Artistas comandaram noite animada com muito rock, homenagem à Ozzy Osbourn e até gravação de filme na retomada da programação musical após Vila do Bem
Após três dias dedicados a ações sociais na Vila do Bem, a arena principal do Capital Moto Week voltou a vibrar ao som enérgico do rock.
Nesta quinta-feira (31), os palcos foram tomados por Lobão, em sua turnê Power Trio, e pela banda Angra, celebrando os 20 anos do clássico Temple of Shadows.
O final da programação musical foi marcada por shows históricos, homenagens e até gravação de um filme. O final de semana ainda prometeu grandes shows, com a presença dos canadenses MAGIC!, Cidade Negra (1) Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Junior e Detonautas.
Em Power Trio, uma das formações mais icônicas da história do rock, Lobão fez um mergulho em seus mais de 40 anos de carreira com repertório que cruzou gerações.
Autêntico, provocador e visceral, ele entregou o que prometeu: um show direto e emblemático, como manda a cartilha do rock’n’roll.
Acompanhado por Guto Passos (baixo) e Willian Paiva (bateria), tocou algumas de suas canções mais famosas: ‘Corações Psicodélicos’, ‘Vida Bandida’ e o clássico gravado por Cazuza e Ney Matogrosso, ‘Vida Louca Vida’. ‘Me Chama’ foi um espetáculo à parte, com o público cantando a pleno pulmões a música inteira.
E não faltou rock no setlist, com pitadas inusitadas. Sem se esconder entre suas guitarras, ele sacou uma viola para fazer músicas improváveis, entre elas ‘Disparada’ de Geraldo Vandre e eternizada na voz de Jair Rodrigues.
O show ainda teve ‘Trem Azul’, de Lô Borges, ‘Eu Sei’, da Legião Urbana e ‘Até Quando Esperar’ da Plebe Rude.
Lobão revelou que adora tocar em festivais como o Capital Moto Week, pela relação intrínseca entre motos e rock: “Minhas músicas tem muito a ver com moto, pois são estradeiras, são além do horizonte e eu vejo a rapaziada chegando em grupo de motociclistas e dá uma vibe muito especial para o show”.
Na sequência, foi a vez do Angra brilhar.
A banda, que coleciona fãs por todo o mundo, está no auge de sua turnê Temple of Shadows 20th Anniversary Tour – Interlude.
A apresentação trouxe diversas músicas do clássico álbum, como ‘Spread Your Fire’, ‘Angels and Demons’, ‘Waiting Silence’, ‘Wishing Well’, ‘No Pain For Dead’ e ‘Late Redemption’.
Mas não poderiam ficar de fora outros sucessos consagrados: ‘Angels Cry’, ‘Carry On’ e ‘Nova Era’, por exemplo.
O maior palco do Centro-Oeste também virou cenário de um filme.
Amigo da banda, o ator e cantor, Alirio Netto, está gravando um filme e aproveitou a apresentação e a animação do público para gravar cenas da película.
O guitarrista Rafael Bittencourt convidou o público a participar gritando pelo nome da personagem, Sebastian. Quando entrou em cena, o ator cantou com a banda o hit ‘Rebirth’, levando todos à loucura.
A julgar pelo que foi visto na Cidade da Moto, é um forte candidato ao Oscar de melhor trilha sonora, pelo menos.
Outro ponto alto foi uma homenagem a um dos expoentes do metal e da música no mundo, Ozzy Osbourne, que faleceu recentemente.
“Sem ele nenhum de nós estaria aqui curtindo heavy metal”, lembrou Bittencourt.
A “singela homenagem”, como frisou o guitarrista, foi uma versão enérgica do clássico ‘No More Tears’, que fez o público vibrar muito e cantar alto.
O reencontro teve um gostinho de despedida, pois Angra vai dar uma pausa indeterminada na carreira e o show foi parte das últimas datas antes do hiato. Isso tornou a noite ainda mais especial para os fãs do grupo, que lotaram a arena e celebraram cada acorde em uníssono.
