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Caso do cantor Oliver Tree

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Morte do americano reacende debate sobre a importância do testamento. Especialista explica que o documento pode ser elaborado em cartório e traz mais segurança jurídica para a família

A morte do cantor norte-americano Oliver Tree, aos 32 anos, em um acidente aéreo no Rio de Janeiro, voltou a chamar a atenção para um assunto que costuma ser evitado, mas que pode fazer toda a diferença para as famílias: o planejamento sucessório. Meses antes de morrer, o artista revelou que havia deixado um testamento determinando que seu patrimônio fosse destinado integralmente a uma fundação criada para incentivar novos artistas, deixando sua vontade formalizada e documentada.

O caso ganhou repercussão internacional justamente por evidenciar a importância de registrar, em vida, a destinação do patrimônio, evitando dúvidas, disputas e longos processos judiciais entre herdeiros.

Planejamento evita incertezas

No Brasil, esse tipo de planejamento também está ao alcance da população e pode ser realizado por meio do testamento público, elaborado em cartório de notas. O documento garante autenticidade, segurança jurídica e preserva a vontade do testador dentro dos limites previstos pela legislação brasileira.

Segundo o tabelião Bruno Quintiliano, conselheiro da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Goiás (Arpen-GO), vice-presidente da Arpen Brasil e presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Goiás (Anoreg/GO), o testamento é uma ferramenta importante para quem deseja organizar a sucessão patrimonial de forma clara e segura.

“O planejamento sucessório não é um assunto relacionado apenas a grandes fortunas. Qualquer pessoa que queira deixar sua vontade expressa sobre a destinação do patrimônio pode fazer um testamento. Trata-se de um instrumento que proporciona segurança jurídica, reduz conflitos familiares e facilita o cumprimento da vontade do titular após o seu falecimento”, explica.

Testamento pode ser feito em cartório

Bruno destaca que muitas pessoas acreditam, equivocadamente, que fazer um testamento é um procedimento complexo ou inacessível. Na prática, o documento pode ser elaborado em um Cartório de Notas, com orientação do tabelião, que verifica a legalidade das disposições e garante que o ato seja realizado conforme determina a legislação.

“O testamento público é elaborado pelo tabelião, permanece arquivado em cartório e possui elevado grau de segurança jurídica. Além disso, o cidadão recebe toda a orientação necessária para que sua vontade seja respeitada, observando sempre os direitos dos herdeiros necessários previstos em lei”, afirma.

Como fazer o planejamento sucessório no cartório

Quem deseja organizar a sucessão patrimonial pode procurar um Cartório de Notas para receber orientação sobre o instrumento mais adequado ao seu caso. Entre as possibilidades está o t

estamento público, elaborado pelo tabelião e registrado com segurança jurídica.

De forma geral, o processo envolve:

●     Buscar orientação especializada: o tabelião esclarece quais são as possibilidades previstas na legislação e quais limites devem ser observados, como a proteção da parte destinada aos herdeiros necessários.

●     Manifestar a vontade: o cidadão informa como deseja destinar a parcela disponível de seu patrimônio e registra outras disposições permitidas por lei.

●     Lavratura do testamento: o documento é elaborado pelo tabelião, lido ao testador e assinado na presença das testemunhas exigidas pela legislação.

●     Guarda segura: o testamento permanece arquivado no Cartório de Notas, reduzindo riscos de perda, extravio ou adulteração do documento.

●     Alteração quando necessário: enquanto estiver em vida e em plena capacidade civil, o testador pode modificar ou revogar o testamento sempre que desejar.

Segundo Quintiliano, o mais importante é não deixar essa decisão para depois. “O planejamento sucessório permite que a vontade da pessoa seja respeitada e evita que familiares precisem enfrentar dúvidas ou conflitos em um momento já marcado pela dor da perda”, afirma.

Um ato de cuidado com quem fica

O especialista ressalta que o planejamento sucessório vai além da divisão de bens. O instrumento também proporciona tranquilidade para a família em um momento naturalmente delicado, reduzindo incertezas e evitando que decisões importantes precisem ser tomadas em meio ao luto.

