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Dia Mundial e Nacional da Osteoporose alerta para o risco da fratura vertebral

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Médico neurocirurgião especialista em coluna Túlio Rocha – crédito divulgação

Estima-se que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida

Em 20 de outubro celebra-se o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose, data criada com objetivo de promover a conscientização, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença.

A osteoporose é uma condição que enfraquece os ossos, tornando-os mais suscetíveis a fraturas. O neurocirurgião especialista em coluna Túlio Rocha chama atenção especialmente para a fratura vertebral por osteoporose e explica quais são os sintomas, o que fazer para evitar e os tratamentos e cuidados adequados.

A data visa tornar a prevenção da osteoporose e das fraturas uma prioridade global de saúde, alcançando profissionais de saúde, mídia, formuladores de políticas, pacientes e o público em geral.

A campanha enfatiza a ligação direta entre osteoporose e fraturas e o sério impacto provocado na vida das pessoas em termos de dor, incapacidades, independência perdida e impossibilidade de realizar tarefas da vida cotidiana.

Osteoporose é uma doença que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos enfraquecidos e predispostos a fraturas.

É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento. Mas ela também pode ocorrer em fases anteriores da vida se houver predisposição genética ou outros fatores de risco, como deficiência de vitamina D e histórico familiar.

O médico Túlio Rocha explica que a fratura por osteoporose na coluna vertebral é o sintoma desta fragilidade óssea devido a diminuição da densidade óssea na vértebra.

Esse tipo de lesão geralmente ocorre após quedas, embora possam surgir após mínimo ou nenhum trauma. Um terço das fraturas por osteoporose na coluna são espontâneas, ou seja, ocorrem sem nenhum trauma.

A dor nas costas é o principal sintoma de fratura por osteoporose e ocorre na região da vértebra fraturada, sendo mais comum na coluna dorsal (meio das costas) e na lombar (parte inferior das costas).

Outro sintoma é a deformidade, pois fraturas por osteoporose podem aumentar a cifose torácica, que é a curvatura natural da coluna vertebral na região do tórax.

A fratura por osteoporose pode acentuar a corcunda. O aumento da cifose torácica costuma ocorrer de forma lenta e gradual, acentuando-se a cada nova fratura.

Túlio Rocha destaca que existem ainda os casos assintomáticos, em que o paciente não apresenta sintoma e pode descobrir acidentalmente, caso realize uma radiografia de tórax, por exemplo.

O especialista esclarece que o diagnóstico do problema é obtido após exame físico minucioso e estudos de imagem, como radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e densitometria óssea.

Tratamentos e prevenção

Existem algumas formas de tratamento da fratura por osteoporose. A começar pelo medicamentoso, a analgesia. As drogas mais utilizadas são analgésicos simples, opióides e miorrelaxantes. Anti-inflamatórios devem ser evitados ou usados com cautela em idosos, devido a potenciais complicações renais e gástricas, alerta o médico.

Já os coletes têm por finalidade restringir movimentos da coluna que provocam dor. Os modelos variam de acordo com a localização da fratura (torácica e lombar). Nem todos os pacientes precisam usar coletes ou não se adaptam aos mesmos.

A cirurgia também é uma forma de tratamento indicado se houver persistência da dor, mesmo com tratamento clínico.

As técnicas mais utilizadas são a vertebroplastia e a cifoplastia. Nelas, introduz-se pequena quantidade de cimento ósseo no interior da vértebra fraturada, através de finas cânulas inseridas pela pele. O cimento ósseo possui efeito de estabilização da fratura, promovendo melhora da dor.

O neurocirurgião Túlio Rocha alerta que pacientes com fraturas por osteoporose têm maior risco de novas fraturas. Dessa forma, é fundamental que seja realizado tratamento medicamentoso da osteoporose, além do tratamento ortopédico.

Os fatores de risco para osteoporose são sedentarismo, baixo peso corpóreo, tabagismo, histórico familiar de osteoporose, uso crônico de corticóides, mulheres pós-menopausa.