Nos demais palcos do CMW, a música seguiu firme. O Rock Saloon Royal Enfield teve shows das bandas OldPlay, Allycats e Old Chevy.
No Moto Bar Spaten, Bando dos Velhos Novos, Macacos Hidráulicos e 4Rock comandaram o som.
A Praça Pepsi contou com Renato Paiva em tributo a Elvis Presley, além do já tradicional Bandokê com Banda Lâmina.
Ainda nos dois dias de festival foi muito inesquecíveis.
Na sexta-feira (1), a Cidade da Moto recebeu a banda canadense Magic!, conhecida pelos hits ‘Rude’ e ‘No Way No’, além da lendária Cidade Negra, com seu reggae pop que marcou gerações.
No sábado (2), o encerramento do Capital Moto Week 2025 aconteceu com chave de ouro: Detonautas e Marcão Britto & Thiago Castanho – Charlie Brown Jr. levaram a arena à última grande catarse deste ano histórico do CMW. Sobre o Capital Moto Week 2025
De 24 de julho a 2 de agosto, Brasília foi o palco do maior festival de motos e rock da América Latina.
O CMW, que atraiu 800 mil pessoas e 300 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, é reconhecido por proporcionar uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 320 mil m².
Além dos mais de 100 shows previstos para 2025, o festival oferece programação variada que inclui atrações como tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos, com identidades únicas para agradar todos os gostos musicais do rock.
O festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.
Entrega ocorreu hoje (21) pela manhã na sede da superintendência regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A aquisição dos equipamentos foi possível graças à emenda parlamentar de autoria do deputado Daniel Agrobom
A Associação Empresarial da Região da 44 (AER-44) recebeu na manhã desta quinta-feira (21) 15 kits completos de corte e costura, totalizando 90 máquinas, que foram doadas pelo deputado federal Daniel Agrobom (MDB), por meio de emenda parlamentar de sua autoria, e por intermédio de parceria com a Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Goiânia.
A entrega dos equipamentos ocorreu durante evento realizado na sede da superintendência regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), De acordo com Sérgio Naves, presidente da AER44, os kits serão destinados ao fortalecimento da indústria da moda da Região da 44.
“A ideia é firmar parcerias, com a iniciativa pública ou privada, para montar cursos de capacitação na área de moda e também atender a parte da demanda produtiva do nosso polo confeccionista” explicou o líder empresarial após a entrega.
Ao falar da doação dos kits de corte e costura para AER44, recentemente reconhecida como entidade de utilidade pública, o deputado Daniel Agrobom destacou a importância econômica e social da Região da 44 para Goiás, como um dos maiores polos de produção de moda no Brasil.
“Sabemos que a Região da 44 precisará bem mais do que estes 15 kits que estamos entregando aqui, devido a intensa movimentação que temos nesse importante polo de moda do Brasil, que não fornece só para Goiás e o Centro-oeste, mas para o Brasil e para fora do país.
Mas espero que estes kits ajudem realmente na fomentação de empregos e negócios”, afirmou o parlamentar durante a entrega dos equipamentos.
Na oportunidade, o deputado também fez a entrega de kits de corte e costura também para a prefeitura de Abadiânia de Goiás e entrega de equipamentos a cooperativas de apicultores em Goiás.
Cada kit de corte e costura é composto por equipamentos essenciais para a cadeia produtiva da moda, permitindo que oficinas, cursos de capacitação e futuros profissionais tenham acesso a maquinários modernos e especializados:
Máquina de Costura Reta: utilizada para costuras lineares e acabamentos básicos, sendo considerada a principal máquina da confecção.
Máquina Interlock: responsável por unir tecidos com maior resistência e elasticidade, muito utilizada em malharias e peças esportivas.
Máquina Overlock: realiza acabamento e fechamento das bordas dos tecidos, evitando desfiamentos e garantindo qualidade profissional às peças.