“O maior legado que alguém pode deixar não é apenas o patrimônio, mas a organização da própria sucessão. Planejar é um ato de responsabilidade e cuidado com aqueles que ficam”, conclui.

Johny Cândido

Jornalista 

Registro Profissional nº GO 02807

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Isabella Daneluz amplia carreira e vai dos palcos às telas do cinema.

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Em turnê com “Miraculous Ladybug:

O Show Musical”, atriz encara novo desafio no audiovisual e integra produção sobre a trajetória de Lélia Gonzalez.

A atriz Isabella Daneluz, que vem construindo sua trajetória especialmente nos palcos e no teatro musical, prepara-se para um novo momento na carreira.

A artista amplia sua atuação no audiovisual ao interpretar Ana Felippe em uma produção dedicada à trajetória de Lélia Gonzalez, uma das mais importantes intelectuais, escritoras e ativistas brasileiras.

A obra resgata a história e o legado de Lélia Gonzalez, referência fundamental do pensamento social brasileiro e dos debates sobre racismo, sexismo, identidade, cultura e a realidade das mulheres negras no país.

Na produção, Isabella interpreta Ana Felippe, personagem ligada à trajetória de Lélia e apresentada na narrativa como uma de suas amigas e escritoras próximas, contribuindo para revelar também as relações pessoais, afetivas e intelectuais que fizeram parte dessa história.

Atualmente em turnê com “Miraculous Ladybug:

O Show Musical”, que chega a São Paulo em outubro, Isabella vive a experiência de transitar entre duas linguagens distintas.

Acostumada à intensidade, à projeção e à presença exigidas pelo teatro, a atriz encontra diante das câmeras um trabalho marcado pelas sutilezas da interpretação, pelos detalhes e pela construção de emoções em uma escala diferente.

A nova experiência representa também uma oportunidade de ampliar seu repertório artístico.

A passagem dos palcos para o audiovisual exige adaptações na forma de interpretar e permite que Isabella explore novas possibilidades profissionais, conciliando a experiência adquirida no teatro musical com os desafios de uma produção cinematográfica.

As gravações acontecem em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, cidades que integram a construção da narrativa e ajudam a dimensionar a trajetória retratada.

Ao reunir história, memória, cultura e representatividade, o projeto busca aproximar o público, inclusive as novas gerações, do pensamento e do legado deixado por Lélia Gonzalez.

Entre os palcos e as telas, Isabella Daneluz segue ampliando os caminhos de sua carreira.

Depois de conquistar espaço no teatro musical, a atriz passa a explorar com maior intensidade o audiovisual, levando sua experiência e sensibilidade artística para uma produção que recupera uma personagem fundamental da história brasileira e as pessoas que fizeram parte de sua trajetória.

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Geneticista Dr. Neto apresenta avanço em mapeamento genético durante MEDX Experience,

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Durante palestra, especialista apresentou aos médicos uma novidade na área da genética que amplia as possibilidades de prevenção, diagnóstico e personalização dos cuidados com a saúde.

O geneticista Dr. Neto foi um dos palestrantes do MEDX Experience, realizado nesta sexta-feira (28), no K Hotel, em Goiânia.

O encontro reuniu médicos em uma programação de imersão voltada à ciência aplicada à prática, tecnologia, gestão, inovação e aos novos caminhos que vêm transformando a medicina.

Durante sua participação, Dr. Neto apresentou aos profissionais presentes uma novidade relacionada ao mapeamento genético, apontada como um importante avanço para uma medicina cada vez mais individualizada.

A tecnologia permite ampliar a compreensão sobre características genéticas de cada pessoa e, a partir dessas informações, contribuir para estratégias mais direcionadas de prevenção, acompanhamento e cuidado.

A proposta representa uma mudança de perspectiva: além de atuar diante de doenças já instaladas, os avanços da genética possibilitam conhecer previamente determinadas predisposições e características individuais que podem auxiliar médicos e pacientes na tomada de decisões ao longo da vida.