Para prevenir o mal, recomenda-se dieta adequada rica em cálcio, vitamina D, proteínas e calorias; praticar exercícios físicos; não fumar; não beber em excesso; expor corpo ao sol preferencialmente pela manhã e evitar uso excessivo de corticóides.

A prevenção de quedas também é fundamental, pois muitas fraturas podem ser evitadas com simples medidas para reduzir risco de quedas, tais como: retirar tapetes ou fios soltos em casa; manter a casa bem iluminada, inclusive à noite no caminho para o banheiro; tomar cuidado com pisos escorregadios no banheiro e usar de corrimão bilateral nas escadas.

Serviço
Dia Mundial e Nacional da Osteoporose
Quando: 20 de outubro
Fonte: médico neurocirurgião Túlio Rocha


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Carinho e Reconhecimento

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A empresária Eliana Turccheti comemorou seu aniversário em grande estilo, cercada pelo carinho de amigos e familiares.

A data foi marcada por diversas homenagens recebidas nas redes sociais, que traduziram todo o afeto, admiração e reconhecimento por sua trajetória.

Querida por suas amizades, Eliana recebeu mensagens que destacaram sua atenção, generosidade e, principalmente, a confiança que sempre dedica às pessoas que fazem parte de sua vida.

Uma celebração especial para uma mulher que cultiva amizades verdadeiras e deixa sua marca por onde passa.

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Estatuto do Aprendiz

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Mudanças propostas no Senado podem tirar sete milhões de jovens do mercado de trabalho em dez anos

Emendas ao projeto que cria o Estatuto do Aprendiz podem alterar o cálculo da cota e reduzir oportunidades para adolescentes e jovens; IPHAC acompanha com preocupação a discussão e defende preservação da política de aprendizagem profissional

O futuro da aprendizagem profissional no Brasil está em discussão no Senado Federal. O Projeto de Lei (PL) 6.461/2019, que cria o Estatuto do Aprendiz e reúne em uma legislação específica regras atualmente distribuídas em diferentes normas, está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado com o objetivo de consolidar e atualizar as regras da aprendizagem profissional. Durante a tramitação, porém, foram apresentadas emendas que modificam pontos importantes do texto e provocaram preocupação entre entidades que atuam na formação e inserção de jovens no mercado de trabalho.

Para o presidente do Instituto Promover (IPHAC), Valdinei Valério, o debate precisa considerar que a aprendizagem não representa apenas uma obrigação legal para as empresas, mas uma política de inclusão social e profissional.

“Estamos falando de uma política pública que abre portas para milhares de adolescentes e jovens que estão buscando a primeira oportunidade. A aprendizagem oferece formação, experiência profissional, renda e, principalmente, perspectiva de futuro. Qualquer mudança na legislação precisa preservar esse caráter transformador.”

Mudanças podem afetar o cálculo da cota

Entre as emendas apresentadas no Senado estão propostas que retiram determinadas funções da base de cálculo da cota de aprendizagem. Entre elas aparecem atividades relacionadas à segurança privada, condução de veículos, operação de máquinas e funções que envolvam condições de risco, insalubridade ou periculosidade.

Outra emenda prevê exclusões relacionadas a atividades externas, permanentes ou sazonais, funções que exigem formação profissional específica e postos que demandem carteira nacional de habilitação.

Também está em discussão uma proposta que modifica o cálculo da cota em empresas da área da saúde, restringindo a base a empregados vinculados exclusivamente a funções administrativas e excluindo determinadas atividades assistenciais, clínicas, laboratoriais e terapêuticas.

Durante audiência pública realizada no Senado, o auditor-fiscal do trabalho Ramon de Faria Santos alertou para o possível impacto dessas mudanças. De acordo com ele, o fechamento de postos de aprendizagem poderia representar, ao longo de uma década, mais de 7 milhões de oportunidades que deixariam de ser ocupadas, considerando a rotatividade natural dos contratos.