Máquina Galoneira: utilizada principalmente em barras, golas e acabamentos de roupas em malha, proporcionando elasticidade e acabamento refinado.
Máquina Perponteira: equipamento voltado para reforços e costuras decorativas, garantindo maior resistência e padrão estético às peças.
Máquina de Corte a Disco: utilizada para cortes precisos de tecidos em grande volume, aumentando produtividade e padronização industrial.
Para o presidente da AER44, o recebimento dos equipamentos representa um passo importante para o fortalecimento da indústria da moda em Goiás..
Max Chocolate, diretor de marketing e divulgação da AER44; deputado federal Daniel Agrobom e Sérgio Naves, presidente da AER44
“A nossa proposta de uso desses kits vai além da geração de oportunidades econômicas, é criar um ambiente de formação e qualificação profissional, mais especializada e preparada para atender as demandas crescentes do setor confeccionista” explicou Sérgio.
Projeto terapêutico une dança, acolhimento e autoconhecimento para mulheres em Goiânia O “Passos da Alma” é um projeto terapêutico voltado exclusivamente para mulheres, criado com o propósito de oferecer um espaço de reconexão com o corpo, com a leveza, com a potência feminina e com a própria história.
Idealizado por Márcia Christovam, psicóloga, neuropsicóloga, analista junguiana, mentora e fundadora da Logos Cia – Psicologia, Educação e Desenvolvimento Profissional, o projeto nasceu do desejo de proporcionar às mulheres uma experiência de cuidado integral, unindo movimento, reflexão, símbolos, convivência e acolhimento.
Mais do que uma aula de dança ou um encontro terapêutico tradicional, o “Passos da Alma” é uma vivência cuidadosamente conduzida, que integra dança de salão, dança do ventre, rodas de conversa, ritual do chá e práticas simbólicas de autoconhecimento.
A proposta é criar um ambiente seguro, sensível e afetivo, onde cada mulher possa se perceber para além das exigências da rotina, dos papéis sociais e das responsabilidades cotidianas.
A cada encontro, um tema arquetípico conduz a experiência.Por meio dos elementos simbólicos, dos elementos da natureza, das vivências terapêuticas e de narrativas que atravessam o feminino, as participantes são convidadas a refletir sobre seus movimentos internos: seus desejos, limites, forças, dores, bloqueios, ciclos e possibilidades de transformação.
O PROJETO Segundo Márcia Christovam, o projeto nasceu da percepção de que muitas mulheres estão emocionalmente sobrecarregadas, desconectadas do próprio corpo e de suas verdades mais profundas, vivendo quase sempre em função das demandas externas.
A iniciativa também se relaciona à sua própria experiência com a dança de salão, que se tornou um dos importantes veículos de cura de sua alma durante um doloroso processo de luto.
A partir dessa vivência, surgiu o desejo de compartilhar com outras mulheres um espaço de reconexão, especialmente com aquelas que, ao longo da vida, foram se colocando no lugar de eternas doadoras e cuidadoras, deixando em segundo plano o autocuidado, o prazer, a leveza e o autoamor.
“O Passos da Alma é um convite para que a mulher volte a habitar o próprio corpo com mais presença, beleza e verdade. É um espaço para lembrar que a vida não precisa ser apenas tarefa, cobrança e desempenho.
Ela também pode ser encontro, movimento, prazer, pertencimento e reconexão com a alma. Nenhuma mulher precisa atravessar suas dificuldades sozinha.
Desde que o mundo é mundo, mulheres se fortalecem e se curam em rodas de conversa, na escuta sensível e no reconhecimento umas das outras”, destaca a idealizadora. SOBRE O ESPAÇO Um dos diferenciais do projeto é a atmosfera intimista e acolhedora.
As vivências acontecem em um espaço preparado para favorecer o encontro, a troca de experiências e o fortalecimento de vínculos. A proposta valoriza o corpo não como objeto de cobrança estética, mas como território de expressão, memória, sensibilidade e potência.
