17 H – ARRAIAL MENINO – RAFAEL FLEURY
19 H – ALÉM DO OLHAR – ROSARY ESTEVES
DOMINGO – 19/05
15 H – GASTROMANIAS EM CINZA (#DJARAKARU – 2015-2019) – LUÍSA GÜNTHER
16 H – FRONTEIRA HÍBRIDA – LUIZ GÊ
17 H – RUSTOFF – RASURA
PALESTRAS FARGO 2024
6º SEMINÁRIO NACIONAL OS CAMPOS DAS ARTES
16/05 – QUINTA-FEIRA
16 h – IMPACTO DA FARGO NA FAV E OUTROS LUGARES – Paulo Henrique Duarte, Eliane Chaud e Glayson Arcanjo
17/05 – SEXTA- FEIRA
15 H – UMA ANÁLISE DA ARTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO CENTRO-OESTE – Márcio Harum
17 H – OS FUTUROS DA CURADORIA: TERRITÓRIO POLÍTICO E ZONAS DE NEGOCIAÇÃO – Cadu Gonçalves e Ana Paula Lopes
19h30 – A ARTE NAS REDES SOCIAIS – Adriana Braga
18/05 – SÁBADO
15 H – AUTENTICIDADE NA ARTE: EVITANDO AS FALSIFICAÇÕES – Oto Reifschneider
17 H – COLECIONANDO COM PRAZER E POUCO RISCO – Colecionadores Brasileiros, mediação Nei Vargas
19/05 – DOMINGO
15 H – MERCADO DE PUBLICAÇÕES INDEPENDENTES – Leandro Mello, Larissa Mundim, Marcelo Solá, mediação Márcio Jr
17 H – COLETIVOS E OUTRAS OPERAÇÕES DE ARTE – Renka, Rensga, Muquifu, Fuga, Clã destinos – mediação Rumos
Shopping em Aparecida de Goiânia recebe exposição gratuita do artista aparecidense W. Bonnardiny que une arte e música clássica
O Aparecida Shopping recebe até o dia 17 de maio a exposição cultural “Ensaio: Música Clássica”, do artista aparecidense W. Bonnardiny. Com entrada gratuita, a mostra está aberta ao público de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 21h, na Praça de Eventos, no Piso 1, reunindo pinturas que exploram a conexão entre artes visuais e música clássica por meio de cenas que retratam músicos, maestros, instrumentistas e bailarinas em momentos de ensaio, preparação e apresentação.
As obras apresentam forte influência expressionista e transformam o gesto musical em linguagem visual, evidenciando movimento, ritmo e emoção. A exposição propõe ao público uma experiência sensorial que aproxima diferentes formas de arte, promovendo um diálogo entre música, corpo e imagem e tornando o universo da música clássica mais acessível ao visitante.
Segundo o gerente de marketing do Aparecida Shopping, José Macorin, a iniciativa reforça o compromisso do shopping do coração de Aparecida de Goiânia com a valorização da cultura local e o incentivo aos artistas da cidade. “Receber a exposição do artista aparecidense W. Bonnardiny é uma forma de aproximar a comunidade da arte e incentivar a produção cultural da nossa região. O shopping também é um espaço de convivência e experiências, e ações como essa proporcionam momentos de reflexão, sensibilidade e contato com diferentes expressões artísticas”, destaca.
Macorin também ressalta a importância de iniciativas culturais gratuitas para ampliar o acesso da população à arte. “Queremos oferecer experiências que vão além das compras, criando oportunidades para que as pessoas tenham acesso à cultura de forma gratuita e democrática. Essa exposição consegue unir arte, música e emoção em um ambiente acessível para toda a família”, afirma.
Sobre o Aparecida Shopping
Inaugurado em 2017, o Aparecida Shopping é o primeiro shopping do centro de Aparecida de Goiânia, possui uma área total de 22,7 mil metros quadrados de ABL e tem um projeto de expansão. Voltado para a comunidade, ajuda a desenvolver a região, criando empregos formais, que hoje totalizam uma média de 1200 vagas de emprego, e influenciando os hábitos de consumo dos moradores com mais oportunidades de negócios, lazer e cultura.
O shopping traz a melhor opção de compras da região, contendo mix diversificado, incluindo grandes marcas, lojas locais e diversas opções de serviços, como supermercado, cartório, academia, espaço de estética e Vapt-Vupt. A diversão fica por conta das salas de cinema; parque de diversões eletrônicas; espaçosa praça de eventos; e outras atividades de entretenimento, promovidas pelo próprio shopping e também por parceiros.
O shopping do coração de Aparecida de Goiânia se orgulha de ser um lugar inclusivo, comprometido com o bem-estar do aparecidense e com o apoio a causas sociais. Ao longo do ano, promove eventos que reforçam valores como acessibilidade, diversidade e solidariedade, impactando positivamente nossos visitantes e parceiros. Local que se consolidou como ponto de encontro onde negócios crescem, pessoas se conectam e experiências acontecem!