Valdinei Valério considera que o impacto deve ser analisado para além dos números imediatos. “Quando uma vaga de aprendizagem deixa de existir, não estamos perdendo apenas um contrato. Estamos retirando de um jovem a possibilidade de ter sua primeira experiência profissional, de aprender uma profissão, desenvolver competências e começar a construir sua autonomia. Por isso, precisamos olhar para o impacto social dessas mudanças.”

IPHAC atua na formação e inserção de jovens

O IPHAC acompanha esse debate com preocupação, porque a aprendizagem profissional está entre as principais frentes de atuação da instituição. Por meio do Programa Promover Aprendiz, o Instituto trabalha com a formação integral dos jovens, combinando capacitação teórica e prática, acompanhamento educacional e psicossocial e inserção no mercado de trabalho.

Na prática, o trabalho desenvolvido pelo IPHAC vai além do encaminhamento do jovem para uma empresa. A instituição participa da formação e acompanha o processo de desenvolvimento profissional, buscando preparar o aprendiz para os desafios do mundo do trabalho.

“No IPHAC, nós vemos todos os dias o quanto uma oportunidade pode mudar a trajetória de um jovem. Nosso papel é fazer essa ponte entre juventude, educação e trabalho, oferecendo não apenas uma vaga, mas condições para que esse jovem se desenvolva e construa um projeto de vida”, defende Valdinei.

Debate envolve futuro de milhões de jovens

Atualmente, o Brasil possui cerca de 700 mil contratos de aprendizagem. Durante os debates no Senado, representantes do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e de entidades formadoras manifestaram preocupação com alterações que possam reduzir o alcance da política.

O texto em discussão também prevê outras mudanças, como novas regras para o cumprimento da cota, situações específicas de contratação de jovens com mais de 18 anos e mecanismos de acompanhamento individual do aprendiz.

Uma das emendas estabelece, por exemplo, que determinadas atividades práticas sejam destinadas exclusivamente a aprendizes maiores de 18 anos. Outra permite, em determinadas situações, a contratação direta de jovens entre 18 e 24 anos, com formação técnico-profissional por entidade formadora.

Para Valdinei, a modernização das regras pode ser importante, mas não deve ocorrer às custas da redução das oportunidades.

“Nós somos favoráveis ao aperfeiçoamento da legislação. O mundo do trabalho mudou e é natural que as regras também sejam aprimoradas. O que não podemos permitir é que, em nome dessa atualização, a aprendizagem perca sua capacidade de incluir justamente os jovens que mais precisam de uma oportunidade.”

Estatuto ainda está em tramitação

O PL 6.461/2019 continua em análise no Senado e ainda pode sofrer alterações. Portanto, as emendas apresentadas não representam mudanças já incorporadas à legislação. As regras atuais da aprendizagem profissional continuam valendo enquanto o projeto segue sua tramitação.

A discussão envolve diferentes setores. Representantes empresariais defendem ajustes que considerem as características específicas de atividades que apresentam riscos ou restrições à contratação de menores de 18 anos.

Já representantes do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e de entidades formadoras alertam para o risco de esvaziamento da política caso determinadas funções sejam retiradas da base de cálculo.

O presidente do IPHAC defende que o debate seja conduzido com equilíbrio, mas tendo a juventude como prioridade.

“Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio entre a realidade das empresas e a proteção dos direitos dos jovens. Mas esse equilíbrio não pode significar menos oportunidades. A aprendizagem precisa continuar sendo uma porta de entrada digna, protegida e qualificada para o mundo do trabalho”, conclui Valdinei Valério.

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Seminário

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A diretora do ICG – Instituto da Consciência, Sandra Chaves (D), durante o Seminário de Corretores, realizado no último dia 17 de agosto, no Sebrae Goiás. Na foto, ao lado da psicóloga Mara Suassuna, que prestigiou o evento dedicado aos profissionais do setor imobiliário.

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