O Passos da Alma acontece mensalmente, sempre na segunda terça-feira de cada mês, às 19h, na sede da Logos Cia no Jardim América, em Goiânia.
As inscrições e informações podem ser feitas pelo WhatsApp: (62) 98162-4708.
SERVIÇO:·
Evento: Projeto “Passos da Alma”·
Idealização: Márcia Christovam – psicóloga, neuropsicóloga, analista junguiana, mentora e fundadora da Logos Cia –
Psicologia, Educação e Desenvolvimento Profissional· Público:
Direcionado às mulheres·
Quando: Segunda terça-feira de cada mês·
Horário: 19h·
Próximo encontro: 09 de junho·
Local: Logos Cia – Psicologia, Educação e Desenvolvimento Profissional·
Antes mesmo da chamada matinal do Fajr, a oração muçulmana da alvorada, ouço-o. É um galo cantando muito alto e com um final abrupto. Atualmente vivo no décimo oitavo andar.
O sol ainda não raiou, mas parece que o galináceo está pronto para a rinha. Ele é convincente. Não vejo de onde vem e não me incomoda. Na verdade tenho curiosidade em conhecê-lo. Ao que parece mora na mata ao lado com a sua família. Recentemente fizeram uma derrubada lá e estão nascendo uns brotos de bambú.
Sei que ele adora. Resolvi acordar mais cedo do que ele e me escondi na capoeira. Por precaução fui bem calçado, vai que me aparece uma víbora de fosso de Wagler, igualzinha as que têm no templo das Nuvens Azuis.
Ridículo de bermuda, camiseta, boné, mochila, lanterna e bota. Mas seguro. Levei muita água, também. Aqui a temperatura varia de 26C a 32C, mas somando com a umidade, facilmente a sensação térmica ultrapassa os 40C. São tantos sons de pássaros diferentes que não consigo delimitar nem a metade e quanto mais identificá-los.
Gosto do mainá e sua pluralidade de vocalizações, parece até que fala. Vejo um amarelo bem grandão com um gorgeio alto, depois vou descobrir o nome.
Mas nada do danado cocoricar. Aí ouço uma barulhada na folhagem e dou de cara com um macaco com um círculo branco em volta dos olhos. Nunca havia visto um desses. Pareceu amistoso. Mas não arrisquei a socialização. É o langur de óculos.
O sol vem clareando o dossel de árvores que nos rodeiam. Elas são enormes. Feixes de luz compõe um cenário surreal.Silêncio. Ao que parece pode ser um predador de passagem. Pois quando a mata se cala é alguém grande e furtivo.
Uma civeta malaia surge do nada, comeu uma frutinha no chão e defecou. É aquela que fazem o café caríssimo que é vendido em Georgetown, no centro de Penang. Quase catei o resíduo dela.
Deve valer um dinheirão! Excitado com tantos encontros inesperados, quase me esqueci do objetivo. E não é que o Bankiva, o pai de todos os galos do mundo, me aparece ali. De frente. Imponente.
Peito cheio. Espora reluzente. Seu colar dourado, as penas vermelhas misturadas com as verdes, a cauda empinada e escura. Como é bonito! Olho para ele e ele olha para mim. São segundos, apenas.
Fotografei todo mundo, mas diante dele, vacilei. Não tinha me preparado. Sua presença majestosa me congelou. Só fiquei apreciando. Soltou seu grito e se foi. E eu parado ali. Pensando nesse animal que deu origem a uma espécie que nos alimenta com a carne e ovos por todo o mundo.
Incrível. Voltei feliz para casa, caminhando devagar, extasiado. Errei o caminho e fui parar uma espécie de clareira. E lá estavam todos reunidos, o langur, a civeta, o mainá e o galo, despreocupados. Quando se procura demais algo, é difícil achar e deixamos de perceber as maravilhas do caminhar.
Mas quando você relaxa e aproveita o percurso, até um galo Bankiva se põe a cantar.