De Zendaya a Jennifer Lawrence, celebridades resgatam o visual; Mari Borges explica como adaptar a tendência ao formato do rosto e à textura dos fios.
A franja está de volta — mas, desta vez, sem uma regra única.
Depois de aparecer em diferentes versões nos tapetes vermelhos, passarelas e produções de celebridades, o corte que atravessou décadas retorna aos salões com uma proposta mais personalizada, leve e conectada ao movimento natural dos fios.
Em 2026, nomes como Zendaya, Anne Hathaway, Margot Robbie, Mia Goth e Jennifer Lawrence já apostaram em diferentes interpretações da tendência.
Mais do que simplesmente cortar alguns centímetros na parte da frente do cabelo, a nova onda das franjas acompanha uma mudança na própria estética dos fios: saem os formatos extremamente rígidos e entram versões que conversam com o corte, a textura e o formato do rosto.
Para Mari Borges, visagista e terapeuta capilar, essa é justamente a principal diferença em relação a outras febres do passado.
“A franja voltou, mas não voltou de um jeito único. Hoje a gente tem muito mais liberdade para adaptar o corte. Ela pode ser mais longa, mais desfiada, cortininha, curta ou até mais desconectada.
O mais importante é que ela faça sentido para aquela pessoa, para o rosto e para o cabelo dela”, explica Mari.
A força da tendência pode ser vista nas escolhas recentes das famosas. Zendaya apareceu com uma microfranja durante as premieres de Homem-Aranha:
Um Novo Dia, enquanto Anne Hathaway resgatou a icônica franja de Andy Sachs durante a divulgação de O Diabo Veste Prada 2.
Margot Robbie também surgiu com uma versão reta e leve, e Mia Goth apostou na tradicional franja cortininha.
Mais recentemente, Jennifer Lawrence levou a tendência para uma versão ainda mais descontraída durante a Semana de Moda de Paris.
A atriz surgiu no desfile da Dior com uma franja curta, leve e irregular, deixando parte da testa à mostra e criando um efeito propositalmente menos polido.
Para Mari, justamente essa variedade ajuda a explicar por que a franja voltou a despertar interesse. “Ela muda muito a expressão sem precisar transformar completamente o cabelo.
É uma mudança pequena no comprimento, mas que pode trazer uma sensação completamente diferente para a imagem”, afirma.
Entre as versões que continuam em evidência está a curtain bangs, ou franja cortininha, que se abre ao centro e acompanha o contorno do rosto.
O modelo ganhou espaço justamente por ser mais fácil de adaptar e por permitir uma transição mais suave conforme os fios crescem.
Dakota Johnson, Sabrina Carpenter e Bruna Marquezine estão entre as famosas que ajudaram a consolidar diferentes interpretações desse estilo.
Outro caminho são as franjas mais curtas e texturizadas, que aparecem em uma proposta mais moderna e despojada.
Já as versões longas e desfiadas funcionam como uma espécie de porta de entrada para quem quer experimentar a tendência sem fazer uma mudança tão radical.
“A pessoa que tem medo de cortar pode começar por uma franja mais longa, que tenha conexão com as camadas da frente.
Assim, ela consegue sentir a mudança sem aquela sensação de que ficou presa a um corte”, orienta a especialista. A textura natural dos fios também passa a ter um papel importante.
Em vez de exigir que a franja permaneça perfeitamente alinhada, a proposta atual permite que ela acompanhe ondas, volume e diferentes movimentos do cabelo.
A ideia está alinhada à estética de 2026, que vem valorizando fios com aparência mais natural, menos rígida e com maior sensação de densidade.
“Hoje existe uma vontade muito grande de ter um cabelo bonito, mas que continue parecendo cabelo de verdade.
A franja entra nisso porque pode ser trabalhada respeitando a textura e o movimento dos fios. Não precisa ficar perfeita o tempo inteiro”, destaca Mari.
Para quem pensa em aderir, o principal cuidado, segundo a visagista, é não escolher a franja apenas pela referência de uma celebridade.
O mesmo corte pode produzir efeitos completamente diferentes dependendo da estrutura do cabelo, proporções do rosto e rotina de cada pessoa.
“Uma franja bonita na referência não significa necessariamente que aquele mesmo desenho vai funcionar para todo mundo. O segredo está em adaptar. A gente pode se inspirar na famosa, mas precisa traduzir aquela tendência para a realidade de cada cabelo”, explica.
Assim, a volta das franjas não representa apenas o retorno de um corte conhecido.
Ela acompanha uma temporada em que a beleza aposta cada vez mais em individualidade, movimento e mudanças personalizadas — seja para quem quer uma transformação marcante, seja para quem procura apenas uma maneira diferente de atualizar o visual.
“Às vezes, você não precisa mudar o comprimento inteiro ou fazer uma transformação enorme.
A franja já muda o olhar, o contorno do rosto e a maneira como o cabelo se apresenta.
Por isso ela continua sendo um recurso tão poderoso”, finaliza Mari.