SERVIÇO: Ação educativa de trânsito no Aparecida Shopping Data: até 17 de maio
A exposição e catálogo “O Universo Literário de Bernardo Élis”, na **Casa de Câmara e Cadeia, em Pirenópolis. A abertura acontece no dia **19 de maio, às 17h30, com visitação até *14 de junho.
Realizado com recursos da Lei Goyazes 2025, o projeto homenageia o escritor Bernardo Élis, único goiano integrante da Academia Brasileira de Letras, por meio de aquarelas, desenhos em lápis e retratos autorais inspirados em sua trajetória e em obras marcantes da literatura goiana.
Com mais de 35 anos dedicados às artes visuais, Wal Curado desenvolve um trabalho voltado à valorização da cultura e da memória regional. A mostra reúne 22 obras e também possui caráter educativo e patrimonial, aproximando literatura e artes plásticas.
Serviço Exposição: O Universo Literário de Bernardo Élis Local:Casa de Câmara e Cadeia – Pirenópolis (GO) Abertura:19 de maio, às 17h30 Visitação: até 14 de junho Instagram: @wal.curado Contato:(62) 99483-6329
Com mais de quatro décadas de trajetória, o artista goiano Gerson Fogaça consolida sua presença no circuito internacional das artes visuais com uma produção marcada pela abstração, pela intensidade cromática e por uma investigação contínua sobre cidade, tempo e transformação.
Nascido na Cidade de Goiás, Fogaça passou a infância e parte da adolescência em Britânia, no Vale do Araguaia. Foi nesse contexto do interior goiano, entre precariedades materiais e experiências decisivas, que começou a se formar o olhar que mais tarde daria consistência à sua linguagem artística.
“Meu pai era carpinteiro, meu avô marceneiro e minha avó lavadeira. Venho de uma família preta, atravessada pela pobreza e por muitas fraturas. Meu avô fazia caixões, e eu cresci sob a presença silenciosa deles, pendurados na sala da casa. Era uma visão que me assombrava. Durante muito tempo, não compreendi o alcance daquela imagem sobre mim. Só depois percebi que aquela convivência precoce com a morte, o medo e o desamparo havia deixado marcas fundas no meu imaginário. Minha avó revestia os caixões com tecido azul, quando eram para crianças, e roxo, quando destinados aos adultos”, recorda o artista.
O desenho surgiu cedo. Aos oito anos, Fogaça já desenhava; pouco depois, foi incentivado pela diretora de uma escola e deixou Britânia para seguir em Goiânia. “Comecei a desenvolver meu trabalho e fui descoberto pela diretora de uma escola. Com 14 anos, saí da cidade e fui para Goiânia. Entrei em um museu pela primeira vez aos 16 anos”, relembra.
Ao longo do tempo, construiu uma linguagem visual singular, em que a cidade aparece como campo de tensão, deslocamento e reinvenção. Sua pintura, de base abstrata, elabora questões ligadas à transformação dos espaços urbanos e às relações humanas inscritas nesses processos.
Com carreira iniciada nos anos 1980, Gerson Fogaça desenvolveu uma produção consistente e reconhecida, participando de salões, exposições individuais e coletivas em diferentes países. Em 2026, sua atuação internacional se reafirma com a exposição “Antes que Desaparezca”, além de projetos e participações previstos na Cidade do México, na Flórida, em Córdoba e em São Paulo.
Ao longo de sua trajetória, suas obras circularam por instituições e espaços expositivos de relevância no Brasil e no exterior, entre eles o Centro Cultural Las Rozas, em Madri; o Museo de Arte Alejandro Otero e o Museu de Arte Contemporânea de Caracas; o Museo Histórico y Militar de Chile, em Santiago; o Museu Nacional, em Brasília; a Caixa Cultural, no Rio de Janeiro; a Casa da América Latina, em Lisboa; o Miami Hispanic Cultural Arts Center e o Museum of Contemporary Art of the Americas, em Miami, além de espaços em Berlim, Havana, Palma de Mallorca, Buenos Aires, La Paz, Salvador, Campinas e Goiânia.
Mais do que acumular exposições, Fogaça sustenta uma pesquisa coerente, capaz de estabelecer diálogo com diferentes contextos sem perder vínculo com sua origem. Sua obra parte do interior de Goiás e, a partir do Brasil profundo, alcança outros territórios e outras camadas de leitura.
Em paralelo à presença internacional, o artista também voltou seu olhar para Britânia. Ao lado da produtora cultural Malu da Cunha, iniciou em 2025 a criação do Instituto Cultural Urukum, voltado à arte contemporânea, à formação, à realização de oficinas de arte e à ampliação do acesso cultural no Vale do Araguaia.
O projeto busca fortalecer a vida cultural de uma região historicamente distante dos grandes centros, criando condições para a realização de exposições, ações formativas e atividades educativas, em diálogo com artistas, curadores, instituições e com a população originária da região.
“É uma maneira de devolver tudo aquilo que recebi e pensar nas crianças do presente, mas com um olhar para o futuro”, afirma o artista.