Segundo o pesquisador Dr. Neto, o crescimento da medicina genética abre espaço para uma abordagem mais precisa, na qual cada paciente passa a ser analisado considerando também informações presentes em seu DNA.

O mapeamento pode oferecer dados que, associados à avaliação médica, histórico familiar, hábitos e outros exames, ajudam a construir uma visão mais ampla e personalizada da saúde.Durante a palestra, o geneticista destacou que essa evolução pode impactar diferentes áreas da medicina, justamente por fornecer informações capazes de auxiliar profissionais na compreensão de riscos individuais e na definição de estratégias de acompanhamento mais adequadas para cada perfil.

A novidade apresentada no MEDX Experience reforça um movimento que vem ganhando espaço na medicina: a transição de modelos generalizados de cuidado para uma atuação cada vez mais preventiva, preditiva e personalizada, utilizando a genética como uma importante aliada.

O MEDX Experience é direcionado a médicos que buscam acompanhar as transformações do setor e reúne ciência, tecnologia, gestão e inovação em uma programação voltada à aplicação prática do conhecimento.

A participação de Dr. Neto colocou a genética no centro dessa discussão, mostrando como informações presentes no DNA podem contribuir para uma nova forma de compreender a saúde e pensar a medicina do futuro.

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Por que o feito à mão voltou ao centro do design contemporâneo.

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Em plena era da inteligência artificial e da produção cada vez mais acelerada, processos artesanais voltam a ganhar protagonismo.

Para a arquiteta Camila Pimenta, não é nostalgia: é uma nova percepção de valor.

Quanto mais a tecnologia acelera a criação e torna possível reproduzir praticamente qualquer coisa, mais atenção o design contemporâneo parece dedicar àquilo que não pode ser replicado exatamente da mesma maneira.

Vidros soprados individualmente, pedras trabalhadas como esculturas, metais moldados, marcenaria, bordados e peças produzidas em pequenas séries voltam a ocupar espaço relevante na arquitetura.

Para Camila Pimenta, esse movimento não representa uma rejeição à tecnologia.

Pelo contrário.“A tecnologia amplia aquilo que podemos fazer.

Mas repertório, sensibilidade e intenção continuam determinando o que realmente vale a pena fazer.”

A arquiteta acredita que o encontro entre processos tecnológicos e conhecimento artesanal será cada vez mais importante.

Uma peça pode nascer de modelagem digital e engenharia de alta precisão e ainda depender das mãos de um artesão para adquirir sua característica mais especial.

E, nesse cenário, até pequenas variações passam a ter outro significado.“

Existe uma diferença enorme entre imperfeito e mal executado.

O artesanal que me interessa tem precisão, mas preserva aquilo que torna cada peça única.”

A mudança também chega à curadoria dos interiores.

Além de perguntar quem assina determinado objeto, passa a importar onde ele foi produzido, quem o executou, qual técnica foi utilizada e qual história existe por trás dele.

É uma lógica que Camila leva aos próprios projetos.

Sua pesquisa atravessa fabricantes, galerias, artistas, artesãos e diferentes países em busca de algo específico para cada residência.

E nem sempre a resposta está disponível no mercado.

“Às vezes procuramos no mundo inteiro e percebemos que a peça certa simplesmente não existe. Então, precisamos criá-la.

É justamente nesse ponto que arquitetura, interiores, arte e design de produto começam a se aproximar.

Em vez de uma residência construída apenas a partir de escolhas de catálogo, surgem peças desenvolvidas especificamente para aquele espaço e aquela família.

Para Camila, o retorno do feito à mão, portanto, não deve ser entendido como uma tendência estética. É consequência de um momento em que autoria, procedência e tempo voltam a participar da percepção de valor de um objeto.

“Talvez o futuro do design não esteja em escolher entre a mão e a máquina, mas em saber exatamente o que devemos pedir a cada uma delas.”

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